O Ceará mostrou força e resiliência ao empatar em 2 a 2 com o Vasco, em São Januário, na noite desta quarta-feira. Mesmo com um jogador a menos por mais de 20 minutos, o time cearense arrancou o gol da igualdade aos 49 minutos do segundo tempo, com Pedro Henrique, frustrando a festa dos cariocas.
O duelo foi movimentado do início ao fim. O Vasco abriu o placar com Philippe Coutinho, viu o Ceará empatar em belo lance de Galeano e retomou a dianteira com um gol especial: a estreia de Carlos Cuesta, zagueiro colombiano que precisou de apenas 15 minutos em campo para balançar as redes. Quando a vitória parecia encaminhada, os visitantes acharam forças para buscar a igualdade.
O cenário ganhou contornos ainda mais dramáticos após a expulsão de Rodriguinho, que havia acabado de entrar em campo. Aos 27 minutos, o meia foi punido por entrada dura em Barros, deixando o Ceará em desvantagem numérica.
O Ceará volta a campo no sábado (20), contra o Bahia, às 18h30, em confronto que pode dar ainda mais moral após o empate heroico no Rio.
O próximo adversário do Bahia chega em alta. O Athletico goleou o Botafogo por 4 a 1 e assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, em uma atuação que combinou eficiência ofensiva e imposição física, dando sinais que pretende complicar a vida do Tricolor na sequência da rodada.
O jogo foi movimentado no primeiro tempo. O Athletico aproveitou erros defensivos, abriu o placar com Viveros logo no início e, mesmo após sofrer o empate com Edenílson aos 43, retomou o controle nos acréscimos com o próprio Viveros.
Na segunda etapa, o domínio se consolidou. O time paranaense manteve intensidade, explorou os espaços deixados pelo Botafogo e ampliou com naturalidade. Aguirre marcou de cabeça, e Esquivel fechou o placar com um golaço de falta, reforçando a variedade de soluções ofensivas da equipe.
Para o Bahia, o cenário exige atenção. Enfrentar um adversário em ascensão, com confiança elevada e repertório ofensivo diversificado, impõe ajustes, sobretudo no sistema defensivo. A partida na Fonte Nova, portanto, ganha um peso maior: não é apenas mais um jogo, mas um teste direto de consistência diante de um dos times mais competitivos do momento.
O Vitória segue encontrando no Barradão o seu principal aliado na Série A. Na noite deste domingo, o Rubro-Negro venceu o Mirassol por 1 a 0, com um golaço de Gabriel Baralhas, e confirmou o bom momento como mandante: já são três triunfos em quatro jogos dentro de casa.
O resultado vai além dos três pontos. Em uma partida de poucos espaços e pouca criatividade ofensiva, o time baiano mostrou organização defensiva e capacidade de competir, dois elementos fundamentais para quem luta por estabilidade na elite.
O primeiro tempo indicou o roteiro. O Mirassol teve mais posse, mas pouco incomodou. O Vitória, mais direto, foi eficiente quando teve a chance. Aos 27 minutos, Baralhas aproveitou sobra na entrada da área e acertou um chute de três dedos, definindo o jogo ainda na etapa inicial.
Na volta do intervalo, o cenário se manteve. O time paulista avançou suas linhas e passou mais tempo no campo de ataque, mas esbarrou na falta de criatividade e na boa atuação defensiva rubro-negra. Quando conseguiu finalizar, parou em Lucas Arcanjo ou na própria imprecisão.
O Vitória, por sua vez, não conseguiu encaixar contra-ataques com regularidade, mas soube administrar o resultado. Mesmo sem ampliar o placar, controlou o ritmo e evitou riscos maiores até o apito final.
Com 17.837 torcedores no Barradão, o time reafirma uma identidade clara: em casa, é competitivo e confiável; fora, ainda precisa evoluir. A vitória leva o Rubro-Negro aos 10 pontos e o coloca na parte intermediária da tabela. Antes de voltar a campo pelo Brasileiro contra o Cruzeiro, o Vitória muda o foco para a Copa do Nordeste, novamente no Barradão — onde, até aqui, tem feito a diferença.
O Bahia viu sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro chegar ao fim de forma dura. Neste sábado, o Tricolor foi goleado por 4 a 1 pelo Remo, no Mangueirão, em um jogo que começou sob controle baiano, mas terminou com domínio absoluto dos paraenses.
A derrota não apenas interrompe a sequência positiva como também revela problemas que vinham sendo mascarados pelos resultados. O Bahia até abriu o placar com Everaldo, após boa construção pelo lado direito, e teve mais posse no primeiro tempo. Mas a vantagem não se sustentou.
A partir da metade da etapa inicial, o Remo encontrou espaços e cresceu no jogo. O empate veio com VitorBueno, já nos acréscimos, em chute de fora da área, um sinal claro da dificuldade do Bahia em controlar transições defensivas.
No segundo tempo, o cenário desmoronou. O Remo virou logo no início com Gabriel Taliari e, pouco depois, teve um momento-chave a seu favor: a defesa de pênalti de Marcelo Rangel em cobrança de Luciano Juba, quando o jogo ainda estava aberto. A partir daí, o time da casa ganhou confiança e ampliou com mais um gol de Taliari e outro de Jajá.
Com a pausa da Data Fifa, o Bahia ganha tempo para ajustes antes de voltar a campo contra o Athletico, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Mais do que recuperar pontos, será uma oportunidade para entender até que ponto a derrota em Belém foi um acidente ou um sintoma.