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Nos campos

Confira os novos Centros de Desenvolvimento de Futebol da CBF na região Norte

Equipamentos inauguram nova etapa do futebol de base e reforça uso social do legado da Copa 2014

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O futebol brasileiro abriu mais uma porta para o futuro neste sábado (5), com a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Amapá, em Macapá. O terceiro em uma semana feito pela CBF. As estruturas completam a primeira leva de unidades regionais lançadas pela CBF no Norte do país e passa a funcionar como um espaço de formação, inclusão e capacitação — dentro e fora de campo.

Com investimentos do Fundo do Legado da Copa do Mundo de 2014, os Centros estão sendo entregues em estados que não receberam jogos do Mundial. O do Amapá é o terceiro da Região Norte — após Rondônia e Tocantins — e está localizado no bairro Marabaixo 3, zona periférica da capital. Ao todo, a entidade planeja inaugurar 14 unidades, com aporte superior a R$ 20 milhões.

Qual a proposta dos Centros de Desenvolvimento?

Mais do que campos e vestiários, os CDs são espaços de promoção social através do esporte. O objetivo é impulsionar o futebol de base, fomentar competições femininas e masculinas, formar árbitros, capacitar treinadores, médicos e gestores. Em Macapá, a cerimônia de abertura reuniu cem crianças e nomes históricos como Branco (1994) e Edmilson (2002), além do presidente da CBF, Samir Xaud, que celebrou o projeto.

“A entrega dessa ferramenta social é uma alegria para todos nós. Esses centros representam uma virada de chave para regiões historicamente menos assistidas”

O que oferece o Centro do Amapá?

A estrutura segue o padrão proposto pela FIFA: campo de grama sintética em tamanho oficial (105 x 68 metros), dois vestiários para equipes, dois para arbitragem, sala médica, antidoping, área administrativa, arquibancadas e estacionamento. O centro também poderá receber cursos, festivais e eventos que envolvam a comunidade local. O objetivo imediato da nova gestão da CBF é inaugurar os Centros de Desenvolvimento nas 15 capitais brasileiras que não receberam as partidas da Copa de 2014.

Por que isso importa?

A criação dos Centros de Desenvolvimento mostra um caminho possível para descentralizar o investimento no futebol brasileiro. Ao sair do eixo Rio-São Paulo e olhar para estados como o Amapá, a CBF aciona um potencial represado por falta de estrutura e visibilidade. A partir dessas entregas, o futebol se reafirma não apenas como paixão nacional, mas como política pública possível — quando bem aplicada.

Brasileirão

Pausa da Copa abre mercado e coloca jogadores de Bahia e Vitória no radar de negociações

Nova regra do Brasileirão amplia possibilidades de transferências durante o Mundial

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A paralisação do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa do Mundo de 2026 não representa descanso para os departamentos de futebol. Enquanto as atenções se voltam para a Seleção Brasileira, dirigentes, empresários e clubes aproveitam o período para planejar o segundo semestre da temporada. E uma mudança no regulamento da Série A promete aquecer o mercado nacional.

Pela nova regra, um jogador pode atuar em até 12 partidas do Brasileirão e ainda se transferir para outro clube da competição. O limite anterior era de apenas seis jogos. A alteração foi adotada em função do calendário excepcional de 2026, que teve o início do campeonato antecipado para janeiro.

Para Bahia e Vitória, a mudança cria cenários importantes. Alguns atletas dos dois clubes ainda estão dentro do limite permitido e, portanto, seguem aptos para uma eventual transferência dentro da Série A.

No Bahia, a lista inclui João Paulo, com duas partidas disputadas, Michel Araújo, que chegou ao limite de 12 jogos, além de Gilberto (7), Iago Borduchi e Kanu (3). No Vitória, aparecem o contestado goleiro Gabriel Vasconcelos (4), Aitor Cantalapiedra e Fabri (8), Ronald (7) e Neris (4).

A situação não significa necessariamente que esses jogadores deixarão seus clubes, mas amplia as possibilidades de negociação em uma janela que costuma ser estratégica. Em alguns casos, a movimentação pode ocorrer por questões técnicas; em outros, por busca de maior minutagem ou necessidade de reforço em equipes concorrentes.

A pausa para a Copa também oferece uma oportunidade de avaliação mais profunda dos elencos. A segunda janela de transferências do futebol brasileiro ficará aberta entre 20 de julho e 11 de setembro. Como o Campeonato Brasileiro retorna em 22 de julho, os atletas contratados nesse período já poderão estrear logo na retomada da competição.

A flexibilização da regra atende a uma demanda antiga dos clubes, que consideravam o limite anterior excessivamente restritivo. Na prática, a mudança amplia a circulação de jogadores e oferece novas alternativas para equipes que precisam corrigir rumos durante a temporada.

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Brasileirão

Vitória volta ao Top 5 do crescimento digital e reforça força da torcida nas redes sociais

Classificação na Copa do Brasil impulsiona desempenho do Rubro-Negro, que registra seu melhor resultado digital dos últimos anos

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O bom momento vivido pelo Vitória dentro de campo também começa a aparecer fora das quatro linhas. Após três anos sem figurar entre os clubes brasileiros com maior crescimento mensal nas redes sociais, o Rubro-Negro voltou ao Top 5 do Ranking Digital dos Clubes Brasileiros, divulgado pelo IBOPE Repucom.

Em maio, o clube conquistou cerca de 24 mil novos inscritos em suas plataformas digitais, alcançando o quarto melhor desempenho do país no período. O resultado foi impulsionado principalmente pelo Instagram, responsável por aproximadamente 14 mil novos seguidores.

O crescimento coincide com a classificação do Vitória para as oitavas de final da Copa do Brasil, fator que ampliou a exposição da equipe e estimulou o engajamento da torcida nas redes. Mais do que números, o desempenho revela como resultados esportivos seguem influenciando diretamente a presença digital dos clubes brasileiros.

O avanço também teve impacto no ranking geral. Com o novo desempenho, o Vitória recuperou a 16ª colocação nacional em número de seguidores, posição que estava com o Fortaleza desde o fim de 2025.

Segundo o levantamento, maio registrou o menor crescimento digital do futebol brasileiro em 2026. Um dos fatores apontados foi a redução da base de usuários do Instagram após mudanças nos sistemas de moderação da Meta, que resultaram em bloqueios e exclusões de contas em larga escala.

Mesmo diante desse contexto, o Vitória conseguiu ampliar sua audiência e se destacar nacionalmente. O feito ajuda a medir não apenas o alcance da marca do clube, mas também o nível de mobilização de sua torcida, especialmente em momentos de maior competitividade esportiva.

No futebol contemporâneo, as redes sociais deixaram de ser apenas canais de comunicação. Elas se transformaram em espaços estratégicos para relacionamento com torcedores, fortalecimento institucional e geração de receitas. Nesse aspecto, o crescimento do Vitória sinaliza uma alavancada também no ambiente digital.

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Copa do Mundo

Brasil chega à Copa com desgaste controlado e vê condição física como trunfo na busca pelo hexa

Levantamento aponta Seleção Brasileira entre as menos desgastadas entre os principais favoritos ao título mundial

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Quando o assunto é Copa do Mundo, talento e organização tática costumam dominar os debates. Mas existe um fator cada vez mais decisivo no futebol moderno: a condição física dos atletas. Com o calendário internacional marcado pelo excesso de partidas, chegar ao Mundial com jogadores menos desgastados pode representar uma vantagem importante ao longo da competição.

Um levantamento realizado pelo Bolavip Brasil mostrou que a Seleção Brasileira desembarca nos Estados Unidos com uma carga de minutos inferior à de algumas das principais candidatas ao título, como França, Inglaterra, Portugal, Alemanha e Espanha. Somados, os 26 convocados por Carlo Ancelotti acumularam pouco mais de 87 mil minutos em campo entre agosto de 2025 e o fim de maio deste ano.

O número coloca o Brasil na sexta posição entre as 11 seleções analisadas. A França lidera o ranking de desgaste, com mais de 94 mil minutos acumulados por seus convocados, seguida por Inglaterra, Portugal, Alemanha e Espanha.

Os dados ajudam a explicar um cenário que preocupa treinadores em grandes torneios. Com temporadas cada vez mais longas e intensas, a recuperação física passou a ser tão importante quanto a preparação técnica. Em competições de tiro curto, como a Copa do Mundo, o desgaste acumulado pode influenciar rendimento, aumentar o risco de lesões e impactar diretamente o desempenho nos momentos decisivos.

Isso não significa, porém, que o Brasil esteja livre de alertas. Alguns dos principais nomes da equipe chegam ao torneio após uma temporada de alta exigência. O zagueiro Léo Pereira, do Flamengo, aparece como o segundo jogador com mais minutos acumulados entre os atletas das seleções analisadas, superado apenas pelo holandês Virgil van Dijk. Entre os titulares brasileiros, Vinícius Júnior e Gabriel Magalhães também figuram entre os mais utilizados ao longo do ciclo.

Por outro lado, a presença de um grupo relativamente menos desgastado reforça uma das características buscadas por Carlo Ancelotti desde que assumiu a Seleção: a construção de um elenco equilibrado, capaz de suportar a intensidade de uma competição que agora reúne 48 seleções e exige ainda mais profundidade no banco de reservas.

Para o torcedor brasileiro, e especialmente para o baiano que está na torcida pelo volante Danilo Santos, a informação surge como mais um elemento de otimismo. Afinal, em uma Copa do Mundo, chegar fisicamente mais inteiro do que alguns concorrentes pode ser uma vantagem silenciosa na corrida pelo tão sonhado hexacampeonato.

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