Quando Barcelona e Real Madrid se enfrentam, o mundo do futebol para. Mas há um detalhe que sempre acompanha essa rivalidade: o toque brasileiro. Desde os anos 1930, o Brasil é parte inseparável da história de El Clásico, com mais de 60 atletas que ajudaram a transformar o duelo em um espetáculo de técnica, drible e emoção.
O pioneiro foi Fernando Giudicelli, primeiro brasileiro a jogar pelo Real Madrid, em 1935. Pouco depois, Lucídio da Silva inaugurou a presença nacional no Barcelona, em 1948. Mas foi com Evaristo de Macedo que a influência verde e amarela ganhou contornos épicos. O baiano fez história com as duas camisas — algo raríssimo — e abriu caminho para gerações que fariam o mesmo confronto sob novas cores.
De Romário e Rivaldo a Ronaldinho Gaúcho, que redefiniu o encantamento do futebol catalão, o Brasil se tornou sinônimo de espetáculo no Camp Nou. No lado madrilenho, a herança é igualmente rica: Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno, Kaká, Casemiro e Marcelo transformaram o Real Madrid em um território de conquistas e carisma tropical.
Assim como Evaristo, o atacante Ronaldo também brilhou nos dois clubes (Foto: Divulgação | La Liga)
Hoje, a nova geração mantém o legado vivo. Vinícius Júnior, artilheiro brasileiro da história do clássico com sete gols, e Rodrygo, parceiro de ataque e símbolo de uma era global, seguem protagonistas sob o comando de Xabi Alonso. Do outro lado, Raphinha representa o novo talento do Barcelona, que busca retomar o brilho técnico dos tempos de Ronaldinho e Neymar.
O El Clásico deste domingo (26), às 12h15 (horário de Brasília), promete mais do que um confronto pela liderança da LALIGA EA SPORTS — com o Real Madrid à frente e o Barcelona embalado após vitória sobre o Girona. Promessa de jogão.
Confira a lista completa de brasileiros que atuaram por Real Madrid e Barcelona ao longo da história:
Fernando Giudicelli (Real Madrid) – Década de 1930 Lucídio da Silva (Barcelona) – Década de 1940
Evaristo de Macedo (Barcelona e Real Madrid) – Década de 1950/60
Canário (Real Madrid) – Década de 1950/60
Didi (Real Madrid) – Década de 1950/60
Marinho Peres (Barcelona) – Década de 1970
Roberto Dinamite (Barcelona) – Década de 1980
Aloísio (Barcelona) – Década de 1980/90
Ricardo Rocha (Real Madrid) – Década de 1990
Vítor (Real Madrid) – Década de 1990
Romário (Barcelona) – Década de 1990
Roberto Carlos (Real Madrid) Década de 1990/ Anos 2000
Rivaldo (Barcelona) – Década de 1990/ Anos 2000
Júlio César (Real Madrid) – Década de 1990/ Anos 2000
Ronaldo (Barcelona e Real Madrid) – Década de 1990/ Anos 2000
Giovanni (Barcelona) – Década de 1990
Flávio Conceição (Real Madrid) – Anos 2000
Zé Roberto (Real Madrid) – Década de 1990/ Anos 2000
Sonny Anderson (Barcelona) – Década de 1990
Sávio (Real Madrid) – Década de 1990/ 2000
Rodrigo Fabri (Real Madrid) – Década de 1990/ 2000
Fábio Rochemback (Barcelona) – Década de 2000
Geovanni (Barcelona) – Década de 2000
Sylvinho (Barcelona) – Década de 2000
Juliano Belletti (Barcelona) – Década de 2000
Dani Alves (Barcelona) – Década de 2000/10
Ronaldinho (Barcelona) – Década de 2000
Júlio Baptista (Real Madrid) – Década de 2000
Edmílson (Barcelona) – Década de 2000
Robinho (Real Madrid) – Década de 2000
Cicinho (Real Madrid) – Década de 2000
Emerson (Real Madrid) – Década de 2000
Marcelo (Real Madrid) – Década de 2000/10/20
Kaká (Real Madrid) – Década de 2000/10
Rafinha (Barcelona) – Década de 2000/10
Maxwell (Barcelona) – Década de 2000/10
Philippe Coutinho (Barcelona) – Década de 2010
Adriano (Barcelona) – Década de 2010
Casemiro (Real Madrid) – Década de 2010
Fabinho (Real Madrid) – Década de 2010
Neymar (Barcelona) – Década de 2010
Willian José (Real Madrid) – Década de 2010
Douglas (Barcelona) – Década de 2010
Lucas Silva (Real Madrid) – Década de 2010
Danilo (Real Madrid) – Década de 2010
Marlon (Barcelona) – Década de 2010
Neto (Barcelona) – Década de 2010/2020
Paulinho (Barcelona) – Década de 2010
Arthur Melo (Barcelona) – Década de 2010/2020
Malcom (Barcelona) – Década de 2010
Vinícius Júnior (Real Madrid) – Década de 2010/2020
Emerson Royal (Barcelona) – Década de 2010/2020
Éder Militão (Real Madrid) – Década de 2010/2020
Rodrygo (Real Madrid) – Década de 2010/2020
Matheus Fernandes (Barcelona) – Década de/2020
Raphinha (Barcelona) – Década de/2020
Vitor Roque (Barcelona) – Década de/2020
Endrick (Real Madrid) – Década de/2020
Lucas de Vega (Barcelona) – Não atuou em nenhuma partida oficial
Vinícius Tobias (Real Madrid) – Não atuou em nenhuma partida oficial
Morre Arnaldo Menezes, único árbitro baiano a atuar em uma Copa do Mundo
Ex-árbitro assistente participou de quatro partidas no Mundial da França, em 1998, e construiu carreira marcada por decisões nacionais e competições internacionais
A arbitragem baiana perde um de seus principais representantes. Arnaldo Menezes Pinto Filho morreu neste sábado (12), deixando uma trajetória que o colocou na história do futebol do estado: ele foi o único árbitro baiano a trabalhar em uma Copa do Mundo.
Professor de Educação Física, Arnaldo começou a formação na arbitragem em 1982 e entrou para o quadro estadual em 1985, quando atuou pela primeira vez no Campeonato Baiano, na partida entre Botafogo e Catuense. Em 1989, chegou ao quadro nacional, estreando em uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro.
A carreira internacional começou em 1995, no jogo entre Corinthians e Botafogo. A partir daí, vieram participações em competições como Copa Libertadores, Eliminatórias, Mundiais de base e Copa do Brasil.
Quatro jogos na Copa de 1998
O momento mais importante da carreira aconteceu na Copa do Mundo da França, em 1998. Aos 42 anos, Arnaldo foi um dos dois representantes da arbitragem brasileira no torneio, ao lado do árbitro mineiro Márcio Rezende de Freitas.
O baiano participou de quatro partidas, incluindo uma das oitavas de final. Antes disso, também havia trabalhado em três jogos do Mundial Sub-17, no Paraguai, e quatro partidas do Mundial Sub-20, na Malásia, incluindo uma oitavas de final.
No futebol brasileiro, esteve em jogos importantes da Copa do Brasil, como a final de 1995 entre Flamengo e Grêmio, além de partidas envolvendo Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro.
Uma carreira construída no detalhe
Arnaldo encerrou a carreira em 2000, na partida entre Vasco da Gama e São Caetano. Ao longo da trajetória, acumulou aproximadamente 300 jogos no quadro da CBF e 200 pela FIFA, segundo o currículo divulgado.
Ele chegou a tentar a carreira como árbitro central, mas desistiu por considerar que seu físico franzino poderia ser uma dificuldade. Encontrou na função de assistente o caminho para alcançar o mais alto nível da arbitragem.
Arnaldo costumava comparar o trabalho do assistente ao de um goleiro: “Ficamos de costas para a torcida e não podemos cometer erros”. A frase resume uma função muitas vezes pouco percebida pelo torcedor. Na linha lateral, decisões tomadas em segundos podem alterar o destino de uma partida.
O Bahia apresenta um novo terceiro uniforme para a temporada 2026 com uma proposta que vai além da estética. Desenvolvida em parceria com a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (FINPAT), a campanha coloca os povos originários como protagonistas da narrativa.
Com o conceito “O Brasil sempre esteve aqui”, o projeto foi construído a partir da participação de lideranças e comunidades indígenas. A proposta procura romper com o modelo tradicional de campanhas que apenas homenageiam povos originários, dando espaço para que suas próprias histórias, culturas e reivindicações sejam apresentadas.
Identidade indígena em campo
A camisa combina azul e dourado e traz uma estampa inspirada nos colares pataxó. O azul representa as águas e o Oceano Atlântico, enquanto o dourado faz referência ao Tawá, o barro, associado às riquezas da terra.
Na estreia, contra o Remo, na segunda-feira (14), pela 27ª rodada do Brasileirão, os jogadores do Bahia terão nas costas nomes de povos indígenas da Bahia, como Pataxó, Tupinambá, Kirirí e Atikum.
Antes da partida, lideranças indígenas também participarão do protocolo no gramado e farão a leitura do manifesto da campanha, acompanhadas por crianças indígenas.
A produção audiovisual foi realizada em territórios indígenas do Extremo Sul da Bahia e da Ilha de Itaparica, com participação de lideranças como a Cacica Inaiê Tupinambá e outros representantes indicados pelas próprias comunidades.
Resistência cultural
O projeto também prevê conteúdos sobre ancestralidade, sustentabilidade, preservação cultural, proteção dos territórios e formação de novas lideranças.
Esse é talvez o ponto mais relevante da iniciativa: a parceria não se limita à criação de uma camisa temática. Ao colocar a FINPAT na construção do conceito e da narrativa, o Bahia busca transformar a ação em uma plataforma permanente de conteúdo e diálogo.
O uniforme ainda é produzido com 100% de poliéster reciclado e utiliza a tecnologia dryCELL, voltada para absorção de umidade e respirabilidade.
A nova camisa já está à venda nos canais oficiais do Bahia e da PUMA. A versão Torcedor custa R$ 369,99, enquanto a versão Jogador sai por R$ 599,99. O modelo infantil custa R$ 329,99.
A Prefeitura de Salvador anunciou um novo pacote de investimentos de R$ 54 milhões para implantação e reforma de 101 campos e quadras esportivas. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira (11), durante a entrega do Campo do Cosmo, em Mussurunga, que recebeu cerca de R$ 1,5 milhão em melhorias.
Dos novos equipamentos, 44 terão grama sintética. Com a conclusão do pacote, a cidade deverá chegar a 160 arenas com esse tipo de piso, segundo a Prefeitura.
Esporte como espaço de convivência
O Campo do Cosmo recebeu, além do gramado sintético, melhorias na drenagem, alambrado, pintura, cobertura lateral e iluminação em LED.
Mais do que uma obra de infraestrutura, a expansão da rede de equipamentos esportivos representa uma tentativa de levar opções gratuitas de lazer e atividade física para diferentes comunidades de Salvador. Campos e quadras também funcionam como pontos de encontro e convivência, especialmente para crianças e adolescentes.
A política pública, no entanto, não termina na entrega da estrutura. Quanto maior a rede, maior também a necessidade de manutenção, programação esportiva e atividades que garantam o uso contínuo dos equipamentos.
160 arenas de grama sintética
Segundo o prefeito Bruno Reis, Salvador será a cidade brasileira com o maior número de campos de grama sintética. A comparação também mostra uma mudança na demanda das comunidades: se antes a principal reivindicação era pela recuperação dos campos e instalação de iluminação, agora cresce a expectativa por estruturas mais completas.
Para além da formação de atletas, o investimento coloca o esporte como ferramenta de saúde, socialização e ocupação dos espaços públicos. O desafio será transformar os R$ 54 milhões anunciados em equipamentos bem cuidados e efetivamente utilizados pela população.