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Nas águas

Uri Valadão e Gabriel Braga seguem na disputa pelo título mundial de bodyboard

Surfistas brasileiros enfrentam repescagem após estreia marcada por ondas instáveis e alto nível técnico

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A costa de Gáldar, em Gran Canaria, foi palco nesta sexta-feira (17) de um dos dias mais aguardados do Frontón King, etapa final do IBC World Tour de bodyboard, que reúne os 16 melhores atletas do ranking mundial. Entre eles, os baianos Uri Valadão e Gabriel Braga, que ainda buscam o título, tiveram um início de competição desafiador e disputarão a repescagem.

Com ondas menores e vento moderado ao longo do dia, as condições exigiram versatilidade e adaptação dos competidores. “Não consegui me conectar bem com as ondas; a força caiu um pouco e meus adversários aproveitaram melhor as oportunidades”, admitiu Uri Valadão, atual líder do ranking e principal candidato ao título. O baiano, no entanto, manteve o otimismo: “Faz parte. Estou tranquilo e focado para o próximo round”.

O formato da repescagem mantém viva a esperança dos brasileiros. Em cada bateria, três atletas se enfrentam e dois seguem adiante, o que ainda dá margem para reviravoltas. Além de Uri e Gabriel, nomes de peso como o marroquino Badr Eddine também tentarão se manter na briga.

Entre os destaques do dia, o sul-africano Tristan Roberts brilhou com a melhor onda do evento até agora — uma nota 9,5 após um tubo duplo de execução impecável. Ele e o francês Pierre-Louis Costes avançaram direto às quartas, mostrando o alto nível da elite mundial.

O Frontón King, que encerra o circuito de 2025, segue neste fim de semana com as baterias decisivas da categoria profissional e as quartas de final do torneio júnior, que estreou novo formato neste ano, abrindo a disputa a 48 competidores com chances iguais de título.

Na saúde

Treino fora d’água ajuda surfistas a ganhar potência e melhorar desempenho no mar

Exercícios de força, core e mobilidade se tornam aliados de quem busca mais explosão e equilíbrio sobre a prancha

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O surfe exige muito mais do que equilíbrio e leitura das ondas. Para remar com eficiência, executar manobras rápidas e levantar com agilidade na prancha, surfistas têm incorporado cada vez mais treinos físicos fora d’água na rotina.

O chamado treinamento complementar busca desenvolver força, potência e estabilidade corporal — capacidades essenciais tanto para atletas de alto rendimento quanto para praticantes recreativos. Além de melhorar o desempenho, esse tipo de preparação também ajuda a reduzir o risco de lesões.

Explosão para o pop-up

Um dos movimentos mais importantes do surfe é o pop-up, quando o atleta sai da posição deitado e fica em pé na prancha para aproveitar a onda. Para executar essa transição com rapidez, exercícios de força explosiva são fundamentais.

Entre os mais utilizados estão as flexões explosivas, os burpees e os saltos em caixa, que trabalham fibras musculares responsáveis por movimentos rápidos e intensos.

Core forte para manter o equilíbrio

Outro ponto essencial é o fortalecimento do core, região que envolve abdômen, lombar e músculos profundos do tronco. Essa musculatura garante estabilidade sobre a prancha e permite respostas mais rápidas às variações das ondas.

Exercícios como prancha abdominal, prancha lateral, dead bug e russian twist ajudam a melhorar o controle corporal e ainda contribuem para proteger a coluna durante movimentos mais exigentes.

Remada exige força de ombros e costas

Grande parte do esforço físico no surfe acontece durante a remada até o outside, área onde as ondas se formam. Por isso, fortalecer ombros e costas é fundamental para manter resistência e eficiência dentro d’água.

Movimentos como remadas com halteres ou elásticos, barra fixa, face pull e o exercício superman ajudam a desenvolver a musculatura responsável por impulsionar a prancha.

Mobilidade e equilíbrio completam o treinamento

Além da força, o surfe exige mobilidade articular e equilíbrio. Quadris, tornozelos e coluna precisam de boa amplitude de movimento para permitir ajustes rápidos sobre a prancha.

Treinos com agachamentos profundos, exercícios em base instável, uso de bosu ou prancha de equilíbrio e rotinas de mobilidade para quadril e coluna ajudam o corpo a responder melhor às irregularidades da onda.

Mais preparo para aproveitar o mar

Especialistas lembram que nada substitui o tempo dentro d’água para desenvolver técnica e leitura de ondas. No entanto, combinar a prática com treinamento físico específico pode ampliar significativamente o desempenho.

Ao fortalecer músculos-chave, melhorar potência e aumentar estabilidade, o surfista consegue aproveitar melhor cada sessão no mar e sustentar sessões mais longas, transformando a preparação física em uma aliada direta da evolução no esporte.

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Nas águas

Remada da Rainha do Mar transforma a Baía de Todos-os-Santos em espaço de fé, esporte e reconexão

Procissão alternativa sai do Comércio e propõe homenagem a Iemanjá longe das multidões do Rio Vermelho

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No dia 2 de fevereiro, quando Salvador volta seus olhos e oferendas para Iemanjá, a Baía de Todos-os-Santos também se torna cenário de um ritual que une espiritualidade, esporte e cultura marítima. A tradicional Remada da Rainha do Mar leva fiéis e remadores para a água a partir da Praia da Preguiça, no Comércio, em um percurso simbólico até o Forte São Marcelo.

Realizada em canoas havaianas, a iniciativa propõe uma vivência diferente da festa mais emblemática do calendário religioso baiano. Longe da intensidade das grandes multidões, a remada oferece um contato mais direto com o mar, em um trajeto de cerca de 5 quilômetros, marcado pela entrega de rosas e tributos à Orixá, em pleno coração da baía.

A ação integra a programação de fevereiro do Clube de Canoagem Kaiaulu Va’a, que organiza saídas ao longo da manhã — às 6h, 7h30, 9h e 10h30 — além de uma última remada às 16h30, no encerramento da procissão marítima. O circuito é acessível tanto para remadores iniciantes quanto experientes, reforçando o caráter inclusivo da atividade.

Mais do que um evento esportivo, a Remada da Rainha do Mar se consolida como um roteiro cultural alternativo, valorizando a relação histórica dos baianos com o mar e propondo novas formas de vivenciar a fé. “A Praia da Preguiça se transformou nesse espaço de reconexão, mais individual, mas igualmente potente. Temos orgulho de fazer parte desse movimento”, destaca Lorena Lago, gestora do Kaiaulu Va’a.

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Nas águas

Flamengo encerra canoagem olímpica e dispensa Isaquias Queiroz em meio a receita histórica

Decisão atinge ícone baiano do esporte olímpico e levanta debate sobre prioridades de um clube que faturou R$ 2 bilhões

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Mesmo vivendo o maior momento financeiro de sua história, o Flamengo anunciou o encerramento das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (5), provoca reação no esporte brasileiro e tem impacto direto na Bahia: o clube dispensou Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas olímpicos da história do país.

O canoísta baiano, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Na nota oficial, o clube agradece a trajetória de Isaquias e de outros atletas, mas justifica o fim do projeto com base em uma “avaliação estratégica”, alegando dificuldades estruturais pelo fato de os competidores não treinarem nem residirem no Rio de Janeiro.

A explicação, no entanto, contrasta com o cenário financeiro rubro-negro. Em 2025, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a atingir R$ 2 bilhões em receita anual, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios e vendas de atletas. Só nos três primeiros trimestres do ano, o faturamento já ultrapassava R$ 1,5 bilhão.

Impacto além dos números

Ao encerrar a canoagem, o clube abre mão de uma modalidade que lhe rendeu prestígio olímpico, visibilidade institucional e associação a valores como formação esportiva e inclusão. No caso de Isaquias, trata-se não apenas de um atleta vitorioso, mas de um símbolo do esporte brasileiro, formado longe dos grandes centros e reconhecido mundialmente.

O encerramento do pararemo segue a mesma lógica. Atletas paralímpicos também foram desligados, reforçando a percepção de que modalidades fora do eixo principal do futebol passam a ocupar um espaço cada vez mais frágil dentro da estrutura do clube.

Um padrão que se repete?

A medida se soma a críticas recentes envolvendo outras áreas esportivas do Flamengo. Em 2025, reportagens apontaram problemas estruturais no futebol feminino, incluindo campos fora do padrão, carência de espaços adequados para preparação física e mudanças constantes na rotina de treinos. Para 2026, o clube já sinalizou ajustes orçamentários e mudanças técnicas na modalidade.

O conjunto dessas decisões alimenta um debate maior: qual é o papel social e esportivo de um clube poliesportivo em um cenário de abundância financeira?

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