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Na saúde

Depois dos 60, novos desafios podem dar sentido a uma nova fase da vida

História de bicampeão mundial de karatê mostra que envelhecer não significa abandonar objetivos, aprendizados e projetos

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A chegada aos 60 anos costuma ser associada a mudanças importantes na rotina. A aposentadoria, a redução das obrigações profissionais e a saída dos filhos de casa, por exemplo, podem abrir espaço para uma pergunta difícil: o que fazer com o tempo e a experiência acumulados?

Uma possibilidade é transformar essa fase em um novo ponto de partida. Manter objetivos, aprender, praticar atividades físicas e estabelecer desafios pode ajudar a preservar uma rotina ativa e, principalmente, o senso de propósito.

A trajetória do engenheiro civil e atleta Junior Campos Prado é um exemplo disso. Aos 60 anos, em 2025, ele conquistou o título mundial de karatê em Roma. Aos 61, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio e tornou-se bicampeão mundial.

A história chama atenção pela continuidade. Junior pratica artes marciais desde os seis anos e sustenta sua preparação em três pilares: disciplina, constância e melhoria contínua.

“Ser campeão uma vez é importante, porém, o mais difícil é continuar treinando, aprendendo e evoluindo todos os dias, mesmo depois das conquistas. O Karatê nos ensina que a principal luta é contra nós mesmos”

O desafio não precisa ser uma competição

A experiência de Junior ajuda a desconstruir uma associação comum entre envelhecimento e perda de produtividade. Depois dos 60, o objetivo não precisa ser manter o mesmo ritmo da vida profissional ou buscar resultados grandiosos.

O desafio pode estar em aprender um idioma, voltar a estudar, viajar, praticar um esporte, desenvolver um projeto pessoal, empreender ou simplesmente adquirir uma nova habilidade.

Pequenas metas também produzem a sensação de avanço. E essa percepção de progresso pode ser importante para construir uma rotina mais significativa em uma etapa marcada por transformações.

Propósito também se constrói

A aposentadoria pode representar liberdade, mas também pode provocar a sensação de perda de função para quem passou décadas organizado em torno do trabalho. Por isso, criar novos planos pode ajudar a preencher esse espaço sem a necessidade de reproduzir a lógica de cobrança da vida profissional.

Atividades que proporcionem prazer, aprendizado e convivência social podem formar uma nova rede de interesses. O esporte é uma dessas possibilidades, mas está longe de ser a única.

O mais importante é que o envelhecimento não seja tratado como uma interrupção da capacidade de experimentar. Ter 60, 70 ou 80 anos não elimina a possibilidade de começar alguma coisa; apenas muda as condições e, muitas vezes, a perspectiva sobre o que realmente vale a pena.

A lógica da evolução contínua

Especialista em autogestão, Junior é fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. A filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, orienta seu trabalho com foco em propósito, disciplina e equilíbrio emocional.

A mesma lógica pode ser aplicada à vida cotidiana: não é necessário buscar uma transformação radical de uma hora para outra. A evolução pode acontecer por meio de pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo.

Na saúde

Everton Ribeiro treina com Bell Marques e fica surpreso

Camisa 10 do Bahia participa de atividade com o cantor durante comemoração de pré-aniversário de Rafa Marques

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O camisa 10 do Bahia, Everton Ribeiro, dividiu o treino com Bell Marques e se surpreendeu com a velocidade do cantor. O momento aconteceu durante as comemorações do pré-aniversário de Rafa Marques, na fazenda da família, no interior da Bahia.

Em vídeo compartilhado por Rafa nesta sexta-feira (25), Everton brinca com o ritmo de Bell depois da atividade e admite que não esperava acompanhar o cantor em um treino tão intenso.

“Eu tô correndo, tentando aqui… Pouco a pouco passa um, passa outro… Eu vou voltando, quando vejo é o Bell! Mais rápido do que uma flecha!”, brincou o jogador.

A programação também ganhou espaço para o futebol fora das quatro linhas. Rafa afirmou que o fim de semana será de comemoração com amigos e familiares e revelou, em tom de brincadeira, que Everton Ribeiro ficará responsável pelo churrasco no domingo (27), data do aniversário do cantor.

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Na saúde

Como transformar a busca pelo shape em uma rotina para o ano inteiro

Com a proximidade dos meses mais quentes, cresce a procura por exercícios para melhorar a forma física

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A chegada da primavera costuma acender o alerta para quem passou boa parte do ano longe dos exercícios e agora quer correr atrás do chamado “shape de verão”. É nessa época que metas como emagrecer, ganhar massa muscular ou melhorar a definição corporal ganham força. Mas, se a estética pode ser o empurrão inicial para sair do sedentarismo, transformar a atividade física em um hábito que permaneça depois do verão é um resultado ainda mais importante.

“É natural que uma pessoa chegue à academia com um objetivo estético e não há problema nisso. O que buscamos mostrar é que o exercício entrega muito mais. Quando ela começa a perceber a evolução do condicionamento, da força, da disposição e do próprio bem-estar, o treino deixa de ser apenas uma ferramenta para chegar ao verão e começa a fazer parte da vida”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Companhia Athletica.

Um dos caminhos para criar essa relação mais duradoura é encontrar uma atividade que combine com o perfil e os objetivos de cada pessoa. E academia não precisa ser sinônimo apenas de musculação. Na Companhia Athletica, as possibilidades passam por musculação, corrida, natação, spinning, dança, yoga, pilates, alongamento, ginástica localizada, treinamento funcional, CrossCia, Orange Zone, lutas e modalidades esportivas, entre outras opções. A disponibilidade pode variar conforme a unidade.

Há ainda treinamentos que podem ser direcionados para objetivos específicos, como emagrecimento, hipertrofia e definição muscular, condicionamento físico, equilíbrio postural e melhora da performance esportiva. Assim, quem quer correr melhor pode ter uma estratégia diferente de quem busca ganhar massa muscular, melhorar a mobilidade ou simplesmente ter mais disposição no cotidiano.

“Não existe uma única atividade que seja ideal para todo mundo. Temos pessoas que se encontram na musculação, outras preferem uma aula coletiva, querem nadar, correr ou praticar um esporte. Ter diferentes possibilidades e profissionais preparados para orientar esse processo permite que cada aluno encontre uma forma de cuidar do corpo que também dê prazer. E isso faz muita diferença para a continuidade”, afirma Cacá.

Outro fator que pode ajudar a atividade física a deixar de ser uma obrigação temporária é o vínculo criado com o ambiente. Aulas coletivas, esportes e grupos de treinamento aproximam pessoas que passam a dividir objetivos, desafios e conquistas. Aos poucos, ir à academia também pode significar encontrar amigos e pertencer a um grupo.

“Quando existe prazer e vínculo, fica mais fácil manter a atividade física. A pessoa conhece os professores, encontra outros alunos, faz amizades e começa a ter naquele espaço uma parte importante da sua rotina. É essa relação que queremos estimular: que cuidar da saúde seja algo positivo e não um sacrifício que começa três meses antes do verão e termina depois das férias”, destaca o gerente técnico.

Para quem decidiu começar agora, a orientação é evitar a ansiedade de tentar recuperar em poucas semanas o tempo em que ficou parado. O treinamento deve respeitar o nível de condicionamento, as características individuais e o objetivo de cada pessoa, com progressão adequada e acompanhamento profissional.

“A busca pelo bem-estar do corpo precisa acontecer com saúde e, sempre que possível, com prazer. O verão pode ser uma motivação para começar, mas o objetivo maior deve ser encontrar uma atividade que você queira continuar praticando. Temos especialistas e diferentes modalidades justamente para ajudar pessoas com perfis, necessidades e desafios diferentes a encontrarem esse caminho”, conclui Cacá Ferreira.

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Na saúde

O que o xadrez ensina às crianças além do jogo?

Modalidade exercita atenção, estratégia e tomada de decisão e ganha espaço nas escolas

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Diante de um tabuleiro, a criança precisa fazer algo que parece cada vez mais difícil em tempos de estímulos rápidos: parar, observar e pensar antes de agir. É justamente nessa dinâmica que o xadrez pode oferecer aprendizados que ultrapassam as 64 casas do tabuleiro.

A modalidade estimula atenção, estratégia, tomada de decisão e capacidade de adaptação. Nas escolas, esses efeitos podem aparecer não apenas nos resultados das partidas, mas na maneira como os alunos passam a analisar suas escolhas e lidar com os próprios erros.

Na Start Anglo Bilingual School Recreio, o professor Moisés do Carmo acompanha esse processo durante as aulas. Segundo a diretora pedagógica e psicopedagoga Cristiane Cristo, crianças que inicialmente querem movimentar as peças rapidamente passam, com a prática, a observar o tabuleiro, antecipar possibilidades e pensar antes de tomar uma decisão.

Aprender também com o erro

Outro aprendizado está na relação com a derrota. Perder uma peça ou cometer um erro pode gerar frustração, mas a partida continua. Aos poucos, a criança aprende a analisar o que aconteceu, identificar alternativas e adaptar a estratégia.

Esse processo ganha ainda mais significado em competições, como a 3ª etapa do Circuito de Xadrez da Liga Escolar 2026, realizada em 3 de outubro. Além da disputa, os estudantes precisam lidar com regras, expectativa e pressão sem deixar de raciocinar.

A experiência ajuda a mostrar por que o xadrez vem conquistando espaço no ambiente escolar. A modalidade não exige apenas conhecimento de movimentos e aberturas: ensina que uma decisão tem consequências e que mudar de estratégia faz parte do jogo.

Um aprendizado que também passa pela Bahia

Na Bahia, esse movimento encontra um exemplo importante em Paulo Afonso, considerado um dos principais polos de xadrez do país e o maior do estado. A força da modalidade no município ajuda a mostrar que o esporte pode ultrapassar o ambiente competitivo e funcionar também como ferramenta de formação.

No fim, talvez essa seja uma das maiores contribuições do xadrez para as crianças: ensinar que pensar também é uma forma de agir. Antes de mover uma peça (ou tomar uma decisão fora do tabuleiro) observar, avaliar possibilidades e aceitar que nem sempre a primeira escolha será a melhor são habilidades que permanecem depois que a partida termina.

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