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Surfar depois dos 40: uma nova onda de consciência
Carioca Phil Rajzman, tricampeão mundial de longboard, afirma que é muito mais libertador surfar agora
Publicado
1 ano atrásem
Por
Redação
por Phil Rajzman *
Surfar aos 40 anos é uma experiência diferente. Já não é mais só sobre performance, vitórias ou títulos — é sobre significado de vida.
Depois de três décadas remando atrás de ondas ao redor do mundo, minha relação com o surfe foi se transformando naturalmente. Começou como uma brincadeira de criança, virou profissão, paixão e, mais recentemente, cura. No final de 2023, fui diagnosticado com câncer. Passei o ano de 2024 em tratamento. Em meio aos desafios físicos e emocionais, o surfe foi meu ponto de equilíbrio. O mar se tornou meu templo.
Mesmo ainda em remissão, tive forças para competir e vencer, em abril, a etapa de Saquarema, do circuito sul-americano da WSL (REMA WSL Saquarema Surf Festival). Uma vitória que não foi apenas esportiva — foi existencial. Cada onda agora tem um outro valor. A energia que troco com o oceano carrega mais do que técnica: carrega gratidão.
Aos 40, a gente entende o corpo com mais profundidade. As manobras mais explosivas exigem cuidados maiores, trocas rápidas de direção. Tudo isso pede respeito aos limites. Mas, ao mesmo tempo, a mente está mais afiada, o estilo mais refinado e a leitura do mar mais precisa. A técnica evolui com o tempo, e isso é libertador.
Minha preparação física hoje é mais equilibrada: yoga, treino funcional, musculação leve, respiração e meditação. Valorizo o descanso e a alimentação. Não busco mais o corpo de um atleta no auge. Busco saúde e longevidade. Quero continuar surfando não só bem, quero continuar surfando sempre.
Meu surfe mudou muito. Evoluiu junto com a minha percepção de mundo. As viagens, as competições, os aprendizados com os mestres — tudo isso foi moldando meu estilo. Sempre busquei unir o clássico com o progressivo, mesmo quando o circuito internacional tentou empurrar o Longboard para uma direção única e engessada.
Acredito que a verdadeira beleza do Longboard está no equilíbrio. No toque leve dos pés no bico da prancha e, ao mesmo tempo, na potência da manobra bem encaixada. Tenho orgulho de ter mantido minha essência mesmo me adaptando aos novos critérios, o que me levou a conquistar meu terceiro título mundial em 2016.

Do Rio para o mundo: uma vida no mar
Minha primeira viagem de surfe foi aos 10 anos, em 1992, representando o Rio de Janeiro no circuito brasileiro amador. Lembro com carinho das viagens no ônibus da FESERJ (Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro) com a equipe, parando em lugares como São Paulo, Florianópolis e Ceará. Era o começo de uma jornada que se tornaria minha vida inteira.
Em 2004, em Puerto Escondido, no México, vivi uma das experiências mais marcantes da minha carreira: vencer o evento mundial “Oxbow Soul and Stulyle”. Me vanglorio não só pelo nível das ondas — pesadas, tubulares, desafiadoras -, mas também pelo nível dos competidores: eram 16 campeões mundiais da história do Longboard reunidos. Terminei campeão do evento em uma final contra o Joel Tudor, o que consolidou minha trajetória internacional e marcou o início de uma nova fase na minha carreira. Esse campeonato me fez entender até onde o surfe poderia me levar.
Já enfrentei situações perigosas também. Em Sunset Beach, no Havaí, por volta de 1999, fiquei duas ondas submerso em um mar de 15 pés. Naquela época, não existiam os recursos de segurança de hoje, como coletes infláveis ou jet ski de resgate. Foi um susto grande, mas me ensinou muito sobre respeito ao oceano. E surfei também em Jaws, a onda de Peahi/Havaí, com ondas de 35 pés, na remada. Ali, é outro nível de poder da natureza. O mar se impõe. É preciso preparo físico, mental, espiritual — e muita humildade. São momentos que marcam para sempre. Felizmente, hoje temos tecnologia e preparação física que nos ajudam a minimizar os riscos nessas condições extremas.
E por falar em tecnologia, hoje, desenho minhas próprias pranchas. Busco o equilíbrio entre tradição e tecnologia. As pranchas modernas oferecem leveza, precisão e adaptação — mas carrego comigo o respeito pelas pranchas clássicas, com suas linhas puras e sua alma.
Admiro os shapes californianos, mas adapto para o meu estilo, para as ondas do Brasil e para o meu corpo. Acredito que cada surfista precisa encontrar a prancha que converse com sua essência — e isso, para mim, é parte fundamental do surfe como arte.
O surfe como escola de vida
Se eu pudesse voltar no tempo, não mudaria nada. Cada erro me ensinou. Cada vitória me mostrou aonde posso chegar. O surfe me deu tudo — e tudo o que ele tirou, foi para me ensinar a ser alguém melhor.
Hoje, o surfe representa liberdade, equilíbrio, espiritualidade e família. É através dele que me conecto com minha filha Coral, que começa agora a viver sua relação com o mar. Meu sonho é envelhecer surfando ao lado dela, sem pressa, sem pressão — apenas sentindo a energia da onda.
Ainda sonho em surfar em lugares que nunca fui, como Cloudbreak – um dos 10 melhores picos de surfe, na ilha de Tavarua, em Fiji -, Indonésia (Ásia) e Teahupo’o (Polinésia Francesa). Mas, acima de qualquer destino, o que importa é o que a onda traz: presença.
Aos jovens que estão começando agora, deixo um conselho simples: Mantenham sua essência. Respeitem o mar. Estudem as pranchas. Entendam seus corpos. Aprendam com os mais velhos, mas sigam a própria verdade.
O surfe é muito mais do que competição. É um estilo de vida. É uma linguagem silenciosa com a natureza.
Enquanto eu tiver saúde e vontade, estarei no mar. Porque o surfe é isso: um ciclo sem fim. Um retorno constante a quem realmente somos.
Aloha!
* Phil Rajzman é tricampeão mundial de longboard (em 2007 e 2016, campeão mundial pela World Surf League; e 2004 campeão mundial pela Oxbow Pro), bicampeão Pan-Americano (2007 e 2009) e atleta da elite mundial por 25 temporadas (até 2022).
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Curaçao: o menor país estreante na Copa do Mundo de 2026
Ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas, mas celebrando conquista histórica para o país,
Publicado
1 mês atrásem
junho 15, 2026
por Fernanda Brandão *
No dia 14 de junho, a seleção de Curaçao fez sua estreia na Copa do Mundo diante da Alemanha, tetracampeã mundial. Os alemães, por sua vez, participaram de 21 das 23 edições do torneio, tendo ficado de fora apenas da Copa de 1930, por não terem se inscrito, e da Copa de 1950, quando cumpriam suspensão após a Segunda Guerra Mundial. Apesar da derrota por 7 a 1, a partida foi marcada pela alegria dos jogadores e da torcida de Curaçao, característica que tem acompanhado a seleção caribenha desde o embarque na ilha até a visita ao estádio onde o jogo foi disputado.
Curaçao é uma ilha localizada no sul do Caribe, famosa por suas praias de águas azul-turquesa e areia branca, além de ser um destino fora da rota tradicional dos furacões. A nação é um país autônomo pertencente ao Reino dos Países Baixos, status adquirido em 2010 com a dissolução das Antilhas Holandesas. Curaçao possui cerca de 185 mil habitantes e uma economia impulsionada principalmente pelo turismo, comércio marítimo, serviços financeiros e refino de petróleo. O país apresenta bons indicadores sociais, como uma taxa de alfabetização de 97% e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,83, considerado elevado para um território de seu porte.
Curaçao foi inicialmente ocupada pelos espanhóis e posteriormente tornou-se posse da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que transformou a ilha em um importante entreposto comercial no século XVII. Durante a ocupação holandesa do Nordeste brasileiro, e especialmente após a retomada da região pelos portugueses, muitos holandeses estabeleceram-se em Curaçao, contribuindo para o desenvolvimento econômico e comercial da ilha. A sociedade curaçalenha é marcada pela mistura de influências ibéricas, holandesas, indígenas e africanas, resultado de sua trajetória histórica. A capital, Willemstad, é reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997.
Brasil e Curaçao mantêm boas relações diplomáticas, e o fluxo de turistas brasileiros para a ilha tem crescido nos últimos anos. Atualmente, o Brasil representa a quinta principal origem de turistas internacionais que visitam Curaçao, com cerca de 36 mil visitantes. Apesar desse crescimento, o destino ainda é relativamente pouco explorado pelos brasileiros e apresenta potencial significativo de expansão. O Brasil mantém um acordo bilateral com os Países Baixos voltado à facilitação do transporte aéreo para a ilha, estimulando o turismo e os investimentos. A expectativa é que, em 2026, o número de visitantes brasileiros alcance a marca de 50 mil pessoas, impulsionado pelas parcerias estabelecidas entre os dois países.
O comércio entre Brasil e Curaçao é marcado principalmente pela exportação de alimentos, animais vivos e maquinário industrial brasileiros. De forma mais ampla, os países da América Central e do Caribe são considerados mercados importantes para as exportações brasileiras e apresentam potencial para a ampliação das relações comerciais. Já o comércio de serviços destaca-se pelas parcerias ligadas aos setores financeiro e turístico.
A ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas de avançar às fases finais da competição, ocupando atualmente a 82ª posição no ranking da FIFA. Provavelmente, Curaçao não levantará a taça no dia 19 de julho. Ainda assim, a participação no torneio já representa uma conquista histórica para o país, que ganhou visibilidade no maior palco do futebol mundial ao chamar a atenção para sua alegria característica e para um destino paradisíaco ainda pouco conhecido por grande parte do mundo.
Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio
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Como o esporte disciplina mentes empreendedoras
Entenda porque o empreendedor precisa aprender a lidar com pressão sem perder clareza
Publicado
2 meses atrásem
junho 2, 2026Por
Redação
*Por Flávio Augusto da Silva
Existe uma característica comum entre grandes atletas e grandes empresários que pouca gente percebe: ambos aprendem cedo que talento, sozinho, não sustenta resultado.
O esporte foi uma das escolas mais importantes que eu tive para entender disciplina, repetição, resiliência e controle emocional. E, honestamente, acredito que muita gente subestima o impacto que essas habilidades têm no mundo dos negócios.
No esporte, você aprende rapidamente que não existe evolução sem rotina. Não existe resultado sem treino. Não existe vitória sem preparo. E, principalmente, aprende que perder faz parte do processo.
O empreendedorismo funciona exatamente assim.
As pessoas costumam olhar para empresários bem-sucedidos e enxergar apenas o resultado final. Veem a empresa pronta, os números, o reconhecimento. Mas quase nunca enxergam a quantidade de decisões difíceis, erros, pressão e repetição que existem por trás disso.
No esporte, ninguém acha estranho um atleta treinar durante anos para competir alguns minutos. Nos negócios, muita gente acha que vai construir algo relevante sem preparo, sem disciplina e sem consistência.
Talvez por isso eu tenha me conectado tanto com o futebol quando investi no Orlando City, nos Estados Unidos. Na época, muita gente não entendia aquele movimento. Mas eu enxergava algo que aprendi no empreendedorismo: todo fenômeno não percebido é um fenômeno não precificado.
O futebol nos EUA estava crescendo diante dos olhos do mercado, mas ainda havia pouca gente prestando atenção. E o esporte tem uma característica muito parecida com o empreendedorismo de revelar tendências humanas antes de muita gente perceber.
Esporte é comportamento. É cultura. É mentalidade.
Quando você acompanha a rotina de um atleta de alta performance, percebe rapidamente que a diferença raramente está apenas na técnica. O que separa os grandes nomes é a capacidade de manter disciplina mesmo quando ninguém está olhando. E empreender também é assim.
Existe uma romantização muito grande sobre motivação. Mas motivação é emocional. Disciplina é racional. E quem constrói algo relevante aprende a depender menos do estado emocional e mais da capacidade de continuar executando mesmo nos dias difíceis.
Eu costumo dizer que o empreendedor precisa aprender a lidar com pressão sem perder clareza. E isso o esporte ensina de forma brutal. Um atleta pode errar diante de milhares de pessoas e ainda assim precisar continuar no jogo. Um empresário também. Tomar decisões difíceis faz parte da rotina de quem lidera.
Outro ponto importante é que o esporte ensina que ninguém vence sozinho. As pessoas gostam da imagem do empresário solitário que construiu tudo por conta própria, mas isso não existe. Grandes resultados dependem de equipe, cultura, liderança e confiança, exatamente como acontece dentro de um time.
Talvez seja por isso que eu acredite tanto que o esporte ajuda a formar mentalidade empreendedora. Porque ele ensina sobre consistência e isso mercado cobra o tempo inteiro. No fim do dia, resultado não é consequência de intensidade momentânea. É consequência de repetição bem executada ao longo do tempo.
E isso vale para um atleta. Vale para um empresário. E vale para qualquer pessoa que queira construir algo relevante na vida. No esporte e nos negócios, a diferença quase nunca está em começar motivado. Está em continuar quando a motivação acaba.
* Flávio Augusto da Silva é empresário, ex-proprietário do Orlando City e acionista da Major League Soccer
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Copa do Mundo 2026 e criminosos digitais apostam na IA para vencer os jogos
Mundial deste ano é a primeira edição em que a digitalização dá lugar ao uso massivo da Inteligência Artificial
Publicado
2 meses atrásem
maio 19, 2026Por
Redação
por Fábio Bloise *
104 jogos realizados em 16 cidades nos EUA, Canadá e México. 48 seleções competindo. Expectativa de venda de até 7 milhões de ingressos. 38 dias de disputa. 77% da população brasileira planejando acompanhar os jogos pela TV e por canais de streaming. Evento acompanhado por dezenas de Apps, incluindo a oficial, Copa do Mundo FIFA 2026. Uso intensivo de IA em toda a organização da disputa. Trata-se de aplicações como Impedimento Semiautomatizado e VAR 2.0, em que avatares 3D dos jogadores permitirão análises de impedimento em milissegundos. Ou a plataforma Football AI Pro: agentes de IA apoiam as 48 seleções com dados, análises de fadiga muscular e sugestões táticas em tempo real. A IA está presente, também, nas plataformas que as Seleções nacionais utilizam para telemetria, construção de estratégias, ações de negócios e patrocínio.
Tudo isso faz da gigantesca Copa do Mundo 2026 a primeira edição em que a digitalização, uma marca dos jogos há décadas, dá lugar ao uso intensivo da Inteligência Artificial. Seja em chatbots que atendem às dúvidas dos espectadores, agendamento automatizado, ferramentas de tradução, detecção de fraudes ou análises operacionais, os sistemas de IA estão no core das decisões. Seu papel é executar automaticamente e em grande escala tarefas críticas para o sucesso dos jogos.
A Copa do Mundo 2026 pode, no entanto, ser fragilizada por ataques de cybersecurity também baseados em IA. É a primeira vez em que a superfície de ataque de uma Copa do Mundo passa a incluir aplicações, APIs e agentes de IA que se auto programam num ciclo sem fim.
Uma falha de IA não precisa ser uma violação gigantesca para causar caos. Pequenos erros, multiplicados em escala, podem ter um impacto enorme.
Cenários de ataque em potencial incluem:
- Um chatbot de suporte é induzido a revelar caminhos internos de violação, permitindo o avanço lateral dos ofensores.
- Uma IA de logística pode ser convencida por prompts maliciosos a enviar atualizações incorretas para milhares de torcedores.
- Um mecanismo de decisão automatizado pode agir com base em informações falsas, contornando as verificações humanas habituais.
Políticas antigas de segurança não protegerão a Copa do Mundo
A maioria de estruturas e controles de segurança foi criada para proteger componentes digitais como redes, sistemas e identidades. Não foram desenhadas para regular comportamentos.
Uma IA não falha porque alguém deixou uma porta aberta. Ela falha porque foi permitido que raciocinasse de uma forma que os projetistas não esperavam. Os testes tradicionais verificam se uma ferramenta funciona. Raramente checam como a ferramenta de IA se comporta quando alguém está intencionalmente tentando confundi-la.
À medida que a IA assume funções críticas na Copa do Mundo 2026, sua segurança deve ser avaliada com o mesmo rigor que as aplicações web tradicionais e as APIs. Isso significa confiar verificando sempre.
No mundo das aplicações web, um firewall de aplicações web (WAF) ajuda a proteger contra exploits de dia zero (desconhecidos), enquanto testes de penetração regulares garantem que o WAF esteja configurado corretamente e que vulnerabilidades não possam passar despercebidas. Os mesmos princípios se aplicam a LLMs e aplicações agênticas. Neste caso, guardrails desempenham um papel semelhante ao dos WAFs, enquanto testes Red Team contínuos desempenham o papel dos testes de penetração.
Guardrails de IA
Guardrails de IA não se resumem simplesmente a censurar palavrões ou bloquear abusos óbvios. Eles exigem limites rígidos e aplicáveis que distingam o comportamento permitido de “sugestões” criminosas projetadas para manipular o comportamento do modelo. Embora muitas soluções de guardrails aleguem alta eficácia, uma pesquisa recente destacou uma lacuna significativa entre o desempenho alegado e o desempenho real dos guardrails de IA. Em avaliações controladas usando prompts conhecidos ou documentados publicamente, os guardrails costumam ter um bom desempenho. No entanto, quando testados contra prompts inovadores (como prompts estruturados de forma criativa, indiretos ou poéticos), sua eficácia cai drasticamente. Essa disparidade demonstra que guardrails otimizadas para ameaças conhecidas frequentemente falham em generalizar a defesa. Isso abre a porta para que prompts adversários contornem os controles sem gerar alertas de violações.
Inteligência Red Team
Os testes Red Team usam IA para checar como os sistemas de IA podem ser manipulados por meio de prompts. A inteligência Red Team investiga pontos fracos como injeção de prompts, substituição de instruções, divulgação não intencional de dados e abuso de fluxos de trabalho autônomos.
Como os sistemas de IA não são estáticos, esses testes devem ser contínuos. Atualizações de modelos, novas integrações e padrões de uso em evolução podem alterar o comportamento do sistema de maneiras sutis. Testes adversariais contínuos ajudam a identificar antecipadamente pontos fracos emergentes. Isso permite que as proteções sejam refinadas e reforçadas em um ciclo contínuo de feedback de segurança.
A “IA do bem” é uma realidade na Copa do Mundo 2026 e causará impactos positivos nas milhões de pessoas que acompanharão os jogos de forma digital ou irão aos estádios ver as disputas. Toda a organização deste evento depende de IA, e isso é um grande avanço. O outro lado deste quadro é a audácia e a capacitação dos criminosos digitais que usam a “IA do mal” para obter ganhos financeiros ou políticos. Em junho e julho, além de torcer pela Seleção do Brasil, vamos assistir os resultados da disputa pelo domínio da IA. Quer os ataques contra a Copa do Mundo 2026 sejam divulgados claramente ou não, a luta nos bastidores será feroz.
*Fabio Bloise é Executivo de Vendas da F5 Brasil
Atletas do interior veem na Copa 2 de Julho a oportunidade de realizar o sonho de ser jogador profissional
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Curaçao: o menor país estreante na Copa do Mundo de 2026
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