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Na saúde

Ovo de Páscoa fitness: aprenda como transformar o doce em aliado da saúde

Entenda como é possível aproveitar a Páscoa sem abrir mão da nutrição e do desempenho físico

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A busca por uma alimentação equilibrada também chega à Páscoa — e com um olhar mais atento. A proposta do chamado ovo de Páscoa fitness vai além da simples redução de calorias. A ideia é pensar o alimento como parte de uma estratégia nutricional, capaz de controlar a resposta glicêmica, aumentar a saciedade e contribuir para a saúde intestinal.

Segundo a nutricionista Verônica Dias, o ponto central não está apenas na tabela nutricional, mas na qualidade dos ingredientes e no impacto metabólico do que se consome. Em outras palavras, não basta ser “menos calórico”: é preciso ser funcional.

Uma alternativa é apostar em versões caseiras, como o ovo com chocolate acima de 70% cacau, combinado com recheios ricos em proteína e fibras. Ingredientes como pasta de amendoim, whey protein e fibras naturais ajudam a equilibrar o doce, tornando-o mais nutritivo e menos agressivo ao organismo.

Nesse tipo de preparo, o chocolate mais puro garante maior concentração de compostos antioxidantes, enquanto a presença de proteínas e gorduras boas contribui para evitar picos de glicose no sangue. O resultado é um alimento mais completo, que dialoga com quem mantém rotina de treinos ou busca qualidade de vida.

Por outro lado, o alerta está nos produtos ultraprocessados, comuns nas prateleiras nesta época do ano. Ovos com alto teor de açúcar, gorduras hidrogenadas e baixo percentual de cacau tendem a gerar maior impacto glicêmico e oferecem menos benefícios nutricionais.

A orientação, portanto, é simples, mas exige atenção: priorizar produtos com lista de ingredientes enxuta, maior teor de cacau e, sempre que possível, associados a fibras e proteínas. Quando isso não for viável, vale pensar em combinações ao longo do dia que ajudem a equilibrar o consumo.

Aqui está a receita do Ovo Fitness para você fazer em casa:

Ovo de Páscoa funcional (70% cacau com recheio proteico e fibras)

Ingredientes para a casca:

200g de chocolate ≥70% cacau

Ingredientes para o recheio:

1 scoop de proteína (whey isolado ou vegetal)

2 colheres (sopa) de pasta de amendoim 100%

1 colher (sopa) de cacau 100%

1 colher (chá) de psyllium ou 1 colher (sopa) de goma acácia

Leite vegetal ou água para dar ponto

Adoçante natural (stevia ou eritritol, se necessário)

Modo de preparo:

Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas (em intervalos curtos, mexendo para não queimar). Com o chocolate derretido, espalhe uma camada em formas próprias para ovo de Páscoa e leve à geladeira por cerca de 10 minutos. Repita o processo para formar uma casca mais estruturada e resistente.

Para o recheio, misture a proteína, a pasta de amendoim, o cacau e a fibra (psyllium ou goma acácia). Acrescente o leite vegetal aos poucos até obter uma textura cremosa e homogênea. Ajuste o dulçor, se necessário.

Após a casca estar firme, adicione o recheio, cubra com uma fina camada de chocolate e leve novamente à geladeira até completa solidificação.

Tabela nutricional aproximada (por 100g)

Valor energético: ~420–440kcal

Proteínas: ~18g

Carboidratos: ~20–22g

Fibras: ~7–9g

Gorduras totais: ~30g

Na saúde

Corrida ganha espaço como aliada da saúde mental e combate ao estresse

Prática acessível e cada vez mais popular nas ruas de Salvador vai além do condicionamento físico e ajuda no bem-estar emocional

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Correr deixou de ser apenas uma atividade voltada para estética ou condicionamento físico. Cada vez mais presente nas ruas, orlas, praças e parques de Salvador, a prática vem sendo associada também à saúde mental, ao combate ao estresse e à melhora da qualidade de vida.

O Dia Mundial da Corrida vai ser celebrado no dia 3 de junho. Aproveitando a data, especialistas reforçam que os efeitos da atividade vão além da resistência física. Estudos apontam que a corrida estimula a liberação de substâncias como endorfina, serotonina e dopamina, ligadas à sensação de prazer, equilíbrio emocional e redução da ansiedade.

Na prática, isso ajuda a explicar por que tantas pessoas relatam sensação de leveza e bem-estar após os treinos. Em uma rotina marcada por excesso de telas, pressão profissional e sedentarismo crescente, a corrida acaba funcionando como uma espécie de válvula de escape física e mental.

Outro fator que impulsiona a popularidade da modalidade é o acesso democrático. Diferentemente de outros esportes, correr exige pouco investimento e pode ser praticado em diferentes espaços públicos. Em Salvador, locais como a Praça Ana Lúcia Magalhães, o Dique do Tororó e o Parque de Pituaçu se transformaram em pontos de encontro para grupos de corrida e atletas amadores.

A professora Luciana Moreira Motta Raiz, coordenadora do curso de Educação Física da Unifran, destaca que “do ponto de vista cognitivo, os exercícios aeróbicos favorecem a neuroplasticidade, melhorando funções executivas do dia a dia, a memória e a regulação emocional”

Luciana Moreira alerta, porém, que o início da prática precisa acontecer de forma gradual. A recomendação é alternar caminhada e trotes leves, respeitando os limites do corpo e investindo também em fortalecimento muscular, hidratação e descanso.

 “O melhor treino é aquele que você fez, mesmo cansado, mesmo com preguiça ou desejando não fazer. Comece pequeno, respeite os seus limites. Antes o feito que o perfeito. Aos poucos, você se supera”

Além dos impactos emocionais imediatos, a corrida também aparece associada a benefícios de longo prazo. A prática ajuda na regulação do sono, melhora funções cognitivas, fortalece ossos e músculos e reduz riscos de doenças cardiovasculares e do declínio funcional na terceira idade.

O crescimento da corrida no Brasil também revela uma mudança de comportamento. Para muita gente, o exercício deixou de ser apenas uma busca por aparência e passou a representar cuidado com saúde, equilíbrio emocional e qualidade de vida.

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Na saúde

Saiba quanto beber, quando hidratar e como adaptar o consumo de água aos treinos

Especialistas reforçam que beber água de forma correta pode ser decisivo para quem pratica atividade física

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O calor intenso da Bahia faz parte da rotina de quem pratica atividade física em grande parte do ano. A hidratação ganhou um papel ainda mais importante para quem pratica exercícios físicos. Mais do que matar a sede, beber água de forma adequada interfere diretamente no rendimento, na recuperação muscular e no funcionamento do organismo.

A orientação parece simples, mas ainda é ignorada por muita gente. Durante o treino, o corpo perde líquidos e sais minerais pelo suor. Sem reposição adequada, o desempenho cai, aumenta o desgaste físico e crescem os riscos de desidratação, tontura, queda de pressão e até problemas mais graves.

Especialistas apontam que a hidratação precisa começar antes mesmo da atividade física. A recomendação média para adultos é consumir cerca de 35 ml de água por quilo corporal ao longo do dia. Na prática, uma pessoa de 70 kg deveria ingerir aproximadamente 2,4 litros diariamente, número que pode aumentar em cidades mais quentes, como Salvador e outras regiões do interior baiano.

Outro alerta importante é que a sede já representa um sinal inicial de desidratação. Boca seca, cansaço excessivo e urina escura também indicam que o corpo está precisando de líquidos.

Antes do treino, a orientação é ingerir cerca de 500 ml de água nas duas horas anteriores à atividade. Durante o exercício, principalmente em treinos longos ou ao ar livre, pequenos goles frequentes ajudam a manter o equilíbrio do organismo sem causar desconforto.

Em atividades acima de uma hora, isotônicos e água de coco podem auxiliar na reposição de eletrólitos. Na Bahia, a água de coco acaba surgindo como alternativa natural bastante presente em praias, parques e espaços esportivos da capital e do interior.

Após o treino, a reposição continua sendo essencial. Além da água, frutas e alimentos ricos em potássio ajudam na recuperação muscular e no equilíbrio do corpo.

A discussão sobre hidratação também dialoga com um cenário importante para o estado. A Bahia ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores produtores de água mineral do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Pernambuco. O dado reforça como o consumo de água faz parte não apenas da rotina esportiva, mas também da economia e dos hábitos locais.

Especialistas defendem que hidratação não pode ser tratada como detalhe secundário. Em muitos casos, ela é justamente o que separa um treino saudável de um desgaste desnecessário. Para quem corre na orla, frequenta academias, pratica esportes coletivos ou encara atividades ao ar livre no clima baiano, a lógica é simples: rendimento e saúde começam pela água.

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Na saúde

Esportes coletivos ganham força como ferramenta de saúde emocional e bem-estar

Entenda como atividades em grupo combatem o sedentarismo, fortalecem vínculos e aumentam a motivação no dia a dia

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A prática de esportes coletivos vai além do condicionamento físico e tem ocupado um espaço cada vez mais importante na rotina de quem busca qualidade de vida. Em Salvador, onde grupos de corrida, futevôlei, beach tennis e futebol amador crescem nas praias, praças e parques, o esporte em grupo também se transforma em espaço de convivência, acolhimento e saúde emocional.

Segundo a diretora da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Luiza Cruz, atividades coletivas ajudam a fortalecer o comprometimento dos praticantes e aumentam as chances de continuidade da prática esportiva. O fator social aparece como um diferencial importante em um cenário marcado pelo sedentarismo e pelo desgaste emocional provocado pelas rotinas intensas.

A lógica é simples: quando o exercício deixa de ser uma experiência solitária, o processo tende a se tornar mais leve. O incentivo do grupo, a troca de experiências e os encontros frequentes criam um ambiente de apoio que influencia diretamente na motivação e no desempenho individual.

O movimento ajuda inclusive pessoas que enfrentam dificuldades comuns no início da prática esportiva, como procrastinação, insegurança e falta de disciplina. Em muitos casos, o vínculo criado entre os participantes passa a ser tão importante quanto o próprio exercício físico.

 “Quando a atividade física acontece em grupo, o esforço deixa de ser uma experiência solitária. O coletivo ajuda a transformar desafios em algo mais leve e compartilhado”

Esse fenômeno pode ser observado na capital baiana, onde grupos esportivos têm ocupado espaços públicos de forma cada vez mais intensa. O funcional na praia, os pedais pelas ruas da cidade, e os clubes de corrida nas praças da cidade se tornaram pontos de encontro para quem busca atividade física, mas também conexão social e sensação de pertencimento.

Além dos benefícios emocionais, os esportes coletivos contribuem para a construção de hábitos saudáveis e para a ocupação mais ativa da cidade. A prática esportiva em grupo reforça a ideia de que espaços urbanos também podem funcionar como ambientes de convivência, saúde e cuidado coletivo. Em vez da busca exclusiva por estética ou resultados rápidos, cresce a valorização do esporte como ferramenta de equilíbrio físico, mental e social.

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