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Copa do Mundo

Saiba quanto os brasileiros devem investir para assistir a Copa do Mundo 2030 nos estádios

Mundial será espalhado por três continentes; e começar a guardar dinheiro agora pode fazer diferença

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Quem pretende acompanhar a Copa do Mundo de 2030 presencialmente precisa começar a pensar no orçamento muito antes de comprar a passagem ou o ingresso. Depois de uma edição de 2026 marcada por custos elevados, o próximo Mundial terá um ingrediente adicional: os jogos serão distribuídos entre América do Sul, Europa e África.

A Copa de 2030 acontecerá entre 8 de junho e 21 de julho, com Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais. Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas comemorativas pelo centenário da competição nos dias 8 e 9 de junho.

A experiência, portanto, poderá ter preços bastante diferentes dependendo do roteiro escolhido. Em 2026, uma viagem em perfil econômico para acompanhar a Copa foi estimada em cerca de R$ 21,5 mil, enquanto um planejamento intermediário chegou a R$ 43,5 mil. A conta incluiu passagens aéreas, hospedagem, alimentação e outros gastos durante a competição.

Quatro anos para preparar o bolso

Para Gabriella Bridi, educadora financeira da Franq, o intervalo até 2030 pode ser justamente o maior aliado do torcedor. A recomendação é transformar a viagem em uma meta financeira de longo prazo, com uma reserva específica para a Copa.

“Quanto antes o planejamento começar, maior será o tempo para o dinheiro trabalhar a favor do torcedor”

O primeiro passo é estimar quanto custaria hoje uma viagem com o roteiro desejado. Passagens, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos e tempo de permanência precisam entrar na conta.

Depois, é necessário considerar que os preços não ficarão congelados até 2030. A especialista recomenda trabalhar com uma projeção de reajuste anual entre 5% e 6%, levando em consideração inflação e variações cambiais.

América do Sul pode ser alternativa

A distribuição geográfica do Mundial também permite estratégias diferentes. Quem deseja uma experiência mais ampla pode concentrar a viagem na Europa e no Marrocos. Para quem busca reduzir os custos, acompanhar uma das partidas comemorativas na Argentina, no Paraguai ou no Uruguai pode ser uma alternativa.

Essa escolha de roteiro será importante para o orçamento final. Uma Copa acompanhada em vários países exige mais deslocamentos e, consequentemente, aumenta as despesas.

Para viagens à Europa, Gabriella também recomenda considerar a formação de parte da reserva em uma moeda forte, como o euro, como forma de reduzir a exposição às oscilações cambiais.

R$ 500 por mês podem virar R$ 27 mil

Um exemplo apresentado pela especialista ajuda a dimensionar o efeito do planejamento. Quem começar a investir R$ 500 por mês a partir de julho de 2026 poderá chegar a aproximadamente R$ 27 mil até julho de 2030, considerando um cenário conservador.

O valor, evidentemente, não garante uma viagem completa, já que os preços de passagens, hospedagem e ingressos ainda são desconhecidos. Mas mostra como a regularidade pode transformar uma meta distante em uma reserva significativa. A principal lição, nesse caso, não está apenas no investimento escolhido. Está no comportamento financeiro.

Criar uma conta ou aplicação exclusiva para a Copa, estabelecer uma meta e revisar o planejamento uma vez por ano são medidas que podem evitar que o sonho de assistir ao Mundial termine em uma dívida depois da viagem. Quatro anos passam rápido, e quanto antes começar a guardar, menos a paixão pelo futebol precisará disputar espaço com o orçamento doméstico.

Copa do Mundo

Jornalistas baianos ganham espaço na cobertura da Copa do Mundo e levam a voz da Bahia para a rede nacional

Profissionais da Band Bahia marcam presença nas transmissões da BandNews FM em um dos maiores eventos do mundo

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A Copa do Mundo de 2026 tem proporcionado momentos históricos dentro e fora das quatro linhas. Entre eles, a participação de profissionais da imprensa baiana nas transmissões em rede nacional da BandNews FM, ampliando a presença do jornalismo produzido na Bahia em um dos eventos mais importantes do esporte mundial.

Nesta segunda-feira (15), a jornalista Janayna Moradillo, da BandNews FM Salvador, integrou a equipe responsável pela transmissão de Espanha x Cabo Verde. A partida entrou para a história ao marcar a estreia da seleção cabo-verdiana em Copas do Mundo e a conquista de seu primeiro ponto na competição.

Janayna participou da cobertura de um capítulo memorável do futebol mundial. A presença de Cabo Verde no torneio representa o crescimento de países historicamente afastados dos grandes centros do futebol e reforça o caráter cada vez mais global da Copa do Mundo.

A participação da jornalista baiana na rede nacional terá continuidade ao longo da competição. Ela também estará nas transmissões de Portugal x Uzbequistão, no dia 23 de junho, e Uruguai x Espanha, em 26 de junho.

Outro representante da Bahia escalado para a cobertura é o jornalista Gustavo Castellucci, da TV Band Bahia. Ele participará das transmissões de Holanda x Suécia, em 20 de junho, e Tunísia x Holanda, em 25 de junho.

A presença de profissionais baianos em uma cobertura de alcance nacional reflete a consolidação de um mercado de comunicação esportiva que, há anos, forma narradores, repórteres, comentaristas e produtores capazes de atuar nos principais eventos do calendário esportivo mundial.

Enquanto as seleções disputam seus objetivos dentro de campo, os profissionais da comunicação também vivem suas próprias conquistas. E, nesta Copa do Mundo, a Bahia tem motivos para celebrar ambos os lados dessa história.

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Curaçao: o menor país estreante na Copa do Mundo de 2026

Ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas, mas celebrando conquista histórica para o país,

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por Fernanda Brandão *

No dia 14 de junho, a seleção de Curaçao fez sua estreia na Copa do Mundo diante da Alemanha, tetracampeã mundial. Os alemães, por sua vez, participaram de 21 das 23 edições do torneio, tendo ficado de fora apenas da Copa de 1930, por não terem se inscrito, e da Copa de 1950, quando cumpriam suspensão após a Segunda Guerra Mundial. Apesar da derrota por 7 a 1, a partida foi marcada pela alegria dos jogadores e da torcida de Curaçao, característica que tem acompanhado a seleção caribenha desde o embarque na ilha até a visita ao estádio onde o jogo foi disputado.

Curaçao é uma ilha localizada no sul do Caribe, famosa por suas praias de águas azul-turquesa e areia branca, além de ser um destino fora da rota tradicional dos furacões. A nação é um país autônomo pertencente ao Reino dos Países Baixos, status adquirido em 2010 com a dissolução das Antilhas Holandesas. Curaçao possui cerca de 185 mil habitantes e uma economia impulsionada principalmente pelo turismo, comércio marítimo, serviços financeiros e refino de petróleo. O país apresenta bons indicadores sociais, como uma taxa de alfabetização de 97% e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,83, considerado elevado para um território de seu porte.

Curaçao foi inicialmente ocupada pelos espanhóis e posteriormente tornou-se posse da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que transformou a ilha em um importante entreposto comercial no século XVII. Durante a ocupação holandesa do Nordeste brasileiro, e especialmente após a retomada da região pelos portugueses, muitos holandeses estabeleceram-se em Curaçao, contribuindo para o desenvolvimento econômico e comercial da ilha. A sociedade curaçalenha é marcada pela mistura de influências ibéricas, holandesas, indígenas e africanas, resultado de sua trajetória histórica. A capital, Willemstad, é reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997.

Brasil e Curaçao mantêm boas relações diplomáticas, e o fluxo de turistas brasileiros para a ilha tem crescido nos últimos anos. Atualmente, o Brasil representa a quinta principal origem de turistas internacionais que visitam Curaçao, com cerca de 36 mil visitantes. Apesar desse crescimento, o destino ainda é relativamente pouco explorado pelos brasileiros e apresenta potencial significativo de expansão. O Brasil mantém um acordo bilateral com os Países Baixos voltado à facilitação do transporte aéreo para a ilha, estimulando o turismo e os investimentos. A expectativa é que, em 2026, o número de visitantes brasileiros alcance a marca de 50 mil pessoas, impulsionado pelas parcerias estabelecidas entre os dois países.

O comércio entre Brasil e Curaçao é marcado principalmente pela exportação de alimentos, animais vivos e maquinário industrial brasileiros. De forma mais ampla, os países da América Central e do Caribe são considerados mercados importantes para as exportações brasileiras e apresentam potencial para a ampliação das relações comerciais. Já o comércio de serviços destaca-se pelas parcerias ligadas aos setores financeiro e turístico.

A ilha caribenha chega à Copa do Mundo com poucas expectativas de avançar às fases finais da competição, ocupando atualmente a 82ª posição no ranking da FIFA. Provavelmente, Curaçao não levantará a taça no dia 19 de julho. Ainda assim, a participação no torneio já representa uma conquista histórica para o país, que ganhou visibilidade no maior palco do futebol mundial ao chamar a atenção para sua alegria característica e para um destino paradisíaco ainda pouco conhecido por grande parte do mundo.

Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

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Copa do Mundo

Copa do Mundo impulsiona mercado editorial e aquece vendas de livros e álbuns de figurinhas

Segmento tem maior avanço entre demais setores, com alta de 15%, em meio ao início das vendas do álbum de figurinhas

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A Copa do Mundo de 2026 já começa a produzir reflexos fora dos gramados. Um dos impactos mais visíveis aparece nas livrarias e papelarias. Segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou crescimento de 13,4% nas vendas em maio na comparação com o mês anterior, além de alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi o melhor entre os oito setores analisados pelo levantamento e reforça um fenômeno que costuma acompanhar grandes eventos esportivos: o fortalecimento do consumo de produtos ligados à experiência do torcedor.

Entre os fatores apontados para o desempenho está o início da comercialização dos tradicionais álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Muito além de um produto voltado para crianças, os álbuns mobilizam colecionadores de diferentes gerações e transformam a troca de figurinhas em um ritual social que atravessa décadas.

O movimento revela uma característica interessante do futebol brasileiro. Em períodos de Mundial, o interesse pela competição ultrapassa as transmissões dos jogos e alcança diferentes setores da economia, criando oportunidades para editoras, papelarias e pequenos comerciantes.

Na Bahia esse comportamento também pode ser observado em escolas, praças e espaços públicos, onde colecionadores se reúnem para completar seus álbuns e compartilhar a expectativa pela participação da Seleção Brasileira.

Além do segmento editorial, outros setores também apresentaram crescimento em maio, como vestuário, móveis, eletrodomésticos e supermercados. A expectativa do mercado é que o avanço do torneio e o aumento da mobilização dos torcedores gerem impactos ainda maiores nos próximos meses.

A Copa do Mundo continua sendo um fenômeno cultural e econômico capaz de influenciar hábitos de consumo, movimentar negócios e aproximar diferentes gerações em torno de uma paixão compartilhada.

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