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Nos campos

Corinthians lamenta morte de ex-vocalista do Iron Maiden

Artista de 66 anos tinha grande identificação com os brasileiros

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Paul Di’Anno, o primeiro vocalista da lendária banda de heavy metal Iron Maiden, faleceu nesta segunda-feira (21), aos 66 anos. O cantor era torcedor do West Ham United, na Inglaterra, e do Corinthians aqui no Brasil.

Famoso por sua passagem no Iron Maiden entre 1978 e 1981, Di’Anno gravou dois álbuns icônicos com a banda, “Iron Maiden” e “Killers”, antes de ser substituído por Bruce Dickinson. Ao longo de sua carreira, Di’Anno continuou a se apresentar em várias partes do mundo, mas recentemente precisou se afastar dos palcos devido a problemas de saúde.

Além de sua importância para o heavy metal, Paul Di’Anno era também corinthiano declarado. Ele costumava vestir a camisa do Corinthians em shows pelo mundo e declarou em entrevistas que se identificava com a história e a torcida do clube. “Sou da zona leste de Londres, como se fosse a favela de lá, e tenho simpatia pelo Corinthians. A primeira vez que vi o Corinthians jogar foi na TV, tinha o Sócrates”, disse em entrevista à TV Cultura.

O Corinthians prestou sua homenagem nas redes sociais, destacando a conexão do músico com o clube.

O artista foi encontrado em sua residência em Salisbury, na Inglaterra, mas a causa da morte ainda não foi divulgada. Com uma relação afetiva especial com o Brasil, Di’Anno deixou dois filhos nascidos em território brasileiro e um legado que ultrapassa os limites da música.

Baianão

Ba-Vi decide o Baianão e pode reviver lembrança histórica da disputa por pênaltis de 1977

Bahia e Vitória fazem a 30ª final estadual entre os rivais; único duelo decidido nas penalidades aconteceu há quase cinco décadas

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O clássico mais tradicional do futebol baiano volta a decidir um campeonato estadual. Bahia e Vitória se enfrentam neste sábado, às 17h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em jogo único que definirá o campeão do Campeonato Baiano.

Como a decisão será em partida única, um empate no tempo normal leva a disputa para os pênaltis. E, curiosamente, esse cenário já aconteceu apenas uma vez na história do clássico (embora não tenha sido em final de campeonato).

A noite interminável de 1977

O episódio ocorreu em 1977, durante o chamado pentagonal decisivo do Campeonato Baiano. Naquele dia, Bahia e Vitória empataram por 0 a 0 na Fonte Nova e precisaram recorrer às penalidades para definir o vencedor da partida.

O desfecho entrou para o folclore do futebol baiano. Foram 31 cobranças convertidas e quase 40 pênaltis batidos, em uma disputa longa e tensa que terminou com o tricolor vencendo por 16 a 15.

(Foto: Revista Placar – 27 de maio de 1977)

Reportagens da época, publicadas no Jornal dos Sports e na revista Placar, descreveram um clássico marcado por clima tenso, entradas duras e confusão em campo. O jogo teve quatro expulsões após uma entrada violenta que deixou o jogador Cláudio Deodato, do Vitória, com suspeita de fratura.

Mesmo em meio ao tumulto, o árbitro conseguiu levar a partida até a decisão nas penalidades. O momento decisivo veio quando Amadeu, do Vitória, desperdiçou a cobrança, permitindo que o Bahia convertesse o chute seguinte e garantisse o triunfo.

(Foto: Jornal dos Sports – 23 de maio de 1977)

Baianão 2026: mais que um título

Além da taça, o confronto coloca em disputa uma marca simbólica: quem vencer assume a liderança isolada no histórico de títulos conquistados em finais de Ba-Vi. Atualmente, os dois clubes estão empatados com 15 conquistas cada. O Bahia alcançou a igualdade ao levantar o troféu na última temporada.

A dupla Ba-Vi soma 30 títulos em 29 finais disputadas (entre eles) no Baianão. A conta não está errada! É tudo por causa da polêmica final de 1999, quando o Bahia foi para a Fonte Nova e o Vitória para o Barradão e – ao fim da confusão judicial – time e os dois foram declarados campeões.

Veja como o histórico Ba-Vi de 1977 foi noticiado na Revista Placar da época:

Revista Placar – 27 de maio de 1977

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Negócios

Santos lidera crescimento digital no Brasil, mas fenômeno Feira FC chama atenção na Bahia

Ranking do IBOPE Repucom aponta Peixe no topo em fevereiro; novo clube baiano alcança 61 mil seguidores em menos de uma semana

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O futebol brasileiro também se decide fora das quatro linhas, e fevereiro foi prova disso. De acordo com o Ranking Digital dos Clubes Brasileiros do IBOPE Repucom, Santos, Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Grêmio foram os clubes que mais cresceram em número de seguidores nas redes sociais no último mês, somando juntos mais de 1,1 milhão de novas inscrições. O recém-criado Feira FC também se destava no cenário digital.

O Santos liderou o levantamento, com 330 mil novos seguidores, impulsionado principalmente pelo Instagram, além de forte desempenho no Facebook e TikTok. O Corinthians apareceu em segundo lugar, com 306 mil novas inscrições, enquanto o Flamengo fechou o pódio ao atingir 270 mil — número que ajudou o clube carioca a alcançar a marca de 25 milhões de seguidores apenas no Instagram.

Na sequência aparecem Palmeiras, com 175 mil novos inscritos, e Grêmio, que completou o TOP 5 com 46 mil. O relatório também destacou o São Paulo, que ultrapassou 2 milhões de inscritos no YouTube, e o Remo, dono do maior crescimento proporcional entre os 25 maiores clubes do país.

O case baiano que surpreende

Se no cenário nacional os gigantes seguem dominando a vitrine digital, na Bahia um projeto recém-nascido começa a chamar atenção. O Feira Futebol Clube (@feirafc) atingiu 61 mil seguidores no Instagram em menos de uma semana de criação, número expressivo para um clube fundado em 2025 e ainda em fase de consolidação esportiva.

O salto foi impulsionado por uma estratégia agressiva de comunicação e pelos anúncios de reforços midiáticos como o atacante Thiago Galhardo, com passagem pela Seleção Brasileira, e Lucaneta, fenômeno do futsal e do x1, além de influenciador com forte presença digital.

Em termos absolutos, o crescimento do Feira FC ainda é distante dos milhões movimentados por Santos ou Flamengo. Mas, proporcionalmente, o feito impressiona: trata-se de um clube sem histórico competitivo consolidado que já nasce entendendo a lógica do futebol contemporâneo onde marca, engajamento e narrativa caminham lado a lado com o desempenho esportivo.

O novo jogo do futebol

O levantamento do IBOPE Repucom confirma uma tendência: campanhas esportivas impactam diretamente o crescimento digital. Corinthians e Palmeiras surfaram no Campeonato Paulista, enquanto Flamengo colheu frutos da final carioca.

No caso do Feira FC, a equação é inversa. Primeiro veio o barulho nas redes; o desafio agora é transformar expectativa em resultado dentro de campo. O clube já está confirmado na Série B do Baianão 2026, e já demonstra que pretende disputar espaço também no ambiente virtual.

Em um futebol cada vez mais orientado por audiência, dados e influência, crescer nas redes não é apenas vaidade — é ativo estratégico. E, nesse quesito, o cenário nacional tem líderes consolidados, mas a Bahia pode estar assistindo ao nascimento de um novo case de marketing esportivo.

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Negócios

Feira FC surge como SAF ambiciosa e pode disputar a Série B do Baianão 2026

Novo clube feirense já aparece no BID da CBF, aposta em marketing digital e sonha alto antes mesmo da estreia oficial

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Feira de Santana pode ganhar um novo protagonista no futebol estadual em 2026. Fundado em 2025, o Feira Futebol Clube desponta como candidato à disputa da Série B do Campeonato Baiano e já começa a se movimentar nos bastidores como um projeto estruturado no modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O nome do time já consta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, passo burocrático importante para qualquer clube que pretenda participar de competições oficiais. A confirmação da presença na segunda divisão estadual, no entanto, ainda depende de definição da federação e da eventual desistência de equipes que possam abrir vaga no torneio.

Sob comando do advogado e empresário Marcus Rios, idealizador e proprietário da SAF, o Feira FC nasce com discurso de profissionalização e valorização da identidade feirense. O mascote escolhido — o sariguê, animal típico da fauna baiana — simboliza essa tentativa de conexão com o território.

“Estamos construindo um clube com identidade, gestão profissional e raízes em Feira de Santana”

Feira, que historicamente já contou com representantes tradicionais no futebol baiano, volta a ter um projeto com pretensão de longo prazo. O desafio será transformar discurso empresarial em competitividade dentro de campo — etapa onde muitos projetos recentes esbarraram.

Marketing agressivo e influência digital

Um dos diferenciais do novo clube é a estratégia de marketing. O projeto conta com apoio dos empresários e influenciadores Neto Lima e Bruno Karttos, ligados à Mansão Green, apresentada como um dos maiores hubs de influenciadores da América Latina. A empresa, inclusive, adquiriu os naming rights do estadual, batizado de Baianão Mansão Green 2026.

A presença de um grupo de comunicação digital na estrutura inicial do clube revela uma aposta clara: construir marca e engajamento antes mesmo da consolidação esportiva.

Reforço de peso no radar

Nos bastidores, o nome do atacante Thiago Galhardo, de 36 anos, ganhou força após aparecer no site oficial do clube. Com passagem pela Seleção Brasileira e experiência em grandes clubes, o jogador disputou a última Série D pelo Santa Cruz, com sete gols em 24 partidas.

A assessoria do atleta confirmou que existem conversas iniciais, mas sem qualquer definição. Caso se concretize, seria um movimento simbólico para dar musculatura ao projeto logo na largada.

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