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Nos campos

Prefeitura entrega arena esportiva com gramado sintético e amplia opções de lazer em Cajazeiras

Equipamentos esportivos transformam realidades, mas como garantir que o impacto vá além da entrega?

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A entrega de mais uma arena esportiva em Salvador, desta vez em Jaguaripe I, no bairro de Cajazeiras, amplia o acesso ao esporte em uma região historicamente carente de infraestrutura. O espaço, que antes era um campo de chão batido, foi requalificado com gramado sintético, iluminação em LED e alambrado, passando a integrar a rede de equipamentos públicos voltados ao lazer e à prática esportiva na capital.

Com investimento superior a R$ 500 mil, a nova estrutura leva Salvador à marca de 98 arenas implantadas, reforçando uma política de expansão desses espaços nas periferias. A proposta é clara: criar ambientes que incentivem a prática esportiva e ofereçam alternativas de convivência para crianças, jovens e adultos.

Na prática, o impacto vai além da obra física. O campo já era utilizado pela comunidade, mesmo sem estrutura adequada, o que evidencia uma demanda antiga por espaços organizados. Agora, com melhores condições, a tendência é de ampliação das atividades, incluindo projetos locais como escolinhas de futebol, que funcionam como porta de entrada para o esporte e para a socialização.

Mas a entrega de equipamentos também levanta uma questão recorrente: como garantir a manutenção e o uso contínuo desses espaços? Em muitas comunidades, o desafio não está apenas na construção, mas na gestão, conservação e integração com projetos sociais permanentes.

A fala de moradores reforça esse contraste. Antes improvisado e mantido pela própria comunidade, o campo sempre teve vida. A nova arena qualifica essa experiência, mas também exige organização para que não se torne apenas mais uma obra entregue sem acompanhamento a longo prazo.

A previsão de novas arenas e até de uma escola municipal na região aponta para uma tentativa de integração entre esporte e educação. Se bem articulada, essa combinação pode ampliar o alcance social da iniciativa.

Nos campos

Álbum da Copa 2026 chega às lotéricas e amplia acesso, mas impõe restrições ao público jovem

Venda nas unidades da CAIXA facilita distribuição, mas levanta debate sobre acesso de crianças e adolescentes

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A corrida pelas figurinhas da Copa do Mundo de 2026 começa antes mesmo de a bola rolar — e, desta vez, com um novo ponto de distribuição. A rede de lotéricas da CAIXA passa a vender oficialmente o álbum e os pacotes de cromos a partir de 30 de abril, ampliando o alcance do produto em todo o país.

Com cerca de 13 mil unidades espalhadas por mais de 95% dos municípios brasileiros, a inclusão das lotéricas na venda fortalece a capilaridade e aproxima o produto de públicos que nem sempre têm acesso fácil a bancas ou livrarias. Para o torcedor baiano, especialmente no interior, a novidade tende a facilitar o acesso e reforçar um hábito cultural que atravessa gerações.

O modelo segue o padrão das últimas edições: cada pacote com sete figurinhas custa R$ 7, enquanto o álbum sai por R$ 24,90. Ao todo, são 980 cromos, sendo 68 especiais — um número que mantém o desafio de completar a coleção e, ao mesmo tempo, sustenta o alto custo final para os colecionadores.

Mas a novidade chega acompanhada de uma limitação importante. Por exigência do Estatuto da Criança e do Adolescente, a venda nas lotéricas será restrita a maiores de 18 anos. Na prática, isso cria um paradoxo: um produto historicamente associado ao público infantil passa a ter barreiras justamente em um dos canais mais acessíveis do país.

O movimento revela dois caminhos. De um lado, a ampliação da distribuição fortalece o mercado e democratiza o acesso geográfico. Do outro, expõe uma contradição entre o perfil tradicional do consumidor e as regras de comercialização.

Enquanto isso, o ritual segue o mesmo: abrir pacotes, trocar repetidas e tentar completar o álbum. A Copa ainda não começou, mas, para muita gente, a competição já está em curso — agora também na fila da lotérica.

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Nos campos

Vitória reage contra arbitragem após derrota e aumenta pressão na CBF

Clube promete entrar com representação junto à CBF e diretoria ataca comissão de árbitros

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A derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, fora de casa, não terminou com o apito final para o Vitória. O clube deixou o campo com críticas contundentes à arbitragem e anunciou que vai formalizar uma nova representação junto à CBF, ampliando um movimento que já vinha desde jogos anteriores.

O principal ponto de contestação foi o pênalti marcado ainda no primeiro tempo, considerado inexistente pelos jogadores e pela comissão técnica. O lance gerou reação imediata, com o zagueiro Cacá afirmando que houve valorização do contato por parte do adversário.

Além disso, o Vitória questiona decisões disciplinares ao longo da partida. O clube entende que houve falhas graves de critério, especialmente em dois lances que, na avaliação interna, eram passíveis de expulsão e terminaram apenas com cartões amarelos, sem revisão do VAR.

A insatisfação foi além do campo. O técnico Jair Ventura cobrou o uso mais efetivo da tecnologia, enquanto o presidente Fábio Mota adotou um tom mais direto ao criticar a condução da arbitragem e a própria estrutura da comissão responsável.

Em nota, o clube detalha os lances contestados e afirma ter sido prejudicado pela segunda partida consecutiva, o que motivou a decisão de acionar formalmente o Comitê de Arbitragem. Dentro de campo, o resultado mantém o Vitória sem vencer como visitante e estacionado na parte intermediária da tabela, com 15 pontos.

Veja nota divulgada pelo Vitória

O Esporte Clube Vitória vem a público expressar sua profunda insatisfação com a atuação da arbitragem no jogo de hoje contra o Athletico-PR, em especial com o árbitro de campo, Sr. Bruno Arleu de Araújo, e o árbitro de vídeo, Sr. Rodrigo Nunes de Sá.

Nosso clube relata as seguintes ocorrências:

* Aos 7 minutos, nosso atleta Zé Vitor foi agredido com um chute enquanto estava no chão. O árbitro aplicou apenas cartão amarelo e o VAR não interveio.

* Aos 30 minutos, foi marcado um pênalti para o Athletico-PR em um lance onde nosso zagueiro não cometeu carga faltosa no atacante adversário. Novamente, o VAR não recomendou a revisão.

* Aos 21 minutos do segundo tempo, o zagueiro adversário atingiu o atacante Renê com um carrinho violento, visando apenas a perna do nosso jogador. Mais uma vez, o árbitro limitou-se ao cartão amarelo, sem revisão do VAR.

Diante do exposto, o Esporte Clube Vitória informa que, pelo segundo jogo consecutivo, formalizará uma representação junto ao Comitê de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol e de Competições.

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Brasileirão

Bahia reage na Fonte Nova, busca empate com o Santos e mostra força após pressão

Tricolor sofre dois gols de pênalti, mas reage no segundo tempo com Luciano Juba e Willian José

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O Bahia evitou mais um resultado negativo e arrancou um empate por 2 a 2 com o Santos, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em um jogo dividido em dois momentos bem distintos. Após sair vaiado no primeiro tempo, o time reagiu na etapa final e encontrou forças para buscar o resultado diante da sua torcida.

A primeira metade do jogo expôs fragilidades. O Bahia até tentou pressionar no início, mas viu o Santos assumir o controle com marcação alta e transições rápidas. Mais eficiente, o time paulista aproveitou dois lances de pênalti, convertidos por Rollheiser, para abrir vantagem. O Tricolor ainda acertou o travessão com Erick Pulga, mas saiu para o intervalo sob desconfiança.

A resposta veio com mudanças e postura diferente. O Bahia voltou mais agressivo, empurrando o adversário para o campo de defesa e apostando em volume de jogo, principalmente pelos lados. A pressão demorou, mas surtiu efeito.

O primeiro gol saiu em bonita cobrança de falta de Luciano Juba, que recolocou o time na partida. A partir daí, o cenário mudou. Com mais confiança, o Bahia seguiu insistindo até chegar ao empate com Willian José, de cabeça, após cruzamento de Erick Pulga.

O empate ainda poderia ter se transformado em virada, mas faltou precisão no momento final. Mesmo assim, o resultado ganha peso pelo contexto: o Bahia vinha de derrota na Copa do Brasil e precisava dar uma resposta imediata. O time mostrou capacidade de reação, mas também evidenciou problemas defensivos e dificuldade em sustentar regularidade ao longo dos 90 minutos.

Com 21 pontos e ainda entre os primeiros colocados, o Bahia segue competitivo, mas o desempenho reforça a necessidade de equilíbrio. A recuperação no segundo tempo anima, mas o início irregular indica que há ajustes urgentes para sustentar a briga na parte de cima da tabela.

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