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Nas pistas

Quatro triatletas baianos garantem o top 10 no Campeonato Mundial de Triathlon na Espanha

Ao todo, foram 30 baianos representando o estado e o país na competição mundial

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Durante o World Triathlon Championship Finals 2024, em Torremolinos, no Sul da Espanha, a Bahia já estava como a maior delegação dentre os estados brasileiros, mas se tornou ainda mais destaque com quatro triatletas ficando entre os dez melhores do mundo nas suas respectivas categorias na última semana.

Os triatletas da capital e do interior possuem um histórico de apoio do Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), desde a concessão de passagens até os programas de apoio ou incentivo ao atleta. Além disso, alguns dos baianos puderam melhorar seu ranking com a vinda de competições regionais, nacionais e internacionais da Bahia graças ao patrocínio da Sudesb e sua preparação com treinamentos nos equipamentos do Estado, como a Piscina Olímpica da Bahia, na Av. Bonocô, e o Estádio de Pituaçu.

Diretor-geral da autarquia estadual, Vicente Neto, pontua que o investimento na modalidade está trazendo resultado. “Nós realmente ficamos muito felizes e satisfeitos vendo o resultado de uma política pública acertada com o investimento no esporte. O triathlon é um dos exemplos de como uma modalidade consegue crescer no estado com uma boa administração e um forte apoio do poder público, que possibilitam que nossos atletas baianos atuem da melhor forma possível”, afirma.

Resultados

Dentre os top 10 na Espanha com apoio, estão Leonardo Andrade, de Luís Eduardo Magalhães, que ficou em 9º lugar e faz parte dos contemplados pelo programa de incentivo FazAtleta; e Henrique Pedroso, ex-campeão mundial e que viajou com a concessão de passagens aéreas através da Sudesb, foi 6º lugar. Já Vinicius Noetzold chegou na 5ª colocação, enquanto Thiago Caldas foi 9º colocado.

O presidente da Federação Baiana de Triathlon (Febatri) e também competidor da prova, Cleber Castro, comenta o sentimento dos desempenhos individuais e coletivos dos baianos. “Comemorarmos grandes resultados, afinal, os participantes são os melhores de cada país e é um privilégio poder participar e estar largando em uma prova de altíssimo nível técnico. A Bahia está ampliando a participação e também, conquistas importantes resultados graças ao projeto de apoio do Governo da Bahia, em patrocinar os eventos e ceder passagens aéreas e ônibus, além de todos os demais benefícios dos seus programas.”

Competição

No ponto turístico da Playa de Los Alamos, foram disputadas as variações triathlon standard (olímpico), triathlon sprint e aquabike. Enquanto o aquabike compreende um percurso de 1,5km de nado e 40km de pedal, o percurso olímpico também tem 10km de corrida. Os competidores da variação sprint percorrem metade dos trajetos do triathlon standard.

“Foram mais de 5.500 participantes do mundo inteiro. Cada largada de categoria de idade, era feita por até 150 atletas. A natação foi feita no mar com água fria, 18º graus, o que foi

uma dificuldade a mais, obrigando aos atletas utilizarem roupa de neoprene para aquecer. O ciclismo foi técnico, com bastante vento e 5km de subida a cada volta, em que o sprint foram três voltas e o standard e aquabike foram seis voltas. A corrida foi em local plano, beira-mar e com um forte sol”, conta Cleber sobre as dificuldades da prova.

Nas pistas

Xsports transmite STU de skate e garante Ultimate Championship de Atletismo

Emissora segue investindo e amplia espaço dos esportes olímpicos na TV aberta

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A Xsports amplia a presença dos esportes olímpicos na televisão aberta brasileira. No próximo fim de semana, a emissora transmite com exclusividade a etapa de Brasília do Pro Tour STU, principal circuito nacional de skate, e já prepara a estreia do World Athletics Ultimate Championship, novo torneio de elite do atletismo mundial.

O STU Brasília terá as semifinais no sábado (5), às 20h55, e as finais ao vivo no domingo (6), a partir das 14h30. A competição reúne atletas das modalidades Street e Park e, ao longo de nove anos, ajudou a revelar nomes que chegaram ao pódio olímpico, como Rayssa Leal e Augusto Akio.

Skate como porta de entrada

Levar o STU para a TV aberta amplia o contato do público com uma modalidade que ganhou força entre os jovens e passou a ocupar espaço relevante no programa olímpico.

Mais do que audiência, a exposição pode ajudar a aproximar novos praticantes do skate e valorizar atletas que ainda enfrentam dificuldades para alcançar grande visibilidade fora dos principais eventos.

Piu volta à tela

A Xsports também adquiriu os direitos para TV aberta e YouTube do World Athletics Ultimate Championship. A primeira edição será realizada entre 11 e 13 de setembro, em Budapeste, na Hungria.

Entre os destaques está Alison dos Santos, o Piu, que retorna à programação da emissora depois de estabelecer o recorde mundial dos 400 metros com barreiras na Diamond League.

O movimento indica uma aposta mais consistente da Xsports em modalidades além do futebol. Para esportes como skate e atletismo, ampliar a presença em plataformas abertas significa criar novas oportunidades de audiência, formação de público e valorização dos atletas brasileiros.

A emissora também já garantiu os direitos da segunda edição do Ultimate Championship, prevista para 2028.

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Nas pistas

Borrachinha e Arthur Fiu conquistam o Red Bull Paranauê 2026 em Salvador

Baiana é bicampeã, enquanto paulistano vence pela primeira vez; Pelourinho recebeu milhares de pessoas para celebrar a capoeira

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Salvador voltou a ser palco da capoeira neste sábado (29). A Praça da Cruz Caída, no Pelourinho, recebeu a quinta edição do Red Bull Paranauê, que reuniu 16 atletas e milhares de pessoas em uma tarde marcada por música, movimento e tradição.

Na categoria feminina, a baiana Brenda Xavier, a Borrachinha, conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. Natural de Alagoinhas, ela derrotou a paulista Marquinha na decisão e ampliou sua história na competição.

A conquista também tem um significado pessoal. Borrachinha pratica capoeira desde os 14 anos e relaciona sua trajetória à ancestralidade e à força de sua avó.

No masculino, o título ficou com o paulistano Arthur Fiu, que superou Tadeu Patuá em uma final equilibrada. Depois de disputar o torneio durante nove anos, o capoeirista finalmente conquistou seu primeiro troféu.

Tradição dentro da roda

A competição colocou diferentes estilos de capoeira no centro da disputa. A cada confronto, uma roleta definia o toque que conduziria a roda: Angola, Regional ou Contemporânea.

Mais do que executar movimentos, os atletas precisaram combinar técnica, estratégia, musicalidade e capacidade de adaptação.

A avaliação ficou a cargo dos mestres Nenel, Maurão e Nani, representantes dos três segmentos da modalidade.

Realizado pela primeira vez em 2016, o Paranauê passou pelo Farol da Barra e, desde 2024, ocupa a Praça da Cruz Caída. A escolha do espaço reforça o vínculo do evento com a história da capoeira, já que o local é reconhecido como cenário da primeira competição da modalidade.

Em Salvador, a disputa ganhou uma dimensão que vai além do esporte. Ao reunir atletas, mestres e público no coração do Pelourinho, o evento ajudou a reafirmar a capoeira como expressão de cultura, identidade, ancestralidade e pertencimento.

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Nas pistas

Skatista baiana de 7 anos desponta como promessa e simboliza nova geração do esporte em Salvador

Yayla Lima cresce nas pistas públicas da capital e reforça impacto social do skate entre crianças

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O skate baiano segue revelando novos talentos, e um dos nomes que começa a chamar atenção em Salvador tem apenas 7 anos. Yayla Lima já conquistou o título baiano de Skateboard Street e desponta como uma das promessas da modalidade na capital.

Beneficiária do programa Bolsa Atleta Salvador, a jovem skatista representa uma geração que cresce em meio à expansão dos espaços públicos voltados ao esporte na cidade. Parte importante dessa trajetória passa pela nova pista da Avenida Bonocô, que rapidamente se transformou em ponto de encontro para praticantes de skate de diferentes bairros.

O espaço evidencia uma mudança importante no cenário urbano de Salvador. Em uma cidade historicamente carente de áreas adequadas para modalidades urbanas, pistas públicas acabam funcionando também como espaços de convivência, inclusão e formação social.

No caso de Yayla, o impacto é direto no desenvolvimento esportivo. A atleta passou a intensificar os treinos na Bonocô após frequentar outras pistas da cidade e encontrou no local uma estrutura mais próxima do padrão competitivo da modalidade.

“As crianças se divertem em parquinhos. Eu me divirto em uma pista de skate.”

A história da skatista também ajuda a ampliar um debate sobre representatividade no esporte. Segundo a mãe, Fabiane Lima, o interesse da filha pelo skate surgiu justamente pela percepção de que a modalidade ainda possui maioria masculina. A identificação com atletas como Rayssa Leal fortaleceu o desejo de competir.

O crescimento do skate feminino no Brasil vem modificando esse cenário nos últimos anos, especialmente após a entrada da modalidade nos Jogos Olímpicos. Em Salvador, a presença cada vez maior de meninas nas pistas acompanha esse movimento nacional.

Além da Bonocô, a capital baiana possui pistas espalhadas por bairros como Ribeira, Cajazeiras, São Cristóvão, Stella Maris e Paripe. Ainda assim, praticantes defendem a ampliação de investimentos e manutenção contínua dos espaços.

O Bolsa Atleta Salvador também aparece como peça importante nesse processo. O programa atende atualmente 448 atletas e paratletas de diferentes modalidades, oferecendo auxílio financeiro para treinamento e participação em competições.

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