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Eventos

Festival Paralímpico reúne mais de 27 mil jovens e consolida movimento inclusivo no Brasil

Na Bahia, Salvador e Vera Cruz receberam o evento que amplia acesso ao esporte adaptado

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Mais de 27 mil crianças e jovens participaram, neste sábado (20), da 10ª edição do Festival Paralímpico Loterias Caixa, realizado em 105 cidades do país, incluindo todas as capitais. O evento, que teve como palco principal o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, ofereceu vivências em modalidades como badminton, vôlei sentado, atletismo e futebol de cegos, reforçando a proposta de inclusão por meio do esporte.

Criado em 2018, o Festival cresceu rapidamente: de 7 mil inscritos em sua estreia para mais de 54 mil apenas em 2025, somando as duas edições do ano. O formato lúdico e descentralizado possibilita que crianças e adolescentes de 7 a 23 anos, com e sem deficiência, tenham o primeiro contato com o esporte adaptado — um passo inicial que pode se transformar em carreira esportiva.

Na Bahia, o evento aconteceu em Salvador e em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. Em Maceió, três jovens do povo indígena Wassu Cocal percorreram 73 km até a capital para participar da iniciativa. Em Colatina (ES), nem a forte chuva afastou as famílias, que lotaram o evento e garantiram a maior participação fora das capitais, com 745 inscritos.

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), José Antônio Freire, o Festival representa mais que um calendário esportivo: “É o primeiro passo para que crianças com deficiência se sintam parte de um movimento nacional. A inclusão começa cedo e precisa estar presente em todas as regiões”.

Os números reforçam essa transformação. Desde 2018, o Festival saiu de 48 núcleos para mais de 100 em todo o país. O avanço coincide com a consolidação do Brasil como potência paralímpica e sinaliza um esforço contínuo de renovação.

A experiência também mostra o potencial social do evento: aproximar famílias, quebrar barreiras culturais e ampliar horizontes. Como destacou Ramon Pereira, diretor de Desenvolvimento Esportivo do CPB, “a cada edição, não é só o jovem que descobre o esporte, mas também os responsáveis que percebem o impacto positivo dessa vivência no dia a dia”.

Ao chegar à sua décima edição, o Festival Paralímpico se firma como uma vitrine da diversidade esportiva brasileira, mas também como instrumento de cidadania. Mais que revelar talentos, garante que milhares de jovens possam se reconhecer dentro de quadras, pistas e arenas, onde o esporte é mais que competição: é inclusão, oportunidade e transformação.

Copa do Mundo

Salvador vai misturar São João e Copa do Mundo com telão e show da Timbalada

Prefeitura anuncia telões, shows e programação espalhada pelos bairros durante jogos da Seleção Brasileira no Mundial de 2026

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Em Salvador, futebol e festa popular quase sempre caminham juntos. Em 2026, a capital baiana vai transformar essa mistura em política cultural e ocupação urbana. A Prefeitura anunciou que o Arraiá da Prefs deste ano terá telões espalhados pela cidade para transmitir os jogos da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, unindo o clima junino à principal paixão esportiva do país.

A proposta prevê transmissões em pontos estratégicos da cidade, como Paripe, Cajazeiras, Itapuã e Ribeira, além da estrutura principal do evento no Centro Histórico. A ideia é descentralizar a programação e levar o ambiente de Copa para diferentes regiões de Salvador, aproveitando um período em que a cidade tradicionalmente já vive intensa movimentação cultural.

A estreia da Seleção Brasileira, marcada para 13 de junho contra Marrocos, contará também com show da banda Timbalada em Cajazeiras, no Campo da Pronaica. A escolha da atração reforça um aspecto importante da identidade baiana: a capacidade de conectar futebol, música e ocupação popular dos espaços públicos em um mesmo ambiente de celebração.

A iniciativa ajuda a revelar como grandes eventos esportivos seguem funcionando como elementos de convivência coletiva. Em uma era marcada pelo consumo individualizado e pela experiência digital, assistir aos jogos em praça pública ainda preserva algo tradicional do futebol brasileiro: o encontro nas ruas, a resenha e a construção de memória coletiva.

A programação do Arraiá da Prefs acontece entre os dias 4 e 23 de junho e inclui cortejos, trios de forró, quadrilhas juninas e apresentações culturais na Rua Chile e Praça Municipal. Ao incorporar a Copa ao calendário junino, Salvador tenta criar uma experiência própria, combinando duas das manifestações populares mais fortes da cultura brasileira.

A decisão de espalhar telões pela cidade ainda reforça uma característica histórica de Salvador: viver o futebol como manifestação popular e comunitária. Em bairros onde muitas vezes faltam equipamentos de lazer permanentes, a ocupação dos espaços públicos durante a Copa cria pontos de encontro para curtir o jogo.

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Copa do Mundo

Livro sobre o Penta resgata memória da Seleção e valoriza legado baiano nas Copas

Obra revisita gols históricos do Brasil e reforça conexão entre futebol, cultura e identidade nacional

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Em ano de Copa do Mundo, quando o torcedor volta a projetar o sonho do hexa, o passado ganha espaço como ponto de partida. O lançamento do livro “Penta: As ilustrações e narrações dos gols do Brasil nas conquistas das Copas” propõe revisitar os cinco títulos mundiais da Seleção Brasileira a partir de imagens e narrativas que marcaram época.

A obra reúne os momentos decisivos das campanhas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, com foco nos gols que ajudaram a construir a identidade do futebol brasileiro. A primeira edição terá 500 exemplares especiais, voltados a colecionadores, antes de uma distribuição ampliada.

Mais do que um produto editorial, o livro dialoga com o momento atual do futebol. Em um cenário de consumo rápido de conteúdo, iniciativas que resgatam a memória ajudam a manter viva a relação afetiva do torcedor com a história do jogo.

Para o público baiano, essa memória tem peso próprio. A Bahia participou diretamente dessa trajetória, com sete campeões mundiais. De Zózimo, bicampeão em 1958 e 1962, a nomes como Bebeto e Aldair em 1994, até o protagonismo no Penta de 2002 com Dida, Júnior, Vampeta e Edílson.

A obra tem o apoio da Bem Brasil (patrocinadora do vôlei feminino e da natação paralímpica do Praia Clube), que investe na cultura como forma de promover a memória das lendas do esporte. “Apoiar um livro que registra as cinco conquistas do nosso futebol é uma forma de honrar nossa história”, afirma Gustavo Amaral, Head de Marketing da Bem Brasil.

“Esse livro é uma verdadeira obra de arte gestada e produzida pelo ilustrador Marco Sousa e pelo pesquisador Mauricio Neves de Jesus”, afirma Marco Piovan, editor-chefe da editora Onze Cultural. O lançamento acontece na Retrôgol Arena, em São Paulo, com evento aberto ao público no dia 25 de março.

A proposta do lançamento de Penta: As ilustrações e narrações dos gols do Brasil nas conquistas das Copas” inclui sessão de autógrafos e encontro com os autores, reforçando o caráter de experiência em torno da obra. Em um momento onde falta confiança na Seleção, e o futebol brasileiro busca se reinventar como produto, olhar para trás segue sendo uma forma eficiente de manter a memória dos bons tempos ainda viva no presente.

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Eventos

Medalha Thomé de Souza marca noite de fortes emoções no lançamento da Fundação Márcio Freire em Salvador

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O Teatro Sesi, no Rio Vermelho, foi palco, na noite desta terça-feira (2), de uma celebração emocionante ao legado do surfista baiano Márcio Freire. O evento de lançamento da Fundação que leva seu nome reuniu familiares, amigos, autoridades e admiradores — entre eles o campeão mundial de ondas grandes, amigo de infância e diretor da Fundação, Danilo Couto, cuja presença simbolizou a força da irmandade construída no surfe.

Um dos pontos altos da noite foi a entrega da Medalha Thomé de Souza, concedida pela Câmara Municipal de Salvador e entregue pelo vereador Paulo Magalhães — também amigo de infância de Márcio e da turma — em reconhecimento ao impacto do atleta no cenário mundial do surfe de ondas gigantes.

A cerimônia teve início com as boas-vindas de Bruno Freire, irmão de Márcio e presidente do Conselho Curador da Fundação, que reforçou o propósito do encontro e a missão da instituição. Em seguida, um dos momentos mais emocionantes da noite foi conduzido por Hagamenon Freire, pai do surfista, durante a homenagem “Quem foi Márcio Freire”, em que compartilhou histórias, curiosidades e lembranças marcantes do filho.

O público também acompanhou a apresentação da Missão, Visão, Valores e Projetos da Fundação, além do pré-lançamento do curta “Márcio Freire: Legends Never Die”, dirigido por Bruno Lemos, exibido com um trecho exclusivo. Outro ponto de grande emoção veio com a exibição de vídeos gravados pelo próprio Márcio, ainda em vida, falando sobre o lançamento da primeira edição do livro que celebra sua trajetória. A apresentação foi conduzida pela mãe do surfista, Dione, que finalizou a homenagem com palavras de gratidão. Ela contou que a ideia de escrever o livro nasceu como uma tentativa de amenizar a saudade quando o filho se mudou para o Havaí. Agora, ela e o esposo, Hagamenon, lançam a segunda edição da obra, que reafirma o legado de Márcio, reconhecido mundialmente.

A noite seguiu em clima de celebração e afeto. A partir das 22h, o público confraternizou ao som de Candice Fiais & Soulshine Band, que embalaram o encerramento com um show repleto de energia e boas vibrações.

Foto | Jefferson Peixoto

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