O Vitória terá um novo comandante à beira do campo. O clube fechou a contratação de Jair Ventura, 46 anos, que deixou recentemente o Avaí e deve ser anunciado oficialmente nas próximas horas. Mesmo sem a confirmação da saída de Rodrigo Chagas, a diretoria rubro-negra acelerou a negociação e já garantiu a presença do novo técnico no treino desta quarta-feira (24).
Filho do lendário Jairzinho, tricampeão mundial pela Seleção de 1970, Jair Ventura construiu a própria trajetória no futebol ao assumir o Botafogo em 2016, quando levou a equipe da zona de risco a uma vaga na Libertadores. Desde então, consolidou a imagem de treinador capaz de realizar campanhas de recuperação, sobretudo em times ameaçados pelo rebaixamento.
Seu currículo inclui passagens por Santos, Corinthians, Sport, Chapecoense, Juventude, Goiás e Atlético-GO. Em 2020, livrou o Sport da queda para a Série B. No Juventude, em 2021, pegou a equipe em 17º lugar e conseguiu a permanência. Já no Goiás, em 2022, terminou o Brasileirão em 13º lugar, garantindo vaga na Copa Sul-Americana.
No Avaí, sua experiência mais recente, Ventura somou 27 jogos, com nove vitórias, 10 empates e oito derrotas, deixando o clube catarinense na 11ª colocação da Série B. Esse novo desafio no Vitória representa mais um capítulo em sua carreira marcada por trabalhos de “choque de realidade”.
O próximo adversário do Bahia chega em alta. O Athletico goleou o Botafogo por 4 a 1 e assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, em uma atuação que combinou eficiência ofensiva e imposição física, dando sinais que pretende complicar a vida do Tricolor na sequência da rodada.
O jogo foi movimentado no primeiro tempo. O Athletico aproveitou erros defensivos, abriu o placar com Viveros logo no início e, mesmo após sofrer o empate com Edenílson aos 43, retomou o controle nos acréscimos com o próprio Viveros.
Na segunda etapa, o domínio se consolidou. O time paranaense manteve intensidade, explorou os espaços deixados pelo Botafogo e ampliou com naturalidade. Aguirre marcou de cabeça, e Esquivel fechou o placar com um golaço de falta, reforçando a variedade de soluções ofensivas da equipe.
Para o Bahia, o cenário exige atenção. Enfrentar um adversário em ascensão, com confiança elevada e repertório ofensivo diversificado, impõe ajustes, sobretudo no sistema defensivo. A partida na Fonte Nova, portanto, ganha um peso maior: não é apenas mais um jogo, mas um teste direto de consistência diante de um dos times mais competitivos do momento.
O Vitória segue encontrando no Barradão o seu principal aliado na Série A. Na noite deste domingo, o Rubro-Negro venceu o Mirassol por 1 a 0, com um golaço de Gabriel Baralhas, e confirmou o bom momento como mandante: já são três triunfos em quatro jogos dentro de casa.
O resultado vai além dos três pontos. Em uma partida de poucos espaços e pouca criatividade ofensiva, o time baiano mostrou organização defensiva e capacidade de competir, dois elementos fundamentais para quem luta por estabilidade na elite.
O primeiro tempo indicou o roteiro. O Mirassol teve mais posse, mas pouco incomodou. O Vitória, mais direto, foi eficiente quando teve a chance. Aos 27 minutos, Baralhas aproveitou sobra na entrada da área e acertou um chute de três dedos, definindo o jogo ainda na etapa inicial.
Na volta do intervalo, o cenário se manteve. O time paulista avançou suas linhas e passou mais tempo no campo de ataque, mas esbarrou na falta de criatividade e na boa atuação defensiva rubro-negra. Quando conseguiu finalizar, parou em Lucas Arcanjo ou na própria imprecisão.
O Vitória, por sua vez, não conseguiu encaixar contra-ataques com regularidade, mas soube administrar o resultado. Mesmo sem ampliar o placar, controlou o ritmo e evitou riscos maiores até o apito final.
Com 17.837 torcedores no Barradão, o time reafirma uma identidade clara: em casa, é competitivo e confiável; fora, ainda precisa evoluir. A vitória leva o Rubro-Negro aos 10 pontos e o coloca na parte intermediária da tabela. Antes de voltar a campo pelo Brasileiro contra o Cruzeiro, o Vitória muda o foco para a Copa do Nordeste, novamente no Barradão — onde, até aqui, tem feito a diferença.
O Bahia viu sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro chegar ao fim de forma dura. Neste sábado, o Tricolor foi goleado por 4 a 1 pelo Remo, no Mangueirão, em um jogo que começou sob controle baiano, mas terminou com domínio absoluto dos paraenses.
A derrota não apenas interrompe a sequência positiva como também revela problemas que vinham sendo mascarados pelos resultados. O Bahia até abriu o placar com Everaldo, após boa construção pelo lado direito, e teve mais posse no primeiro tempo. Mas a vantagem não se sustentou.
A partir da metade da etapa inicial, o Remo encontrou espaços e cresceu no jogo. O empate veio com VitorBueno, já nos acréscimos, em chute de fora da área, um sinal claro da dificuldade do Bahia em controlar transições defensivas.
No segundo tempo, o cenário desmoronou. O Remo virou logo no início com Gabriel Taliari e, pouco depois, teve um momento-chave a seu favor: a defesa de pênalti de Marcelo Rangel em cobrança de Luciano Juba, quando o jogo ainda estava aberto. A partir daí, o time da casa ganhou confiança e ampliou com mais um gol de Taliari e outro de Jajá.
Com a pausa da Data Fifa, o Bahia ganha tempo para ajustes antes de voltar a campo contra o Athletico, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Mais do que recuperar pontos, será uma oportunidade para entender até que ponto a derrota em Belém foi um acidente ou um sintoma.