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Na saúde

Caminhar rápido ou correr leve: qual faz melhor para o corpo?

Especialistas explicam por que a escolha depende mais do ritmo e da constância do que da velocidade em si

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Entre quem busca melhorar o condicionamento físico ou queimar calorias, uma dúvida é quase universal: é melhor correr leve ou caminhar rápido? A resposta, segundo especialistas, não é tão simples — e passa por fatores como intensidade, impacto nas articulações e regularidade da prática.

A corrida leve costuma ter vantagem em gasto energético. Um adulto de 70 kg pode queimar de 450 a 550 calorias por hora, enquanto a caminhada rápida (a cerca de 6 km/h) gasta 280 a 350 calorias no mesmo período. A diferença está no esforço cardiovascular e muscular, que faz o corpo continuar consumindo oxigênio após o treino — o chamado afterburn effect.

Mas o cenário muda quando o ritmo é mantido por mais tempo ou quando o terreno é inclinado. Nesses casos, a caminhada pode se igualar à corrida em gasto calórico, com a vantagem de ser mais segura para joelhos e tornozelos.

Para quem tem sobrepeso, histórico de lesões ou está retomando a atividade física, caminhar é a opção mais sustentável. Já correr fortalece ossos, melhora o VO₂ máximo e traz ganhos mais rápidos de performance — desde que acompanhada de boa técnica e recuperação adequada.

Na prática, o ideal é alternar os dois estímulos. Um treino híbrido, com 1 minuto de corrida leve seguido de 2 minutos de caminhada, repetido por 20 a 30 minutos, combina queima de gordura, melhora cardiovascular e menor risco de lesão.

A percepção de esforço também é um bom guia. Na caminhada rápida, o ritmo é moderado — dá para conversar. Na corrida leve, a respiração é mais intensa e falar se torna difícil. Quanto maior a intensidade, maior o gasto calórico, mas também a necessidade de descanso.

Na saúde

Relatório aponta que a Bahia é o estado onde as pessoas acordam mais cedo para se exercitar

Estado concentra maior volume de atividades entre 4h e 7h e revela relação direta entre rotina, clima e cultura esportiva

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A Bahia é o estado brasileiro que acorda mais cedo para se exercitar. É o que mostra o Year in Sport Trend Report, relatório anual do Strava, uma das maiores plataformas globais de registro de atividades físicas. Segundo o levantamento, 39% das atividades registradas no estado acontecem entre 4h e 7h da manhã, índice superior ao da Paraíba (37%) e do Espírito Santo (36%).

O dado ajuda a entender um comportamento que já se percebe nas ruas, orlas e parques das cidades baianas: a busca pelo exercício antes do sol ganhar força. Em um estado marcado por altas temperaturas ao longo do dia, treinar cedo não é apenas uma preferência, mas uma estratégia de cuidado com a saúde e o rendimento. Correr, pedalar ou caminhar nas primeiras horas da manhã reduz o impacto do calor, melhora a adesão à rotina e favorece a regularidade.

O levantamento aponta para uma cultura coletiva de movimento. Salvador, por exemplo, com mais de 60 quilômetros de orla, oferece um cenário que estimula práticas ao ar livre logo ao amanhecer, quando o espaço urbano ainda está mais silencioso e acessível. O mesmo vale para cidades do interior, onde o dia começa cedo e o exercício se encaixa naturalmente na rotina.

O recorte regional também dialoga com uma tendência global observada pelo Strava: a consolidação do esporte como parte do dia a dia, e não apenas como atividade pontual. Em 2024, mais de 40% dos novos usuários da plataforma foram mulheres, reforçando a ampliação do acesso e da diversidade nas práticas esportivas. Hoje, o Strava soma mais de 180 milhões de usuários em mais de 185 países, com bilhões de atividades compartilhadas e uma rede que conecta desde atletas profissionais até praticantes recreativos.

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Na saúde

Verão pede atenção redobrada com a pele de quem pratica esporte ao ar livre

Em Salvador, com mais de 60 km de orla, sol intenso exige prevenção diária contra o câncer de pele

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A chegada do verão amplia a presença de pessoas nas ruas, praias e espaços abertos de Salvador, cidade onde a prática esportiva ao ar livre faz parte da rotina. Corrida de rua, ciclismo, vôlei de praia, futevôlei, beach tennis, surfe e bodyboard tendem a ganhar ainda mais adeptos nesta época do ano. Junto com os benefícios do exercício e do contato com a natureza, cresce também a necessidade de cuidado com a pele.

O alerta não é exagero. O câncer de pele segue como o tipo de tumor mais comum no Brasil, respondendo por cerca de um terço de todos os diagnósticos oncológicos no país. De acordo com especialistas, entre 90% e 95% dos casos estão diretamente associados à exposição solar, o que torna a doença altamente prevenível com medidas simples no dia a dia.

Existem dois grandes grupos da doença. O câncer de pele não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o espinocelular, representa cerca de 95% dos casos e, em geral, tem bom prognóstico quando tratado precocemente. Já o melanoma, menos frequente, é o mais agressivo e pode se espalhar rapidamente para outros órgãos, exigindo diagnóstico rápido e acompanhamento especializado.

Para quem treina sob o sol, o risco aumenta com a exposição prolongada e repetida, comum em modalidades praticadas na orla e em vias abertas. Segundo o cirurgião oncológico Ricardo Motta, a prevenção passa por hábitos que deveriam fazer parte da rotina esportiva. O uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior, reaplicado ao longo do treino, roupas com proteção UV, bonés ou chapéus e óculos escuros são medidas básicas. Sempre que possível, também é recomendado evitar atividades entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios solares.

Outro ponto essencial é a observação da própria pele. Manchas novas, feridas que não cicatrizam ou mudanças em pintas devem ser avaliadas por um médico. No caso do melanoma, o diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do tratamento. Nos estágios iniciais, a remoção cirúrgica costuma ser suficiente. Em casos mais avançados, terapias como imunoterapia e tratamentos-alvo ampliaram as chances de controle da doença.

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Na saúde

Recovery deixa de ser luxo e se torna parte da rotina de quem treina em Salvador

Tecnologias antes restritas a atletas de elite agora estão acessíveis para quem cuida do corpo e da performance

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Por muito tempo, recuperar o corpo após o treino foi sinônimo de descanso passivo: parar, esperar e torcer para que as dores passassem. Esse conceito ficou para trás. O recovery passou a ocupar um papel estratégico no desempenho esportivo, e não só entre atletas profissionais, mas também entre quem treina por saúde, lazer ou qualidade de vida.

O avanço da tecnologia transformou a recuperação muscular em um processo mais preciso, ativo e acessível. Técnicas que antes estavam restritas a centros de alto rendimento hoje fazem parte do cotidiano de academias, corredores, ciclistas e praticantes de funcional. A lógica é simples: recuperar bem é treinar melhor e por mais tempo.

Entre os métodos que ganharam espaço estão a compressão pneumática, que estimula a circulação por meio de ciclos de pressão controlada; a crioterapia moderna, que evoluiu do gelo improvisado para equipamentos capazes de oferecer estímulos mais específicos; e os dispositivos de vibração e percussão, usados para aliviar tensões profundas após treinos intensos.

Outra frente que cresce rapidamente é a fotobiomodulação, com uso de luz vermelha e infravermelha, além da eletroestimulação (EMS), que promove ativações musculares leves no pós-treino. São tecnologias que dialogam com a ciência do esporte e ajudam a reduzir rigidez, melhorar a sensação de disposição e acelerar processos naturais de regeneração.

Apesar do apelo tecnológico, especialistas reforçam que o recovery não se resume a aparelhos. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e controle do estresse seguem como pilares fundamentais. A diferença é que, hoje, esses fatores são combinados com ferramentas que permitem um cuidado mais contínuo e personalizado.

Esse novo cenário também reflete uma mudança de mentalidade: o foco deixa de ser “recuperar depois” e passa a ser “recuperar sempre”, de forma preventiva. O objetivo não é apenas aliviar dores, mas evitar sobrecargas, reduzir o risco de lesões e garantir longevidade esportiva.

Em Salvador, esse acesso já é uma realidade. Espaços especializados em recuperação esportiva passaram a integrar o ecossistema de quem leva o treino a sério. Um exemplo é o Pace Recovery, que oferece protocolos completos voltados à regeneração muscular, prevenção de lesões e melhora da performance. O atendimento contempla desde iniciantes até atletas amadores e profissionais, em modalidades como corrida, musculação, ciclismo, funcional e triathlon.

A popularização desses serviços mostra que o recovery deixou de ser um diferencial elitizado para se tornar parte da rotina esportiva urbana. Com dispositivos mais portáteis, métodos integrados e maior disseminação de informação, cuidar da recuperação hoje é tão acessível quanto treinar.

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