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Nas águas

Atleta Luísa Sugimoto participa pelo segundo ano da TIS

Nadadora baiana da categoria Juvenil 1 é integrante da seleção brasileira de águas abertas e uma das promessas do esporte nacional

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A participação na 9ª edição da Travessia Itaparica-Salvador (TIS), que acontece neste final de semana (21 e 22/12), marca o encerramento do ano competitivo de 2024 para a nadadora baiana na categoria Juvenil 1, Luísa Sugimoto, de 15 anos. Considerada uma promessa da natação brasileira em piscina e águas abertas, a atleta integra a seleção brasileira de águas abertas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Patrocinada pela Acelen por meio do programa Faz Atleta, Luísa acumula 44 medalhas e 7 troféus conquistados em competições nacionais e internacionais somente em 2024.

Representando a CBDA, Luísa estreou em competições internacionais com resultados expressivos. Na Copa Pacífico de Águas Abertas, realizada no Equador, em agosto, garantiu o 2º lugar na categoria 14/15 anos e conquistou a medalha de ouro no revezamento misto 4x1500m. Em setembro, no Campeonato Mundial de Águas Abertas, realizado em Alghero, na Itália, terminou em 27º lugar na prova de 5 km, sendo a 2ª melhor sul-americana, além de conquistar a 9ª posição no revezamento misto 4x1500m.

No início de dezembro, durante a última etapa do Campeonato Brasileiro e do Circuito Sul-americano de Águas Abertas, em Inema, Luísa brilhou ao conquistar o título sul-americano por clubes e por seleções na categoria infantil (10 km). No revezamento misto 4x1500m, foi campeã sul-americana infantil por clubes e seleção, tanto na prova de 5 km quanto na de 10 km. Já no Campeonato Brasileiro, alcançou o vice-campeonato juvenil nas provas de 10 km, 5 km e no revezamento misto 4x1500m.

Para 2025, os planos de Luísa e do seu treinador Luis Rogério Arapiraca são participar das seletivas da Copa Pacífico, Sul-americano Juvenil, se manter entre as três primeiras no ranking nacional de piscina nas provas e 400/800 e 1.500 metros e estar entre as três primeiras no ranking nacional de maratonas aquáticas. As expectativas são grandes e o novo ano é uma nova promessa de muitas conquistas para a nadadora baiana.  

Luísa iniciou sua trajetória na natação aos 3 anos, após um episódio de quase afogamento que motivou seus pais a matricularam em uma escolinha de natação. Desde então, com dedicação, disciplina e treino, transformou-se em atleta. Aos 9 anos, destacando-se em competições escolares, foi aprovada em um teste para integrar o time do Yacht Clube da Bahia. Um ano depois, foi eleita melhor atleta baiana de águas abertas, título que manteve nos anos seguintes. Em 2021, 2022 e 2023, recebeu o reconhecimento como melhor atleta baiana em piscina e águas abertas, além de conquistar campeonatos estaduais em piscina.

Nas águas

Remada da Rainha do Mar transforma a Baía de Todos-os-Santos em espaço de fé, esporte e reconexão

Procissão alternativa sai do Comércio e propõe homenagem a Iemanjá longe das multidões do Rio Vermelho

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No dia 2 de fevereiro, quando Salvador volta seus olhos e oferendas para Iemanjá, a Baía de Todos-os-Santos também se torna cenário de um ritual que une espiritualidade, esporte e cultura marítima. A tradicional Remada da Rainha do Mar leva fiéis e remadores para a água a partir da Praia da Preguiça, no Comércio, em um percurso simbólico até o Forte São Marcelo.

Realizada em canoas havaianas, a iniciativa propõe uma vivência diferente da festa mais emblemática do calendário religioso baiano. Longe da intensidade das grandes multidões, a remada oferece um contato mais direto com o mar, em um trajeto de cerca de 5 quilômetros, marcado pela entrega de rosas e tributos à Orixá, em pleno coração da baía.

A ação integra a programação de fevereiro do Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que organiza saídas ao longo da manhã — às 6h, 7h30, 9h e 10h30 — além de uma última remada às 16h30, no encerramento da procissão marítima. O circuito é acessível tanto para remadores iniciantes quanto experientes, reforçando o caráter inclusivo da atividade.

Mais do que um evento esportivo, a Remada da Rainha do Mar se consolida como um roteiro cultural alternativo, valorizando a relação histórica dos baianos com o mar e propondo novas formas de vivenciar a fé. “A Praia da Preguiça se transformou nesse espaço de reconexão, mais individual, mas igualmente potente. Temos orgulho de fazer parte desse movimento”, destaca Lorena Lago, gestora do Kaiaulu Va’a.

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Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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Nas águas

Canoagem havaiana ganha espaço entre baianos e turistas no verão de Salvador

Modalidade une esporte, lazer e contemplação e atrai baianos e turistas à Baía de Todos-os-Santos

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Com a chegada do verão, Salvador volta a olhar com mais atenção para o mar como cenário e como espaço de vivência esportiva e cuidado com o corpo e a mente. Entre as práticas que crescem na estação mais quente do ano, a canoagem havaiana (Va’a) tem se consolidado como uma experiência que combina atividade física, lazer e conexão com a natureza.

A prática tem atraído tanto moradores quanto turistas interessados em explorar a Baía de Todos-os-Santos a partir de uma outra perspectiva. As remadas guiadas permitem percursos que passam por cartões-postais históricos da cidade, como o Forte São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, criando uma experiência que mistura esporte, paisagem urbana e contemplação.

Mais do que um passeio, a canoagem havaiana propõe um ritmo próprio. As remadas são cadenciadas, com paradas estratégicas para mergulho, descanso e observação do entorno. Esses elementos aproximam a modalidade de práticas associadas ao mindfulness e ao bem-estar físico e mental.

À frente de uma das iniciativas que impulsionam esse movimento está o Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que tem observado aumento significativo na procura por aulas e passeios durante o verão. Para a gestora Lorena Lago, o crescimento reflete uma mudança no perfil de quem busca lazer na cidade. “As pessoas querem estar ao ar livre, aproveitar o calor e o pôr do sol, mas também cuidar do corpo e da mente. A canoagem oferece tudo isso ao mesmo tempo”, explica.

A estrutura também acompanha essa demanda. Um flutuador instalado próximo ao Forte São Marcelo ampliou as possibilidades de vivência na água, funcionando como ponto de apoio para mergulhos, pausas e registros visuais da paisagem. A experiência começa ainda na areia, com orientações básicas sobre a técnica de remada, e se estende mar adentro, respeitando tanto iniciantes quanto praticantes mais experientes.

O avanço da canoagem havaiana em Salvador ajuda a revelar uma tendência mais ampla: a busca por experiências esportivas que dialoguem com o território, valorizem a paisagem e promovam saúde de forma integrada. A cada verão, a prática deixa de ser alternativa de nicho e passa a ocupar um espaço mais visível no cotidiano da cidade.

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