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Nos campos

Copa 2 de Julho 2025 é lançada com presença da Seleção Brasileira

Maior torneio Sub-15 do Brasil chega à 15ª edição valorizando base e interiorização do futebol

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A bola vai rolar na 15ª edição da Copa 2 de Julho, maior torneio sub-15 do país, com o propósito renovado de revelar talentos, integrar territórios da Bahia e internacionalizar o futebol de base. O campeonato, promovido pela Sudesb (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia), começa nesta quarta-feira (2), feriado da Independência da Bahia, e se estende até o dia 13, com jogos na capital e na Região Metropolitana de Salvador.

A cerimônia de lançamento foi no Estádio de Pituaçu e contou com a presença da Seleção Brasileira Sub-15, que inclusive será protagonista da partida inaugural simbólica contra o Galícia, às 10h30. Logo antes, às 9h, o mesmo palco recebe o confronto entre Dom Macedo e a Seleção Scout, da Bolívia — uma das três equipes internacionais confirmadas, ao lado do Rebaño Chivas (México) e Club Desportivo (Equador).

Entenda o formato da competição e quem participa

O formato da competição tem uma característica democrática: dos 256 times que disputaram as fases classificatórias, 16 seleções municipais garantiram vaga na etapa nacional, agora ao lado de clubes de elite como Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Bahia, Vitória, Atlético-MG, Botafogo, Ceará e Goiás (atual campeão).

Este ano, os jogos ocorrerão em oito praças esportivas, com destaque para os CTs de Bahia e Vitória, a Vila Canária, os estádios municipais de Lauro de Freitas e Cachoeira e, claro, Pituaçu — agora com nova iluminação em LED testada justamente pelo time canarinho. A presença de seleções municipais como Irecê, Guanambi, Itapicuru e Ribeira do Pombal reforça a política de descentralização do esporte. Além disso, equipes como Catuense, Leônico, Jacobina e SSA Futebol Clube representam o futebol baiano em diferentes escalas.

Confira os grupos da Copa 2 de Julho

Grupo A – Estádio de Pituaçu: Dom Macedo-BA, Galícia-BA, Jacobina-BA, Seleção Brasileira e Seleção Scout-BOL
Grupo B – Estádio de Pituaçu: Botafogo-RJ, Conquista-BA, Estrela de Março-BA, Itabuna-BA e Palmeiras-SP
Grupo C – Estádio Municipal de Lauro de Freitas: Itaberaba-BA, Rebaño Chivas-MEX, Santa Rita de Cássia-BA, Seleção de Lauro de Freitas-BA e SSA-BA
Grupo D – CT do Bahia: Dias D’Ávila: Atlântico-BA, Atlético-MG, Bahia, Catu-BA e Eunápolis-BA
Grupo E – Estádio de Itinga: Camaçariense-BA, Ceará-CE, Iramaia-BA, Itapicuru-BA e Jacuipense-BA
Grupo F – Vila Canária: Cruzeiro-MG, Guanambi-BA, Santos-SP, Senhor do Bonfim-BA e Ypiranga-BA
Grupo G – Estádio Municipal de Cachoeira: Catuense-BA, Irecê-BA, Leônico-BA, Paratinga-BA e Seleção de Cachoeira-BA
Grupo H – CT do Vitória: Club Desportivo-EQU, Goiás-GO, Itagibá-BA, Ribeira do Pombal-BA e Vitória

Nos campos

Vitória reage contra arbitragem após derrota e aumenta pressão na CBF

Clube promete entrar com representação junto à CBF e diretoria ataca comissão de árbitros

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A derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, fora de casa, não terminou com o apito final para o Vitória. O clube deixou o campo com críticas contundentes à arbitragem e anunciou que vai formalizar uma nova representação junto à CBF, ampliando um movimento que já vinha desde jogos anteriores.

O principal ponto de contestação foi o pênalti marcado ainda no primeiro tempo, considerado inexistente pelos jogadores e pela comissão técnica. O lance gerou reação imediata, com o zagueiro Cacá afirmando que houve valorização do contato por parte do adversário.

Além disso, o Vitória questiona decisões disciplinares ao longo da partida. O clube entende que houve falhas graves de critério, especialmente em dois lances que, na avaliação interna, eram passíveis de expulsão e terminaram apenas com cartões amarelos, sem revisão do VAR.

A insatisfação foi além do campo. O técnico Jair Ventura cobrou o uso mais efetivo da tecnologia, enquanto o presidente Fábio Mota adotou um tom mais direto ao criticar a condução da arbitragem e a própria estrutura da comissão responsável.

Em nota, o clube detalha os lances contestados e afirma ter sido prejudicado pela segunda partida consecutiva, o que motivou a decisão de acionar formalmente o Comitê de Arbitragem. Dentro de campo, o resultado mantém o Vitória sem vencer como visitante e estacionado na parte intermediária da tabela, com 15 pontos.

Veja nota divulgada pelo Vitória

O Esporte Clube Vitória vem a público expressar sua profunda insatisfação com a atuação da arbitragem no jogo de hoje contra o Athletico-PR, em especial com o árbitro de campo, Sr. Bruno Arleu de Araújo, e o árbitro de vídeo, Sr. Rodrigo Nunes de Sá.

Nosso clube relata as seguintes ocorrências:

* Aos 7 minutos, nosso atleta Zé Vitor foi agredido com um chute enquanto estava no chão. O árbitro aplicou apenas cartão amarelo e o VAR não interveio.

* Aos 30 minutos, foi marcado um pênalti para o Athletico-PR em um lance onde nosso zagueiro não cometeu carga faltosa no atacante adversário. Novamente, o VAR não recomendou a revisão.

* Aos 21 minutos do segundo tempo, o zagueiro adversário atingiu o atacante Renê com um carrinho violento, visando apenas a perna do nosso jogador. Mais uma vez, o árbitro limitou-se ao cartão amarelo, sem revisão do VAR.

Diante do exposto, o Esporte Clube Vitória informa que, pelo segundo jogo consecutivo, formalizará uma representação junto ao Comitê de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol e de Competições.

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Brasileirão

Bahia reage na Fonte Nova, busca empate com o Santos e mostra força após pressão

Tricolor sofre dois gols de pênalti, mas reage no segundo tempo com Luciano Juba e Willian José

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O Bahia evitou mais um resultado negativo e arrancou um empate por 2 a 2 com o Santos, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em um jogo dividido em dois momentos bem distintos. Após sair vaiado no primeiro tempo, o time reagiu na etapa final e encontrou forças para buscar o resultado diante da sua torcida.

A primeira metade do jogo expôs fragilidades. O Bahia até tentou pressionar no início, mas viu o Santos assumir o controle com marcação alta e transições rápidas. Mais eficiente, o time paulista aproveitou dois lances de pênalti, convertidos por Rollheiser, para abrir vantagem. O Tricolor ainda acertou o travessão com Erick Pulga, mas saiu para o intervalo sob desconfiança.

A resposta veio com mudanças e postura diferente. O Bahia voltou mais agressivo, empurrando o adversário para o campo de defesa e apostando em volume de jogo, principalmente pelos lados. A pressão demorou, mas surtiu efeito.

O primeiro gol saiu em bonita cobrança de falta de Luciano Juba, que recolocou o time na partida. A partir daí, o cenário mudou. Com mais confiança, o Bahia seguiu insistindo até chegar ao empate com Willian José, de cabeça, após cruzamento de Erick Pulga.

O empate ainda poderia ter se transformado em virada, mas faltou precisão no momento final. Mesmo assim, o resultado ganha peso pelo contexto: o Bahia vinha de derrota na Copa do Brasil e precisava dar uma resposta imediata. O time mostrou capacidade de reação, mas também evidenciou problemas defensivos e dificuldade em sustentar regularidade ao longo dos 90 minutos.

Com 21 pontos e ainda entre os primeiros colocados, o Bahia segue competitivo, mas o desempenho reforça a necessidade de equilíbrio. A recuperação no segundo tempo anima, mas o início irregular indica que há ajustes urgentes para sustentar a briga na parte de cima da tabela.

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No estilo

Fluminense de Feira lança uniforme e aproxima futebol da literatura do sertão baiano

Touro do Sertão transforma identidade cultural em narrativa dentro e fora de campo

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O Fluminense de Feira apresentou sua nova coleção de uniformes para a Série B do Campeonato Baiano 2026 com uma proposta que vai além do futebol. Com o conceito “O Sertão Não Se Rende”, o clube aposta na valorização da cultura local como parte da sua identidade esportiva.

O lançamento traz uma homenagem direta a dois nomes da literatura feirense: Antonio Brasileiro e Roberval Pereyr.

O ensaio da campanha foi realizado no Museu Casa do Sertão, em Feira de Santana, espaço que carrega a memória da região e dialoga com a proposta do projeto. Ao reunir jogadores e artistas no mesmo ambiente, o clube constrói uma narrativa que aproxima esporte e literatura em torno de uma mesma identidade. Isso insere o clube em um movimento mais amplo de conexão com o território, reforçando o papel do futebol como plataforma de expressão cultural.

A iniciativa também revela uma tentativa de reposicionamento. Em um cenário onde muitos clubes ainda limitam suas ações ao campo esportivo, o Fluminense de Feira busca se afirmar como agente cultural, valorizando referências que, muitas vezes, ficam à margem do grande público.

Os próprios homenageados destacam esse ponto. A valorização da arte local aparece como um caminho para ampliar o alcance da literatura e criar novos pontos de contato com a população, algo que o futebol, pela sua capilaridade, consegue potencializar.

Ao incorporar elementos culturais à sua comunicação, o Fluminense de Feira reforça vínculos com a comunidade e constrói uma identidade que não depende apenas de resultados dentro de campo.

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