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Na saúde

Esportes coletivos ganham força como ferramenta de saúde emocional e bem-estar

Entenda como atividades em grupo combatem o sedentarismo, fortalecem vínculos e aumentam a motivação no dia a dia

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A prática de esportes coletivos vai além do condicionamento físico e tem ocupado um espaço cada vez mais importante na rotina de quem busca qualidade de vida. Em Salvador, onde grupos de corrida, futevôlei, beach tennis e futebol amador crescem nas praias, praças e parques, o esporte em grupo também se transforma em espaço de convivência, acolhimento e saúde emocional.

Segundo a diretora da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Luiza Cruz, atividades coletivas ajudam a fortalecer o comprometimento dos praticantes e aumentam as chances de continuidade da prática esportiva. O fator social aparece como um diferencial importante em um cenário marcado pelo sedentarismo e pelo desgaste emocional provocado pelas rotinas intensas.

A lógica é simples: quando o exercício deixa de ser uma experiência solitária, o processo tende a se tornar mais leve. O incentivo do grupo, a troca de experiências e os encontros frequentes criam um ambiente de apoio que influencia diretamente na motivação e no desempenho individual.

O movimento ajuda inclusive pessoas que enfrentam dificuldades comuns no início da prática esportiva, como procrastinação, insegurança e falta de disciplina. Em muitos casos, o vínculo criado entre os participantes passa a ser tão importante quanto o próprio exercício físico.

 “Quando a atividade física acontece em grupo, o esforço deixa de ser uma experiência solitária. O coletivo ajuda a transformar desafios em algo mais leve e compartilhado”

Esse fenômeno pode ser observado na capital baiana, onde grupos esportivos têm ocupado espaços públicos de forma cada vez mais intensa. O funcional na praia, os pedais pelas ruas da cidade, e os clubes de corrida nas praças da cidade se tornaram pontos de encontro para quem busca atividade física, mas também conexão social e sensação de pertencimento.

Além dos benefícios emocionais, os esportes coletivos contribuem para a construção de hábitos saudáveis e para a ocupação mais ativa da cidade. A prática esportiva em grupo reforça a ideia de que espaços urbanos também podem funcionar como ambientes de convivência, saúde e cuidado coletivo. Em vez da busca exclusiva por estética ou resultados rápidos, cresce a valorização do esporte como ferramenta de equilíbrio físico, mental e social.

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Musculação é recomendada como boa opção para o bem-estar físico e mental

Prática vai além da estética, ajuda na prevenção de doenças e fortalece o bem-estar físico e mental

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Durante muitos anos, a musculação foi associada quase exclusivamente à busca pelo corpo ideal. Mas, cada vez mais, estudos e profissionais da área reforçam um entendimento diferente: o treino de força também é uma ferramenta importante para saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida.

Em academias de Salvador e de outras cidades baianas, o crescimento do interesse pela musculação acompanha uma mudança de comportamento. O foco deixa de estar apenas no espelho e passa a incluir disposição, autonomia, controle emocional e envelhecimento saudável. Segundo especialistas, um dos principais impactos da musculação está no funcionamento do metabolismo.

O aumento da massa muscular faz o corpo gastar mais energia mesmo em repouso, além de ajudar no controle da glicemia e reduzir riscos de doenças como diabetes tipo 2. “Quanto maior a massa muscular, maior o gasto calórico basal. Isso ajuda não só no emagrecimento, mas principalmente na prevenção de doenças metabólicas, como diabetes tipo 2”, explica Everton Raeda, Gestor Técnico da Rede Alpha Fitness.

A prática também exerce papel importante na saúde óssea. Exercícios com carga estimulam a densidade mineral dos ossos e fortalecem músculos, tendões e ligamentos. Em um cenário de sedentarismo crescente e longos períodos diante das telas, esse tipo de atividade ganha ainda mais relevância.

“A sobrecarga controlada aplicada nos treinos estimula o corpo a fortalecer não só os músculos, mas também ossos, tendões e ligamentos”

Outro ponto destacado por profissionais da área é o impacto hormonal provocado pelo treino regular. A musculação estimula a produção de hormônios ligados à disposição, recuperação muscular e sensação de bem-estar, além de contribuir para a melhora do sono e redução do estresse.

Os benefícios também alcançam a saúde mental. A liberação de neurotransmissores como serotonina e dopamina ajuda no combate à ansiedade e aos sintomas depressivos, enquanto a rotina de treinos fortalece disciplina, autoestima e sensação de controle sobre o próprio corpo.

A melhora da postura e a redução de dores nas costas aparecem entre os efeitos mais percebidos por quem mantém regularidade nos exercícios. O fortalecimento da região abdominal e lombar contribui para mais estabilidade corporal e eficiência nos movimentos do cotidiano.

Dentro desse contexto, o treino deixa de ser somente um objetivo visual e se consolida como parte de uma estratégia de saúde física e emocional, especialmente em uma sociedade que enfrenta altos índices de sedentarismo, estresse e adoecimento mental.

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Na saúde

Prática esportiva cresce no Brasil e muda relação com desempenho e recuperação

Busca por constância nos treinos impulsiona mercado de suplementação e amplia debate sobre saúde

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O aumento da prática esportiva no Brasil tem provocado mudanças não apenas na rotina dos brasileiros, mas também na forma como saúde, desempenho e recuperação física são encarados. Segundo levantamento do Datafolha divulgado em 2025, mais da metade da população acima dos 16 anos já pratica algum tipo de atividade física, movimento que fortalece um mercado antes restrito aos atletas de alto rendimento.

A suplementação esportiva, por exemplo, passou a ocupar espaço no cotidiano de pessoas comuns que buscam manter regularidade nos treinos, melhorar o condicionamento físico e reduzir os impactos do desgaste corporal. O fenômeno acompanha uma mudança cultural que também pode ser percebida em Salvador, onde cresce a ocupação da orla, praças, academias ao ar livre, e quadras de esportes coletivos.

“A suplementação deixou de ser associada apenas à alta performance e passou a fazer parte da rotina de pessoas que buscam constância, recuperação e qualidade de vida. O mercado evoluiu junto com esse consumidor, que hoje entende a nutrição esportiva como uma ferramenta estratégica para sustentar desempenho e bem-estar no longo prazo”, aponta Gustavo Cadurim, farmacêutico e CEO da Yosen, empresa de base científica ligada à Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em Ribeirão Preto.

Nesse cenário, ganha força um debate importante: não basta apenas consumir suplementos, é preciso entender como o organismo absorve esses nutrientes. A chamada biodisponibilidade virou palavra-chave no setor e direciona novas tecnologias voltadas à eficiência da absorção de vitaminas, minerais e compostos ligados à recuperação física.

O movimento acompanha a evolução do próprio esporte contemporâneo. Em um cenário de rotina acelerada e pouco tempo disponível, cresce a procura por soluções práticas que ajudem a sustentar a frequência nos treinos sem comprometer a saúde. A lógica da recuperação passa a ser quase tão importante quanto a do esforço. Segundo o médico do esporte Paulo Puccinelli, a suplementação também tem papel relevante na adaptação do organismo ao treino e na manutenção da saúde.

“Vitaminas e minerais ajudam no processo de recuperação, na resposta ao esforço físico e contribuem para a performance, especialmente quando associados a uma rotina equilibrada de treino, alimentação e descanso”

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que suplementação não substitui alimentação equilibrada, descanso e acompanhamento profissional. O crescimento do mercado também exige atenção para excessos, promessas milagrosas e consumo sem orientação adequada.

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Caminhada ganha força como alternativa simples contra o sedentarismo e doenças vasculares

Especialistas apontam que regularidade da prática pode melhorar circulação, reduzir riscos cardíacos e transformar a rotina

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Em um país onde o sedentarismo ainda faz parte da rotina de milhões de pessoas, a caminhada aparece como uma das formas mais acessíveis e eficazes de iniciar uma mudança de hábito. Mais do que atividade física básica, caminhar regularmente passou a ser tratado por especialistas como uma ferramenta importante de prevenção contra doenças cardiovasculares e problemas circulatórios.

A Organização Mundial da Saúde considera a inatividade física um dos principais fatores de risco para a saúde vascular. Já a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada para garantir benefícios ao organismo.

Na prática, isso pode significar apenas 30 minutos de caminhada em cinco dias da semana. Um tempo relativamente curto, mas suficiente para ajudar na redução da pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea e diminuir riscos ligados a trombose, varizes e outras doenças crônicas.

Em cidades como Salvador, onde praias, orlas e parques favorecem atividades ao ar livre, a caminhada também se conecta à ocupação dos espaços públicos e à busca por qualidade de vida. Ainda assim, especialistas alertam que o maior desafio não é começar; mas sim manter a regularidade.

A lógica é simples: constância vale mais do que intensidade inicial. Para quem passou muito tempo sedentário, a recomendação é iniciar com percursos leves e aumentar o ritmo gradualmente, permitindo adaptação física sem sobrecarga.

Outro ponto destacado pelos profissionais de saúde envolve hábitos complementares. Hidratação, alongamento e escolha adequada do calçado influenciam diretamente no conforto e na prevenção de lesões.

O uso de meias de compressão também aparece como aliado importante, especialmente para pessoas que sofrem com sensação de pernas pesadas ou problemas circulatórios. A pressão externa controlada auxilia o trabalho das válvulas venosas e evita a sensação de pernas pesadas.

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