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Na vida

Everton Ribeiro visita Obras Sociais Irmã Dulce em tarde de emoção e solidariedade

Capitão tricolor participa do lançamento de camisas em homenagem a Santa Dulce e destina renda ao tratamento de pacientes com câncer

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O capitão do Bahia, Everton Ribeiro, participou nesta semana de uma ação que reforça o elo entre esporte e solidariedade. O meia conheceu de perto o trabalho das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), instituição que acolhe mais de três milhões de pessoas por ano, e lançou, ao lado da entidade, as novas camisas da campanha “Ninguém nos vence em doação!” — inspirada nos valores de Santa Dulce dos Pobres.

A iniciativa amplia a parceria entre o clube e a OSID, que agora apresenta duas camisas com estampas exclusivas: uma homenageia a santa baiana, e outra traz a frase “Ninguém nos vence em vibração”, um dos gritos mais simbólicos da torcida tricolor. As peças custam R$ 80 e têm a renda integralmente revertida para o tratamento de pacientes com câncer. Elas podem ser adquiridas na Loja Santa Dulce, na Avenida Dendezeiros, em Roma, ou no site loja.irmadulce.org.br.

Everton Ribeiro, de 36 anos, vive um momento especial dentro e fora de campo. Após passar recentemente por uma cirurgia para tratar um câncer de tireoide, o jogador se recuperou bem e agradeceu o apoio recebido por familiares, amigos e torcedores. No Bahia desde o início de 2024, o camisa 10 soma 53 partidas, três gols e sete assistências sob o comando de Rogério Ceni, mantendo-se como uma das principais referências da equipe.

Confira as fotos da visita de Everton Ribeiro às Obras Sociais Irmã Dulce:

Eventos

Lei de Incentivo ao Esporte se torna permanente e redefine o financiamento esportivo no Brasil

O que muda com o novo marco sancionado por Lula, e por que isso impacta crianças, atletas e projetos sociais em todo o país?

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A Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) deixou de ser uma política temporária para se tornar parte estruturante do financiamento esportivo brasileiro. A sanção do presidente Lula do PLP 234/2024, nesta quarta-feira (26), no Palácio do Planalto, marca um novo capítulo para projetos que dependem de renúncia fiscal para existir – sendo muitos deles voltados à iniciação esportiva, inclusão social e formação de atletas.

Com a mudança, a política passa a operar de forma contínua. Isso significa planejamento de longo prazo, maior segurança para entidades e uma relação mais clara entre governos, empresas e sociedade civil na gestão dos recursos. É um avanço institucional raro num país em que iniciativas esportivas costumam oscilar a cada ciclo político.

Uma política mais estável e abrangente

A nova legislação atualiza regras, simplifica processos e amplia o alcance dos projetos que podem ser apoiados. A partir de 2028, empresas poderão deduzir até 3% do IR. Além disso, projetos de inclusão social seguem autorizados a alcançar 4%. Pessoas físicas poderão deduzir até 7%.

Esse redesenho coloca a LIE num patamar mais moderno, com critérios objetivos para apresentação, aprovação e prestação de contas. É uma tentativa de dar clareza e previsibilidade a um mecanismo que vinha crescendo, mas ainda sofria com burocracia e limitações legais.

Impacto direto na base e no rendimento

O ministro do Esporte, André Fufuca, destacou que a política já beneficiou mais de 3 milhões de pessoas e movimentou R$ 2,5 bilhões em recursos desde 2023. O caráter permanente fortalece especialmente os projetos de base; onde o esporte funciona como ferramenta de educação, proteção social e descoberta de talentos.

É nesse ponto que a sanção se torna mais simbólica: ela dá às crianças, jovens e atletas de regiões periféricas a chance de participar de iniciativas que antes dependiam de captação instável, quando conseguiam sair do papel.

Modernização e controle

A lei revisada também aprimora mecanismos de transparência, acompanhamento e responsabilização, dois gargalos apontados por entidades e órgãos de controle. O objetivo é garantir que os recursos cheguem de fato a ações efetivas, e não se percam em projetos pouco consistentes.

Ao mesmo tempo, a simplificação das etapas promete facilitar a vida de escolas, ONGs e clubes que trabalham no cotidiano, muitas vezes com estruturas mínimas, mas enorme impacto social.

O próximo passo: transformar norma em prática

Com a sanção, o texto segue para publicação no Diário Oficial e entra em fase de regulamentação. É quando decretos e regras específicas vão definir como a política será aplicada no dia a dia. Se essa etapa for bem executada, o Brasil terá um dos sistemas de incentivo ao esporte mais organizados da América Latina.

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Na vida

Jornalista baiano alcança destaque nacional no Concurso do Museu do Futebol 2025

Memória afetiva de um estádio no interior da Bahia levou Dudu Machado ao Top 5 entre mais de 760 textos

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O jornalista Dudu Machado, de Feira de Santana, colocou a literatura baiana em destaque ao conquistar o 4º lugar no Concurso de Crônicas e Contos do Museu do Futebol 2025, anunciado na última terça-feira (25). A edição, dedicada ao tema “Futebol Sul-Americano”, recebeu mais de 760 textos vindos de autores de diferentes países e em dois idiomas — um retrato da diversidade cultural que sustenta o imaginário do continente.

A crônica premiada, “A América cabe no meu quintal”, revisita o tradicional Estádio Joia da Princesa, palco que marcou a relação do autor com o Fluminense de Feira. No texto, Dudu Machado reconstrói lembranças de arquibancada a partir de um reencontro com o estádio ao lado de um amigo uruguaio: encontro que se transforma num diálogo simbólico entre a identidade do interior da Bahia e a mística que envolve o futebol sul-americano.

“Estar entre os 20 vencedores desse concurso é uma honra, ser o 4º colocado é motivo de muito orgulho. Sonho realizado, feliz por levar o nome da minha cidade para o Brasil.”

resultado destaca a força das narrativas regionais e revela como histórias aparentemente locais podem ecoar de forma universal quando atravessadas pela cultura do futebol. A comissão julgadora reuniu nomes de diferentes frentes do esporte e da literatura: o jornalista Klaus Richmond (Revista Placar), a escritora Luiza Romão, o historiador Matias Pinto e a gestora cultural Renata Beltrão, responsável pela organização do concurso.

Para ler a crônica “A América cabe no meu quintal”, de Dudu Machado, basta clicar aqui

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Artigos

Diversidade no esporte: barreiras, oportunidades e o papel estratégico das marcas

Caminho dos atletas até o alto rendimento segue marcado por problemas estruturais profundos

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por Stefan Santille *

Uma pesquisa de 2023 realizada pela NIX Diversidade em parceria com a Nike revelou um problema persistente no esporte brasileiro: 85,3% dos entrevistados identificam a LGBTfobia como uma chaga na prática esportiva nacional, e 68,3% já presenciaram situações de discriminação em eventos esportivos. Apesar desse cenário, iniciativas inclusivas mostram que a transformação é possível. Por três dias, a USP Leste se tornou palco de inclusão ao sediar a Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social (Siems), reunindo ativistas, educadores e atletas para debater os caminhos, e obstáculos, para uma prática esportiva mais justa para a população LGBTQIAPN+.

Falar em diversidade no esporte ainda é, para muitos, um discurso distante da realidade. Embora a ascensão de alguns atletas minoritários nos encha de orgulho, o caminho até o alto rendimento segue marcado por barreiras estruturais profundas. A falta de acesso a espaços de treinamento de qualidade, a escassez de patrocínio, a reprodução de preconceitos e a ausência de políticas inclusivas formam um cenário que limita a entrada, a permanência e a ascensão de atletas de minorias no esporte profissional.

Mesmo assim, há avanços concretos. Segundo o estudo da NIX, os coletivos inclusivos cresceram 32% desde 2020, com iniciativas como o Flamengo LGBTQ+ e a Liga BR de Vôlei LGBTQ+. No âmbito institucional, a Confederação Brasileira de Vôlei passou a incluir cláusulas antidiscriminatórias em seus contratos, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criou um comitê de diversidade, ainda que ações no futebol masculino sigam tímidas. Esses exemplos mostram que mudanças estruturais são possíveis quando há compromisso e ação.

Esse contexto impacta diretamente a representatividade. Quando jovens não se veem refletidos nos que chegam ao topo, o sentimento de pertencimento diminui. E sem pertencimento, é quase impossível sustentar a motivação em uma trajetória esportiva tão exigente. A desigualdade socioeconômica intensifica esse ciclo: sem recursos básicos como equipamentos, treinamentos adequados e apoio financeiro, muitos talentos sequer conseguem iniciar sua jornada. O resultado é evidente: menos diversidade, menos inovação e menos oportunidades de formação de novos ídolos.

Mas o caminho é possível. Investir em diversidade no esporte já tem mostrado resultados concretos: conquistas em competições, fortalecimento de comunidades e maior engajamento do público. Globalmente, práticas inclusivas impulsionam desempenho, inovação e reputação das organizações envolvidas.

É nesse contexto que empresas, patrocinadores e mídia precisam assumir um papel de protagonismo. Mais do que apoiadores pontuais, devem atuar como multiplicadores de impacto, financiando projetos, criando políticas afirmativas, oferecendo visibilidade e sustentando iniciativas que promovam igualdade real. Diversidade no esporte não é apenas uma pauta social, é uma estratégia de marca. Conectar-se a novos públicos, reforçar autenticidade, gerar engajamento e inovação são diferenciais competitivos em um mercado cada vez mais atento a propósito.

Iniciativas como suporte financeiro, mentorias, gestão de carreiras e ações afirmativas em federações e campeonatos, já demonstram impacto positivo. Campanhas institucionais e debates públicos também aceleram mudanças estruturais, combatendo preconceitos e pressionando por políticas mais inclusivas.

Para as marcas que ainda não se comprometeram, a mensagem é clara: o momento é agora. Diversidade não é custo, é investimento em inovação, relevância e sustentabilidade. Ignorar esse movimento significa perder talentos, clientes e oportunidades de crescimento.

Ao observar de perto a realidade de atletas de minorias, é possível compreender como os desafios ultrapassam o campo de jogo. Investir na transformação dessas trajetórias gera resultados que vão muito além de medalhas: esperança, inclusão e mudança social.

Se quisermos um esporte mais justo e representativo, é necessária uma ação coordenada. Cabe a todos, empresas, sociedade, governos e mídia, garantir que nenhum talento seja desperdiçado por falta de oportunidade.

*Stefan Santille é esportista, empresário e especialista em marketing

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