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Na saúde

Nordeste lidera prática esportiva no Brasil e expõe desigualdades regionais no acesso ao movimento

Entenda como a região mais ativa ainda enfrenta barreiras estruturais para manter a população em movimento

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O Nordeste aparece como a região mais ativa do Brasil quando o assunto é prática esportiva. Segundo levantamento recente feito pela Decathlon em parceria com a Consumoteca, 53% da população nordestina mantém uma rotina de exercícios, índice superior ao de todas as outras regiões do país. No outro extremo, o Sul concentra os maiores níveis de sedentarismo, com apenas 34% de pessoas ativas.

93% dos brasileiros dizem querer praticar atividade física. Os números ajudam a entender um país que, embora demonstre vontade de se movimentar, ainda encontra dificuldade para transformar esse desejo em rotina, já que apenas 44% conseguem manter frequência regular.

No caso nordestino, o dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo contexto. A região lidera mesmo enfrentando limitações históricas de infraestrutura e renda, o que reforça o papel do esporte como prática cultural e social, muitas vezes construída em espaços públicos e coletivos.

Ainda assim, os desafios existem. A falta de motivação aparece como principal barreira (43%), seguida por questões como tempo e custo. Neste último ponto, o Nordeste registre o menor impacto entre todas as regiões. Isso indica uma adaptação da população a práticas mais acessíveis, muitas vezes fora de ambientes pagos.

Quando o olhar se amplia, surgem contrastes importantes. Regiões como Sudeste e Sul, com maior acesso a academias e estruturas privadas, apresentam índices menores de prática regular. O dado sugere que o acesso, por si só, não garante engajamento. Fatores como rotina, pressão profissional e gestão do tempo pesam diretamente.

Outro ponto relevante está na forma como o esporte se encaixa na vida das pessoas. No Nordeste, 66% preferem uma rotina que permita se exercitar, mesmo que isso signifique abrir mão de ganhos financeiros maiores. É um indicativo de que o movimento já ocupa um espaço importante no cotidiano, ainda que de forma não estruturada.

A pesquisa também mostra que o impacto do esporte é percebido de maneira relativamente homogênea entre as regiões, mas com nuances. No Nordeste, 66% afirmam já ter vivido transformações pessoais por meio da prática, um índice próximo da média nacional.

No fim, os dados reforçam um cenário conhecido, mas pouco debatido: o Brasil não tem uma única realidade esportiva. E, para o público baiano, isso é ainda mais evidente. O protagonismo do Nordeste na prática esportiva convive com desafios estruturais que exigem políticas públicas, acesso e continuidade.

Na saúde

Academias gratuitas de Salvador mudam sistema de agendamento

Serviço passa a ser acessado pelo Salvador Digital; rede já soma mais de 840 mil acessos e deve ganhar novas unidades

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As Academias Salvador passam a utilizar um novo sistema de cadastro e agendamento de aulas. O serviço, que antes dependia de aplicativo, agora será realizado exclusivamente pelo portal Salvador Digital, em uma mudança que busca facilitar o acesso dos usuários.

Quem já possui cadastro na plataforma não precisa refazer o procedimento. Basta entrar no sistema e marcar as atividades. A nova ferramenta também deve oferecer vídeos com orientações de profissionais sobre a execução correta dos exercícios.

Mais de 840 mil acessos

Criada em junho de 2024, com a primeira unidade no Dique do Tororó, a iniciativa já chegou a 15 pontos da cidade e contabiliza 840.323 acessos. Segundo a Prefeitura, cerca de 35 mil pessoas utilizam regularmente as academias, pelo menos duas vezes por semana.

A estrutura conta atualmente com 89 professores de Educação Física, cerca de 30 estagiários e profissionais de recepção.

Mais do que ampliar o acesso à atividade física, o projeto mostra como equipamentos públicos podem funcionar como espaços de prevenção e promoção da saúde. O desafio, porém, é garantir que a expansão venha acompanhada de orientação adequada e manutenção da estrutura.

Rede será ampliada

A Prefeitura prevê a construção gradual de outras 15 academias em Salvador. A programação também deve ganhar novas modalidades coletivas, como boxe, yoga, pilates, zumba e muay thai.

A importância do serviço aparece também entre os usuários mais velhos. Aos 71 anos, o aposentado Raimundo Nonato conta que passou a frequentar a academia regularmente depois de uma recomendação médica e afirma ter percebido melhora na saúde.

Com a população envelhecendo e a perda de massa muscular se tornando uma preocupação cada vez maior, a presença de profissionais de Educação Física é fundamental para que o acesso gratuito à atividade física seja acompanhado de segurança e qualidade.

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Na saúde

Growth relança GCoffee com proposta de café funcional

Produto combina cafeína, taurina, L-carnitina e beta-alanina e chega em embalagem pouch com três opções de sabor

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A Growth Supplements relança, em agosto, o GCoffee com uma nova proposta: transformar o produto em um café funcional, combinando o consumo tradicional da bebida com ingredientes voltados a energia, foco e disposição.

A nova fórmula reúne cafeína de liberação prolongada, 1.000 mg de taurina, 515 mg de L-carnitina e 300 mg de beta-alanina por porção, segundo a fabricante. O produto será comercializado nos sabores tradicional, cappuccino e chocolate.

Embalagem acompanha mudança

Outra novidade está no formato. O GCoffee passa a ser vendido em embalagem pouch de 220 gramas, com fechamento reutilizável e proteção contra luz, oxigênio e umidade.

A escolha aproxima o produto da identidade visual dos cafés especiais e reforça uma estratégia da empresa de ocupar espaços além do mercado tradicional de suplementos.

A Growth também prevê o retorno da versão em lata para 2027.

Café entra na rotina esportiva

O lançamento acompanha um movimento de expansão da marca para produtos que associam praticidade e performance ao cotidiano. A proposta é inserir ingredientes normalmente encontrados em suplementos em um hábito já consolidado entre os brasileiros: o consumo de café.

Fundada em 2009, a Growth atua no modelo de venda direta ao consumidor e mantém uma linha que inclui proteínas, creatina, pré-treinos e multivitamínicos. Segundo a empresa, o faturamento ultrapassou R$ 2 bilhões em 2025.

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Na saúde

IA transforma o celular em aliado para organizar a rotina de saúde

Aplicativos já analisam refeições, acompanham treinos e identificam hábitos

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A inteligência artificial está mudando a forma como as pessoas acompanham alimentação, atividade física e outros hábitos relacionados ao bem-estar. Com uma foto do prato ou alguns registros feitos no smartphone, aplicativos conseguem estimar calorias, macronutrientes e proteínas, além de organizar informações sobre exercícios e rotina.

A praticidade é evidente. O desafio está em entender os limites dessa tecnologia.

Uma fotografia, por exemplo, não consegue identificar com precisão todos os ingredientes de uma refeição, o tamanho das porções, a quantidade de óleo utilizada no preparo ou detalhes de molhos e recheios. Por isso, a informação gerada pela IA deve ser encarada como estimativa, e não como medição exata.

Tecnologia reduz o trabalho manual

Entre as plataformas que apostam nesse modelo está o HerbaFit 2.0, aplicativo da Herbalife modernizado pela Quality Digital. A ferramenta reúne recursos de nutrição, atividade física e acompanhamento de hábitos.

Uma das funções permite fotografar uma refeição para receber uma estimativa de calorias e macronutrientes. O aplicativo também oferece calculadora de proteínas, programas de treinamento, conteúdos personalizados e integração com aplicativos e dispositivos inteligentes.

A proposta é facilitar o acompanhamento. Em vez de registrar manualmente cada alimento, o usuário pode utilizar a tecnologia para construir um histórico e identificar padrões. Isso pode ajudar a perceber, por exemplo, uma ingestão insuficiente de proteínas em determinados períodos do dia ou uma concentração maior de alimentos em determinados horários.

O número não conta toda a história

O problema começa quando a estimativa passa a ser tratada como verdade absoluta.

Em uma refeição complexa, pequenas diferenças de porção ou preparo podem alterar significativamente o resultado. Iluminação, ângulo da fotografia e alimentos que não aparecem claramente na imagem também interferem na análise.

Por isso, quanto mais informações forem fornecidas pelo usuário — ingredientes, quantidades aproximadas e modo de preparo — mais útil tende a ser o registro.

A lógica também vale para os exercícios. Um aplicativo pode organizar treinos e apresentar indicadores, mas não necessariamente conhece histórico de lesões, limitações físicas, qualidade do sono, níveis de estresse ou condições individuais de saúde.

IA deve organizar, não decidir

A tecnologia pode ser especialmente útil para transformar informações dispersas em um histórico que facilite a percepção de hábitos. Mas interpretar esses dados é outra questão.

A Organização Mundial da Saúde defende transparência, segurança, responsabilidade e supervisão humana no uso de inteligência artificial na área da saúde. Isso reforça uma distinção importante: acompanhar não é diagnosticar.

Uma estimativa de calorias não identifica uma deficiência nutricional. Um cálculo de proteínas não determina sozinho a quantidade adequada para uma pessoa que deseja ganhar massa muscular. Da mesma forma, um treino sugerido por aplicativo não substitui uma avaliação individual.

Para objetivos específicos ou situações que envolvam saúde, a orientação de médicos, nutricionistas e profissionais de educação física continua sendo fundamental.

E os dados pessoais?

Fotos de refeições, peso, medidas, registros de exercícios e informações sobre hábitos formam um retrato bastante detalhado da rotina de uma pessoa. Antes de utilizar qualquer plataforma, é importante verificar quais dados são coletados, para que são utilizados, quais permissões são solicitadas e como essas informações são armazenadas e compartilhadas.

Segundo dados divulgados pela Quality Digital, o HerbaFit 2.0 já ultrapassou 9 mil downloads e apresenta retenção de 61,72% após 30 dias. O Brasil representa 30,7% da base ativa, seguido pela Colômbia, com 25,4%.

O melhor uso da IA, portanto, talvez não seja controlar cada caloria ou transformar a rotina em uma sequência de números. É ajudar o usuário a enxergar seus próprios hábitos com mais clareza e tomar decisões mais conscientes; sempre reconhecendo que, quando a questão exige avaliação, contexto e cuidado individual, a tecnologia deve trabalhar ao lado, e não no lugar, do profissional de saúde.

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