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Na saúde

Saiba quanto beber, quando hidratar e como adaptar o consumo de água aos treinos

Especialistas reforçam que beber água de forma correta pode ser decisivo para quem pratica atividade física

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O calor intenso da Bahia faz parte da rotina de quem pratica atividade física em grande parte do ano. A hidratação ganhou um papel ainda mais importante para quem pratica exercícios físicos. Mais do que matar a sede, beber água de forma adequada interfere diretamente no rendimento, na recuperação muscular e no funcionamento do organismo.

A orientação parece simples, mas ainda é ignorada por muita gente. Durante o treino, o corpo perde líquidos e sais minerais pelo suor. Sem reposição adequada, o desempenho cai, aumenta o desgaste físico e crescem os riscos de desidratação, tontura, queda de pressão e até problemas mais graves.

Especialistas apontam que a hidratação precisa começar antes mesmo da atividade física. A recomendação média para adultos é consumir cerca de 35 ml de água por quilo corporal ao longo do dia. Na prática, uma pessoa de 70 kg deveria ingerir aproximadamente 2,4 litros diariamente, número que pode aumentar em cidades mais quentes, como Salvador e outras regiões do interior baiano.

Outro alerta importante é que a sede já representa um sinal inicial de desidratação. Boca seca, cansaço excessivo e urina escura também indicam que o corpo está precisando de líquidos.

Antes do treino, a orientação é ingerir cerca de 500 ml de água nas duas horas anteriores à atividade. Durante o exercício, principalmente em treinos longos ou ao ar livre, pequenos goles frequentes ajudam a manter o equilíbrio do organismo sem causar desconforto.

Em atividades acima de uma hora, isotônicos e água de coco podem auxiliar na reposição de eletrólitos. Na Bahia, a água de coco acaba surgindo como alternativa natural bastante presente em praias, parques e espaços esportivos da capital e do interior.

Após o treino, a reposição continua sendo essencial. Além da água, frutas e alimentos ricos em potássio ajudam na recuperação muscular e no equilíbrio do corpo.

A discussão sobre hidratação também dialoga com um cenário importante para o estado. A Bahia ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores produtores de água mineral do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Pernambuco. O dado reforça como o consumo de água faz parte não apenas da rotina esportiva, mas também da economia e dos hábitos locais.

Especialistas defendem que hidratação não pode ser tratada como detalhe secundário. Em muitos casos, ela é justamente o que separa um treino saudável de um desgaste desnecessário. Para quem corre na orla, frequenta academias, pratica esportes coletivos ou encara atividades ao ar livre no clima baiano, a lógica é simples: rendimento e saúde começam pela água.

Na saúde

Esportes coletivos ganham força como ferramenta de saúde emocional e bem-estar

Entenda como atividades em grupo combatem o sedentarismo, fortalecem vínculos e aumentam a motivação no dia a dia

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A prática de esportes coletivos vai além do condicionamento físico e tem ocupado um espaço cada vez mais importante na rotina de quem busca qualidade de vida. Em Salvador, onde grupos de corrida, futevôlei, beach tennis e futebol amador crescem nas praias, praças e parques, o esporte em grupo também se transforma em espaço de convivência, acolhimento e saúde emocional.

Segundo a diretora da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Luiza Cruz, atividades coletivas ajudam a fortalecer o comprometimento dos praticantes e aumentam as chances de continuidade da prática esportiva. O fator social aparece como um diferencial importante em um cenário marcado pelo sedentarismo e pelo desgaste emocional provocado pelas rotinas intensas.

A lógica é simples: quando o exercício deixa de ser uma experiência solitária, o processo tende a se tornar mais leve. O incentivo do grupo, a troca de experiências e os encontros frequentes criam um ambiente de apoio que influencia diretamente na motivação e no desempenho individual.

O movimento ajuda inclusive pessoas que enfrentam dificuldades comuns no início da prática esportiva, como procrastinação, insegurança e falta de disciplina. Em muitos casos, o vínculo criado entre os participantes passa a ser tão importante quanto o próprio exercício físico.

 “Quando a atividade física acontece em grupo, o esforço deixa de ser uma experiência solitária. O coletivo ajuda a transformar desafios em algo mais leve e compartilhado”

Esse fenômeno pode ser observado na capital baiana, onde grupos esportivos têm ocupado espaços públicos de forma cada vez mais intensa. O funcional na praia, os pedais pelas ruas da cidade, e os clubes de corrida nas praças da cidade se tornaram pontos de encontro para quem busca atividade física, mas também conexão social e sensação de pertencimento.

Além dos benefícios emocionais, os esportes coletivos contribuem para a construção de hábitos saudáveis e para a ocupação mais ativa da cidade. A prática esportiva em grupo reforça a ideia de que espaços urbanos também podem funcionar como ambientes de convivência, saúde e cuidado coletivo. Em vez da busca exclusiva por estética ou resultados rápidos, cresce a valorização do esporte como ferramenta de equilíbrio físico, mental e social.

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Na saúde

Musculação é recomendada como boa opção para o bem-estar físico e mental

Prática vai além da estética, ajuda na prevenção de doenças e fortalece o bem-estar físico e mental

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Durante muitos anos, a musculação foi associada quase exclusivamente à busca pelo corpo ideal. Mas, cada vez mais, estudos e profissionais da área reforçam um entendimento diferente: o treino de força também é uma ferramenta importante para saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida.

Em academias de Salvador e de outras cidades baianas, o crescimento do interesse pela musculação acompanha uma mudança de comportamento. O foco deixa de estar apenas no espelho e passa a incluir disposição, autonomia, controle emocional e envelhecimento saudável. Segundo especialistas, um dos principais impactos da musculação está no funcionamento do metabolismo.

O aumento da massa muscular faz o corpo gastar mais energia mesmo em repouso, além de ajudar no controle da glicemia e reduzir riscos de doenças como diabetes tipo 2. “Quanto maior a massa muscular, maior o gasto calórico basal. Isso ajuda não só no emagrecimento, mas principalmente na prevenção de doenças metabólicas, como diabetes tipo 2”, explica Everton Raeda, Gestor Técnico da Rede Alpha Fitness.

A prática também exerce papel importante na saúde óssea. Exercícios com carga estimulam a densidade mineral dos ossos e fortalecem músculos, tendões e ligamentos. Em um cenário de sedentarismo crescente e longos períodos diante das telas, esse tipo de atividade ganha ainda mais relevância.

“A sobrecarga controlada aplicada nos treinos estimula o corpo a fortalecer não só os músculos, mas também ossos, tendões e ligamentos”

Outro ponto destacado por profissionais da área é o impacto hormonal provocado pelo treino regular. A musculação estimula a produção de hormônios ligados à disposição, recuperação muscular e sensação de bem-estar, além de contribuir para a melhora do sono e redução do estresse.

Os benefícios também alcançam a saúde mental. A liberação de neurotransmissores como serotonina e dopamina ajuda no combate à ansiedade e aos sintomas depressivos, enquanto a rotina de treinos fortalece disciplina, autoestima e sensação de controle sobre o próprio corpo.

A melhora da postura e a redução de dores nas costas aparecem entre os efeitos mais percebidos por quem mantém regularidade nos exercícios. O fortalecimento da região abdominal e lombar contribui para mais estabilidade corporal e eficiência nos movimentos do cotidiano.

Dentro desse contexto, o treino deixa de ser somente um objetivo visual e se consolida como parte de uma estratégia de saúde física e emocional, especialmente em uma sociedade que enfrenta altos índices de sedentarismo, estresse e adoecimento mental.

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Na saúde

Prática esportiva cresce no Brasil e muda relação com desempenho e recuperação

Busca por constância nos treinos impulsiona mercado de suplementação e amplia debate sobre saúde

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O aumento da prática esportiva no Brasil tem provocado mudanças não apenas na rotina dos brasileiros, mas também na forma como saúde, desempenho e recuperação física são encarados. Segundo levantamento do Datafolha divulgado em 2025, mais da metade da população acima dos 16 anos já pratica algum tipo de atividade física, movimento que fortalece um mercado antes restrito aos atletas de alto rendimento.

A suplementação esportiva, por exemplo, passou a ocupar espaço no cotidiano de pessoas comuns que buscam manter regularidade nos treinos, melhorar o condicionamento físico e reduzir os impactos do desgaste corporal. O fenômeno acompanha uma mudança cultural que também pode ser percebida em Salvador, onde cresce a ocupação da orla, praças, academias ao ar livre, e quadras de esportes coletivos.

“A suplementação deixou de ser associada apenas à alta performance e passou a fazer parte da rotina de pessoas que buscam constância, recuperação e qualidade de vida. O mercado evoluiu junto com esse consumidor, que hoje entende a nutrição esportiva como uma ferramenta estratégica para sustentar desempenho e bem-estar no longo prazo”, aponta Gustavo Cadurim, farmacêutico e CEO da Yosen, empresa de base científica ligada à Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em Ribeirão Preto.

Nesse cenário, ganha força um debate importante: não basta apenas consumir suplementos, é preciso entender como o organismo absorve esses nutrientes. A chamada biodisponibilidade virou palavra-chave no setor e direciona novas tecnologias voltadas à eficiência da absorção de vitaminas, minerais e compostos ligados à recuperação física.

O movimento acompanha a evolução do próprio esporte contemporâneo. Em um cenário de rotina acelerada e pouco tempo disponível, cresce a procura por soluções práticas que ajudem a sustentar a frequência nos treinos sem comprometer a saúde. A lógica da recuperação passa a ser quase tão importante quanto a do esforço. Segundo o médico do esporte Paulo Puccinelli, a suplementação também tem papel relevante na adaptação do organismo ao treino e na manutenção da saúde.

“Vitaminas e minerais ajudam no processo de recuperação, na resposta ao esforço físico e contribuem para a performance, especialmente quando associados a uma rotina equilibrada de treino, alimentação e descanso”

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que suplementação não substitui alimentação equilibrada, descanso e acompanhamento profissional. O crescimento do mercado também exige atenção para excessos, promessas milagrosas e consumo sem orientação adequada.

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