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Nos campos

Itabuna segue 100% e Vitória da Conquista entra no G-4 do Baianão Série B

Rodada teve empates equilibrados e vitórias apertadas

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A 5ª rodada da Série B do Campeonato Baiano confirmou a boa fase do Itabuna, que venceu mais uma e segue como o único time com 100% de aproveitamento. Já o Vitória da Conquista, embalado pela segunda vitória consecutiva, entrou no G-4 pela primeira vez na competição.

No clássico do sul do estado, o Itabuna superou o Grapiúna por 2 a 0, no Estádio José Rocha, em Jacobina. Vinícius Amaral e Aisley Victor marcaram os gols da vitória do Dragão, que lidera de forma isolada, com 15 pontos em cinco jogos. O Grapiúna, por outro lado, amarga a penúltima posição, com apenas um ponto.

Quem também se destacou na rodada foi o Vitória da Conquista, que bateu o Teixeira de Freitas por 1 a 0, no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, com gol de Éder. O time do interior ainda perdeu um pênalti, mas garantiu os três pontos e agora é quarto colocado, com sete pontos. Já o Teixeira, ainda sem vitórias, é o lanterna da competição.

A rodada começou no sábado com o clássico entre Fluminense de Feira e Bahia de Feira, no Joia da Princesa, que terminou em 1 a 1. Luan, de pênalti, marcou para o Flu, e Ronan, também em cobrança de penalidade, empatou para o Tremendão. O Bahia de Feira se mantém na vice-liderança, com 11 pontos, e o Flu vem logo atrás, com oito.

No domingo, Ypiranga e Galícia empataram por 1 a 1 na Arena Cajueiro. Araújo abriu o placar para o Mais Querido e Palácios igualou para o Azulino. Ambas as equipes seguem no meio da tabela, com seis pontos. Já no duelo entre SSA FC e Leônico, também empate em 1 a 1 no Joia da Princesa: Arthur Caculé fez para a Pantera e Rickson empatou.

Próximos jogos da 6ª rodada (Série B do Baianão):
Sábado (31/05)

Teixeira de Freitas x Bahia de Feira – Mário Pessoa, 15h

Fluminense de Feira x Teixeira de Freitas – Joia da Princesa, 15h

Bahia de Feira x SSA FC – Arena Cajueiro, 15h

Domingo (01/06)

Vitória da Conquista x SSA FC – Lomanto Júnior, 15h

Leônico x Galícia – José Rocha, 15h

Itabuna x Ypiranga – Joia da Princesa, 15h

Nos campos

Morre Arnaldo Menezes, único árbitro baiano a atuar em uma Copa do Mundo

Ex-árbitro assistente participou de quatro partidas no Mundial da França, em 1998, e construiu carreira marcada por decisões nacionais e competições internacionais

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A arbitragem baiana perde um de seus principais representantes. Arnaldo Menezes Pinto Filho morreu neste sábado (12), deixando uma trajetória que o colocou na história do futebol do estado: ele foi o único árbitro baiano a trabalhar em uma Copa do Mundo.

Professor de Educação Física, Arnaldo começou a formação na arbitragem em 1982 e entrou para o quadro estadual em 1985, quando atuou pela primeira vez no Campeonato Baiano, na partida entre Botafogo e Catuense. Em 1989, chegou ao quadro nacional, estreando em uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro.

A carreira internacional começou em 1995, no jogo entre Corinthians e Botafogo. A partir daí, vieram participações em competições como Copa Libertadores, Eliminatórias, Mundiais de base e Copa do Brasil.

Quatro jogos na Copa de 1998

O momento mais importante da carreira aconteceu na Copa do Mundo da França, em 1998. Aos 42 anos, Arnaldo foi um dos dois representantes da arbitragem brasileira no torneio, ao lado do árbitro mineiro Márcio Rezende de Freitas.

O baiano participou de quatro partidas, incluindo uma das oitavas de final. Antes disso, também havia trabalhado em três jogos do Mundial Sub-17, no Paraguai, e quatro partidas do Mundial Sub-20, na Malásia, incluindo uma oitavas de final.

No futebol brasileiro, esteve em jogos importantes da Copa do Brasil, como a final de 1995 entre Flamengo e Grêmio, além de partidas envolvendo Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro.

Uma carreira construída no detalhe

Arnaldo encerrou a carreira em 2000, na partida entre Vasco da Gama e São Caetano. Ao longo da trajetória, acumulou aproximadamente 300 jogos no quadro da CBF e 200 pela FIFA, segundo o currículo divulgado.

Ele chegou a tentar a carreira como árbitro central, mas desistiu por considerar que seu físico franzino poderia ser uma dificuldade. Encontrou na função de assistente o caminho para alcançar o mais alto nível da arbitragem.

Arnaldo costumava comparar o trabalho do assistente ao de um goleiro: “Ficamos de costas para a torcida e não podemos cometer erros”. A frase resume uma função muitas vezes pouco percebida pelo torcedor. Na linha lateral, decisões tomadas em segundos podem alterar o destino de uma partida.

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Bahia lança terceiro uniforme com protagonismo dos povos indígenas

Camisa é construída em parceria com a FINPAT e leva ancestralidade, território e cultura indígena para projeto do clube

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O Bahia apresenta um novo terceiro uniforme para a temporada 2026 com uma proposta que vai além da estética. Desenvolvida em parceria com a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (FINPAT), a campanha coloca os povos originários como protagonistas da narrativa.

Com o conceito “O Brasil sempre esteve aqui”, o projeto foi construído a partir da participação de lideranças e comunidades indígenas. A proposta procura romper com o modelo tradicional de campanhas que apenas homenageiam povos originários, dando espaço para que suas próprias histórias, culturas e reivindicações sejam apresentadas.

Identidade indígena em campo

A camisa combina azul e dourado e traz uma estampa inspirada nos colares pataxó. O azul representa as águas e o Oceano Atlântico, enquanto o dourado faz referência ao Tawá, o barro, associado às riquezas da terra.

Na estreia, contra o Remo, na segunda-feira (14), pela 27ª rodada do Brasileirão, os jogadores do Bahia terão nas costas nomes de povos indígenas da Bahia, como Pataxó, Tupinambá, Kirirí e Atikum.

Antes da partida, lideranças indígenas também participarão do protocolo no gramado e farão a leitura do manifesto da campanha, acompanhadas por crianças indígenas.

A produção audiovisual foi realizada em territórios indígenas do Extremo Sul da Bahia e da Ilha de Itaparica, com participação de lideranças como a Cacica Inaiê Tupinambá e outros representantes indicados pelas próprias comunidades.

Resistência cultural

O projeto também prevê conteúdos sobre ancestralidade, sustentabilidade, preservação cultural, proteção dos territórios e formação de novas lideranças.

Esse é talvez o ponto mais relevante da iniciativa: a parceria não se limita à criação de uma camisa temática. Ao colocar a FINPAT na construção do conceito e da narrativa, o Bahia busca transformar a ação em uma plataforma permanente de conteúdo e diálogo.

O uniforme ainda é produzido com 100% de poliéster reciclado e utiliza a tecnologia dryCELL, voltada para absorção de umidade e respirabilidade.

A nova camisa já está à venda nos canais oficiais do Bahia e da PUMA. A versão Torcedor custa R$ 369,99, enquanto a versão Jogador sai por R$ 599,99. O modelo infantil custa R$ 329,99.

Confira outras imagens da nova camisa do Bahia:

(Fotos: Letícia Martins/EC Bahia)

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Salvador anuncia R$ 54 milhões para ampliar rede de campos e quadras esportivas

Prefeitura entrega o Campo do Cosmo, em Mussurunga, e prevê 101 novos espaços ou reformas

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A Prefeitura de Salvador anunciou um novo pacote de investimentos de R$ 54 milhões para implantação e reforma de 101 campos e quadras esportivas. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira (11), durante a entrega do Campo do Cosmo, em Mussurunga, que recebeu cerca de R$ 1,5 milhão em melhorias.

Dos novos equipamentos, 44 terão grama sintética. Com a conclusão do pacote, a cidade deverá chegar a 160 arenas com esse tipo de piso, segundo a Prefeitura.

Esporte como espaço de convivência

O Campo do Cosmo recebeu, além do gramado sintético, melhorias na drenagem, alambrado, pintura, cobertura lateral e iluminação em LED.

Mais do que uma obra de infraestrutura, a expansão da rede de equipamentos esportivos representa uma tentativa de levar opções gratuitas de lazer e atividade física para diferentes comunidades de Salvador. Campos e quadras também funcionam como pontos de encontro e convivência, especialmente para crianças e adolescentes.

A política pública, no entanto, não termina na entrega da estrutura. Quanto maior a rede, maior também a necessidade de manutenção, programação esportiva e atividades que garantam o uso contínuo dos equipamentos.

160 arenas de grama sintética

Segundo o prefeito Bruno Reis, Salvador será a cidade brasileira com o maior número de campos de grama sintética. A comparação também mostra uma mudança na demanda das comunidades: se antes a principal reivindicação era pela recuperação dos campos e instalação de iluminação, agora cresce a expectativa por estruturas mais completas.

Para além da formação de atletas, o investimento coloca o esporte como ferramenta de saúde, socialização e ocupação dos espaços públicos. O desafio será transformar os R$ 54 milhões anunciados em equipamentos bem cuidados e efetivamente utilizados pela população.

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