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Negócios

Antigo Fazendão vai ser transformado em conjunto habitacional

Entenda como terreno que foi casa do Bahia vai dar lugar a empreendimento “Minha Casa, Minha Vida”

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O que poderia um símbolo de identidade e memória para os torcedores do Bahia agora se transforma em uma peça valiosa da especulação imobiliária. O antigo Fazendão, centro de treinamento que marcou gerações de atletas, foi vendido para a Diagonal Engenharia, que erguerá no terreno um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida. A informação foi revelada pela coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde.

A operação envolve um dos instrumentos mais conhecidos do mercado: dinheiro público como alavanca para investimento privado. O novo projeto, voltado à habitação popular, conta com subsídio federal e localização privilegiada — um terreno com forte valor simbólico, cedido agora à lógica do lucro. Onde antes se formavam jogadores, agora surgirão blocos de apartamentos financiados pela Caixa, em uma conversão que carrega tanto significado quanto contradição.

Com a mudança definitiva do Bahia para a Cidade Tricolor, o Fazendão se tornou oportunidade de ouro para o capital imobiliário. O projeto da Diagonal pode até atender a uma demanda social legítima, mas também mostra como projetos sociais se tornaram vias seguras para a multiplicação de patrimônio privado, sobretudo quando erguem seus pilares sobre terrenos repletos de memória afetiva.

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Bahia anuncia investimento recorde no esporte e amplia alcance social em 2026

Como os R$ 119 milhões podem impactar atletas, projetos sociais e a base esportiva do estado?

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O esporte baiano entra em 2026 com um novo patamar de investimento público. O Governo do Estado anunciou um aporte de R$ 119 milhões, o maior da história local, com foco que vai da iniciação esportiva ao alto rendimento, passando por inclusão social e lazer comunitário.

O pacote reúne programas já consolidados, como o FazAtleta e o Bolsa Esporte, além de editais e competições que ampliam o alcance das políticas públicas. A proposta é clara: fortalecer o esporte como ferramenta de formação, mas também como estratégia de redução de desigualdades e geração de oportunidades.

Entre as ações, estão previstas mais de 150 copas de futebol em diferentes municípios, competições tradicionais como a Copa 2 de Julho e investimentos em modalidades diversas, incluindo o futsal e o futebol feminino. Há ainda espaço para iniciativas culturais, como editais voltados à dança, e eventos que valorizam a identidade local, como os Jogos Indígenas.

O discurso oficial reforça o papel do Estado como agente estruturante, capaz de garantir condições mínimas para que talentos se desenvolvam. Na prática, isso se traduz em apoio financeiro, logística para competições e manutenção de projetos sociais que atendem desde crianças até atletas de alto rendimento.

Os impactos aparecem em diferentes níveis. Atletas experientes destacam o suporte como decisivo para alcançar resultados internacionais. Já na base, o investimento representa continuidade — um fator muitas vezes determinante para que jovens não abandonem o esporte.

Mas o avanço também traz desafios. Ampliar recursos exige melhorar a gestão, garantir transparência e medir resultados de forma consistente. O volume financeiro, por si só, não assegura transformação se não vier acompanhado de acompanhamento técnico e avaliação de impacto.

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Negócios

Álbum da Copa do Mundo 2026 entra em pré-venda e ativa a memória afetiva

O que muda na nova edição e por que o produto segue relevante para diferentes gerações?

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A tradicional corrida pelas figurinhas da Copa do Mundo já começou. A Panini Brasil iniciou a pré-venda do álbum oficial do torneio de 2026, com lançamento previsto para 1º de maio. Mais do que um produto editorial, o álbum volta a ocupar um espaço cultural importante no país: o de conectar gerações em torno do futebol.

A nova coleção acompanha a expansão do torneio e traz 980 cromos, incluindo versões especiais, para representar as 48 seleções participantes. O aumento no número de figurinhas acompanha a mudança no formato da competição e amplia o desafio para colecionadores, que terão uma jornada mais longa até completar o álbum.

Os preços seguem uma lógica já conhecida do público: envelopes com sete figurinhas custando R$7,00, enquanto o álbum terá versões que variam entre brochura e capa dura, incluindo edições especiais. A manutenção do valor por figurinha indica uma estratégia de continuidade, mas não elimina o debate sobre o custo total da coleção que, na prática, ultrapassa facilmente algumas centenas de reais.

Esse é, inclusive, um dos pontos centrais do fenômeno. Completar o álbum deixou de ser apenas uma brincadeira e passou a exigir planejamento, trocas e até investimento coletivo, seja em grupos de amigos, famílias ou encontros de colecionadores. O ato de “bater figurinha” segue vivo, mas agora também migra para ambientes digitais e organizados.

Por outro lado, a Panini aposta na experiência ampliada, com versões premium e itens exclusivos, reforçando o álbum como objeto de desejo e não apenas como passatempo. A estratégia dialoga com um público que vai além das crianças e alcança adultos nostálgicos e colecionadores mais engajados.

Em meio a esse movimento, cresce também a preocupação com golpes e produtos falsificados, o que reforça a importância de buscar canais oficiais para aquisição.

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Negócios

Santos lidera crescimento digital no Brasil, mas fenômeno Feira FC chama atenção na Bahia

Ranking do IBOPE Repucom aponta Peixe no topo em fevereiro; novo clube baiano alcança 61 mil seguidores em menos de uma semana

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O futebol brasileiro também se decide fora das quatro linhas, e fevereiro foi prova disso. De acordo com o Ranking Digital dos Clubes Brasileiros do IBOPE Repucom, Santos, Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Grêmio foram os clubes que mais cresceram em número de seguidores nas redes sociais no último mês, somando juntos mais de 1,1 milhão de novas inscrições. O recém-criado Feira FC também se destava no cenário digital.

O Santos liderou o levantamento, com 330 mil novos seguidores, impulsionado principalmente pelo Instagram, além de forte desempenho no Facebook e TikTok. O Corinthians apareceu em segundo lugar, com 306 mil novas inscrições, enquanto o Flamengo fechou o pódio ao atingir 270 mil — número que ajudou o clube carioca a alcançar a marca de 25 milhões de seguidores apenas no Instagram.

Na sequência aparecem Palmeiras, com 175 mil novos inscritos, e Grêmio, que completou o TOP 5 com 46 mil. O relatório também destacou o São Paulo, que ultrapassou 2 milhões de inscritos no YouTube, e o Remo, dono do maior crescimento proporcional entre os 25 maiores clubes do país.

O case baiano que surpreende

Se no cenário nacional os gigantes seguem dominando a vitrine digital, na Bahia um projeto recém-nascido começa a chamar atenção. O Feira Futebol Clube (@feirafc) atingiu 61 mil seguidores no Instagram em menos de uma semana de criação, número expressivo para um clube fundado em 2025 e ainda em fase de consolidação esportiva.

O salto foi impulsionado por uma estratégia agressiva de comunicação e pelos anúncios de reforços midiáticos como o atacante Thiago Galhardo, com passagem pela Seleção Brasileira, e Lucaneta, fenômeno do futsal e do x1, além de influenciador com forte presença digital.

Em termos absolutos, o crescimento do Feira FC ainda é distante dos milhões movimentados por Santos ou Flamengo. Mas, proporcionalmente, o feito impressiona: trata-se de um clube sem histórico competitivo consolidado que já nasce entendendo a lógica do futebol contemporâneo onde marca, engajamento e narrativa caminham lado a lado com o desempenho esportivo.

O novo jogo do futebol

O levantamento do IBOPE Repucom confirma uma tendência: campanhas esportivas impactam diretamente o crescimento digital. Corinthians e Palmeiras surfaram no Campeonato Paulista, enquanto Flamengo colheu frutos da final carioca.

No caso do Feira FC, a equação é inversa. Primeiro veio o barulho nas redes; o desafio agora é transformar expectativa em resultado dentro de campo. O clube já está confirmado na Série B do Baianão 2026, e já demonstra que pretende disputar espaço também no ambiente virtual.

Em um futebol cada vez mais orientado por audiência, dados e influência, crescer nas redes não é apenas vaidade — é ativo estratégico. E, nesse quesito, o cenário nacional tem líderes consolidados, mas a Bahia pode estar assistindo ao nascimento de um novo case de marketing esportivo.

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