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Na saúde

Consumo de proteínas cresce no Brasil e muda hábitos alimentares

Entenda como a busca por saúde e praticidade impulsiona novas formas de ingestão do nutriente

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A proteína deixou de ser um item restrito ao universo esportivo e ganhou espaço na rotina de consumidores com diferentes perfis. Seja para manter energia ao longo do dia, favorecer a recuperação muscular ou garantir saciedade, o nutriente se tornou pilar da alimentação equilibrada e vem moldando tendências no mercado brasileiro.

Hoje, a presença da proteína em refeições e lanches está associada não apenas à performance física, mas também à prevenção de doenças crônicas, ao controle do apetite e à manutenção da massa magra. Esse novo comportamento abriu espaço para formatos práticos e funcionais, como as bebidas proteicas prontas para consumo.

Um exemplo é o Shake Protein, lançado recentemente pela Plant Power em parceria com A Tal da Castanha. O produto traz 15g de proteína vegetal por porção, fibras, baixo teor de gordura e uma formulação livre de aditivos artificiais. Além de atender veganos, vegetarianos e pessoas com restrições alimentares, aposta em ingredientes como proteína de ervilha e castanha-de-caju, aliados a opções de adoçantes naturais.

De acordo com o nutricionista Valden Capistrano, a proteína de ervilha possui perfil aminoacídico completo, essencial para a síntese e reparação muscular, enquanto a polidextrose auxilia na regulação intestinal e no controle do apetite.

Hoje é possível encontrar diversas marcas de bebidas que oferecem a proteína pronta para consumo em formato de shakes. O crescimento desse mercado revela uma mudança cultural: a proteína, antes associada apenas à academia, hoje está no cardápio de quem busca praticidade e equilíbrio alimentar.

Na saúde

Prática esportiva cresce no Brasil e muda relação com desempenho e recuperação

Busca por constância nos treinos impulsiona mercado de suplementação e amplia debate sobre saúde

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O aumento da prática esportiva no Brasil tem provocado mudanças não apenas na rotina dos brasileiros, mas também na forma como saúde, desempenho e recuperação física são encarados. Segundo levantamento do Datafolha divulgado em 2025, mais da metade da população acima dos 16 anos já pratica algum tipo de atividade física, movimento que fortalece um mercado antes restrito aos atletas de alto rendimento.

A suplementação esportiva, por exemplo, passou a ocupar espaço no cotidiano de pessoas comuns que buscam manter regularidade nos treinos, melhorar o condicionamento físico e reduzir os impactos do desgaste corporal. O fenômeno acompanha uma mudança cultural que também pode ser percebida em Salvador, onde cresce a ocupação da orla, praças, academias ao ar livre, e quadras de esportes coletivos.

“A suplementação deixou de ser associada apenas à alta performance e passou a fazer parte da rotina de pessoas que buscam constância, recuperação e qualidade de vida. O mercado evoluiu junto com esse consumidor, que hoje entende a nutrição esportiva como uma ferramenta estratégica para sustentar desempenho e bem-estar no longo prazo”, aponta Gustavo Cadurim, farmacêutico e CEO da Yosen, empresa de base científica ligada à Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em Ribeirão Preto.

Nesse cenário, ganha força um debate importante: não basta apenas consumir suplementos, é preciso entender como o organismo absorve esses nutrientes. A chamada biodisponibilidade virou palavra-chave no setor e direciona novas tecnologias voltadas à eficiência da absorção de vitaminas, minerais e compostos ligados à recuperação física.

O movimento acompanha a evolução do próprio esporte contemporâneo. Em um cenário de rotina acelerada e pouco tempo disponível, cresce a procura por soluções práticas que ajudem a sustentar a frequência nos treinos sem comprometer a saúde. A lógica da recuperação passa a ser quase tão importante quanto a do esforço. Segundo o médico do esporte Paulo Puccinelli, a suplementação também tem papel relevante na adaptação do organismo ao treino e na manutenção da saúde.

“Vitaminas e minerais ajudam no processo de recuperação, na resposta ao esforço físico e contribuem para a performance, especialmente quando associados a uma rotina equilibrada de treino, alimentação e descanso”

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que suplementação não substitui alimentação equilibrada, descanso e acompanhamento profissional. O crescimento do mercado também exige atenção para excessos, promessas milagrosas e consumo sem orientação adequada.

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Na saúde

Caminhada ganha força como alternativa simples contra o sedentarismo e doenças vasculares

Especialistas apontam que regularidade da prática pode melhorar circulação, reduzir riscos cardíacos e transformar a rotina

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Em um país onde o sedentarismo ainda faz parte da rotina de milhões de pessoas, a caminhada aparece como uma das formas mais acessíveis e eficazes de iniciar uma mudança de hábito. Mais do que atividade física básica, caminhar regularmente passou a ser tratado por especialistas como uma ferramenta importante de prevenção contra doenças cardiovasculares e problemas circulatórios.

A Organização Mundial da Saúde considera a inatividade física um dos principais fatores de risco para a saúde vascular. Já a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada para garantir benefícios ao organismo.

Na prática, isso pode significar apenas 30 minutos de caminhada em cinco dias da semana. Um tempo relativamente curto, mas suficiente para ajudar na redução da pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea e diminuir riscos ligados a trombose, varizes e outras doenças crônicas.

Em cidades como Salvador, onde praias, orlas e parques favorecem atividades ao ar livre, a caminhada também se conecta à ocupação dos espaços públicos e à busca por qualidade de vida. Ainda assim, especialistas alertam que o maior desafio não é começar; mas sim manter a regularidade.

A lógica é simples: constância vale mais do que intensidade inicial. Para quem passou muito tempo sedentário, a recomendação é iniciar com percursos leves e aumentar o ritmo gradualmente, permitindo adaptação física sem sobrecarga.

Outro ponto destacado pelos profissionais de saúde envolve hábitos complementares. Hidratação, alongamento e escolha adequada do calçado influenciam diretamente no conforto e na prevenção de lesões.

O uso de meias de compressão também aparece como aliado importante, especialmente para pessoas que sofrem com sensação de pernas pesadas ou problemas circulatórios. A pressão externa controlada auxilia o trabalho das válvulas venosas e evita a sensação de pernas pesadas.

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Na saúde

Nordeste lidera prática esportiva no Brasil e expõe desigualdades regionais no acesso ao movimento

Entenda como a região mais ativa ainda enfrenta barreiras estruturais para manter a população em movimento

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O Nordeste aparece como a região mais ativa do Brasil quando o assunto é prática esportiva. Segundo levantamento recente feito pela Decathlon em parceria com a Consumoteca, 53% da população nordestina mantém uma rotina de exercícios, índice superior ao de todas as outras regiões do país. No outro extremo, o Sul concentra os maiores níveis de sedentarismo, com apenas 34% de pessoas ativas.

93% dos brasileiros dizem querer praticar atividade física. Os números ajudam a entender um país que, embora demonstre vontade de se movimentar, ainda encontra dificuldade para transformar esse desejo em rotina, já que apenas 44% conseguem manter frequência regular.

No caso nordestino, o dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo contexto. A região lidera mesmo enfrentando limitações históricas de infraestrutura e renda, o que reforça o papel do esporte como prática cultural e social, muitas vezes construída em espaços públicos e coletivos.

Ainda assim, os desafios existem. A falta de motivação aparece como principal barreira (43%), seguida por questões como tempo e custo. Neste último ponto, o Nordeste registre o menor impacto entre todas as regiões. Isso indica uma adaptação da população a práticas mais acessíveis, muitas vezes fora de ambientes pagos.

Quando o olhar se amplia, surgem contrastes importantes. Regiões como Sudeste e Sul, com maior acesso a academias e estruturas privadas, apresentam índices menores de prática regular. O dado sugere que o acesso, por si só, não garante engajamento. Fatores como rotina, pressão profissional e gestão do tempo pesam diretamente.

Outro ponto relevante está na forma como o esporte se encaixa na vida das pessoas. No Nordeste, 66% preferem uma rotina que permita se exercitar, mesmo que isso signifique abrir mão de ganhos financeiros maiores. É um indicativo de que o movimento já ocupa um espaço importante no cotidiano, ainda que de forma não estruturada.

A pesquisa também mostra que o impacto do esporte é percebido de maneira relativamente homogênea entre as regiões, mas com nuances. No Nordeste, 66% afirmam já ter vivido transformações pessoais por meio da prática, um índice próximo da média nacional.

No fim, os dados reforçam um cenário conhecido, mas pouco debatido: o Brasil não tem uma única realidade esportiva. E, para o público baiano, isso é ainda mais evidente. O protagonismo do Nordeste na prática esportiva convive com desafios estruturais que exigem políticas públicas, acesso e continuidade.

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