Conecte-se com nossas redes

Nos campos

Sem Neymar na lista, Ancelotti é apresentado e convoca 23 jogadores para enfrentar Equador e Paraguai

Italiano chega com moral de multicampeão europeu e estreia em junho pelas Eliminatórias

Publicado

em

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou oficialmente nesta segunda-feira (26) o novo técnico da Seleção Brasileira: Carlo Ancelotti, um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol. O evento foi realizado em um hotel na Zona Oeste do Rio de Janeiro e a lista de convocados não contou com a presença de Neymar entre os nomes.

O italiano falou com a imprensa e anunciou a sua primeira convocação, com os 23 nomes que defenderão a Amarelinha nos jogos contra Equador e Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O novo presidente da CBF, Samir Xaud, rasgou elogios ao novo treinador na apresentação:

“Hoje aqui nós estamos fazendo história. A CBF contrata um dos maiores técnicos do mundo. Um cara muito experiente, que ama o futebol brasileiro e que tem experiência com jogadores brasileiros.”

Ancelotti, que desembarcou no país no domingo à noite, inicia sua trajetória à frente do Brasil em uma fase decisiva da competição. A Seleção ocupa o quarto lugar, com 21 pontos, mesma pontuação do Paraguai (5º colocado) e dois a menos que o Equador (vice-líder, com 23). Os confrontos serão nos dias 5 de junho, em Guayaquil, contra os equatorianos, e 10 de junho, na Neo Química Arena, em São Paulo, contra os paraguaios. Ele agradeceu o carinho do público logo na chegada dele ao Brasil e se mostrou feliz e motivado.

“É uma honra, um grande orgulho comandar a seleção, que é a melhor do mundo. Eu tenho um grande trabalho para fazer com que Brasil volte a ser campeão, vamos juntos. Precisamos de todos vocês.”

O Brasil, que não vence uma Copa desde 2002, aposta no currículo e na experiência do novo comandante para virar a página após bater na trave nos últimos mundiais.

A caminhada começa agora e esta é a primeira lista de convocados do novo treinador:

Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr) e Hugo Souza (Corinthians)

Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Alexsandro (Lille), Beraldo (PSG), Carlos Augusto (Inter de Milão), Danilo (Flamengo), Léo Ortiz (Flamengo), Marquinhos (PSG), Vanderson (Monaco) e Wesley (Flamengo)

Meias: Andreas Pereira (Fulham); Andrey Santos (Strasbourg), B. Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Ederson (Atalanta) e Gerson (Flamengo)

Atacantes: Antony (Betis), Estêvão (Palmeiras), G. Martinelli (Arsenal), Matheus Cunha (Wolverhampton), Raphinha (Barcelona), Richarlison (Tottenham) e Vini Jr (Real Madrid)

Baianão

Times do interior dominam a seleção do Baianão 2026

Dell é eleito o craque do campeonato e Anderson Pato leva o prêmio de jogador revelação

Publicado

em

A premiação dos melhores do Campeonato Baiano 2026 revelou um retrato interessante do futebol do estado: o protagonismo crescente dos clubes do interior. Na seleção oficial da competição, Jacuipense e Juazeirense foram os grandes destaques, confirmando a força das equipes que desafiaram os tradicionais gigantes da capital ao longo da temporada.

A equipe ideal do campeonato contou com três jogadores da Jacuipense, três da Juazeirense, dois do Bahia, além de representantes de Porto e Jequié. O goleiro Marcelo, da Jacuipense, foi o escolhido para defender a meta da seleção, enquanto a linha defensiva reuniu Diego Bolt (Jequié), Weverton (Jacuipense), Zé Romário (Juazeirense) e Peu (Porto).

No meio-campo, a consistência da Jacuipense apareceu novamente com Vinícius Amaral e Thiaguinho, que dividiram espaço com Rodrigo Nestor, do Bahia. Já o setor ofensivo trouxe Anderson Pato (Juazeirense), Kauê Furquim (Bahia) e Tiago Recife (Jequié), formando um ataque que simboliza bem a diversidade de forças da competição.

Jacuipense colhe frutos de campanha consistente

O bom desempenho da Jacuipense também foi reconhecido fora das quatro linhas. Rodrigo Ribeiro foi eleito o melhor técnico do campeonato, coroando uma campanha marcada por organização tática e competitividade diante de adversários mais tradicionais.

A premiação reforça uma tendência que vem se consolidando no Baianão nos últimos anos: os clubes do interior cada vez mais estruturados e capazes de disputar espaço com Bahia e Vitória.

Golaços, defesas e novas promessas

Entre os prêmios especiais, o destaque para o golaço do campeonato ficou com Ítalo, do Porto, marcado contra o Vitória em Porto Seguro. Já a defesa mais bonita foi protagonizada por Peu Alves, do Barcelona de Ilhéus, em partida contra o Atlético de Alagoinhas no estádio Antônio Carneiro.

O artilheiro foi Tiago Recife, do Jequié, com sete gols marcados. A revelação da competição foi o atacante Anderson Pato, da Juazeirense, que também integrou a seleção do campeonato e se firmou como uma das principais promessas do futebol baiano.

Já o prêmio de Craque do Campeonato, escolhido pelo voto popular, ficou com Dell, jovem destaque do Bahia, mostrando a força da torcida tricolor na mobilização e consolidando o atacante como um dos nomes mais comentados da temporada.

Continue Lendo

Baianão

Bahia vira sobre o Vitória na Fonte Nova e conquista o bicampeonato baiano invicto

Tricolor supera pressão após sair atrás no placar, conta com brilho de Jean Lucas e levanta o 52º título estadual diante de quase 50 mil torcedores

Publicado

em

O Bahia é novamente o dono do futebol baiano. Diante de 48 mil torcedores na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Tricolor venceu o Vitória por 2 a 1 neste sábado, de virada, e conquistou o 52º título do Campeonato Baiano, garantindo também o bicampeonato estadual de forma invicta.

A conquista ganhou contornos ainda mais simbólicos. Além de superar o maior rival em uma final direta, o Bahia voltou a levantar a taça sem derrotas 44 anos depois da última campanha invicta no estadual, consolidando uma resposta dentro de campo após a recente eliminação na Libertadores.

Vitória começa melhor e abre o placar

O clássico começou com o Vitória mais organizado e confortável em campo. Logo nos primeiros minutos, o time rubro-negro criou boas oportunidades com Ramon e Kayzer, enquanto o Bahia demonstrava dificuldades para se encaixar taticamente.

A superioridade inicial se transformou em vantagem aos 19 minutos do primeiro tempo. Em um contra-ataque rápido e bem executado, Baralhas apareceu para finalizar e abrir o placar para o Leão.

O gol aumentou a pressão sobre o Bahia, que passou a buscar o empate de forma mais agressiva, mas encontrou um sistema defensivo rubro-negro bem postado. O intervalo chegou com o Tricolor ainda em desvantagem, e sob vaias de parte da torcida na Fonte Nova.

Mudanças de Ceni mudam o jogo

A história da final começou a mudar no segundo tempo. Rogério Ceni mexeu na equipe, reorganizou o meio-campo e o Bahia voltou mais intenso e dominante.

Um dos protagonistas da reação foi Acevedo, que cresceu no jogo e participou diretamente das jogadas decisivas. Mas o grande nome da tarde foi Jean Lucas.

O meia marcou duas vezes, aos oito e aos 20 minutos da etapa final, virando o clássico e colocando o Bahia definitivamente no controle da partida. A partir daí, o Vitória encontrou dificuldades para reagir e viu o rival administrar o resultado até o apito final.

Um título com peso simbólico

O bicampeonato confirma a consistência da campanha tricolor no Baianão. O Bahia terminou a primeira fase como líder, somando 23 pontos em nove jogos (com sete vitórias e dois empates) e eliminou Juazeirense e Vitória nas fases decisivas.

A conquista serve também como resposta esportiva e emocional após a frustração continental. O título recoloca o Bahia em posição de confiança para o restante da temporada.

Noite de festa na Fonte Nova cheia

A final registrou 48.261 torcedores pagantes e renda de R$ 1.851.409, o segundo maior público da Arena Fonte Nova em jogos entre clubes, evidenciando o peso da decisão.

E o torcedor não precisará esperar muito para ver um novo capítulo desse clássico. Em apenas três dias, Bahia e Vitória voltam a se enfrentar no mesmo palco, desta vez pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

Continue Lendo

Baianão

Ba-Vi decide o Baianão e pode reviver lembrança histórica da disputa por pênaltis de 1977

Bahia e Vitória fazem a 30ª final estadual entre os rivais; único duelo decidido nas penalidades aconteceu há quase cinco décadas

Publicado

em

O clássico mais tradicional do futebol baiano volta a decidir um campeonato estadual. Bahia e Vitória se enfrentam neste sábado, às 17h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em jogo único que definirá o campeão do Campeonato Baiano.

Como a decisão será em partida única, um empate no tempo normal leva a disputa para os pênaltis. E, curiosamente, esse cenário já aconteceu apenas uma vez na história do clássico (embora não tenha sido em final de campeonato).

A noite interminável de 1977

O episódio ocorreu em 1977, durante o chamado pentagonal decisivo do Campeonato Baiano. Naquele dia, Bahia e Vitória empataram por 0 a 0 na Fonte Nova e precisaram recorrer às penalidades para definir o vencedor da partida.

O desfecho entrou para o folclore do futebol baiano. Foram 31 cobranças convertidas e quase 40 pênaltis batidos, em uma disputa longa e tensa que terminou com o tricolor vencendo por 16 a 15.

(Foto: Revista Placar – 27 de maio de 1977)

Reportagens da época, publicadas no Jornal dos Sports e na revista Placar, descreveram um clássico marcado por clima tenso, entradas duras e confusão em campo. O jogo teve quatro expulsões após uma entrada violenta que deixou o jogador Cláudio Deodato, do Vitória, com suspeita de fratura.

Mesmo em meio ao tumulto, o árbitro conseguiu levar a partida até a decisão nas penalidades. O momento decisivo veio quando Amadeu, do Vitória, desperdiçou a cobrança, permitindo que o Bahia convertesse o chute seguinte e garantisse o triunfo.

(Foto: Jornal dos Sports – 23 de maio de 1977)

Baianão 2026: mais que um título

Além da taça, o confronto coloca em disputa uma marca simbólica: quem vencer assume a liderança isolada no histórico de títulos conquistados em finais de Ba-Vi. Atualmente, os dois clubes estão empatados com 15 conquistas cada. O Bahia alcançou a igualdade ao levantar o troféu na última temporada.

A dupla Ba-Vi soma 30 títulos em 29 finais disputadas (entre eles) no Baianão. A conta não está errada! É tudo por causa da polêmica final de 1999, quando o Bahia foi para a Fonte Nova e o Vitória para o Barradão e – ao fim da confusão judicial – time e os dois foram declarados campeões.

Veja como o histórico Ba-Vi de 1977 foi noticiado na Revista Placar da época:

Revista Placar – 27 de maio de 1977

Continue Lendo

Mais lidas