Conecte-se com nossas redes

Nos ringues

Morre Maguila, aos 66 anos

Pugilista sofria de demência pugilística

Publicado

em

O Brasil se despede de uma de suas maiores lendas do boxe. José Adilson Rodrigues dos Santos, o lendário Maguila, faleceu nesta quinta-feira, 24, em São Paulo, aos 66 anos, em decorrência de complicações da encefalopatia traumática crônica, doença neurodegenerativa associada a múltiplos traumas cranianos conhecida como demência pugilística. Reconhecido mundialmente por sua força e técnica no peso-pesado, Maguila deixa um legado inesquecível nos ringues brasileiros.

José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila, nasceu em Aracaju em 11 de julho de 1958 e iniciou sua trajetória no boxe ainda jovem. Ao longo de seus 17 anos como profissional, acumulou um cartel invejável, com 77 vitórias, a maioria por nocaute. Seu estilo agressivo e carismático o tornaram um dos maiores ídolos do esporte brasileiro.

Maguila conquistou diversos títulos, desde o brasileiro até cinturões continentais. Suas lutas contra grandes nomes do boxe mundial, como Evander Holyfield e George Foreman, marcaram época e o consagraram como um dos principais pesos-pesados do país.

O primeiro título brasileiro veio em 1983, ao vencer Waldemar Paulino, no Ibirapuera, em São Paulo. Maguila se manteve no topo da categoria no Brasil e dono do título até 1995. Foi campeão sul-americano pela primeira vez em 1984, ao nocautear o argentino Juan Antonio Figueroa ainda no primeiro round, também no Ibirapuera.

Ele manteve o título por 10 anos. Maguila também conquistou o cinturão das Américas pelo Conselho Mudnial de Boxe (WBC), em 1986, e da América Latina pela Associação Mundial de Boxe (WBA) e pela Federação Internacional de Boxe (IBF), ambos em 1996.

No pódio

Bahia domina o boxe brasileiro e confirma força coletiva no cenário nacional

Atletas mantém a hegemonia baiana em uma das modalidades mais tradicionais do país

Publicado

em

A Bahia vive um dos momentos mais consistentes da sua história no boxe. No Campeonato Brasileiro de Boxe Elite 2026, disputado em Foz do Iguaçu, a delegação baiana conquistou 10 medalhas de ouro, além de uma prata e dois bronzes, em uma campanha que evidencia não apenas talentos individuais, mas um projeto esportivo estruturado.

Com 14 atletas na competição, o estado colocou 11 nomes em finais e sofreu apenas três derrotas em todo o torneio; um desempenho que reforça a ideia de domínio técnico e regularidade. No feminino, os títulos vieram com Yasmine Silva, Tatiana Chagas, Haziel Santos, Viviane Pereira e Beatriz Ferreira. No masculino, completaram a lista Breno Carvalho, Samuel Rosa, Jomário Cruz, Keno Machado e Joel Ramos.

O resultado vai além dos números. Pela primeira vez, a Bahia termina a competição com vantagem ampla sobre os concorrentes, o que aponta para um trabalho de base e preparação que começa a dar retorno em escala nacional.

Outro indicador importante está fora do ringue. O prêmio de melhor técnico do campeonato, conquistado por Marco Antônio Moreira, sinaliza que o crescimento não é pontual, mas sustentado por uma comissão técnica alinhada e eficiente.

A campanha também dialoga com o contexto recente. Uma semana antes, atletas baianos já haviam se destacado na etapa inicial da Copa do Mundo de Boxe, contribuindo diretamente para o Brasil liderar a competição. Esse encadeamento de resultados mostra que o desempenho não se limita ao cenário doméstico.

Para o público baiano, o avanço do boxe reforça um traço histórico do estado: a capacidade de revelar atletas em modalidades que, muitas vezes, operam fora do eixo midiático tradicional. Ao mesmo tempo, levanta uma reflexão importante: como transformar esse domínio em política contínua de formação e oportunidades?

Com a próxima etapa da Copa do Mundo marcada para junho, na China, a equipe chega embalada. Mais do que defender resultados, a Bahia agora passa a lidar com um novo desafio: manter o nível de excelência e ampliar sua presença no cenário internacional.

Continue Lendo

Nos ringues

Keno Marley inicia carreira profissional no boxe com vitória nos Estados Unidos

Baiano vence Diarra Davis Jr em Miami e transforma trajetória olímpica em novo ciclo no ringue

Publicado

em

O boxe brasileiro ganhou, nesta sexta-feira (19), um novo capítulo internacional. Keno Marley estreou no boxe profissional com vitória sobre o americano Diarra Davis Jr, por decisão unânime dos juízes (40–35), em luta realizada no Kaseya Center, em Miami. O triunfo marca o início oficial de uma nova fase na carreira do atleta baiano, agora no peso-cruzador (90,7 kg).

A luta teve contornos simbólicos. Keno saiu do circuito olímpico, onde construiu uma trajetória sólida e respeitada, para testar suas credenciais em um ambiente mais competitivo, comercial e exposto. A vitória por ampla margem nos cartões indica controle do combate e leitura madura do ringue, atributos que já o acompanhavam no boxe amador.

Nas redes sociais, o atleta traduziu o momento como realização pessoal e profissional. Em um relato direto, destacou o processo silencioso de preparação, as dores do caminho e a importância da equipe no processo. Mais do que celebrar o resultado, Keno reforçou o valor da transição: vencer, nesse contexto, significa validar escolhas.

A estreia aconteceu em um card de grande visibilidade, que contou com nomes de projeção internacional como Anderson Silva e Jake Paul, ampliando o alcance do combate e colocando o brasileiro sob os holofotes logo no primeiro passo como profissional.

Antes da mudança, Keno Marley construiu um currículo consistente no boxe olímpico. Foi campeão dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018, conquistou duas medalhas de prata nos Jogos Pan-Americanos (Lima 2019 e Santiago 2023), disputou duas edições dos Jogos Olímpicos — Tóquio e Paris — chegando às quartas de final em ambas, além de ser vice-campeão mundial em Belgrado, em 2021.

A transição para o profissional não é apenas uma mudança de categoria, mas de lógica esportiva. O boxe profissional exige gestão de carreira, adaptação de ritmo e enfrentamento de novos interesses fora das cordas. Keno inicia esse percurso com uma vitória consistente, mas o desafio real começa agora: sustentar desempenho, construir sequência e encontrar espaço em um cenário global altamente competitivo.

Continue Lendo

Nos ringues

Bahia lidera convocações para a Seleção Brasileira de Boxe Olímpico 2026

Com 12 atletas chamados, estado reafirma tradição, força de base e mira Los Angeles 2028

Publicado

em

A Bahia voltou a ocupar o centro do ringue no boxe nacional. Doze pugilistas do estado foram convocados para integrar a Seleção Brasileira de Boxe Olímpico 2026, grupo que inicia, já em janeiro, a preparação no Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Boxe, em São Paulo. O movimento aponta diretamente para o próximo ciclo olímpico, com os olhos voltados para Los Angeles 2028.

O número expressivo de atletas confirma uma trajetória construída ao longo dos últimos anos, marcada por resultados consistentes e presença constante em decisões nacionais. A lista reúne nomes do masculino e do feminino, em diferentes categorias de peso, o que amplia as chances de o estado voltar a ter representantes olímpicos. Para a Federação de Boxe Olímpico e Profissional do Estado da Bahia, o cenário não é casual, mas resultado direto do desempenho recente dos atletas.

A convocação vem na esteira da campanha dominante no Campeonato Brasileiro de Boxe Elite 2025, quando a delegação baiana terminou com o título geral por estados e oito medalhas. Mais do que pódios, o torneio serviu como vitrine para um grupo que alia juventude, experiência e regularidade competitiva.

Entre as histórias que simbolizam esse momento está a da pugilista Haziel Krishna, que chega à seleção após superar uma lesão às vésperas da final do Brasileiro. A convocação, segundo ela, representa um avanço esportivo, e a confirmação de que o caminho percorrido faz sentido. A atleta destaca o peso de representar o estado e o país, além da importância do apoio recebido para sustentar o projeto esportivo no longo prazo.

Esse ponto é central para entender o protagonismo baiano. Programas de incentivo e suporte logístico têm garantido condições mínimas para que os atletas circulem, compitam e se mantenham no alto rendimento. Em um esporte historicamente marcado por desafios estruturais, a continuidade desse apoio aparece como fator decisivo para transformar talento em resultado.

A partir de janeiro, os pugilistas passam a integrar a rotina da seleção, com treinos, intercâmbios e participação em torneios classificatórios internacionais. É um processo longo, exigente e seletivo, que vai reduzir o grupo até a definição dos representantes olímpicos.

Continue Lendo

Mais lidas