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Nas pistas

Rayssa Leal vence STU Pro Tour

Medalhista de bronze em Paris 2024 é campeã do street feminino pelo quarto ano seguido

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O domínio foi Brasileiro no STU Pro Tour: Luigi Cini conquistou o Park, e Rayssa Leal brilhou no Street. Apesar das interrupções causadas pela chuva, Cini garantiu o título ao alcançar 88,11 pontos em sua segunda volta, superando Gui Khury (87 pontos) e Pedro Barros (85,50 pontos), que completaram o pódio.
“Ficamos o dia inteiro nessa apreensão, sem saber se haveria a final, mas graças a Deus aconteceu e estou feliz demais por ter vencido e de ter ao meu lado no pódio meu irmão, o Gui”, afirmou Luigi.

O pódio do paraskate street também foi brazuca. Kauê Augusto conquistou o título, ao receber 79,72. Felipe Nunes terminou em segundo, com 76,00, e uma nota 75,00 deu a terceira posição a David Soares.

Já no feminino, Rayssa Leal fez o que já se esperava. A maranhense de 16 anos brilhou com uma performance sólida, marcando 82,80 pontos. Ela superou a australiana Chloe Covel (79,13) e a espanhola Daniela Terol (75,39). Rayssa comemorou o resultado, destacando que a linha de manobras escolhida foi a mais difícil que já fez em sua carreira.
“Em todas as fases busquei dar o meu melhor e esse algo diferente para o público. Só de estar aqui mais um ano, na mesma pista, e saber que posso fazer mais é muito gratificante”, disse Rayssa Leal.

A “fadinha do skate” saiu de Imperatriz, no Maranhao, para conquistar o mundo. Aos 16 anos tem duas medalhas olímpicas (prata em Tokyo 2020 e bronze em Paris 2024), é bicampeã mundial pela World Skate (2022 e 2024) e pela Street League(também em 2022 e 2023), e ainda bicampeã dos X-Games (2022 e 2023).

Nas pistas

Skatista baiana de 7 anos desponta como promessa e simboliza nova geração do esporte em Salvador

Yayla Lima cresce nas pistas públicas da capital e reforça impacto social do skate entre crianças

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O skate baiano segue revelando novos talentos, e um dos nomes que começa a chamar atenção em Salvador tem apenas 7 anos. Yayla Lima já conquistou o título baiano de Skateboard Street e desponta como uma das promessas da modalidade na capital.

Beneficiária do programa Bolsa Atleta Salvador, a jovem skatista representa uma geração que cresce em meio à expansão dos espaços públicos voltados ao esporte na cidade. Parte importante dessa trajetória passa pela nova pista da Avenida Bonocô, que rapidamente se transformou em ponto de encontro para praticantes de skate de diferentes bairros.

O espaço evidencia uma mudança importante no cenário urbano de Salvador. Em uma cidade historicamente carente de áreas adequadas para modalidades urbanas, pistas públicas acabam funcionando também como espaços de convivência, inclusão e formação social.

No caso de Yayla, o impacto é direto no desenvolvimento esportivo. A atleta passou a intensificar os treinos na Bonocô após frequentar outras pistas da cidade e encontrou no local uma estrutura mais próxima do padrão competitivo da modalidade.

“As crianças se divertem em parquinhos. Eu me divirto em uma pista de skate.”

A história da skatista também ajuda a ampliar um debate sobre representatividade no esporte. Segundo a mãe, Fabiane Lima, o interesse da filha pelo skate surgiu justamente pela percepção de que a modalidade ainda possui maioria masculina. A identificação com atletas como Rayssa Leal fortaleceu o desejo de competir.

O crescimento do skate feminino no Brasil vem modificando esse cenário nos últimos anos, especialmente após a entrada da modalidade nos Jogos Olímpicos. Em Salvador, a presença cada vez maior de meninas nas pistas acompanha esse movimento nacional.

Além da Bonocô, a capital baiana possui pistas espalhadas por bairros como Ribeira, Cajazeiras, São Cristóvão, Stella Maris e Paripe. Ainda assim, praticantes defendem a ampliação de investimentos e manutenção contínua dos espaços.

O Bolsa Atleta Salvador também aparece como peça importante nesse processo. O programa atende atualmente 448 atletas e paratletas de diferentes modalidades, oferecendo auxílio financeiro para treinamento e participação em competições.

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Nas pistas

Projeto Pedal abre vagas gratuitas para aulas de BMX e amplia acesso ao esporte em Salvador

Iniciativa em Pituaçu vai atender crianças e adolescentes com e sem deficiência e reforça o papel social do esporte na capital baiana

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Salvador volta a colocar o esporte como ferramenta de inclusão social com a abertura das inscrições para a 8ª edição do Projeto Pedal Bicicross. A iniciativa oferece aulas gratuitas de BMX para crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos, com atividades realizadas na Pista de Bicicross de Pituaçu, um dos principais espaços da modalidade na Bahia.

Ao todo, serão disponibilizadas 200 vagas para participantes com e sem deficiência. O projeto funciona no contraturno escolar e prevê aulas duas vezes por semana, reunindo formação esportiva, convivência social e estímulo à prática regular de atividade física.

A iniciativa reforça uma discussão importante para Salvador: o acesso democrático ao esporte. Em uma cidade marcada por desigualdades sociais e pela falta de equipamentos públicos em muitos bairros, projetos gratuitos acabam ocupando um papel estratégico no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

O BMX, modalidade olímpica do ciclismo, ainda enfrenta barreiras de acesso por exigir estrutura específica e equipamentos que nem sempre fazem parte da realidade de muitas famílias. Nesse cenário, políticas públicas como o Projeto Pedal ajudam a aproximar jovens de modalidades historicamente menos populares e mais restritas.

As atividades serão realizadas com acompanhamento de professores de Educação Física, agentes esportivos e estagiários, além da oferta gratuita de materiais, fardamento e infraestrutura. O projeto é financiado integralmente pelo Governo do Estado, por meio da Sudesb.

Outro ponto relevante é o caráter inclusivo da ação, que contempla alunos com deficiência. A presença desse perfil de público reforça uma tendência cada vez mais necessária no esporte brasileiro: ampliar oportunidades e reduzir barreiras de participação.

A pista de Pituaçu, localizada na orla de Salvador, se consolidou nos últimos anos como um espaço importante para o desenvolvimento do bicicross baiano. Em um estado com tradição crescente nos esportes de base e nas modalidades olímpicas, iniciativas como essa ajudam a criar novos caminhos para jovens atletas.

As inscrições podem ser feitas gratuitamente de forma online, enquanto a entrega da documentação ocorrerá presencialmente na própria pista de bicicross de Pituaçu a partir de 8 de junho.

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Nas pistas

“2DIE4 – 24 Horas no Limite” promete ser o filme de corrida mais autêntico do cinema

Obra mostra trajetória do piloto Felipe Nasr durante a corrida das 24 horas de Le Mans, na França

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O cinema brasileiro volta os olhos para o automobilismo com uma proposta pouco comum: transformar a experiência real de uma corrida em narrativa cinematográfica. “2DIE4: 24 Horas no Limite”, dirigido pelos irmãos André Abdala e Salomão Abdala, chega com a ambição de ser o filme de corrida mais autêntico já produzido no país.

A escolha por Felipe Nasr como protagonista reforça esse caminho. Em vez de um ator, o longa aposta em um piloto profissional vivendo a própria realidade nas pistas. O enredo acompanha sua participação nas tradicionais 24 Horas de Le Mans, uma das provas mais exigentes do automobilismo mundial, marcada pela resistência física e mental ao longo de um dia inteiro de competição.

A produção também chama atenção pelo formato. Com uma equipe reduzida, de apenas oito pessoas, o filme foi rodado com tecnologia de alto padrão e será o primeiro longa brasileiro exibido em IMAX. A proposta é simples na ideia, mas complexa na execução: colocar o espectador dentro do carro, próximo das decisões, da pressão e do desgaste que não aparecem nas transmissões convencionais.

Esse tipo de abordagem dialoga com uma mudança recente no consumo de esporte. O público não quer apenas o resultado, mas entender o processo, o que aproxima projetos como “2DIE4” de documentários esportivos que exploram bastidores e trajetórias.

Ao mesmo tempo, o filme levanta uma questão importante: até que ponto o realismo pode substituir a construção dramática tradicional do cinema? Ao abrir mão de atores e apostar na experiência crua, a obra assume o risco de ser mais técnica do que emocional para parte do público.

Ainda assim, o reconhecimento internacional, com o prêmio máximo no Motor Sports Film Award 2025, indica que há espaço para esse tipo de narrativa. Mais do que contar uma história, “2DIE4” tenta traduzir sensações: cansaço, foco e limite.

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