Conecte-se com nossas redes

Nos campos

Cruzeiro x Bahia: tricolor arranca empate

Raposa sai na frente com Gabriel Veron e Bahia iguala com Lucho Rodríguez

Publicado

em

Um empate com sabor de triunfo ou derrota? Nenhum dos dois. Foi um empate clássico, que no fim das contas é ruim para os dois times. O Bahia dorme na sexta posição, com 46 pontos, mas pode ser ultrapassado pelo Internacional, que joga neste sábado (19). O Cruzeiro segue em oitavo, com 44 pontos.

Na partida contra o Cruzeiro, válida pela 30ª rodada do Brasileirão, o Bahia entrou em campo com mudanças forçadas por suspensões. Gilberto e Biel ganharam vaga no time titular, substituindo Arias e Caio Alexandre. A volta de Biel, após dois meses afastado devido a lesão, era uma das apostas do técnico Rogério Ceni, mas o atacante mostrou sinais de falta de ritmo nos primeiros momentos da partida.

A estratégia do Bahia, inicialmente, funcionou bem, com o time aproveitando espaços pelo lado direito da defesa cruzeirense. No entanto, o Cruzeiro, comandado por Matheus Pereira, ameaçou com uma sequência de jogadas rápidas. A defesa baiana foi salva por boas intervenções do goleiro Marcos Felipe, enquanto o Bahia tentava responder com investidas de Thaciano e Biel, este último com uma finalização perigosa que quase abriu o placar.

O jogo foi marcado por “polêmicas” envolvendo dois gols anulados. O Bahia chegou a balançar as redes com Thaciano, após cruzamento de Everton Ribeiro, mas o VAR anulou o gol por impedimento. O Cruzeiro também teve um gol anulado, marcado por Kaio Jorge, que também estava em posição irregular.

O placar só foi aberto aos 15 minutos do segundo tempo, quando Gabriel Veron, em grande estilo, marcou após belo passe de Matheus Pereira, que completou sua 14ª assistência na temporada. O Bahia, então, se viu obrigado a reagir. Rogério Ceni colocou Ademir e Lucho Rodríguez em campo, o que mudou a dinâmica do time. A troca deu resultado: Ademir arrancou pela direita e cruzou para Lucho na segunda trave. O jovem uruguaio completou de primeira, garantindo o empate em 1 a 1.

O jogo foi de altos e baixos, com momentos de brilhos individuais, como os dois goleiros, além de Matheus Pereira, que segue como um dos melhores assistentes do Brasileirão. Já o Bahia, embora tenha mostrado poder de reação, segue precisando ajustar seu sistema defensivo e melhorar o desempenho nas finalizações para seguir buscando o sonho da vaga na Libertadores.

Bahia: Marcos Felipe; Gilberto, Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba (Iago); Jean Lucas, Thaciano (Thaciano), Everton Ribeiro e Cauly (Ademir); Biel (Ratão) e Everaldo (Luciano Rodríguez).
Técnico: Rogério Ceni.

Cruzeiro: Cássio; William, Zé Ivaldo, Lucas Villalba e Marlon; Lucas Romero, Walace (Peralta) e Álvaro Barreal; Gabriel Veron (M. Vital), Matheus Pereira e Kaio Jorge.
Técnico: Fernando Diniz.

Público: 34.473
Renda: R$ 1.197.697,60

Nos campos

Vitória reage contra arbitragem após derrota e aumenta pressão na CBF

Clube promete entrar com representação junto à CBF e diretoria ataca comissão de árbitros

Publicado

em

A derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, fora de casa, não terminou com o apito final para o Vitória. O clube deixou o campo com críticas contundentes à arbitragem e anunciou que vai formalizar uma nova representação junto à CBF, ampliando um movimento que já vinha desde jogos anteriores.

O principal ponto de contestação foi o pênalti marcado ainda no primeiro tempo, considerado inexistente pelos jogadores e pela comissão técnica. O lance gerou reação imediata, com o zagueiro Cacá afirmando que houve valorização do contato por parte do adversário.

Além disso, o Vitória questiona decisões disciplinares ao longo da partida. O clube entende que houve falhas graves de critério, especialmente em dois lances que, na avaliação interna, eram passíveis de expulsão e terminaram apenas com cartões amarelos, sem revisão do VAR.

A insatisfação foi além do campo. O técnico Jair Ventura cobrou o uso mais efetivo da tecnologia, enquanto o presidente Fábio Mota adotou um tom mais direto ao criticar a condução da arbitragem e a própria estrutura da comissão responsável.

Em nota, o clube detalha os lances contestados e afirma ter sido prejudicado pela segunda partida consecutiva, o que motivou a decisão de acionar formalmente o Comitê de Arbitragem. Dentro de campo, o resultado mantém o Vitória sem vencer como visitante e estacionado na parte intermediária da tabela, com 15 pontos.

Veja nota divulgada pelo Vitória

O Esporte Clube Vitória vem a público expressar sua profunda insatisfação com a atuação da arbitragem no jogo de hoje contra o Athletico-PR, em especial com o árbitro de campo, Sr. Bruno Arleu de Araújo, e o árbitro de vídeo, Sr. Rodrigo Nunes de Sá.

Nosso clube relata as seguintes ocorrências:

* Aos 7 minutos, nosso atleta Zé Vitor foi agredido com um chute enquanto estava no chão. O árbitro aplicou apenas cartão amarelo e o VAR não interveio.

* Aos 30 minutos, foi marcado um pênalti para o Athletico-PR em um lance onde nosso zagueiro não cometeu carga faltosa no atacante adversário. Novamente, o VAR não recomendou a revisão.

* Aos 21 minutos do segundo tempo, o zagueiro adversário atingiu o atacante Renê com um carrinho violento, visando apenas a perna do nosso jogador. Mais uma vez, o árbitro limitou-se ao cartão amarelo, sem revisão do VAR.

Diante do exposto, o Esporte Clube Vitória informa que, pelo segundo jogo consecutivo, formalizará uma representação junto ao Comitê de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol e de Competições.

Continue Lendo

Brasileirão

Bahia reage na Fonte Nova, busca empate com o Santos e mostra força após pressão

Tricolor sofre dois gols de pênalti, mas reage no segundo tempo com Luciano Juba e Willian José

Publicado

em

O Bahia evitou mais um resultado negativo e arrancou um empate por 2 a 2 com o Santos, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em um jogo dividido em dois momentos bem distintos. Após sair vaiado no primeiro tempo, o time reagiu na etapa final e encontrou forças para buscar o resultado diante da sua torcida.

A primeira metade do jogo expôs fragilidades. O Bahia até tentou pressionar no início, mas viu o Santos assumir o controle com marcação alta e transições rápidas. Mais eficiente, o time paulista aproveitou dois lances de pênalti, convertidos por Rollheiser, para abrir vantagem. O Tricolor ainda acertou o travessão com Erick Pulga, mas saiu para o intervalo sob desconfiança.

A resposta veio com mudanças e postura diferente. O Bahia voltou mais agressivo, empurrando o adversário para o campo de defesa e apostando em volume de jogo, principalmente pelos lados. A pressão demorou, mas surtiu efeito.

O primeiro gol saiu em bonita cobrança de falta de Luciano Juba, que recolocou o time na partida. A partir daí, o cenário mudou. Com mais confiança, o Bahia seguiu insistindo até chegar ao empate com Willian José, de cabeça, após cruzamento de Erick Pulga.

O empate ainda poderia ter se transformado em virada, mas faltou precisão no momento final. Mesmo assim, o resultado ganha peso pelo contexto: o Bahia vinha de derrota na Copa do Brasil e precisava dar uma resposta imediata. O time mostrou capacidade de reação, mas também evidenciou problemas defensivos e dificuldade em sustentar regularidade ao longo dos 90 minutos.

Com 21 pontos e ainda entre os primeiros colocados, o Bahia segue competitivo, mas o desempenho reforça a necessidade de equilíbrio. A recuperação no segundo tempo anima, mas o início irregular indica que há ajustes urgentes para sustentar a briga na parte de cima da tabela.

Continue Lendo

No estilo

Fluminense de Feira lança uniforme e aproxima futebol da literatura do sertão baiano

Touro do Sertão transforma identidade cultural em narrativa dentro e fora de campo

Publicado

em

O Fluminense de Feira apresentou sua nova coleção de uniformes para a Série B do Campeonato Baiano 2026 com uma proposta que vai além do futebol. Com o conceito “O Sertão Não Se Rende”, o clube aposta na valorização da cultura local como parte da sua identidade esportiva.

O lançamento traz uma homenagem direta a dois nomes da literatura feirense: Antonio Brasileiro e Roberval Pereyr.

O ensaio da campanha foi realizado no Museu Casa do Sertão, em Feira de Santana, espaço que carrega a memória da região e dialoga com a proposta do projeto. Ao reunir jogadores e artistas no mesmo ambiente, o clube constrói uma narrativa que aproxima esporte e literatura em torno de uma mesma identidade. Isso insere o clube em um movimento mais amplo de conexão com o território, reforçando o papel do futebol como plataforma de expressão cultural.

A iniciativa também revela uma tentativa de reposicionamento. Em um cenário onde muitos clubes ainda limitam suas ações ao campo esportivo, o Fluminense de Feira busca se afirmar como agente cultural, valorizando referências que, muitas vezes, ficam à margem do grande público.

Os próprios homenageados destacam esse ponto. A valorização da arte local aparece como um caminho para ampliar o alcance da literatura e criar novos pontos de contato com a população, algo que o futebol, pela sua capilaridade, consegue potencializar.

Ao incorporar elementos culturais à sua comunicação, o Fluminense de Feira reforça vínculos com a comunidade e constrói uma identidade que não depende apenas de resultados dentro de campo.

Continue Lendo

Mais lidas