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Nas águas

Henrique Figueirinha e Lizian Sobral vencem a 9ª Travessia Itaparica-Salvador

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Os atletas Henrique Figueirinha e Lizian Simões Sobral, ambos da Yacht Clube da Bahia foram os vencedores da 9ª Travessia Itaparica-Salvador, na manhã deste domingo (22), completando o trajeto da praia de Búzios, na Gameleira, até o Porto da Barra. Os dois receberam a premiação no valor de R$ 5.000,00. Ainda categoria masculina, com o pódio dominado por atletas do Yacht Clube, foram premiados os classificados em segundo lugar Ronaldo Zambrano (R$ 3.500,00), o terceiro lugar Arthur Pazos (R$2.500,00), o quarto lugar Marcus Vinícius (R$ 2.000,00) e o quinta lugar Eduardo Mustafa (R$ 1.500,00).

O pódio da prova feminina também seguiu a premiação do segundo lugar Victoria Beatriz (R$ 3.500,00), do terceiro lugar, Luísa Sugimoto (R$2.500,00), do quarto lugar Eduarda Jorge (R$ 2.000,00) e o quinto lugar Claudine Tekes (R$ 1,500,00). O Antônio Jorge Castro, último a completar a travessia, recebeu uma premiação no valor de R$ 1.500,00, oferecida por Antônio Burity, de 84 anos, praticante de natação no mar e em piscina.

Antes da largada na praia da Gameleira, os atletas fizeram uma prece e um minuto de silêncio em homenagem à nadadora Analice Andrade, que sofreu um mal súbito no final da prova dos 900 metros, no sábado, vindo a falecer no Porto da Barra. Muito experiente em esportes aquáticos, há mais de 20 anos Analice participava de competições em piscinas e em águas abertas. Considerada uma atleta exemplar na sua trajetória como nadadora, ela também foi homenageada antes da premiação da Travessia Itaparica-Salvador.

A bicampeã Lizian Simões conta que acreditava na vitória, mesmo com volume de treino mais baixo. “Esse bicampeonato eu estava querendo desde o início do ano, quando comecei a treinar. No ano passado eu ganhei mais fácil, mas agora foi na batida de mão. Pode ter a certeza de que fui com tudo nessa prova, dei tudo que tinha”, afirma.

A vitória de Henrique Figueirinha veio na sua segunda disputa na Travessia Itaparica Salvador. “Nadei em 2022, fiquei em quinto lugar e pela inexperiência não fiz o percurso tão bem-feito como agora. Acho que também que acertei na estratégia na maneira de nadar, além da contribuição importante do barqueiro, que resultou neste diferencial no final da prova”, comenta.

A 9ª edição da Travessia Itaparica-Salvador, que teve como padrinho o cantor e compositor Durval Lelis, movimentou o Porto da Barra. Nos dois dias do evento, a arena recebeu muita gente, como os atletas baianos Guilherme Caribé, campeão brasileiro e recordista sul-americanos nos 100 livre, e Alan do Carmo, campeão do circuito mundial 2014, melhor Atleta do Mundo em 2014 e recordista da Travessia Itaparica-Salvador.

PROVAS DO SÁBADO

O evento foi aberto no sábado (21), quando cinco provas movimentaram as águas abertas da Baía de Todos os Santos. A programação, que contou com as provas de 200 Metros, 400 Metros, 900 Metros e 1.500 Metros, foi encerrada com a Meia TIS, de 06 KM, metade da distância da prova Itaparica-Salvador, Na categoria masculina, esta última prova foi vencida por Ronaldo Zambrano Sanches, seguido de Henrique Figueirinha e Arthur Pazos. Já as três primeiras classificadas, no feminino, foram, respectivamente, Lizian Simões, Luísa Sugimoto e Claudine Conceição Tekes.

“Estamos satisfeitos com o sucesso da Travessia Itaparica-Salvador. O evento não celebra apenas o talento dos nossos atletas, mas também reforça a tradição das águas abertas na Bahia, destacando Salvador como referência nacional no esporte. O alto nível técnico das competições evidencia a dedicação dos participantes e o papel fundamental destas iniciativas no fortalecimento da natação. É uma honra para a Federação na realização de um evento que une esporte, superação e a beleza das nossas águas”, afirma Marco Antônio Lemos, presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos.

Realizada pelo Yacht Clube da Bahia, Federação Baiana Desportos Aquáticos – FBDA e Prefeitura de Salvador, Saltur, a Travessia é apresentada pela PetroBahia e conta com o patrocínio da Speedo, Shopping da Bahia, Ponte Salvador Itaparica, Itaipava, Faz Atleta e Governo do Estado. O evento tem o apoio da Prefeitura de Vera Cruz, Village Itaparica, Ultrabar, Tia Sônia, Oliverde, Farmô, Avatim, Camarote Villa, Hydrus, Mais Cabello, Melissa, Disk Bananas, Malu Chips, Nature Barr, Laticínios Dengo, Casa Esportiva, Ultra Cofee, Jungle, Com Bucha Unaqui, New Tab.

No mar, as provas foram realizadas com total segurança aquática, através do apoio do Salvamar, Corpo de Bombeiros e da Capitania dos Portos. Todos os atletas contaram com seguro de vida, hidratação e com a assistência de ambulâncias de plantão nas praias. Durante a travessia, cada atleta foi acompanhado por uma embarcação em todo percurso da Praia de Gameleira até o Porto da Barra.

Nas águas

Remada da Rainha do Mar transforma a Baía de Todos-os-Santos em espaço de fé, esporte e reconexão

Procissão alternativa sai do Comércio e propõe homenagem a Iemanjá longe das multidões do Rio Vermelho

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No dia 2 de fevereiro, quando Salvador volta seus olhos e oferendas para Iemanjá, a Baía de Todos-os-Santos também se torna cenário de um ritual que une espiritualidade, esporte e cultura marítima. A tradicional Remada da Rainha do Mar leva fiéis e remadores para a água a partir da Praia da Preguiça, no Comércio, em um percurso simbólico até o Forte São Marcelo.

Realizada em canoas havaianas, a iniciativa propõe uma vivência diferente da festa mais emblemática do calendário religioso baiano. Longe da intensidade das grandes multidões, a remada oferece um contato mais direto com o mar, em um trajeto de cerca de 5 quilômetros, marcado pela entrega de rosas e tributos à Orixá, em pleno coração da baía.

A ação integra a programação de fevereiro do Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que organiza saídas ao longo da manhã — às 6h, 7h30, 9h e 10h30 — além de uma última remada às 16h30, no encerramento da procissão marítima. O circuito é acessível tanto para remadores iniciantes quanto experientes, reforçando o caráter inclusivo da atividade.

Mais do que um evento esportivo, a Remada da Rainha do Mar se consolida como um roteiro cultural alternativo, valorizando a relação histórica dos baianos com o mar e propondo novas formas de vivenciar a fé. “A Praia da Preguiça se transformou nesse espaço de reconexão, mais individual, mas igualmente potente. Temos orgulho de fazer parte desse movimento”, destaca Lorena Lago, gestora do Kaiaulu Va’a.

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Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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Nas águas

Canoagem havaiana ganha espaço entre baianos e turistas no verão de Salvador

Modalidade une esporte, lazer e contemplação e atrai baianos e turistas à Baía de Todos-os-Santos

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Com a chegada do verão, Salvador volta a olhar com mais atenção para o mar como cenário e como espaço de vivência esportiva e cuidado com o corpo e a mente. Entre as práticas que crescem na estação mais quente do ano, a canoagem havaiana (Va’a) tem se consolidado como uma experiência que combina atividade física, lazer e conexão com a natureza.

A prática tem atraído tanto moradores quanto turistas interessados em explorar a Baía de Todos-os-Santos a partir de uma outra perspectiva. As remadas guiadas permitem percursos que passam por cartões-postais históricos da cidade, como o Forte São Marcelo, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, criando uma experiência que mistura esporte, paisagem urbana e contemplação.

Mais do que um passeio, a canoagem havaiana propõe um ritmo próprio. As remadas são cadenciadas, com paradas estratégicas para mergulho, descanso e observação do entorno. Esses elementos aproximam a modalidade de práticas associadas ao mindfulness e ao bem-estar físico e mental.

À frente de uma das iniciativas que impulsionam esse movimento está o Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que tem observado aumento significativo na procura por aulas e passeios durante o verão. Para a gestora Lorena Lago, o crescimento reflete uma mudança no perfil de quem busca lazer na cidade. “As pessoas querem estar ao ar livre, aproveitar o calor e o pôr do sol, mas também cuidar do corpo e da mente. A canoagem oferece tudo isso ao mesmo tempo”, explica.

A estrutura também acompanha essa demanda. Um flutuador instalado próximo ao Forte São Marcelo ampliou as possibilidades de vivência na água, funcionando como ponto de apoio para mergulhos, pausas e registros visuais da paisagem. A experiência começa ainda na areia, com orientações básicas sobre a técnica de remada, e se estende mar adentro, respeitando tanto iniciantes quanto praticantes mais experientes.

O avanço da canoagem havaiana em Salvador ajuda a revelar uma tendência mais ampla: a busca por experiências esportivas que dialoguem com o território, valorizem a paisagem e promovam saúde de forma integrada. A cada verão, a prática deixa de ser alternativa de nicho e passa a ocupar um espaço mais visível no cotidiano da cidade.

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