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Nas ruas

Corrida do Bahêa reúne mais de 10 mil pessoas com chegada especial na Fonte Nova

Quarta edição do evento une atividade física, entretenimento e paixão pelo tricolor no Dique do Tororó

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A Corrida do Bahêa voltou a transformar o entorno da Casa de Apostas Arena Fonte Nova em um espaço de encontro diferente para o torcedor tricolor. Na quarta edição do evento, mais de 10 mil pessoas participaram da prova, que uniu atividade física, entretenimento e identidade clubística em um mesmo cenário.

Desta vez, o ambiente rompeu com o ritual tradicional do futebol. No lugar da arquibancada e da cerveja, tênis de corrida, hidratação e um percurso que teve como ponto de partida o Dique do Tororó. A mudança de comportamento revela um movimento mais amplo: o clube passa a ocupar também o campo do bem-estar e da qualidade de vida.

O evento, com inscrições esgotadas, reforça essa estratégia. Ao levar a corrida para a Fonte Nova, o Bahia amplia o uso simbólico do estádio, transformando-o em espaço de convivência e não apenas de competição. A participação de torcedores de diferentes idades, como corredores iniciantes e idosos, indica que o alcance vai além do público tradicional do futebol.

Após a prova, a programação seguiu com shows e ativações, reforçando o caráter híbrido do evento: esporte e entretenimento dividindo o mesmo protagonismo. Esse formato ajuda a explicar o crescimento da corrida, que já soma mais de 30 mil participantes ao longo das edições e se posiciona como uma das maiores do Norte-Nordeste.

Mas o sucesso também levanta uma questão: até que ponto iniciativas como essa fortalecem hábitos esportivos contínuos? O engajamento pontual é evidente, mas o desafio está em transformar a experiência em rotina para além do evento.

Ainda assim, a Corrida do Bahêa mostra um caminho relevante. Ao aproximar o torcedor do clube por meio do movimento, o Bahia amplia sua presença no cotidiano da cidade e reforça uma tendência: o futebol, cada vez mais, deixa de ser apenas jogo e passa a ser experiência.

Na vida

Livro de Raquel Castanharo propõe nova forma de entender a corrida e desmonta mitos do esporte

O que a ciência diz sobre correr e por que o corpo pode ir além do que se imagina?

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A corrida, uma das práticas esportivas mais populares do mundo, ainda é cercada por dúvidas, fórmulas prontas e crenças pouco fundamentadas. É nesse cenário que a fisioterapeuta e maratonista Raquel Castanharo lança o livro Este livro não é só sobre corrida, uma obra que busca aproximar ciência e prática de forma acessível.

Publicado pela Editora Planeta Brasil, o livro se apresenta como um manual completo, mas vai além do aspecto técnico. A proposta é questionar padrões e provocar uma reflexão sobre o próprio corpo, tratando a corrida não apenas como exercício, mas como uma experiência de autoconhecimento.

Com base em estudos de biomecânica e na prática clínica, a autora responde dúvidas comuns de quem corre ou quer começar. Temas como postura, tipo de pisada, escolha de tênis, respiração e prevenção de lesões aparecem com explicações diretas, sem recorrer a fórmulas universais.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que o corpo humano é adaptável e “antifrágil”, capaz de evoluir quando estimulado da forma correta. Nesse contexto, a corrida deixa de ser vista como uma atividade restrita a atletas ou a quem busca emagrecimento, e passa a ser entendida como ferramenta de saúde e longevidade.

“A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, vinte anos. Como foi que nós – principalmente mulheres – crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo”, diz Mari Krüger, bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil

A publicação também dialoga com um público mais amplo, especialmente iniciantes, ao destacar três pilares para a criação do hábito: ambiente adequado, repetição e recompensa. A mensagem é clara: correr não depende apenas de desempenho, mas de consistência e contexto.

Ao mesmo tempo, o livro evita um discurso simplista. A própria autora reconhece que nem todos precisam correr, mas defende que todos deveriam ter acesso ao conhecimento sobre o movimento e suas possibilidades.

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Nas ruas

Salvador 10 Milhas reúne 5 mil corredores e reforça corrida de rua como marca do aniversário da cidade

Participantes cruzam principais cartões-postais da cidade em percurso que mescla esporte e turismo

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A Salvador 10 Milhas voltou a ocupar as ruas da capital baiana com cerca de 5 mil participantes, entre atletas profissionais e amadores, em mais uma edição que mistura esporte, turismo e identidade cultural. Realizada dentro das comemorações pelos 477 anos da cidade, a prova reforça seu espaço no calendário esportivo local.

Com percursos de 5 e 10 milhas, a corrida atravessou alguns dos principais cartões-postais da cidade, ligando o Rio Vermelho e o Comércio à Ponta do Humaitá. Nem mesmo a chuva afastou os corredores. Para muitos, o clima adverso funcionou como estímulo extra, evidenciando um perfil cada vez mais resiliente e engajado do praticante de corrida de rua. A prova também marca, para parte do público, o início simbólico da temporada esportiva.

Outro ponto de destaque é a construção de identidade. Ao homenagear a capoeira (com referências às vertentes Angola e Regional), o evento amplia seu alcance para além do esporte e se conecta com a cultura baiana. Esse diálogo fortalece o vínculo com o público local e diferencia a corrida em um cenário nacional cada vez mais competitivo.

A estrutura oferecida na chegada, com serviços de recuperação e atrações musicais, reforça a experiência do participante. Ainda assim, o crescimento do evento traz desafios: manter a qualidade da organização e ampliar o acesso sem perder a essência são pontos centrais para as próximas edições.

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Nas ruas

Circuito Banco do Brasil de Corrida chega a Salvador e amplia calendário de rua na capital

Etapa baiana será realizada em 28 de junho e integra circuito nacional com dez provas ao longo de 2026

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O crescimento das corridas de rua no Brasil ganha mais um capítulo em 2026. O Circuito Banco do Brasil de Corrida chega à sua 9ª edição com dez etapas confirmadas e inclui Salvador no calendário, com prova marcada para 28 de junho.

A capital baiana aparece entre as cinco primeiras cidades do circuito, ao lado de Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A escolha reforça o momento da cidade, que tem ampliado a presença no cenário nacional de eventos esportivos e consolidado a corrida como prática cada vez mais popular.

Criado em 2017, o circuito se posiciona como uma das principais plataformas do país no segmento. Mais do que competição, o evento aposta em uma estrutura que combina diferentes percursos, inclusão e experiências para o público, reunindo desde iniciantes até atletas mais experientes.

A proposta acompanha uma tendência clara: correr deixou de ser apenas atividade física e passou a ocupar também um espaço social e de estilo de vida. Arenas com serviços de recuperação, avaliação física e espaços interativos fazem parte desse novo modelo de evento.

Ao mesmo tempo, o circuito evidencia um movimento de mercado. A ampliação para mais de 40 provas ao longo do ano, com benefícios e integração entre etapas, mostra como o segmento se tornou estratégico para marcas e instituições.

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