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Na saúde

IA transforma o celular em aliado para organizar a rotina de saúde

Aplicativos já analisam refeições, acompanham treinos e identificam hábitos

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A inteligência artificial está mudando a forma como as pessoas acompanham alimentação, atividade física e outros hábitos relacionados ao bem-estar. Com uma foto do prato ou alguns registros feitos no smartphone, aplicativos conseguem estimar calorias, macronutrientes e proteínas, além de organizar informações sobre exercícios e rotina.

A praticidade é evidente. O desafio está em entender os limites dessa tecnologia.

Uma fotografia, por exemplo, não consegue identificar com precisão todos os ingredientes de uma refeição, o tamanho das porções, a quantidade de óleo utilizada no preparo ou detalhes de molhos e recheios. Por isso, a informação gerada pela IA deve ser encarada como estimativa, e não como medição exata.

Tecnologia reduz o trabalho manual

Entre as plataformas que apostam nesse modelo está o HerbaFit 2.0, aplicativo da Herbalife modernizado pela Quality Digital. A ferramenta reúne recursos de nutrição, atividade física e acompanhamento de hábitos.

Uma das funções permite fotografar uma refeição para receber uma estimativa de calorias e macronutrientes. O aplicativo também oferece calculadora de proteínas, programas de treinamento, conteúdos personalizados e integração com aplicativos e dispositivos inteligentes.

A proposta é facilitar o acompanhamento. Em vez de registrar manualmente cada alimento, o usuário pode utilizar a tecnologia para construir um histórico e identificar padrões. Isso pode ajudar a perceber, por exemplo, uma ingestão insuficiente de proteínas em determinados períodos do dia ou uma concentração maior de alimentos em determinados horários.

O número não conta toda a história

O problema começa quando a estimativa passa a ser tratada como verdade absoluta.

Em uma refeição complexa, pequenas diferenças de porção ou preparo podem alterar significativamente o resultado. Iluminação, ângulo da fotografia e alimentos que não aparecem claramente na imagem também interferem na análise.

Por isso, quanto mais informações forem fornecidas pelo usuário — ingredientes, quantidades aproximadas e modo de preparo — mais útil tende a ser o registro.

A lógica também vale para os exercícios. Um aplicativo pode organizar treinos e apresentar indicadores, mas não necessariamente conhece histórico de lesões, limitações físicas, qualidade do sono, níveis de estresse ou condições individuais de saúde.

IA deve organizar, não decidir

A tecnologia pode ser especialmente útil para transformar informações dispersas em um histórico que facilite a percepção de hábitos. Mas interpretar esses dados é outra questão.

A Organização Mundial da Saúde defende transparência, segurança, responsabilidade e supervisão humana no uso de inteligência artificial na área da saúde. Isso reforça uma distinção importante: acompanhar não é diagnosticar.

Uma estimativa de calorias não identifica uma deficiência nutricional. Um cálculo de proteínas não determina sozinho a quantidade adequada para uma pessoa que deseja ganhar massa muscular. Da mesma forma, um treino sugerido por aplicativo não substitui uma avaliação individual.

Para objetivos específicos ou situações que envolvam saúde, a orientação de médicos, nutricionistas e profissionais de educação física continua sendo fundamental.

E os dados pessoais?

Fotos de refeições, peso, medidas, registros de exercícios e informações sobre hábitos formam um retrato bastante detalhado da rotina de uma pessoa. Antes de utilizar qualquer plataforma, é importante verificar quais dados são coletados, para que são utilizados, quais permissões são solicitadas e como essas informações são armazenadas e compartilhadas.

Segundo dados divulgados pela Quality Digital, o HerbaFit 2.0 já ultrapassou 9 mil downloads e apresenta retenção de 61,72% após 30 dias. O Brasil representa 30,7% da base ativa, seguido pela Colômbia, com 25,4%.

O melhor uso da IA, portanto, talvez não seja controlar cada caloria ou transformar a rotina em uma sequência de números. É ajudar o usuário a enxergar seus próprios hábitos com mais clareza e tomar decisões mais conscientes; sempre reconhecendo que, quando a questão exige avaliação, contexto e cuidado individual, a tecnologia deve trabalhar ao lado, e não no lugar, do profissional de saúde.

Na saúde

Everton Ribeiro treina com Bell Marques e fica surpreso

Camisa 10 do Bahia participa de atividade com o cantor durante comemoração de pré-aniversário de Rafa Marques

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O camisa 10 do Bahia, Everton Ribeiro, dividiu o treino com Bell Marques e se surpreendeu com a velocidade do cantor. O momento aconteceu durante as comemorações do pré-aniversário de Rafa Marques, na fazenda da família, no interior da Bahia.

Em vídeo compartilhado por Rafa nesta sexta-feira (25), Everton brinca com o ritmo de Bell depois da atividade e admite que não esperava acompanhar o cantor em um treino tão intenso.

“Eu tô correndo, tentando aqui… Pouco a pouco passa um, passa outro… Eu vou voltando, quando vejo é o Bell! Mais rápido do que uma flecha!”, brincou o jogador.

A programação também ganhou espaço para o futebol fora das quatro linhas. Rafa afirmou que o fim de semana será de comemoração com amigos e familiares e revelou, em tom de brincadeira, que Everton Ribeiro ficará responsável pelo churrasco no domingo (27), data do aniversário do cantor.

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Na saúde

Como transformar a busca pelo shape em uma rotina para o ano inteiro

Com a proximidade dos meses mais quentes, cresce a procura por exercícios para melhorar a forma física

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A chegada da primavera costuma acender o alerta para quem passou boa parte do ano longe dos exercícios e agora quer correr atrás do chamado “shape de verão”. É nessa época que metas como emagrecer, ganhar massa muscular ou melhorar a definição corporal ganham força. Mas, se a estética pode ser o empurrão inicial para sair do sedentarismo, transformar a atividade física em um hábito que permaneça depois do verão é um resultado ainda mais importante.

“É natural que uma pessoa chegue à academia com um objetivo estético e não há problema nisso. O que buscamos mostrar é que o exercício entrega muito mais. Quando ela começa a perceber a evolução do condicionamento, da força, da disposição e do próprio bem-estar, o treino deixa de ser apenas uma ferramenta para chegar ao verão e começa a fazer parte da vida”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Companhia Athletica.

Um dos caminhos para criar essa relação mais duradoura é encontrar uma atividade que combine com o perfil e os objetivos de cada pessoa. E academia não precisa ser sinônimo apenas de musculação. Na Companhia Athletica, as possibilidades passam por musculação, corrida, natação, spinning, dança, yoga, pilates, alongamento, ginástica localizada, treinamento funcional, CrossCia, Orange Zone, lutas e modalidades esportivas, entre outras opções. A disponibilidade pode variar conforme a unidade.

Há ainda treinamentos que podem ser direcionados para objetivos específicos, como emagrecimento, hipertrofia e definição muscular, condicionamento físico, equilíbrio postural e melhora da performance esportiva. Assim, quem quer correr melhor pode ter uma estratégia diferente de quem busca ganhar massa muscular, melhorar a mobilidade ou simplesmente ter mais disposição no cotidiano.

“Não existe uma única atividade que seja ideal para todo mundo. Temos pessoas que se encontram na musculação, outras preferem uma aula coletiva, querem nadar, correr ou praticar um esporte. Ter diferentes possibilidades e profissionais preparados para orientar esse processo permite que cada aluno encontre uma forma de cuidar do corpo que também dê prazer. E isso faz muita diferença para a continuidade”, afirma Cacá.

Outro fator que pode ajudar a atividade física a deixar de ser uma obrigação temporária é o vínculo criado com o ambiente. Aulas coletivas, esportes e grupos de treinamento aproximam pessoas que passam a dividir objetivos, desafios e conquistas. Aos poucos, ir à academia também pode significar encontrar amigos e pertencer a um grupo.

“Quando existe prazer e vínculo, fica mais fácil manter a atividade física. A pessoa conhece os professores, encontra outros alunos, faz amizades e começa a ter naquele espaço uma parte importante da sua rotina. É essa relação que queremos estimular: que cuidar da saúde seja algo positivo e não um sacrifício que começa três meses antes do verão e termina depois das férias”, destaca o gerente técnico.

Para quem decidiu começar agora, a orientação é evitar a ansiedade de tentar recuperar em poucas semanas o tempo em que ficou parado. O treinamento deve respeitar o nível de condicionamento, as características individuais e o objetivo de cada pessoa, com progressão adequada e acompanhamento profissional.

“A busca pelo bem-estar do corpo precisa acontecer com saúde e, sempre que possível, com prazer. O verão pode ser uma motivação para começar, mas o objetivo maior deve ser encontrar uma atividade que você queira continuar praticando. Temos especialistas e diferentes modalidades justamente para ajudar pessoas com perfis, necessidades e desafios diferentes a encontrarem esse caminho”, conclui Cacá Ferreira.

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Na saúde

O que o xadrez ensina às crianças além do jogo?

Modalidade exercita atenção, estratégia e tomada de decisão e ganha espaço nas escolas

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Diante de um tabuleiro, a criança precisa fazer algo que parece cada vez mais difícil em tempos de estímulos rápidos: parar, observar e pensar antes de agir. É justamente nessa dinâmica que o xadrez pode oferecer aprendizados que ultrapassam as 64 casas do tabuleiro.

A modalidade estimula atenção, estratégia, tomada de decisão e capacidade de adaptação. Nas escolas, esses efeitos podem aparecer não apenas nos resultados das partidas, mas na maneira como os alunos passam a analisar suas escolhas e lidar com os próprios erros.

Na Start Anglo Bilingual School Recreio, o professor Moisés do Carmo acompanha esse processo durante as aulas. Segundo a diretora pedagógica e psicopedagoga Cristiane Cristo, crianças que inicialmente querem movimentar as peças rapidamente passam, com a prática, a observar o tabuleiro, antecipar possibilidades e pensar antes de tomar uma decisão.

Aprender também com o erro

Outro aprendizado está na relação com a derrota. Perder uma peça ou cometer um erro pode gerar frustração, mas a partida continua. Aos poucos, a criança aprende a analisar o que aconteceu, identificar alternativas e adaptar a estratégia.

Esse processo ganha ainda mais significado em competições, como a 3ª etapa do Circuito de Xadrez da Liga Escolar 2026, realizada em 3 de outubro. Além da disputa, os estudantes precisam lidar com regras, expectativa e pressão sem deixar de raciocinar.

A experiência ajuda a mostrar por que o xadrez vem conquistando espaço no ambiente escolar. A modalidade não exige apenas conhecimento de movimentos e aberturas: ensina que uma decisão tem consequências e que mudar de estratégia faz parte do jogo.

Um aprendizado que também passa pela Bahia

Na Bahia, esse movimento encontra um exemplo importante em Paulo Afonso, considerado um dos principais polos de xadrez do país e o maior do estado. A força da modalidade no município ajuda a mostrar que o esporte pode ultrapassar o ambiente competitivo e funcionar também como ferramenta de formação.

No fim, talvez essa seja uma das maiores contribuições do xadrez para as crianças: ensinar que pensar também é uma forma de agir. Antes de mover uma peça (ou tomar uma decisão fora do tabuleiro) observar, avaliar possibilidades e aceitar que nem sempre a primeira escolha será a melhor são habilidades que permanecem depois que a partida termina.

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