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Nos campos

Vitória fica no 1 a 1 e segue sem vencer na Sul-Americana

Resultado contra o Defensa y Justicia complica a vida do Leão

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O clima era de pressão antes da bola rolar no Barradão, e terminou ainda mais tenso. Em mais uma noite de frustração na Copa Sul-Americana, o Vitória apenas empatou com o Defensa y Justicia por 1 a 1, na quarta rodada da fase de grupos. O resultado mantém as duas equipes com apenas três pontos no Grupo B e complica ainda mais a briga por uma vaga na próxima fase da competição.

A atuação do Rubro-Negro até teve lampejos de intensidade e organização, especialmente no primeiro tempo, quando Edu aproveitou falha do goleiro argentino Bologna para abrir o placar. Mas a instabilidade da equipe e a falta de pontaria custaram caro. No segundo tempo, Togni acertou uma cobrança de falta e decretou o empate para os visitantes.

O Vitória ainda teve oportunidades claras de garantir os três pontos, mas Carlinhos, que entrou no decorrer do segundo tempo, protagonizou uma noite para esquecer, desperdiçando duas grandes chances. Janderson também falhou em momento decisivo, e o time, apático em muitos trechos do jogo, ouviu vaias da torcida ao fim do apito.

Com o tropeço, o Rubro-Negro segue na terceira posição, com três pontos, à frente do próprio Defensa apenas no saldo de gols. Cerro Largo e Universidad de Quito se enfrentam nesta quarta-feira e podem se desgarrar na ponta da tabela — lembrando que só o primeiro colocado avança direto às oitavas, enquanto o segundo disputa um playoff com um eliminado da Libertadores.

O público pagante — pouco menos de 8 mil torcedores — é reflexo direto da decepção com a campanha na Sul-Americana (e no Brasileirão). Fora de campo, a impaciência aumenta. Em campo, a ineficiência persiste. Com três empates e uma derrota, o Vitória se mostra distante do nível de competitividade exigido no cenário internacional.

Agora, a equipe de Thiago Carpini vira a chave e volta suas atenções ao Campeonato Brasileiro. No sábado, o compromisso é novamente no Barradão, contra o Vasco, pela oitava rodada. Um novo tropeço, desta vez em casa e no Brasileirão, pode aumentar ainda mais a temperatura no Leão.

Nos campos

Atletas do interior veem na Copa 2 de Julho a oportunidade de realizar o sonho de ser jogador profissional

Competição, promovida pelo Estado da Bahia, segue até 15 de julho e reúne promessas do futebol brasileiro

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A maior competição sub-15 do Brasil reúne 48 equipes em busca do sonho de se tornar jogador profissional. Nesta edição, atletas do interior do estado rompem a distância e percorrem quilômetros em busca desse objetivo. Afinal, 34 times são oriundos de municípios baianos.

Aos 11 anos, o goleiro Arthur Xavier Gonzaga assume a função de liderança dentro de campo. Debaixo da trave, ele sempre lembra os companheiros da oportunidade que a Copa 2 de Julho proporciona.

“É a oportunidade de sermos vistos, mudar a nossa vida, cada um chegar a um clube grande, estar jogando, estar presente na Copa 2 de Julho e ser visto. É a oportunidade de mostrar e provar tudo o que sempre treinamos”

Com nome de craque, Riquelme atua pelo Itagibá. Ele encarou uma viagem de 362 km para disputar o torneio. Ciente do sacrifício, o jovem atleta enxerga o desafio como uma possibilidade de mudar de vida: “Saímos da nossa cidade, muito longe daqui. A dificuldade para chegar até aqui foi grande, mas quero agradecer por estarmos jogando. A Copa nos ajuda a ter reconhecimento”

O sonho dos atletas carrega a expectativa de toda uma família. Mãe de Joãozinho, atleta de Irecê, Carla Souza o acompanha por mais de 470 km para vê-lo jogar futebol.

“Nós, mães, procuramos fazer tudo pelos nossos filhos. E isso é uma razão para sonhar. Eu venho de muito longe. A gente luta para vê-lo conquistar esse sonho, crescer na vida. A Copa 2 de Julho é uma ótima oportunidade para isso. É uma ponte. É uma porta aberta. A gente deve aproveitar muito para correr atrás, para que, a partir daqui, ele possa decolar e ir ainda mais longe”, comentou Carla.

As fases finais do torneio acontecem a partir de sábado, 11 de julho, e seguem até o dia 15, data da grande final. Nesta quarta-feira, 08, e quinta-feira, 09, estão sendo disputadas as últimas rodadas da fase de grupos em Salvador (CT Barradão, Vila Canária e Wet’n Wild); Região Metropolitana (CT do Bahia, em Dia D’Ávila); e no CT do Fluminense de Feira de Santana.

A competição foi criada em 2007, pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), no formato sub-17, e mudou para a categoria sub-15 a partir de 2015, tornando-se uma das principais do naipe no país. Em 2022, foi incorporada a disputa das fases regionais com as equipes do interior, abrangendo as equipes de todos os Territórios de Identidade da Bahia. Neste ano, a novidade foi a disputa das escolinhas de futebol e categorias de base das equipes da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e Feira de Santana.

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Nos campos

Salvador alcança marca de cem campos públicos de grama sintética

Novo equipamento é entregue à população horas antes da estreia do Brasil na Copa 2026

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Salvador ganha um marco simbólico para o esporte local. A Prefeitura inaugurou, na comunidade da Baixa do Petróleo, em Massaranduba, o centésimo campo público com gramado sintético da cidade, ampliando uma política de investimento em infraestrutura esportiva voltada principalmente para bairros populares.

A nova Arena Balão de Ouro recebeu investimento de R$ 540 mil e passou por uma requalificação completa. O espaço, que antes tinha piso de barro, ganhou gramado sintético, sistema de drenagem, reforma dos vestiários, construção de mureta e melhorias nos alambrados.

O esporte frequentemente representa uma alternativa de lazer, convivência e desenvolvimento para crianças e adolescentes, por isso a ampliação desses espaços públicos tem impacto que vai além das quatro linhas.

Atualmente, a Arena Balão de Ouro também atende projetos sociais da região, como a Escolinha Bahia e Ação, que reúne mais de 100 jovens da comunidade. Para os responsáveis pela iniciativa, a melhoria da estrutura oferece melhores condições para o desenvolvimento das atividades e amplia o acesso de novos participantes.

A entrega do centésimo campo também evidencia uma mudança na paisagem esportiva da capital baiana. Durante muitos anos, gramados sintéticos estiveram restritos a espaços privados e alugados. Com a expansão dos equipamentos públicos, moradores de diferentes regiões passaram a ter acesso gratuito a estruturas semelhantes às encontradas em centros esportivos particulares.

Ao mesmo tempo, o desafio passa a ser garantir a manutenção desses espaços e estimular sua ocupação por projetos esportivos, educacionais e comunitários. Afinal, a simples construção de arenas não resolve problemas sociais complexos, mas pode criar oportunidades importantes quando associada a políticas públicas permanentes.

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Brasileirão

Pausa da Copa abre mercado e coloca jogadores de Bahia e Vitória no radar de negociações

Nova regra do Brasileirão amplia possibilidades de transferências durante o Mundial

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A paralisação do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa do Mundo de 2026 não representa descanso para os departamentos de futebol. Enquanto as atenções se voltam para a Seleção Brasileira, dirigentes, empresários e clubes aproveitam o período para planejar o segundo semestre da temporada. E uma mudança no regulamento da Série A promete aquecer o mercado nacional.

Pela nova regra, um jogador pode atuar em até 12 partidas do Brasileirão e ainda se transferir para outro clube da competição. O limite anterior era de apenas seis jogos. A alteração foi adotada em função do calendário excepcional de 2026, que teve o início do campeonato antecipado para janeiro.

Para Bahia e Vitória, a mudança cria cenários importantes. Alguns atletas dos dois clubes ainda estão dentro do limite permitido e, portanto, seguem aptos para uma eventual transferência dentro da Série A.

No Bahia, a lista inclui João Paulo, com duas partidas disputadas, Michel Araújo, que chegou ao limite de 12 jogos, além de Gilberto (7), Iago Borduchi e Kanu (3). No Vitória, aparecem o contestado goleiro Gabriel Vasconcelos (4), Aitor Cantalapiedra e Fabri (8), Ronald (7) e Neris (4).

A situação não significa necessariamente que esses jogadores deixarão seus clubes, mas amplia as possibilidades de negociação em uma janela que costuma ser estratégica. Em alguns casos, a movimentação pode ocorrer por questões técnicas; em outros, por busca de maior minutagem ou necessidade de reforço em equipes concorrentes.

A pausa para a Copa também oferece uma oportunidade de avaliação mais profunda dos elencos. A segunda janela de transferências do futebol brasileiro ficará aberta entre 20 de julho e 11 de setembro. Como o Campeonato Brasileiro retorna em 22 de julho, os atletas contratados nesse período já poderão estrear logo na retomada da competição.

A flexibilização da regra atende a uma demanda antiga dos clubes, que consideravam o limite anterior excessivamente restritivo. Na prática, a mudança amplia a circulação de jogadores e oferece novas alternativas para equipes que precisam corrigir rumos durante a temporada.

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