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Nos campos

Arena Brasil chega ao interior da Bahia e fortalece política pública em Barra do Choça

Equipamento do programa federal transforma área degradada em espaço de convivência, inclusão e acesso ao esporte

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A inauguração da Arena Brasil de Barra do Choça, no sudoeste baiano, marca a entrega de um novo equipamento esportivo que representa um movimento de requalificação urbana e reposicionamento do esporte como ferramenta de inclusão social e saúde pública. O espaço foi inaugurado na manhã desta terça-feira (12), com a presença do ministro do Esporte, André Fufuca, e do prefeito Oberdan Rocha, e é o primeiro do programa Arena Brasil entregue na Bahia.

Construída com recursos do Novo PAC Esporte, a arena recebeu investimento de R$ 1.462.500 e deve beneficiar diretamente cerca de 40 mil pessoas. A estrutura reúne campo de futebol society, quadra de basquete 3×3, pista de caminhada, parque infantil, área de convivência e iluminação para uso noturno — um conjunto que amplia o conceito de esporte para além da competição, aproximando-o do lazer, da saúde e do convívio comunitário.

Um dos pontos simbólicos destacados durante a solenidade foi a transformação do espaço. O local onde hoje funciona a Arena Brasil era utilizado anteriormente como depósito de lixo, realidade comum em muitos municípios do interior. A mudança reforça o potencial do esporte como vetor de reorganização do território e de valorização da juventude e das comunidades periféricas.

Ao comentar a entrega, Fufuca enfatizou o compromisso do governo federal com a ampliação do acesso ao esporte. Segundo o ministro, o programa busca garantir que práticas esportivas estejam presentes nos territórios onde historicamente faltaram equipamentos públicos adequados. A meta, de acordo com ele, é ambiciosa: até o fim de 2026, ao menos 500 municípios brasileiros devem receber uma Arena Brasil.

O discurso também reforçou o papel do esporte na prevenção de doenças, na promoção da qualidade de vida e na construção de trajetórias que, muitas vezes, começam em projetos sociais financiados com recursos públicos. Em um país marcado por desigualdades regionais, a chegada de estruturas como essa ao interior da Bahia ajuda a reduzir distâncias históricas entre capitais e municípios de médio e pequeno porte.

Nos campos

Atletas do interior veem na Copa 2 de Julho a oportunidade de realizar o sonho de ser jogador profissional

Competição, promovida pelo Estado da Bahia, segue até 15 de julho e reúne promessas do futebol brasileiro

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A maior competição sub-15 do Brasil reúne 48 equipes em busca do sonho de se tornar jogador profissional. Nesta edição, atletas do interior do estado rompem a distância e percorrem quilômetros em busca desse objetivo. Afinal, 34 times são oriundos de municípios baianos.

Aos 11 anos, o goleiro Arthur Xavier Gonzaga assume a função de liderança dentro de campo. Debaixo da trave, ele sempre lembra os companheiros da oportunidade que a Copa 2 de Julho proporciona.

“É a oportunidade de sermos vistos, mudar a nossa vida, cada um chegar a um clube grande, estar jogando, estar presente na Copa 2 de Julho e ser visto. É a oportunidade de mostrar e provar tudo o que sempre treinamos”

Com nome de craque, Riquelme atua pelo Itagibá. Ele encarou uma viagem de 362 km para disputar o torneio. Ciente do sacrifício, o jovem atleta enxerga o desafio como uma possibilidade de mudar de vida: “Saímos da nossa cidade, muito longe daqui. A dificuldade para chegar até aqui foi grande, mas quero agradecer por estarmos jogando. A Copa nos ajuda a ter reconhecimento”

O sonho dos atletas carrega a expectativa de toda uma família. Mãe de Joãozinho, atleta de Irecê, Carla Souza o acompanha por mais de 470 km para vê-lo jogar futebol.

“Nós, mães, procuramos fazer tudo pelos nossos filhos. E isso é uma razão para sonhar. Eu venho de muito longe. A gente luta para vê-lo conquistar esse sonho, crescer na vida. A Copa 2 de Julho é uma ótima oportunidade para isso. É uma ponte. É uma porta aberta. A gente deve aproveitar muito para correr atrás, para que, a partir daqui, ele possa decolar e ir ainda mais longe”, comentou Carla.

As fases finais do torneio acontecem a partir de sábado, 11 de julho, e seguem até o dia 15, data da grande final. Nesta quarta-feira, 08, e quinta-feira, 09, estão sendo disputadas as últimas rodadas da fase de grupos em Salvador (CT Barradão, Vila Canária e Wet’n Wild); Região Metropolitana (CT do Bahia, em Dia D’Ávila); e no CT do Fluminense de Feira de Santana.

A competição foi criada em 2007, pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), no formato sub-17, e mudou para a categoria sub-15 a partir de 2015, tornando-se uma das principais do naipe no país. Em 2022, foi incorporada a disputa das fases regionais com as equipes do interior, abrangendo as equipes de todos os Territórios de Identidade da Bahia. Neste ano, a novidade foi a disputa das escolinhas de futebol e categorias de base das equipes da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e Feira de Santana.

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Nos campos

Salvador alcança marca de cem campos públicos de grama sintética

Novo equipamento é entregue à população horas antes da estreia do Brasil na Copa 2026

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Salvador ganha um marco simbólico para o esporte local. A Prefeitura inaugurou, na comunidade da Baixa do Petróleo, em Massaranduba, o centésimo campo público com gramado sintético da cidade, ampliando uma política de investimento em infraestrutura esportiva voltada principalmente para bairros populares.

A nova Arena Balão de Ouro recebeu investimento de R$ 540 mil e passou por uma requalificação completa. O espaço, que antes tinha piso de barro, ganhou gramado sintético, sistema de drenagem, reforma dos vestiários, construção de mureta e melhorias nos alambrados.

O esporte frequentemente representa uma alternativa de lazer, convivência e desenvolvimento para crianças e adolescentes, por isso a ampliação desses espaços públicos tem impacto que vai além das quatro linhas.

Atualmente, a Arena Balão de Ouro também atende projetos sociais da região, como a Escolinha Bahia e Ação, que reúne mais de 100 jovens da comunidade. Para os responsáveis pela iniciativa, a melhoria da estrutura oferece melhores condições para o desenvolvimento das atividades e amplia o acesso de novos participantes.

A entrega do centésimo campo também evidencia uma mudança na paisagem esportiva da capital baiana. Durante muitos anos, gramados sintéticos estiveram restritos a espaços privados e alugados. Com a expansão dos equipamentos públicos, moradores de diferentes regiões passaram a ter acesso gratuito a estruturas semelhantes às encontradas em centros esportivos particulares.

Ao mesmo tempo, o desafio passa a ser garantir a manutenção desses espaços e estimular sua ocupação por projetos esportivos, educacionais e comunitários. Afinal, a simples construção de arenas não resolve problemas sociais complexos, mas pode criar oportunidades importantes quando associada a políticas públicas permanentes.

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Brasileirão

Pausa da Copa abre mercado e coloca jogadores de Bahia e Vitória no radar de negociações

Nova regra do Brasileirão amplia possibilidades de transferências durante o Mundial

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A paralisação do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa do Mundo de 2026 não representa descanso para os departamentos de futebol. Enquanto as atenções se voltam para a Seleção Brasileira, dirigentes, empresários e clubes aproveitam o período para planejar o segundo semestre da temporada. E uma mudança no regulamento da Série A promete aquecer o mercado nacional.

Pela nova regra, um jogador pode atuar em até 12 partidas do Brasileirão e ainda se transferir para outro clube da competição. O limite anterior era de apenas seis jogos. A alteração foi adotada em função do calendário excepcional de 2026, que teve o início do campeonato antecipado para janeiro.

Para Bahia e Vitória, a mudança cria cenários importantes. Alguns atletas dos dois clubes ainda estão dentro do limite permitido e, portanto, seguem aptos para uma eventual transferência dentro da Série A.

No Bahia, a lista inclui João Paulo, com duas partidas disputadas, Michel Araújo, que chegou ao limite de 12 jogos, além de Gilberto (7), Iago Borduchi e Kanu (3). No Vitória, aparecem o contestado goleiro Gabriel Vasconcelos (4), Aitor Cantalapiedra e Fabri (8), Ronald (7) e Neris (4).

A situação não significa necessariamente que esses jogadores deixarão seus clubes, mas amplia as possibilidades de negociação em uma janela que costuma ser estratégica. Em alguns casos, a movimentação pode ocorrer por questões técnicas; em outros, por busca de maior minutagem ou necessidade de reforço em equipes concorrentes.

A pausa para a Copa também oferece uma oportunidade de avaliação mais profunda dos elencos. A segunda janela de transferências do futebol brasileiro ficará aberta entre 20 de julho e 11 de setembro. Como o Campeonato Brasileiro retorna em 22 de julho, os atletas contratados nesse período já poderão estrear logo na retomada da competição.

A flexibilização da regra atende a uma demanda antiga dos clubes, que consideravam o limite anterior excessivamente restritivo. Na prática, a mudança amplia a circulação de jogadores e oferece novas alternativas para equipes que precisam corrigir rumos durante a temporada.

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