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Na saúde

Atividade física ganha espaço no tratamento do câncer de mama avançado

Entenda como o exercício pode contribuir para a qualidade de vida durante a terapia oncológica

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A relação entre esporte e saúde ganha um novo capítulo no enfrentamento do câncer de mama, especialmente em estágios mais avançados. A prática orientada de atividades físicas tem se consolidado como aliada no tratamento, ajudando pacientes a lidar com os efeitos da doença e das terapias.

Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que o câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil e também a principal causa de morte por câncer nesse grupo. Nesse cenário, estratégias que ampliem a qualidade de vida durante o tratamento ganham relevância.

Segundo especialistas, o exercício físico, quando realizado com acompanhamento profissional, pode reduzir a fadiga, melhorar a capacidade funcional e aumentar a autonomia das pacientes no dia a dia. A proposta não é substituir o tratamento convencional, mas integrá-lo a uma abordagem mais ampla de cuidado.

“Entre as práticas mais recomendadas estão os exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de equilíbrio, como caminhadas, hidroginástica, alongamento e pilates, que podem ser adaptados conforme o estágio da doença e as condições clínicas de cada paciente, garantindo segurança e melhor resposta ao acompanhamento”, explica Guilherme Reis, Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness

Estudos recentes também apontam ganhos que vão além do físico. Um estudo apresentado na 14ª Conferência Europeia sobre Câncer de Mama, realizada em Milão, reforçou que pacientes com câncer de mama metastático submetidas a programas estruturados de exercício apresentaram melhoras no bem-estar emocional, além de maior disposição para enfrentar o tratamento.

Esse movimento amplia a compreensão do exercício dentro da saúde. Mais do que uma prática complementar, ele passa a ser visto como parte do cuidado integral, com impacto direto na resposta ao tratamento, na saúde mental e na qualidade de vida.

Na saúde

Growth relança GCoffee com proposta de café funcional

Produto combina cafeína, taurina, L-carnitina e beta-alanina e chega em embalagem pouch com três opções de sabor

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A Growth Supplements relança, em agosto, o GCoffee com uma nova proposta: transformar o produto em um café funcional, combinando o consumo tradicional da bebida com ingredientes voltados a energia, foco e disposição.

A nova fórmula reúne cafeína de liberação prolongada, 1.000 mg de taurina, 515 mg de L-carnitina e 300 mg de beta-alanina por porção, segundo a fabricante. O produto será comercializado nos sabores tradicional, cappuccino e chocolate.

Embalagem acompanha mudança

Outra novidade está no formato. O GCoffee passa a ser vendido em embalagem pouch de 220 gramas, com fechamento reutilizável e proteção contra luz, oxigênio e umidade.

A escolha aproxima o produto da identidade visual dos cafés especiais e reforça uma estratégia da empresa de ocupar espaços além do mercado tradicional de suplementos.

A Growth também prevê o retorno da versão em lata para 2027.

Café entra na rotina esportiva

O lançamento acompanha um movimento de expansão da marca para produtos que associam praticidade e performance ao cotidiano. A proposta é inserir ingredientes normalmente encontrados em suplementos em um hábito já consolidado entre os brasileiros: o consumo de café.

Fundada em 2009, a Growth atua no modelo de venda direta ao consumidor e mantém uma linha que inclui proteínas, creatina, pré-treinos e multivitamínicos. Segundo a empresa, o faturamento ultrapassou R$ 2 bilhões em 2025.

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Na saúde

IA transforma o celular em aliado para organizar a rotina de saúde

Aplicativos já analisam refeições, acompanham treinos e identificam hábitos

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A inteligência artificial está mudando a forma como as pessoas acompanham alimentação, atividade física e outros hábitos relacionados ao bem-estar. Com uma foto do prato ou alguns registros feitos no smartphone, aplicativos conseguem estimar calorias, macronutrientes e proteínas, além de organizar informações sobre exercícios e rotina.

A praticidade é evidente. O desafio está em entender os limites dessa tecnologia.

Uma fotografia, por exemplo, não consegue identificar com precisão todos os ingredientes de uma refeição, o tamanho das porções, a quantidade de óleo utilizada no preparo ou detalhes de molhos e recheios. Por isso, a informação gerada pela IA deve ser encarada como estimativa, e não como medição exata.

Tecnologia reduz o trabalho manual

Entre as plataformas que apostam nesse modelo está o HerbaFit 2.0, aplicativo da Herbalife modernizado pela Quality Digital. A ferramenta reúne recursos de nutrição, atividade física e acompanhamento de hábitos.

Uma das funções permite fotografar uma refeição para receber uma estimativa de calorias e macronutrientes. O aplicativo também oferece calculadora de proteínas, programas de treinamento, conteúdos personalizados e integração com aplicativos e dispositivos inteligentes.

A proposta é facilitar o acompanhamento. Em vez de registrar manualmente cada alimento, o usuário pode utilizar a tecnologia para construir um histórico e identificar padrões. Isso pode ajudar a perceber, por exemplo, uma ingestão insuficiente de proteínas em determinados períodos do dia ou uma concentração maior de alimentos em determinados horários.

O número não conta toda a história

O problema começa quando a estimativa passa a ser tratada como verdade absoluta.

Em uma refeição complexa, pequenas diferenças de porção ou preparo podem alterar significativamente o resultado. Iluminação, ângulo da fotografia e alimentos que não aparecem claramente na imagem também interferem na análise.

Por isso, quanto mais informações forem fornecidas pelo usuário — ingredientes, quantidades aproximadas e modo de preparo — mais útil tende a ser o registro.

A lógica também vale para os exercícios. Um aplicativo pode organizar treinos e apresentar indicadores, mas não necessariamente conhece histórico de lesões, limitações físicas, qualidade do sono, níveis de estresse ou condições individuais de saúde.

IA deve organizar, não decidir

A tecnologia pode ser especialmente útil para transformar informações dispersas em um histórico que facilite a percepção de hábitos. Mas interpretar esses dados é outra questão.

A Organização Mundial da Saúde defende transparência, segurança, responsabilidade e supervisão humana no uso de inteligência artificial na área da saúde. Isso reforça uma distinção importante: acompanhar não é diagnosticar.

Uma estimativa de calorias não identifica uma deficiência nutricional. Um cálculo de proteínas não determina sozinho a quantidade adequada para uma pessoa que deseja ganhar massa muscular. Da mesma forma, um treino sugerido por aplicativo não substitui uma avaliação individual.

Para objetivos específicos ou situações que envolvam saúde, a orientação de médicos, nutricionistas e profissionais de educação física continua sendo fundamental.

E os dados pessoais?

Fotos de refeições, peso, medidas, registros de exercícios e informações sobre hábitos formam um retrato bastante detalhado da rotina de uma pessoa. Antes de utilizar qualquer plataforma, é importante verificar quais dados são coletados, para que são utilizados, quais permissões são solicitadas e como essas informações são armazenadas e compartilhadas.

Segundo dados divulgados pela Quality Digital, o HerbaFit 2.0 já ultrapassou 9 mil downloads e apresenta retenção de 61,72% após 30 dias. O Brasil representa 30,7% da base ativa, seguido pela Colômbia, com 25,4%.

O melhor uso da IA, portanto, talvez não seja controlar cada caloria ou transformar a rotina em uma sequência de números. É ajudar o usuário a enxergar seus próprios hábitos com mais clareza e tomar decisões mais conscientes; sempre reconhecendo que, quando a questão exige avaliação, contexto e cuidado individual, a tecnologia deve trabalhar ao lado, e não no lugar, do profissional de saúde.

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Na saúde

Depois dos 60, novos desafios podem dar sentido a uma nova fase da vida

História de bicampeão mundial de karatê mostra que envelhecer não significa abandonar objetivos, aprendizados e projetos

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A chegada aos 60 anos costuma ser associada a mudanças importantes na rotina. A aposentadoria, a redução das obrigações profissionais e a saída dos filhos de casa, por exemplo, podem abrir espaço para uma pergunta difícil: o que fazer com o tempo e a experiência acumulados?

Uma possibilidade é transformar essa fase em um novo ponto de partida. Manter objetivos, aprender, praticar atividades físicas e estabelecer desafios pode ajudar a preservar uma rotina ativa e, principalmente, o senso de propósito.

A trajetória do engenheiro civil e atleta Junior Campos Prado é um exemplo disso. Aos 60 anos, em 2025, ele conquistou o título mundial de karatê em Roma. Aos 61, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio e tornou-se bicampeão mundial.

A história chama atenção pela continuidade. Junior pratica artes marciais desde os seis anos e sustenta sua preparação em três pilares: disciplina, constância e melhoria contínua.

“Ser campeão uma vez é importante, porém, o mais difícil é continuar treinando, aprendendo e evoluindo todos os dias, mesmo depois das conquistas. O Karatê nos ensina que a principal luta é contra nós mesmos”

O desafio não precisa ser uma competição

A experiência de Junior ajuda a desconstruir uma associação comum entre envelhecimento e perda de produtividade. Depois dos 60, o objetivo não precisa ser manter o mesmo ritmo da vida profissional ou buscar resultados grandiosos.

O desafio pode estar em aprender um idioma, voltar a estudar, viajar, praticar um esporte, desenvolver um projeto pessoal, empreender ou simplesmente adquirir uma nova habilidade.

Pequenas metas também produzem a sensação de avanço. E essa percepção de progresso pode ser importante para construir uma rotina mais significativa em uma etapa marcada por transformações.

Propósito também se constrói

A aposentadoria pode representar liberdade, mas também pode provocar a sensação de perda de função para quem passou décadas organizado em torno do trabalho. Por isso, criar novos planos pode ajudar a preencher esse espaço sem a necessidade de reproduzir a lógica de cobrança da vida profissional.

Atividades que proporcionem prazer, aprendizado e convivência social podem formar uma nova rede de interesses. O esporte é uma dessas possibilidades, mas está longe de ser a única.

O mais importante é que o envelhecimento não seja tratado como uma interrupção da capacidade de experimentar. Ter 60, 70 ou 80 anos não elimina a possibilidade de começar alguma coisa; apenas muda as condições e, muitas vezes, a perspectiva sobre o que realmente vale a pena.

A lógica da evolução contínua

Especialista em autogestão, Junior é fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. A filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, orienta seu trabalho com foco em propósito, disciplina e equilíbrio emocional.

A mesma lógica pode ser aplicada à vida cotidiana: não é necessário buscar uma transformação radical de uma hora para outra. A evolução pode acontecer por meio de pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo.

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