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Na saúde

Growth relança GCoffee com proposta de café funcional

Produto combina cafeína, taurina, L-carnitina e beta-alanina e chega em embalagem pouch com três opções de sabor

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A Growth Supplements relança, em agosto, o GCoffee com uma nova proposta: transformar o produto em um café funcional, combinando o consumo tradicional da bebida com ingredientes voltados a energia, foco e disposição.

A nova fórmula reúne cafeína de liberação prolongada, 1.000 mg de taurina, 515 mg de L-carnitina e 300 mg de beta-alanina por porção, segundo a fabricante. O produto será comercializado nos sabores tradicional, cappuccino e chocolate.

Embalagem acompanha mudança

Outra novidade está no formato. O GCoffee passa a ser vendido em embalagem pouch de 220 gramas, com fechamento reutilizável e proteção contra luz, oxigênio e umidade.

A escolha aproxima o produto da identidade visual dos cafés especiais e reforça uma estratégia da empresa de ocupar espaços além do mercado tradicional de suplementos.

A Growth também prevê o retorno da versão em lata para 2027.

Café entra na rotina esportiva

O lançamento acompanha um movimento de expansão da marca para produtos que associam praticidade e performance ao cotidiano. A proposta é inserir ingredientes normalmente encontrados em suplementos em um hábito já consolidado entre os brasileiros: o consumo de café.

Fundada em 2009, a Growth atua no modelo de venda direta ao consumidor e mantém uma linha que inclui proteínas, creatina, pré-treinos e multivitamínicos. Segundo a empresa, o faturamento ultrapassou R$ 2 bilhões em 2025.

Na saúde

IA transforma o celular em aliado para organizar a rotina de saúde

Aplicativos já analisam refeições, acompanham treinos e identificam hábitos

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A inteligência artificial está mudando a forma como as pessoas acompanham alimentação, atividade física e outros hábitos relacionados ao bem-estar. Com uma foto do prato ou alguns registros feitos no smartphone, aplicativos conseguem estimar calorias, macronutrientes e proteínas, além de organizar informações sobre exercícios e rotina.

A praticidade é evidente. O desafio está em entender os limites dessa tecnologia.

Uma fotografia, por exemplo, não consegue identificar com precisão todos os ingredientes de uma refeição, o tamanho das porções, a quantidade de óleo utilizada no preparo ou detalhes de molhos e recheios. Por isso, a informação gerada pela IA deve ser encarada como estimativa, e não como medição exata.

Tecnologia reduz o trabalho manual

Entre as plataformas que apostam nesse modelo está o HerbaFit 2.0, aplicativo da Herbalife modernizado pela Quality Digital. A ferramenta reúne recursos de nutrição, atividade física e acompanhamento de hábitos.

Uma das funções permite fotografar uma refeição para receber uma estimativa de calorias e macronutrientes. O aplicativo também oferece calculadora de proteínas, programas de treinamento, conteúdos personalizados e integração com aplicativos e dispositivos inteligentes.

A proposta é facilitar o acompanhamento. Em vez de registrar manualmente cada alimento, o usuário pode utilizar a tecnologia para construir um histórico e identificar padrões. Isso pode ajudar a perceber, por exemplo, uma ingestão insuficiente de proteínas em determinados períodos do dia ou uma concentração maior de alimentos em determinados horários.

O número não conta toda a história

O problema começa quando a estimativa passa a ser tratada como verdade absoluta.

Em uma refeição complexa, pequenas diferenças de porção ou preparo podem alterar significativamente o resultado. Iluminação, ângulo da fotografia e alimentos que não aparecem claramente na imagem também interferem na análise.

Por isso, quanto mais informações forem fornecidas pelo usuário — ingredientes, quantidades aproximadas e modo de preparo — mais útil tende a ser o registro.

A lógica também vale para os exercícios. Um aplicativo pode organizar treinos e apresentar indicadores, mas não necessariamente conhece histórico de lesões, limitações físicas, qualidade do sono, níveis de estresse ou condições individuais de saúde.

IA deve organizar, não decidir

A tecnologia pode ser especialmente útil para transformar informações dispersas em um histórico que facilite a percepção de hábitos. Mas interpretar esses dados é outra questão.

A Organização Mundial da Saúde defende transparência, segurança, responsabilidade e supervisão humana no uso de inteligência artificial na área da saúde. Isso reforça uma distinção importante: acompanhar não é diagnosticar.

Uma estimativa de calorias não identifica uma deficiência nutricional. Um cálculo de proteínas não determina sozinho a quantidade adequada para uma pessoa que deseja ganhar massa muscular. Da mesma forma, um treino sugerido por aplicativo não substitui uma avaliação individual.

Para objetivos específicos ou situações que envolvam saúde, a orientação de médicos, nutricionistas e profissionais de educação física continua sendo fundamental.

E os dados pessoais?

Fotos de refeições, peso, medidas, registros de exercícios e informações sobre hábitos formam um retrato bastante detalhado da rotina de uma pessoa. Antes de utilizar qualquer plataforma, é importante verificar quais dados são coletados, para que são utilizados, quais permissões são solicitadas e como essas informações são armazenadas e compartilhadas.

Segundo dados divulgados pela Quality Digital, o HerbaFit 2.0 já ultrapassou 9 mil downloads e apresenta retenção de 61,72% após 30 dias. O Brasil representa 30,7% da base ativa, seguido pela Colômbia, com 25,4%.

O melhor uso da IA, portanto, talvez não seja controlar cada caloria ou transformar a rotina em uma sequência de números. É ajudar o usuário a enxergar seus próprios hábitos com mais clareza e tomar decisões mais conscientes; sempre reconhecendo que, quando a questão exige avaliação, contexto e cuidado individual, a tecnologia deve trabalhar ao lado, e não no lugar, do profissional de saúde.

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Na saúde

Depois dos 60, novos desafios podem dar sentido a uma nova fase da vida

História de bicampeão mundial de karatê mostra que envelhecer não significa abandonar objetivos, aprendizados e projetos

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A chegada aos 60 anos costuma ser associada a mudanças importantes na rotina. A aposentadoria, a redução das obrigações profissionais e a saída dos filhos de casa, por exemplo, podem abrir espaço para uma pergunta difícil: o que fazer com o tempo e a experiência acumulados?

Uma possibilidade é transformar essa fase em um novo ponto de partida. Manter objetivos, aprender, praticar atividades físicas e estabelecer desafios pode ajudar a preservar uma rotina ativa e, principalmente, o senso de propósito.

A trajetória do engenheiro civil e atleta Junior Campos Prado é um exemplo disso. Aos 60 anos, em 2025, ele conquistou o título mundial de karatê em Roma. Aos 61, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio e tornou-se bicampeão mundial.

A história chama atenção pela continuidade. Junior pratica artes marciais desde os seis anos e sustenta sua preparação em três pilares: disciplina, constância e melhoria contínua.

“Ser campeão uma vez é importante, porém, o mais difícil é continuar treinando, aprendendo e evoluindo todos os dias, mesmo depois das conquistas. O Karatê nos ensina que a principal luta é contra nós mesmos”

O desafio não precisa ser uma competição

A experiência de Junior ajuda a desconstruir uma associação comum entre envelhecimento e perda de produtividade. Depois dos 60, o objetivo não precisa ser manter o mesmo ritmo da vida profissional ou buscar resultados grandiosos.

O desafio pode estar em aprender um idioma, voltar a estudar, viajar, praticar um esporte, desenvolver um projeto pessoal, empreender ou simplesmente adquirir uma nova habilidade.

Pequenas metas também produzem a sensação de avanço. E essa percepção de progresso pode ser importante para construir uma rotina mais significativa em uma etapa marcada por transformações.

Propósito também se constrói

A aposentadoria pode representar liberdade, mas também pode provocar a sensação de perda de função para quem passou décadas organizado em torno do trabalho. Por isso, criar novos planos pode ajudar a preencher esse espaço sem a necessidade de reproduzir a lógica de cobrança da vida profissional.

Atividades que proporcionem prazer, aprendizado e convivência social podem formar uma nova rede de interesses. O esporte é uma dessas possibilidades, mas está longe de ser a única.

O mais importante é que o envelhecimento não seja tratado como uma interrupção da capacidade de experimentar. Ter 60, 70 ou 80 anos não elimina a possibilidade de começar alguma coisa; apenas muda as condições e, muitas vezes, a perspectiva sobre o que realmente vale a pena.

A lógica da evolução contínua

Especialista em autogestão, Junior é fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. A filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, orienta seu trabalho com foco em propósito, disciplina e equilíbrio emocional.

A mesma lógica pode ser aplicada à vida cotidiana: não é necessário buscar uma transformação radical de uma hora para outra. A evolução pode acontecer por meio de pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo.

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Na saúde

Estudo da USP aponta que vulnerabilidade social impacta diretamente nas práticas esportivas

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Um estudo divulgado recentemente pela Universidade São Paulo (USP) revelou que a prática esportiva no tempo livre está ligada à classe social. Enquanto homens brancos e com alta escolaridade se exercitam cada vez mais, mulheres de minorias raciais com baixa escolaridade apresentam os menores índices de atividade física no lazer. Isso quer dizer que o exercício físico no momento de folga não depende apenas de motivação, ele também passa por fatores sociais e estruturais.

A análise feita com 978 participantes desde 2014, com coletas de dados em 2014/15, 2020/21 e 2023/24, detectou que “as desigualdades permaneceram e o gap entre os grupos aumentou ao longo de dez anos de acompanhamento. Esse tipo de atividade, infelizmente, continua sendo um privilégio dos grupos socialmente mais favorecidos, que identificamos como homens brancos e com maior escolaridade. Por outro lado, estão entre os mais vulneráveis as mulheres pretas, pardas, amarelas ou indígenas com menos anos de estudo”, disse a nutricionista Andreia Alexandra Machado Miranda, autora correspondente do artigo e atualmente integrante do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Apesar dos desafios apontados pelo estudo, o profissional de educação física, Felipe Chokito, destaca que é importante tentar inserir atividades físicas na rotina mesmo que para isso tenha que se buscar novas alternativas. Para ele, mudanças simples podem ser essenciais para uma vida mais saudável de forma acessível.

“A academia é apenas uma das muitas ferramentas disponíveis. É totalmente viável começar a se movimentar usando o próprio peso corporal, fazendo caminhadas ao ar livre, subindo escadas ou praticando exercícios em casa com objetos do dia a dia. O mais importante no início é criar consistência e sair do sedentarismo, não o ambiente onde você treina.”

O especialista salienta que iniciar com pequenos passos já faz diferença para a qualidade de vida. “Nem sempre é necessário reservar uma hora inteira do dia para um treino. Trocar o elevador pela escada, descer um ponto antes do ônibus, caminhar enquanto fala ao telefone ou fazer alguns minutos de alongamento pela manhã já representam uma mudança importante. O que faz diferença é a regularidade dessas pequenas ações”, afirma.

Quem pretende começar uma rotina de exercícios sem investir muito dinheiro, Chokito recomenda atividades que utilizam apenas o peso do próprio corpo, como agachamentos, afundos, flexões de braço adaptadas, pranchas e pontes, que são excelentes opções para fortalecer a musculatura. Para melhorar o condicionamento cardiovascular, caminhada, subida de escadas, polichinelos e até pular corda podem ser incluídos na rotina.

Além disso, Chokito também destaca que existem outras atividades democráticas. “A caminhada e a corrida lideram essa lista, pois exigem pouquíssima infraestrutura e podem ser feitas em locais públicos, como parques, praças e ruas. Pular corda também é um excelente trabalho cardiovascular com custo baixíssimo de equipamento. E, para quem gosta, a dança é uma ótima opção e pode ser praticada em casa com vídeos online”, sinaliza.

Vale destacar que para iniciar uma prática esportiva não é necessário ter muitos gastos. Com o ‘boom’ de conteúdos nas redes sociais, muitas pessoas acham que para ter uma vida mais ativa é necessário treinar na academia mais cara ou ter acessórios que custam uma fortuna. Esse pensamento é totalmente rebatido pelo profissional.

“Não é preciso comprar o tênis mais caro do mercado nem investir em diversos acessórios. Um calçado confortável e seguro, roupas leves e, principalmente, paciência para evoluir aos poucos são suficientes para começar. A motivação vai e vem, mas é a disciplina que transforma a atividade física em um hábito e traz resultados duradouros”, salientou Chokito.

Mesmo com as dificuldades, Chokito ressalta a importância de ir ao médico e fazer exames antes de começar os exercícios físicos, além de seguir as orientações de um profissional de educação física.

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