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Nos campos

Morre Arnaldo Menezes, único árbitro baiano a atuar em uma Copa do Mundo

Ex-árbitro assistente participou de quatro partidas no Mundial da França, em 1998, e construiu carreira marcada por decisões nacionais e competições internacionais

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A arbitragem baiana perde um de seus principais representantes. Arnaldo Menezes Pinto Filho morreu neste sábado (12), deixando uma trajetória que o colocou na história do futebol do estado: ele foi o único árbitro baiano a trabalhar em uma Copa do Mundo.

Professor de Educação Física, Arnaldo começou a formação na arbitragem em 1982 e entrou para o quadro estadual em 1985, quando atuou pela primeira vez no Campeonato Baiano, na partida entre Botafogo e Catuense. Em 1989, chegou ao quadro nacional, estreando em uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro.

A carreira internacional começou em 1995, no jogo entre Corinthians e Botafogo. A partir daí, vieram participações em competições como Copa Libertadores, Eliminatórias, Mundiais de base e Copa do Brasil.

Quatro jogos na Copa de 1998

O momento mais importante da carreira aconteceu na Copa do Mundo da França, em 1998. Aos 42 anos, Arnaldo foi um dos dois representantes da arbitragem brasileira no torneio, ao lado do árbitro mineiro Márcio Rezende de Freitas.

O baiano participou de quatro partidas, incluindo uma das oitavas de final. Antes disso, também havia trabalhado em três jogos do Mundial Sub-17, no Paraguai, e quatro partidas do Mundial Sub-20, na Malásia, incluindo uma oitavas de final.

No futebol brasileiro, esteve em jogos importantes da Copa do Brasil, como a final de 1995 entre Flamengo e Grêmio, além de partidas envolvendo Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro.

Uma carreira construída no detalhe

Arnaldo encerrou a carreira em 2000, na partida entre Vasco da Gama e São Caetano. Ao longo da trajetória, acumulou aproximadamente 300 jogos no quadro da CBF e 200 pela FIFA, segundo o currículo divulgado.

Ele chegou a tentar a carreira como árbitro central, mas desistiu por considerar que seu físico franzino poderia ser uma dificuldade. Encontrou na função de assistente o caminho para alcançar o mais alto nível da arbitragem.

Arnaldo costumava comparar o trabalho do assistente ao de um goleiro: “Ficamos de costas para a torcida e não podemos cometer erros”. A frase resume uma função muitas vezes pouco percebida pelo torcedor. Na linha lateral, decisões tomadas em segundos podem alterar o destino de uma partida.

Nos campos

Lula sanciona Lei do Futebol Feminino com medidas para profissionalização e igualdade salarial

Legislação estabelece diretrizes para formação de atletas, proteção à maternidade e combate à discriminação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (28) a Lei nº 15.522, que estabelece diretrizes nacionais e permanentes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A legislação coloca a modalidade como prioridade da política esportiva e cria mecanismos para ampliar a profissionalização e as oportunidades para mulheres.

Entre as principais mudanças está a redução gradual do número de atletas não profissionais nas competições oficiais. Na primeira divisão nacional, cada equipe poderá ter até quatro jogadoras não profissionais; nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, seis; e nas demais competições profissionais, oito. A meta é chegar à profissionalização integral da modalidade, disse o presidente Lula.

“É mais um passo para fortalecer o futebol das mulheres no Brasil e garantir melhores condições para quem está começando, para quem já joga profissionalmente e para quem trabalha dentro e fora de campo.”

A lei também determina que clubes formadores mantenham equipes femininas e garante às organizações que trabalham na formação de jogadoras direitos e benefícios equivalentes aos previstos para o futebol masculino. As atletas deverão ter acesso a condições de desenvolvimento equivalentes, incluindo espaços, equipamentos e profissionais de suporte.

Outro eixo é a proteção das mulheres dentro do futebol. A legislação inclui a maternidade, o combate ao racismo, à discriminação e à violência entre as diretrizes da modalidade e prevê protocolos envolvendo atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras e profissionais de gestão. A igualdade salarial aparece como objetivo de políticas e medidas de incentivo, mas a lei não estabelece equiparação automática entre os salários de homens e mulheres.

A mudança também abre espaço para SAFs voltadas exclusivamente à formação de atletas do futebol feminino. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a legislação ainda prevê que o legado da competição seja incorporado às estratégias nacionais de desenvolvimento da modalidade. O desafio, a partir de agora, é transformar as novas regras em estruturas permanentes de formação, trabalho e oportunidades para as mulheres no futebol.

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Na vida

Gustavo Scarpa transforma indicação de livro em incentivo à leitura de audiolivros

Meio-campista do Atlético-MG se une ao Skeelo para disponibilizar 2 mil vouchers e ampliar o alcance da literatura

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O jogador do Atlético-MG, Gustavo Scarpa, voltou a mostrar que sua relação com os livros ultrapassa o campo das redes sociais. Depois de uma indicação de Tolstói ajudar A Morte de Ivan Ilitch a chegar ao topo das vendas e inspirar um clube de leitura de torcedores do Atlético-MG, o jogador agora participa de uma ação com o Skeelo para incentivar o consumo de audiolivros.

A obra escolhida é Flores para Algernon, de Daniel Keyes, uma das leituras recentes elogiadas por Scarpa. Ao todo, 2 mil vouchers para o audiolivro estarão disponíveis para o público que acompanhar os conteúdos publicados pelo jogador nas redes sociais.

Publicado pela Editora Aleph, o clássico da literatura norte-americana conta a história de Charlie Gordon, que passa por um experimento científico capaz de ampliar sua capacidade cognitiva. A narrativa aborda temas como identidade, relações humanas e a forma como as pessoas enxergam umas às outras.

A iniciativa também mostra como a influência de atletas pode ultrapassar o esporte quando existe identificação com outros interesses. Ao levar a literatura para os espaços digitais e para momentos cotidianos, como deslocamentos e treinos, Scarpa ajuda a transformar uma recomendação pessoal em uma experiência compartilhada, e reforça que o livro também pode encontrar novos caminhos para chegar ao público.

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Negócios

Proibição das bets pode empurrar apostas para o mercado clandestino

Eventual retirada das plataformas legais pode dificultar o controle sobre as apostas online

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Uma eventual proibição das bets no Brasil pode não eliminar o hábito de apostar. Na avaliação do professor de Direito da Faculdade ESEG, Leonardo David Quintiliano, parte dos usuários poderia migrar para plataformas clandestinas, dificultando a fiscalização e criando espaço para a atuação do crime organizado.

O país passou recentemente por um processo de regulamentação das apostas de quota fixa, com regras para autorização, fiscalização e funcionamento das empresas. Para Quintiliano, uma mudança abrupta precisaria considerar que a demanda já existe e não desapareceria simplesmente com a criação de punições.

“Uma extinção abrupta desse mercado pode gerar um mercado paralelo, estimulando sua exploração pelo crime organizado”

Fora do mercado regulado, operadores clandestinos não estão sujeitos às mesmas exigências de controle, o que pode tornar mais difícil acompanhar transações e práticas das plataformas. Por isso, o especialista considera que uma redução gradual do mercado poderia ser discutida como alternativa à interrupção imediata.

Outra possibilidade apontada é a oferta de apostas online pelo próprio poder público, seguindo modelos já utilizados nas loterias. Segundo Quintiliano, a medida poderia combinar arrecadação, acompanhamento dos apostadores e mecanismos de limitação.

A discussão, portanto, vai além de manter ou proibir as bets atuais. O ponto central é o que fazer com uma demanda que já existe e como evitar que ela migre para um ambiente clandestino, com menos controle e fiscalização.

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