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Nas pistas

Circuito Baiano de Skate confirma etapa em Camaçari

Evento será realizado no sábado e domingo, 02 e 03 de novembro, na Pista Pública de Skate na Praça 1º de Maio, a nova Praça Dr. Severino

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A 2ª etapa do Circuito Baiano de Skate 2024 será realizada nos dias 02 e 03 de novembro (sábado e domingo), a partir das 9h, em Camaçari, na Pista Pública de Skate da Praça 1º de Maio, a nova Praça Dr. Severino, localizado no centro da cidade. O evento esportivo, que será disputado no formato Street, presente nas últimas Olimpíadas, pretende reunir cerca de 100 competidores.

Assim como nas etapas anteriores, o Circuito Baiano terá sete categorias, sendo três femininas (Mirim, Iniciante e Amador) e quatro masculinas (Mirim, Iniciante, Amador e Master). Skatistas interessados em participar da competição, precisam apenas realizar o cadastro no site oficial do campeonato, através até o dia 10 de outubro, através do site www.circuitobaianodeskate.com.br. Participam somente atletas que realizarem o pagamento de uma taxa de inscrição, no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais).

“Dá para dizer que estamos chegando na reta final das competições, pois o ranking estadual já contabilizou os pontos da 1ª etapa de Salvador e também do Circuito Poçoense de Skate, que ocorreu no município de Poções, no sudoeste baiano, no mês de agosto. Portanto, o atleta que almeja ser o representante da Bahia no Campeonato Brasileiro, que vai acontecer em Santos no final do ano, precisa fazer o cálculo dos pontos necessários para chegar com condições no fechamento da janela de classificação, que se dará já nessa próxima etapa de Camaçari. Vale lembrar que a etapa de Madre de Deus, em novembro, definirá somente os campeões estaduais e consolidação do ranking final de 2024, ressalta André Borges, Diretor de Competições da Federação de Skateboard do Estado da Bahia (FESEB).

Um dos atrativos da etapa de Camaçari será a novíssima pista de skate inaugurada na cidade. O equipamento atende todos os parâmetros necessários para receber o estadual. “A cada ano percebemos evoluções no nosso esporte, seja com a chegada de mais espaços para a prática do esporte ou aumento do nível dos atletas. Tenho certeza que todos os competidores vão gostar muito da pista, pois propicia boas manobras e voltas bem próximas da perfeição”, pontua Ernesto Belote, Coordenador Geral do Circuito Baiano de Skate 2024, que é o Engenheiro Civil responsável pela criação da nova pista.

Inscrições abertas

Por ser uma competição homologada pela Federação de Skateboard do Estado da Bahia (FESEB), os atletas com as melhores classificações receberão troféus (1º ao 3º), medalhas (4º ao 8º) e materiais esportivos diversos (1º ao 5º).

O Circuito Baiano de Skate 2024 é realizado e homologado pela Federação de Skateboard do Estado da Bahia (FESEB) e organizado pela Empresa MTE Brasil (Marketing, Turismo e Entretenimento). O evento conta com o fomento do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e a Superintendência dos Desportos (SUDESB), além do apoio institucional da Prefeitura Municipal do Salvador, Prefeitura de Camaçari e Prefeitura de Madre de Deus e da Universidade Federal da Bahia/Faculdade de Educação/Curso de Educação Física.

Vale lembrar, que o circuito será encerrado em Madre de Deus, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro.

Nas pistas

Skatista baiana de 7 anos desponta como promessa e simboliza nova geração do esporte em Salvador

Yayla Lima cresce nas pistas públicas da capital e reforça impacto social do skate entre crianças

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O skate baiano segue revelando novos talentos, e um dos nomes que começa a chamar atenção em Salvador tem apenas 7 anos. Yayla Lima já conquistou o título baiano de Skateboard Street e desponta como uma das promessas da modalidade na capital.

Beneficiária do programa Bolsa Atleta Salvador, a jovem skatista representa uma geração que cresce em meio à expansão dos espaços públicos voltados ao esporte na cidade. Parte importante dessa trajetória passa pela nova pista da Avenida Bonocô, que rapidamente se transformou em ponto de encontro para praticantes de skate de diferentes bairros.

O espaço evidencia uma mudança importante no cenário urbano de Salvador. Em uma cidade historicamente carente de áreas adequadas para modalidades urbanas, pistas públicas acabam funcionando também como espaços de convivência, inclusão e formação social.

No caso de Yayla, o impacto é direto no desenvolvimento esportivo. A atleta passou a intensificar os treinos na Bonocô após frequentar outras pistas da cidade e encontrou no local uma estrutura mais próxima do padrão competitivo da modalidade.

“As crianças se divertem em parquinhos. Eu me divirto em uma pista de skate.”

A história da skatista também ajuda a ampliar um debate sobre representatividade no esporte. Segundo a mãe, Fabiane Lima, o interesse da filha pelo skate surgiu justamente pela percepção de que a modalidade ainda possui maioria masculina. A identificação com atletas como Rayssa Leal fortaleceu o desejo de competir.

O crescimento do skate feminino no Brasil vem modificando esse cenário nos últimos anos, especialmente após a entrada da modalidade nos Jogos Olímpicos. Em Salvador, a presença cada vez maior de meninas nas pistas acompanha esse movimento nacional.

Além da Bonocô, a capital baiana possui pistas espalhadas por bairros como Ribeira, Cajazeiras, São Cristóvão, Stella Maris e Paripe. Ainda assim, praticantes defendem a ampliação de investimentos e manutenção contínua dos espaços.

O Bolsa Atleta Salvador também aparece como peça importante nesse processo. O programa atende atualmente 448 atletas e paratletas de diferentes modalidades, oferecendo auxílio financeiro para treinamento e participação em competições.

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Nas pistas

Projeto Pedal abre vagas gratuitas para aulas de BMX e amplia acesso ao esporte em Salvador

Iniciativa em Pituaçu vai atender crianças e adolescentes com e sem deficiência e reforça o papel social do esporte na capital baiana

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Salvador volta a colocar o esporte como ferramenta de inclusão social com a abertura das inscrições para a 8ª edição do Projeto Pedal Bicicross. A iniciativa oferece aulas gratuitas de BMX para crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos, com atividades realizadas na Pista de Bicicross de Pituaçu, um dos principais espaços da modalidade na Bahia.

Ao todo, serão disponibilizadas 200 vagas para participantes com e sem deficiência. O projeto funciona no contraturno escolar e prevê aulas duas vezes por semana, reunindo formação esportiva, convivência social e estímulo à prática regular de atividade física.

A iniciativa reforça uma discussão importante para Salvador: o acesso democrático ao esporte. Em uma cidade marcada por desigualdades sociais e pela falta de equipamentos públicos em muitos bairros, projetos gratuitos acabam ocupando um papel estratégico no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

O BMX, modalidade olímpica do ciclismo, ainda enfrenta barreiras de acesso por exigir estrutura específica e equipamentos que nem sempre fazem parte da realidade de muitas famílias. Nesse cenário, políticas públicas como o Projeto Pedal ajudam a aproximar jovens de modalidades historicamente menos populares e mais restritas.

As atividades serão realizadas com acompanhamento de professores de Educação Física, agentes esportivos e estagiários, além da oferta gratuita de materiais, fardamento e infraestrutura. O projeto é financiado integralmente pelo Governo do Estado, por meio da Sudesb.

Outro ponto relevante é o caráter inclusivo da ação, que contempla alunos com deficiência. A presença desse perfil de público reforça uma tendência cada vez mais necessária no esporte brasileiro: ampliar oportunidades e reduzir barreiras de participação.

A pista de Pituaçu, localizada na orla de Salvador, se consolidou nos últimos anos como um espaço importante para o desenvolvimento do bicicross baiano. Em um estado com tradição crescente nos esportes de base e nas modalidades olímpicas, iniciativas como essa ajudam a criar novos caminhos para jovens atletas.

As inscrições podem ser feitas gratuitamente de forma online, enquanto a entrega da documentação ocorrerá presencialmente na própria pista de bicicross de Pituaçu a partir de 8 de junho.

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Nas pistas

“2DIE4 – 24 Horas no Limite” promete ser o filme de corrida mais autêntico do cinema

Obra mostra trajetória do piloto Felipe Nasr durante a corrida das 24 horas de Le Mans, na França

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O cinema brasileiro volta os olhos para o automobilismo com uma proposta pouco comum: transformar a experiência real de uma corrida em narrativa cinematográfica. “2DIE4: 24 Horas no Limite”, dirigido pelos irmãos André Abdala e Salomão Abdala, chega com a ambição de ser o filme de corrida mais autêntico já produzido no país.

A escolha por Felipe Nasr como protagonista reforça esse caminho. Em vez de um ator, o longa aposta em um piloto profissional vivendo a própria realidade nas pistas. O enredo acompanha sua participação nas tradicionais 24 Horas de Le Mans, uma das provas mais exigentes do automobilismo mundial, marcada pela resistência física e mental ao longo de um dia inteiro de competição.

A produção também chama atenção pelo formato. Com uma equipe reduzida, de apenas oito pessoas, o filme foi rodado com tecnologia de alto padrão e será o primeiro longa brasileiro exibido em IMAX. A proposta é simples na ideia, mas complexa na execução: colocar o espectador dentro do carro, próximo das decisões, da pressão e do desgaste que não aparecem nas transmissões convencionais.

Esse tipo de abordagem dialoga com uma mudança recente no consumo de esporte. O público não quer apenas o resultado, mas entender o processo, o que aproxima projetos como “2DIE4” de documentários esportivos que exploram bastidores e trajetórias.

Ao mesmo tempo, o filme levanta uma questão importante: até que ponto o realismo pode substituir a construção dramática tradicional do cinema? Ao abrir mão de atores e apostar na experiência crua, a obra assume o risco de ser mais técnica do que emocional para parte do público.

Ainda assim, o reconhecimento internacional, com o prêmio máximo no Motor Sports Film Award 2025, indica que há espaço para esse tipo de narrativa. Mais do que contar uma história, “2DIE4” tenta traduzir sensações: cansaço, foco e limite.

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