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Na vida

Terceira edição do Verão Costa a Costa vai movimentar Salvador

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Já pintou o verão, calor no coração… ainda não é carnaval, mas o verão de Salvador está a todo vapor, inclusive com muito esporte e entretenimento na orla da cidade com a terceira edição do Verão Costa a Costa. O evento acontece no Parque dos Ventos, na Boca do Rio, a partir da próxima quinta-feira, 13, até o domingo, 16, com atividades esportivas, desde clínicas até competições, de diversas modalidades; shows gratuitos; programação infantil; e a Feira da Economia Solidária.

Serão quatro dias de atividades gratuitas de 13 modalidades: baleado, basquete 3×3, beach soccer, beach tennis, capoeira, corrida, escalada, futevôlei, hapkido, judô, kickboxing, taekwondo e vôlei de praia. Além do cenário esportivo e musical, as atividades de lazer contemplam a Feira da Economia Solidária da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), que promove a exposição e venda de produtos de empreendimentos solidários, e uma programação com tirolesa, arvorismo, escalada e parque infantil que prometem agitar o espaço. 

O titular da Setre, Augusto Vasconcellos, comenta as expectativas para o evento. “A Bahia tem o maior litoral do país e estamos ocupando esse espaço com atividades esportivas, fortalecendo a presença de crianças e adolescentes de diversas comunidades, bem como apoiando o alto rendimento com competições que tem mobilizado federações de diversas modalidades. O evento integra também cultura e economia solidária, gerando renda para muitas famílias. Nosso governo tem ampliado investimentos em infraestrutura esportiva, em projetos sociais e os resultados dos nossos atletas em competições nacionais e internacionais são visíveis”. 

Programação

Marcando o início do evento, a quinta-feira, 13, terá beach soccer, vôlei de praia, beach tennis, futevôlei e taekwondo a partir das 8h, além de judô, às 14h, e aulão de aeróbico. Já na sexta-feira, 14, terão clínicas de beach soccer, vôlei de praia, hapkido, beach tennis e futevôlei a partir das 8h, enquanto à tarde o kickboxing chega a partir das 14h e mais um aulão de aeróbico às 17h. A participação nas clínicas é mediante a presença no local do evento conforme horário de cada atividade.

O sábado, 15, está reservado para as competições de beach soccer, vôlei de praia, beach tennis, futevôlei e baleado, além das apresentações de capoeira e o aulão de aeróbico, tudo às 8h. Para participar das competições, é necessário se inscrever em contato com as respectivas federações esportivas programadas no evento.

Já no domingo, 16, a programação inicia com a largada do treinão de 5km e 10km às 6h30, com inscrições encerradas em menos de uma hora de abertura de cada um dos dois lotes. A partir das 8h, é a vez das finais das demais competições esportivas. O final de semana também é marcado pelos shows musicais a partir das 16h. Confira a programação completa no perfil do Instagram @costacostaoficial. 

O diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Vicente Neto, comemora a realização. “Na capital baiana, iremos consolidar a abrangência que o Verão Costa a Costa tem gerado nas suas edições anteriores e nas etapas deste ano no interior, sendo uma importante ferramenta de apresentação e interiorização das atividades esportivas. É uma festa do esporte de verão baiano, mas antes de tudo uma importante política pública de disseminação do esporte e do lazer para as comunidades”.

A 1ª etapa do Campeonato Baiano de Basquete 3×3 também fará parte do evento e será realizado na Arena Costa a Costa, no Parque dos Ventos. A programação dos naipes masculino e feminino conta com as categorias sub-12 e sub-14, na quinta-feira, 13; sub-16 e sub-18, na sexta-feira, 14; sub-23 no sábado, 15; e adulto, no domingo, 16.

Esporte e cultura no Litoral Baiano

Com a maior costa litorânea do Brasil (mais de 1.100 km) de praias paradisíacas, repletas de história, cultura e natureza exuberante, a Bahia tem o cenário perfeito para o Verão Costa a Costa. O projeto que como objetivo ocupar esses espaços com práticas de esporte, lazer, geração de renda, turismo e muita movimentação em pleno verão, época do ano de destaque para essas regiões de experiências inesquecíveis para moradores e turistas de todos os cantos do país e do mundo. 

O evento percorre diferentes regiões do litoral baiano, divididas em seis áreas do sul ao norte do estado: Costa das Baleias, Costa do Descobrimento, Costa do Cacau, Costa do Dendê, Baía de Todos os Santos e Costa dos Coqueiros. Os pontos são famosos locais de turismo cultural, ecológico e esportivo.

Promovido pela Sudesb e pela Setre, em parceria com a União das Federações de Esporte Amador da Bahia (Unisport), e com apoio das federações esportivas e da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), o evento já passou pelas cidades de Alcobaça, na Costa do Descobrimento; de 09 a 12 de janeiro; de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, de 16 a 19 de janeiro; de Itacaré, na Costa do Cacau, de 30 de janeiro a 02 de fevereiro. Após Salvador, as atividades seguirão por Maraú, na Costa do Dendê, de 20 a 23 de fevereiro; e por Camaçari, na Costa dos Coqueiros, em março.

Foto | Maurício Viana – Sudesb

Na vida

Copa do Mundo transforma salas de aula e reforça papel do esporte na educação

Torneio vira ferramenta pedagógica para discutir cultura, diversidade, convivência e hábitos saudáveis

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Falta um mês para a Copa do Mundo, mas o clima do torneio já começou a mexer com a rotina de milhões de brasileiros. Bandeiras nas ruas, conversas sobre seleções e expectativas em torno dos jogos mostram que o futebol segue ocupando um espaço importante na cultura do país. Dentro das escolas, esse movimento também ganha força como entretenimento e oportunidade de aprendizado.

Educadores têm usado a Copa como ferramenta para aproximar os alunos de temas ligados à geografia, história, matemática, idiomas e diversidade cultural, transformando um assunto popular em experiência pedagógica mais dinâmica e conectada ao cotidiano dos estudantes.

Neste ano, o Mundial será disputado em Canadá, Estados Unidos e México, ampliando ainda mais as possibilidades de discussão em sala de aula. Para professores, o torneio ajuda crianças e adolescentes a conhecerem novos países, culturas e formas de viver, além de estimular valores como convivência, respeito e trabalho coletivo.

Na Bahia, onde o futebol faz parte da identidade popular e atravessa gerações, a relação entre esporte e educação ganha ainda mais significado. Em bairros, escolas e projetos sociais, o esporte frequentemente funciona como ponto de encontro entre aprendizado, disciplina e inclusão social.

Especialistas destacam que a Copa pode ser uma porta de entrada para fortalecer o interesse das crianças por práticas esportivas em um cenário marcado pelo aumento do sedentarismo e pelo excesso de telas. Mais do que formar atletas, a atividade física contribui para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social dos estudantes.

“Essa mobilização coletiva desperta um forte senso de pertencimento, identidade nacional e celebração. Muitas vezes, é nesse contexto que surgem as primeiras lembranças relacionadas ao esporte, à torcida e ao sentimento de coletividade”, afirma a professora de educação física da Escola Bilíngue Aubrick, Andrea de Luca.

Em matemática, por exemplo, tabelas, estatísticas e probabilidades ajudam no raciocínio lógico. Em geografia, os alunos exploram mapas, idiomas e características culturais das seleções participantes. Já em história e língua portuguesa, o torneio serve de base para pesquisas, debates e produções textuais.

Na educação infantil, o evento também ganha espaço de maneira lúdica. Bandeiras, músicas, mascotes e brincadeiras estimulam criatividade, interação social e curiosidade cultural. O objetivo é transformar a paixão popular pelo futebol em ferramenta de construção de conhecimento. Ao mesmo tempo, educadores alertam para a necessidade de combater estereótipos e manifestações xenofóbicas durante essas discussões. A Copa deve servir para ensinar respeito às diferenças e compreensão sobre outras culturas.

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Na vida

Ariel Palacios lança “Futebol Lado B” e transforma o jogo em retrato da sociedade

Novo livro do jornalista argentino mergulha nas histórias improváveis, políticas e humanas do futebol mundial

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O futebol como paixão popular, disputa simbólica, ferramenta política e espelho social. É desse ponto de partida que o jornalista Ariel Palacios constrói Futebol Lado B, obra que chega às livrarias em maio propondo um olhar menos óbvio sobre o esporte mais consumido do planeta.

Conhecido pela abordagem analítica e bem-humorada em livros e reportagens sobre a América Latina, Ariel agora desloca o foco para histórias curiosas, absurdas e pouco conhecidas do universo do futebol. Mas o objetivo vai além do entretenimento. O livro usa episódios inusitados para discutir comportamento, memória coletiva, identidade e até intolerâncias sociais.

A proposta conversa diretamente com uma percepção cada vez mais presente no jornalismo esportivo contemporâneo: o futebol não pode mais ser analisado apenas pelo resultado de campo. Ao longo dos anos, o esporte se consolidou como um fenômeno cultural capaz de influenciar debates políticos, econômicos e sociais.

É justamente nesse território que Ariel parece mais confortável. Em vez de apostar na nostalgia fácil ou em listas de craques históricos, o autor mergulha nas contradições que cercam o futebol: da idolatria às superstições, das rivalidades nacionais aos exageros emocionais da torcida.

A escolha do título “lado B” ajuda a resumir a proposta. O livro tenta iluminar aquilo que normalmente fica fora dos holofotes: personagens esquecidos, episódios improváveis e situações que revelam como o futebol muitas vezes funciona como extensão da própria sociedade.

A obra também reforça um movimento crescente no mercado editorial esportivo brasileiro. Nos últimos anos, livros sobre futebol passaram a dialogar mais com história, política, comportamento e cultura pop, ampliando o interesse para além do torcedor tradicional.

Com prefácio de Marcelo Barreto, posfácio de André Rizek e texto de orelha assinado por Walter Casagrande, “Futebol lado B” chega respaldado por nomes influentes do jornalismo esportivo nacional.

Para o leitor baiano, acostumado a enxergar o futebol como elemento de identidade cultural e social, a obra dialoga com uma percepção familiar: a de que o esporte nunca foi apenas um jogo.

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Na vida

Livro de Raquel Castanharo propõe nova forma de entender a corrida e desmonta mitos do esporte

O que a ciência diz sobre correr e por que o corpo pode ir além do que se imagina?

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A corrida, uma das práticas esportivas mais populares do mundo, ainda é cercada por dúvidas, fórmulas prontas e crenças pouco fundamentadas. É nesse cenário que a fisioterapeuta e maratonista Raquel Castanharo lança o livro Este livro não é só sobre corrida, uma obra que busca aproximar ciência e prática de forma acessível.

Publicado pela Editora Planeta Brasil, o livro se apresenta como um manual completo, mas vai além do aspecto técnico. A proposta é questionar padrões e provocar uma reflexão sobre o próprio corpo, tratando a corrida não apenas como exercício, mas como uma experiência de autoconhecimento.

Com base em estudos de biomecânica e na prática clínica, a autora responde dúvidas comuns de quem corre ou quer começar. Temas como postura, tipo de pisada, escolha de tênis, respiração e prevenção de lesões aparecem com explicações diretas, sem recorrer a fórmulas universais.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que o corpo humano é adaptável e “antifrágil”, capaz de evoluir quando estimulado da forma correta. Nesse contexto, a corrida deixa de ser vista como uma atividade restrita a atletas ou a quem busca emagrecimento, e passa a ser entendida como ferramenta de saúde e longevidade.

“A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, vinte anos. Como foi que nós – principalmente mulheres – crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo”, diz Mari Krüger, bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil

A publicação também dialoga com um público mais amplo, especialmente iniciantes, ao destacar três pilares para a criação do hábito: ambiente adequado, repetição e recompensa. A mensagem é clara: correr não depende apenas de desempenho, mas de consistência e contexto.

Ao mesmo tempo, o livro evita um discurso simplista. A própria autora reconhece que nem todos precisam correr, mas defende que todos deveriam ter acesso ao conhecimento sobre o movimento e suas possibilidades.

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