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Nas águas

Após conquista mundial de Uri Valadão, Bahia sedia etapa do Circuito Baiano de Bodyboarding em Vilas do Atlântico

Competição vai ser disputada neste fim de semana

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O mar de Vilas do Atlântico, em Lauro de Freitas, será tomado por pranchas e manobras radicais entre os dias 8 e 9 de novembro, quando a cidade sedia a etapa estadual do Circuito Baiano de Bodyboarding, dentro da programação do Vou na Praia – Uma Experiência Baiana.

Realizado em parceria com a FEBEB (Federação de Bodyboarding do Estado da Bahia) e com apoio da Sudesb e da Prefeitura de Lauro de Freitas, o evento reforça o protagonismo da Bahia na modalidade, que voltou ao noticiário mundial com a conquista do bicampeonato do baiano Uri Valadão no IBC World Tour 2025, nas Ilhas Canárias, 17 anos após seu primeiro título.

“O Bodyboarding baiano vive um novo ciclo. Temos dois atletas entre os melhores do mundo e uma geração inspirada por esse momento histórico. Trazer o circuito para Vilas é reafirmar essa força”, explica Gabriel Nascimento, da organização.

Além de profissionais, a competição contará com categorias de base e amadoras, incentivando jovens atletas e promovendo o esporte como ferramenta de educação, inclusão e identidade local. Entre os nomes esperados está Gabriel Braga, atualmente o quinto colocado no ranking mundial, reforçando o peso da Bahia na cena global do Bodyboarding.

“O esporte é um vetor de transformação. Essa etapa vai muito além da competição, é uma celebração da relação do baiano com o mar”, destaca Mateus Reis, vice-prefeito e secretário de Esporte e Cultura de Lauro de Freitas.

Serviço

Local: Praia de Vilas do Atlântico – Lauro de Freitas (BA)
Datas: 8 e 9 de novembro
Modalidade: Circuito Baiano de Bodyboarding– etapa estadual
Realização: FEBEB, com apoio da Sudesb, Prefeitura de Lauro de Freitas e Vou Eventos
Destaques: Uri Valadão (bicampeão mundial) e Gabriel Braga (5º no ranking mundial), Juliana Dourado, Tati Menezes…
Entrada: Gratuita

Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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Nas águas

Canoagem havaiana ganha espaço entre baianos e turistas no verão de Salvador

Modalidade une esporte, lazer e contemplação e atrai baianos e turistas à Baía de Todos-os-Santos

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Com a chegada do verão, Salvador volta a olhar com mais atenção para o mar como cenário e como espaço de vivência esportiva e cuidado com o corpo e a mente. Entre as práticas que crescem na estação mais quente do ano, a canoagem havaiana (Va’a) tem se consolidado como uma experiência que combina atividade física, lazer e conexão com a natureza.

A prática tem atraído tanto moradores quanto turistas interessados em explorar a Baía de Todos-os-Santos a partir de uma outra perspectiva. As remadas guiadas permitem percursos que passam por cartões-postais históricos da cidade, como o Forte São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, criando uma experiência que mistura esporte, paisagem urbana e contemplação.

Mais do que um passeio, a canoagem havaiana propõe um ritmo próprio. As remadas são cadenciadas, com paradas estratégicas para mergulho, descanso e observação do entorno. Esses elementos aproximam a modalidade de práticas associadas ao mindfulness e ao bem-estar físico e mental.

À frente de uma das iniciativas que impulsionam esse movimento está o Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que tem observado aumento significativo na procura por aulas e passeios durante o verão. Para a gestora Lorena Lago, o crescimento reflete uma mudança no perfil de quem busca lazer na cidade. “As pessoas querem estar ao ar livre, aproveitar o calor e o pôr do sol, mas também cuidar do corpo e da mente. A canoagem oferece tudo isso ao mesmo tempo”, explica.

A estrutura também acompanha essa demanda. Um flutuador instalado próximo ao Forte São Marcelo ampliou as possibilidades de vivência na água, funcionando como ponto de apoio para mergulhos, pausas e registros visuais da paisagem. A experiência começa ainda na areia, com orientações básicas sobre a técnica de remada, e se estende mar adentro, respeitando tanto iniciantes quanto praticantes mais experientes.

O avanço da canoagem havaiana em Salvador ajuda a revelar uma tendência mais ampla: a busca por experiências esportivas que dialoguem com o território, valorizem a paisagem e promovam saúde de forma integrada. A cada verão, a prática deixa de ser alternativa de nicho e passa a ocupar um espaço mais visível no cotidiano da cidade.

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Nas águas

Bino Lopes vence na Praia do Forte e leva decisão do Triple Crown para a etapa final

Campeão brasileiro de 2015 empata ranking com Fabrício Bulhões e esquenta disputa pelo título estadual

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A segunda etapa do Triple Crown Surf Praia do Forte 2025 terminou com muitas emoções e promessas de novas disputas. Em uma final equilibrada, Bino Lopes confirmou a experiência, somou 13,40 pontos e venceu a prova disputada neste domingo, em Mata de São João. O resultado colocou o campeão brasileiro de 2015 em empate na liderança do ranking com Fabrício Bulhões, levando a definição do supercampeão para a última etapa do circuito.

A final masculina reuniu nomes de peso do surfe baiano e nacional. Além de Bulhões, Bino superou Demi Brasil e Mauy Schimidt, em uma bateria marcada por leitura de mar precisa e escolhas consistentes de onda. A vitória não apenas recoloca Bino no centro da disputa, como também reafirma a competitividade do circuito estadual, que chega à reta final sem favorito absoluto.

No feminino, o destaque foi Samira Vitória, que conquistou a segunda vitória consecutiva no evento. O resultado reforça o bom momento do surfe feminino baiano e aponta regularidade como diferencial em um circuito curto, mas altamente disputado.

As categorias de base também tiveram protagonismo. Lucca Yamasaki venceu a Sub-18 e simbolizou a renovação do surfe no estado, enquanto os resultados nas divisões Sub-16, Sub-14, Sub-12, Sub-10 e Sub-8 mostraram diversidade técnica e participação crescente de jovens atletas. Entre os veteranos, títulos para Paulo Falcon, Leandro Mendes, Elson Vieira e Takito Adachi reforçaram a longevidade competitiva do esporte.

A decisão do Triple Crown Surf Praia do Forte 2025 acontece entre os dias 19 e 21 de dezembro, na Praia da Catinguiba, encerrando a temporada estadual na Bahia. Com o ranking embolado no profissional e nomes em ascensão nas demais categorias, a etapa final promete mais do que troféus: será um retrato do equilíbrio e da vitalidade do surfe baiano em 2025.

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