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Nas ruas

Campeões Baianos de skate são revelados na última etapa do circuito estadual

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Os campeões baianos de skate da modalidade street, que está presente nos Jogos Olímpicos, foram conhecidos no último fim de semana. É que no sábado e domingo (30/11 e 01/12) a Pista Pública dos Barris, localizada na capital baiana, recebeu a última etapa do Circuito Baiano, que movimentou o esporte durante seis meses.

Com os resultados da última etapa, as campeãs femininas foram: Valentina Barreto, de Lauro de Freitas; Alice França, de Simões Filho; e Camilly Victoria, de Aracaju-SE. As três venceram nas categorias Mirim, Iniciante e Amadora, respectivamente.

No caso dos competidores masculinos, os campeões foram: Antony Ferreira, de Ilhéus; John Milke, de Nossa Senhora do Socorro-SE; Thiago Nunes, de Feira de Santana; e Jailson Santana, de Feira de Santana. Os quatro skatistas venceram nas categorias Mirim, Iniciante, Amador e Master).

“Participaram desta edição 153 atletas. Vieram skatistas de quase 20 cidades da Bahia, além de competidores de Sergipe, Ceará e São Paulo. Isso mostra o tamanho da cena existente na Bahia. Nossa expectativa é que em 2025 o evento volte ainda maior mais relevante”, comemora André Borges, Diretor de Competições da Federação de Skateboard do Estado da Bahia (FESEB).

“Conseguimos realizar duas etapas em Salvador, uma em Camaçari, além de um circuito municipal extra em Poções. A ideia de interiorizar ainda mais o skate segue em pleno andamento e nossa intenção é que em 2025 consigamos mobilizar ainda mais atletas e cidades”, complementa Ernesto Belote, Coordenador Geral do Circuito Baiano de Skate 2024.

Para conferir o ranking final de 2024, basta acessar o site do Circuito Baiano, através do link https://www.circuitobaianodeskate.com.br/, ou pelo Instagram, no endereço https://www.instagram.com/cbssa24?igsh=NDl0b241dGlicmNx. Este ano, quatro competições fizeram parte do projeto: a etapa Poçoense de Skate, que ocorreu no município de Poções e se adequou as regras da competição, no sudoeste baiano, no mês de agosto; a 1ª etapa, realizado na Ribeira, em Salvador; a 2ª etapa, que aconteceu em Camaçari; e a última etapa, que movimentou o bairro dos Barris, em Salvador.

“Sempre é bom ressaltar que o Circuito Baiano seguiu classificando skatistas baianos para torneios nacionais. Este ano classificamos skatistas para o Campeonato Brasileiro amador e master, que vai acontecer em Santos-SP, e para o nacional sub-16 que será realizado em Natal-RN”, esclarece o responsável pela produção do evento, Romilson Augusto.

O Circuito Baiano de Skate 2024 é realizado e homologado pela Federação de Skateboard do Estado da Bahia (FESEB) e organizado pela Empresa MTE Brasil (Marketing, Turismo e Entretenimento). O evento conta com o fomento do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e a Superintendência dos Desportos (SUDESB), além do apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador e da Universidade Federal da Bahia/Faculdade de Educação/Curso de Educação Física.

“O apoio de todas as instituições e empresas foram de grande valia para o sucesso do nosso projeto. À SUDESB, todo o nosso agradecimento por viabilizar as etapas através do valioso fomento. Também não posso deixar de agradecer à ITS Brasil por ser tão fundamental na realização da etapa dos Barris”, complementa Romilson Santos.

Campeões baianos de Skate Street 2024:

Feminino

Mirim: Valentina Barreto (Lauro de Freitas/BA);

Iniciante: Alice França (Simões Filho/BA);

Amador: Camilly Victoria (Aracaju/SE).

Masculino

Mirim: Antony Ferreira (Ilhéus/BA);

Iniciante: John Milke (Nossa Senhora do Socorro/SE);

Amador: Thiago Nunes (Feira de Santana/BA);

Master: Jailson Santana (Feira de Santana/BA).

Na saúde

Caminhada ganha força como alternativa simples contra o sedentarismo e doenças vasculares

Especialistas apontam que regularidade da prática pode melhorar circulação, reduzir riscos cardíacos e transformar a rotina

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Em um país onde o sedentarismo ainda faz parte da rotina de milhões de pessoas, a caminhada aparece como uma das formas mais acessíveis e eficazes de iniciar uma mudança de hábito. Mais do que atividade física básica, caminhar regularmente passou a ser tratado por especialistas como uma ferramenta importante de prevenção contra doenças cardiovasculares e problemas circulatórios.

A Organização Mundial da Saúde considera a inatividade física um dos principais fatores de risco para a saúde vascular. Já a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada para garantir benefícios ao organismo.

Na prática, isso pode significar apenas 30 minutos de caminhada em cinco dias da semana. Um tempo relativamente curto, mas suficiente para ajudar na redução da pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea e diminuir riscos ligados a trombose, varizes e outras doenças crônicas.

Em cidades como Salvador, onde praias, orlas e parques favorecem atividades ao ar livre, a caminhada também se conecta à ocupação dos espaços públicos e à busca por qualidade de vida. Ainda assim, especialistas alertam que o maior desafio não é começar; mas sim manter a regularidade.

A lógica é simples: constância vale mais do que intensidade inicial. Para quem passou muito tempo sedentário, a recomendação é iniciar com percursos leves e aumentar o ritmo gradualmente, permitindo adaptação física sem sobrecarga.

Outro ponto destacado pelos profissionais de saúde envolve hábitos complementares. Hidratação, alongamento e escolha adequada do calçado influenciam diretamente no conforto e na prevenção de lesões.

O uso de meias de compressão também aparece como aliado importante, especialmente para pessoas que sofrem com sensação de pernas pesadas ou problemas circulatórios. A pressão externa controlada auxilia o trabalho das válvulas venosas e evita a sensação de pernas pesadas.

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Nas ruas

Corrida do Bahêa reúne mais de 10 mil pessoas com chegada especial na Fonte Nova

Quarta edição do evento une atividade física, entretenimento e paixão pelo tricolor no Dique do Tororó

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A Corrida do Bahêa voltou a transformar o entorno da Casa de Apostas Arena Fonte Nova em um espaço de encontro diferente para o torcedor tricolor. Na quarta edição do evento, mais de 10 mil pessoas participaram da prova, que uniu atividade física, entretenimento e identidade clubística em um mesmo cenário.

Desta vez, o ambiente rompeu com o ritual tradicional do futebol. No lugar da arquibancada e da cerveja, tênis de corrida, hidratação e um percurso que teve como ponto de partida o Dique do Tororó. A mudança de comportamento revela um movimento mais amplo: o clube passa a ocupar também o campo do bem-estar e da qualidade de vida.

O evento, com inscrições esgotadas, reforça essa estratégia. Ao levar a corrida para a Fonte Nova, o Bahia amplia o uso simbólico do estádio, transformando-o em espaço de convivência e não apenas de competição. A participação de torcedores de diferentes idades, como corredores iniciantes e idosos, indica que o alcance vai além do público tradicional do futebol.

Após a prova, a programação seguiu com shows e ativações, reforçando o caráter híbrido do evento: esporte e entretenimento dividindo o mesmo protagonismo. Esse formato ajuda a explicar o crescimento da corrida, que já soma mais de 30 mil participantes ao longo das edições e se posiciona como uma das maiores do Norte-Nordeste.

Mas o sucesso também levanta uma questão: até que ponto iniciativas como essa fortalecem hábitos esportivos contínuos? O engajamento pontual é evidente, mas o desafio está em transformar a experiência em rotina para além do evento.

Ainda assim, a Corrida do Bahêa mostra um caminho relevante. Ao aproximar o torcedor do clube por meio do movimento, o Bahia amplia sua presença no cotidiano da cidade e reforça uma tendência: o futebol, cada vez mais, deixa de ser apenas jogo e passa a ser experiência.

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Na vida

Livro de Raquel Castanharo propõe nova forma de entender a corrida e desmonta mitos do esporte

O que a ciência diz sobre correr e por que o corpo pode ir além do que se imagina?

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A corrida, uma das práticas esportivas mais populares do mundo, ainda é cercada por dúvidas, fórmulas prontas e crenças pouco fundamentadas. É nesse cenário que a fisioterapeuta e maratonista Raquel Castanharo lança o livro Este livro não é só sobre corrida, uma obra que busca aproximar ciência e prática de forma acessível.

Publicado pela Editora Planeta Brasil, o livro se apresenta como um manual completo, mas vai além do aspecto técnico. A proposta é questionar padrões e provocar uma reflexão sobre o próprio corpo, tratando a corrida não apenas como exercício, mas como uma experiência de autoconhecimento.

Com base em estudos de biomecânica e na prática clínica, a autora responde dúvidas comuns de quem corre ou quer começar. Temas como postura, tipo de pisada, escolha de tênis, respiração e prevenção de lesões aparecem com explicações diretas, sem recorrer a fórmulas universais.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que o corpo humano é adaptável e “antifrágil”, capaz de evoluir quando estimulado da forma correta. Nesse contexto, a corrida deixa de ser vista como uma atividade restrita a atletas ou a quem busca emagrecimento, e passa a ser entendida como ferramenta de saúde e longevidade.

“A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, vinte anos. Como foi que nós – principalmente mulheres – crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo”, diz Mari Krüger, bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil

A publicação também dialoga com um público mais amplo, especialmente iniciantes, ao destacar três pilares para a criação do hábito: ambiente adequado, repetição e recompensa. A mensagem é clara: correr não depende apenas de desempenho, mas de consistência e contexto.

Ao mesmo tempo, o livro evita um discurso simplista. A própria autora reconhece que nem todos precisam correr, mas defende que todos deveriam ter acesso ao conhecimento sobre o movimento e suas possibilidades.

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