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Nas águas

Luana Silva faz história e é a primeira brasileira campeã mundial Pro Junior nas Filipinas

Surfista se junta a outros oito atletas no masculino que já tinham faturado a competição e traz a décima conquista para o Brasil

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O Brasil segue fazendo história na WSL. Desta vez, coube a brasileira Luana Silva, 20 anos, faturar neste sábado (18) o WSL World Junior Championships 2024 nas Filipinas ao bater na bateria decisiva a japonesa Kana Nakashio na praia de Urbiztondo Beach, em San Juan, província de La Union. 

Com o título, a surfista contribui para que o país chegue a sua décima conquista na competição, sendo ela a primeira mulher a faturar o feito. Ela se junta a Lucas Vicente, Mateus Herdy, Lucas Silveira, Gabriel Medina, Caio Ibelli, Pablo Paulino (que venceu duas vezes), Adriano de Souza e Pedro Henrique na galeria de campeões.

“Muito feliz do que eu conquistei agora. É surreal para mim. Agradecer a todos que ficaram acordados assistindo e torcendo por mim. Minha família, meus amigos, namorado, a família dele, a todos que mandaram mensagem. Senti tudo aqui, senti toda a energia boa vindo que mandaram para mim. Essa é muito especial e essa vai para o Brasil”, disparou Luana Silva não escondendo a felicidade pelo feito e já com a taça nas mãos. 

A conquista veio no estouro do cronômetro quando conseguiu uma nota 6.53. Ela já havia conquistado 5.70 terminando com um somatório total de 12.23. A japonesa conseguiu um somatório de 11.67, sendo 5.67 em uma onda e 6.00 em outra.

Ex-integrante do CT, Luana fez bonito nas Filipinas e antes de encarar a japonesa na decisão, passou pela norte-americana Reid Van Wagoner, nas oitavas de final, pela espanhola Annette Gonzalez Etxabarri, nas quartas, e pela australiana Rosie Smart, na semifinal.

Luana recebeu o convite da WSL para participar por ser a melhor colocada no Challenger Series 2024, com idade para participar da competição. Ela terminou o CS na sétima posição. 

Além da campeã, Sophia Medina e Laura Raupp também participaram. As peruanas Arena Rodriguez e Catalina Zariquiey completaram o time da América Latina no campeonato. No masculino, competiram Ryan Kainalo, Cauet Frazão, Leo Casal e Heitor Mueller.

“Essa conquista da Luana Silva mostra que a nova geração do surfe feminino brasileiro liderado por Tatiana Weston-Webb, atual medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris-24 e terceira colocada no Championship Tour do ano passado, vem forte e está pronta para brilhar”, analisou Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina. “Além delas, ainda temos nomes como Sophia Medina e Laura Raupp que também estão construindo uma linda história. Esse título do Mundial pro Junior é uma evidência de que a Brazilian Storm também já é uma referência entre as mulheres”, finalizou.

Nas águas

Conheça a história de Jacky Godmann: da canoa em Itacaré à medalha mundial

Baiano de 27 anos conquista a prata no Mundial de Poznan e chega ao Brasileiro de Canoagem Velocidade como um dos nomes da nova geração da modalidade

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Menos de uma semana depois de conquistar a primeira medalha em um Campeonato Mundial, o baiano Jacky Godmann já encara outro desafio. O canoísta de Itacaré disputa, a partir desta quinta-feira (3), o Campeonato Brasileiro de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, em Lagoa Santa, Minas Gerais.

Ao lado de Gabriel Nascimento, Jacky foi prata no C2 500m do Mundial de Poznan, na Polônia, com o tempo de 1min39s81. A dupla terminou apenas 58 centésimos atrás dos campeões Zakhar Petrov e Ivan Shtyl. A medalha também representa a evolução de uma parceria que havia ficado perto do pódio um ano antes, com o quarto lugar no Mundial de Milão.

Uma história construída em Itacaré

Nascido em Itacaré, em 1999, Jacky cresceu na comunidade de Porto de Trás em uma família ligada à canoagem. Começou a remar aos oito anos e enfrentou dificuldades financeiras durante a infância, chegando a ajudar a família na venda de caranguejos pescados pela avó.

A morte da mãe, Valdirene, em 2012, fez o atleta se afastar temporariamente do esporte. A retomada veio com o incentivo do amigo Maico dos Santos e, posteriormente, a mudança para São Paulo abriu caminho para resultados nacionais e internacionais.

Em 2014, Jacky foi campeão brasileiro pelo Flamengo. Cinco anos depois, venceu cinco provas no Sul-Americano de Ibarra, no Equador. A evolução o levou às grandes competições da modalidade e, em 2021, ao primeiro pódio em uma etapa de Copa do Mundo, com bronze ao lado de Isaquias Queiroz.

Duas Olimpíadas e agora um Mundial

Jacky estreou nos Jogos Olímpicos em Tóquio, substituindo Erlon Souza na parceria com Isaquias. Mesmo com pouco tempo de preparação, os dois chegaram à final do C2 1000m e terminaram em quarto lugar. O baiano também competiu no C1 1000m.

Para Paris 2024, ajudou o Brasil a conquistar a vaga olímpica no C2 500m ao lado de Filipe Vieira. Nos Jogos, voltou a formar dupla com Isaquias e chegou novamente à final, terminando em oitavo.

O novo ciclo trouxe a parceria com Gabriel Nascimento. Em 2026, os dois conquistaram bronze na Copa do Mundo de Szeged e chegaram à prata no Mundial de Poznan. Jacky também integrou o C4 brasileiro que foi vice-campeão em Montreal.

A trajetória ajuda a explicar o peso da medalha mundial. Jacky não surgiu de uma estrutura pronta nem chegou ao alto rendimento por um caminho linear. Entre a infância em Itacaré, duas Olimpíadas e anos de resultados internacionais, o baiano transformou uma relação familiar e comunitária com a canoagem em uma carreira de alto nível.

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Nas águas

Surfe ganha transmissão gratuita até 2027 com parceria entre WSL e Pluto TV

Acordo amplia alcance do Circuito Banco do Brasil de Surfe e coloca baterias masculinas e femininas em plataforma aberta

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O surfe brasileiro ganha mais espaço na televisão e no streaming. A World Surf League (WSL) fechou uma parceria com a Pluto TV para transmitir gratuitamente o Circuito Banco do Brasil de Surfe até o fim de 2027.

A estreia acontece nesta sexta-feira (4), em Guarapari, no Espírito Santo. A etapa, válida pelo Qualifying Series (QS), terá transmissão ao vivo de todas as baterias masculinas e femininas, das primeiras fases até as finais.

Mais visibilidade para os atletas

As transmissões serão realizadas pelo canal Pluto TV Esportes 2, com o sinal oficial da WSL, incluindo narração, comentários e os grafismos produzidos pela liga.

O acordo é relevante principalmente para os atletas que buscam espaço no cenário internacional. O Circuito Banco do Brasil é uma das principais portas de entrada para o QS e funciona como caminho para o Challenger Series, etapa importante na formação da próxima geração da chamada Brazilian Storm.

A parceria também representa uma mudança de alcance. Com uma plataforma gratuita, o circuito deixa de depender exclusivamente de públicos já familiarizados com o surfe e pode chegar a novos espectadores.

Circuito em expansão

A parceria contempla as duas etapas restantes da temporada de 2026 e todo o calendário de 2027. Depois de Guarapari, ainda haverá mais uma etapa neste ano, com local a ser definido.

O crescimento do circuito também chama atenção. Entre 2022 e 2028, estão previstas 33 etapas. O número representa aumento de 54% na quantidade de eventos e amplia a presença da competição, que já passou por nove estados brasileiros.

A etapa de Guarapari começa às 8h nos dias 4, 5 e 6 de setembro. A programação pode sofrer alterações de acordo com as condições do mar e do clima.

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Nas águas

Bruno Jacob vence no Guarujá e amplia liderança no Sul-Americano de Jet Waves

Baiano conquista mais uma etapa, abre vantagem no ranking e mantém disputa pelo título continental

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O baiano Bruno Jacob venceu mais uma etapa do Campeonato Sul-Americano de Jet Waves. O piloto terminou no topo do pódio neste domingo (30), no Guarujá, em São Paulo, e ampliou para mais de 20 pontos a vantagem na liderança do ranking.

A vitória foi construída após um período de preparação voltado principalmente à inovação das manobras. Na modalidade freeride motosurf, os pilotos são avaliados pela execução de movimentos técnicos e aéreos sobre as ondas.

Bruno tem uma carreira marcada por títulos nacionais, uma conquista mundial e participações em competições na América do Sul, Europa e Estados Unidos. O resultado no Guarujá reforça a presença brasileira entre os destaques internacionais da modalidade.

“Foi muito treino, como sempre, e ainda mais dessa vez para inovar nas manobras. Uma longa viagem e um trabalho árduo de toda equipe”

O francês François Lavergne ficou em segundo lugar na etapa, seguido pelo argentino Franco de Aza. Ainda restam quatro etapas para o fim do Sul-Americano. A próxima será em Florianópolis, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro.

Antes disso, Bruno disputa o Wavedaze, nos Estados Unidos, entre 14 e 18 de outubro. A sequência de competições mantém o baiano em uma rotina internacional e com a possibilidade de ampliar uma trajetória já marcada por vitórias e títulos.

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