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Nas ruas

Em alta, corridas quase triplicam no Brasil em apenas cinco anos 

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Não é mera coincidência perceber mais pessoas correndo pelas ruas da sua cidade ou de seu bairro. A quantidade de atletas amadores aumentou de forma significativa e os eventos da modalidade tentam acompanhar essa evolução. Nos últimos cinco anos, o número de provas de corrida praticamente triplicou. Entre maratonas e corridas das mais variadas distâncias, estes eventos esportivos saltaram de cerca de 1,8 mil formalizados em 2019 para mais de 5 mil até o último dia de 2024. 

Os dados são da plataforma Road Runners, que congrega calendário de eventos do segmento e resultados de corridas no Brasil. Há cinco anos, foram realizados pelo menos 1,8 mil eventos do gênero em território brasileiro – número que pode ser um pouco maior porque não leva em conta eventos sem anuência de federações estaduais de atletismo. Já neste ano, a quantidade chega aos 5.156 eventos, incluídos os já realizados e os previstos até o último dia de 2024. 

Maior plataforma de fotos e vídeos esportivos do Brasil, a Foco Radical tem acompanhado a franca expansão do segmento. Com acervo de mais de uma década de fotos de eventos esportivos pelo país, a plataforma teve um incremento significativo na quantidade de eventos com imagens disponíveis em seu site nos últimos anos. 

“A Foco Radical nasceu com a cobertura dos atletas amadores em eventos de corrida e triatlo. Dos últimos anos para cá, com a implantação de tecnologia de reconhecimento facial, a quantidade de eventos e de modalidades aumentou significativamente, mas com a corrida de rua como o carro-chefe da plataforma. Tanto que dos mais de 25 mil eventos deste ano, até agora, disponíveis no nosso site, temos os treinos de corredores por ruas e avenidas, com fotógrafos em todos os estados brasileiros, para atender a demanda e seguir a evolução deste esporte”, contextualiza Christian Mendes, CEO da Foco Radical.  

O boom da corrida de rua vem de 2022 para cá, e não para. Há praticamente um mês e meio para o fim do ano, o número de participantes em algum evento de corrida em 2024 está próximo do 1 milhão. Até agora, 950 mil corredores cruzaram uma linha de chegada de corrida realizada no Brasil. Há dois anos, essa quantidade foi de 285,3 mil. Enquanto mais que triplicaram os atletas, os eventos quase dobraram. De acordo com a Road Runners, foi de 2.634 há dois anos para os mais de 5 mil, contando os previstos até o próximo 31 de dezembro. 

“A expansão da corrida de rua têm aumentado a demanda por fotógrafos da Foco Radical. Não apenas por conta da quantidade de eventos, mas, principalmente, pelo maior número de atletas neles. Mais corredores em um único evento faz com que tenhamos mais profissionais para a cobertura, por exemplo. A evolução da corrida de rua já reverbera nos setores do entorno e oferece oportunidades para profissionais de diferentes áreas”, analisa o CEO da Foco Radical. 

Na saúde

Caminhada ganha força como alternativa simples contra o sedentarismo e doenças vasculares

Especialistas apontam que regularidade da prática pode melhorar circulação, reduzir riscos cardíacos e transformar a rotina

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Em um país onde o sedentarismo ainda faz parte da rotina de milhões de pessoas, a caminhada aparece como uma das formas mais acessíveis e eficazes de iniciar uma mudança de hábito. Mais do que atividade física básica, caminhar regularmente passou a ser tratado por especialistas como uma ferramenta importante de prevenção contra doenças cardiovasculares e problemas circulatórios.

A Organização Mundial da Saúde considera a inatividade física um dos principais fatores de risco para a saúde vascular. Já a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada para garantir benefícios ao organismo.

Na prática, isso pode significar apenas 30 minutos de caminhada em cinco dias da semana. Um tempo relativamente curto, mas suficiente para ajudar na redução da pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea e diminuir riscos ligados a trombose, varizes e outras doenças crônicas.

Em cidades como Salvador, onde praias, orlas e parques favorecem atividades ao ar livre, a caminhada também se conecta à ocupação dos espaços públicos e à busca por qualidade de vida. Ainda assim, especialistas alertam que o maior desafio não é começar; mas sim manter a regularidade.

A lógica é simples: constância vale mais do que intensidade inicial. Para quem passou muito tempo sedentário, a recomendação é iniciar com percursos leves e aumentar o ritmo gradualmente, permitindo adaptação física sem sobrecarga.

Outro ponto destacado pelos profissionais de saúde envolve hábitos complementares. Hidratação, alongamento e escolha adequada do calçado influenciam diretamente no conforto e na prevenção de lesões.

O uso de meias de compressão também aparece como aliado importante, especialmente para pessoas que sofrem com sensação de pernas pesadas ou problemas circulatórios. A pressão externa controlada auxilia o trabalho das válvulas venosas e evita a sensação de pernas pesadas.

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Nas ruas

Corrida do Bahêa reúne mais de 10 mil pessoas com chegada especial na Fonte Nova

Quarta edição do evento une atividade física, entretenimento e paixão pelo tricolor no Dique do Tororó

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A Corrida do Bahêa voltou a transformar o entorno da Casa de Apostas Arena Fonte Nova em um espaço de encontro diferente para o torcedor tricolor. Na quarta edição do evento, mais de 10 mil pessoas participaram da prova, que uniu atividade física, entretenimento e identidade clubística em um mesmo cenário.

Desta vez, o ambiente rompeu com o ritual tradicional do futebol. No lugar da arquibancada e da cerveja, tênis de corrida, hidratação e um percurso que teve como ponto de partida o Dique do Tororó. A mudança de comportamento revela um movimento mais amplo: o clube passa a ocupar também o campo do bem-estar e da qualidade de vida.

O evento, com inscrições esgotadas, reforça essa estratégia. Ao levar a corrida para a Fonte Nova, o Bahia amplia o uso simbólico do estádio, transformando-o em espaço de convivência e não apenas de competição. A participação de torcedores de diferentes idades, como corredores iniciantes e idosos, indica que o alcance vai além do público tradicional do futebol.

Após a prova, a programação seguiu com shows e ativações, reforçando o caráter híbrido do evento: esporte e entretenimento dividindo o mesmo protagonismo. Esse formato ajuda a explicar o crescimento da corrida, que já soma mais de 30 mil participantes ao longo das edições e se posiciona como uma das maiores do Norte-Nordeste.

Mas o sucesso também levanta uma questão: até que ponto iniciativas como essa fortalecem hábitos esportivos contínuos? O engajamento pontual é evidente, mas o desafio está em transformar a experiência em rotina para além do evento.

Ainda assim, a Corrida do Bahêa mostra um caminho relevante. Ao aproximar o torcedor do clube por meio do movimento, o Bahia amplia sua presença no cotidiano da cidade e reforça uma tendência: o futebol, cada vez mais, deixa de ser apenas jogo e passa a ser experiência.

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Na vida

Livro de Raquel Castanharo propõe nova forma de entender a corrida e desmonta mitos do esporte

O que a ciência diz sobre correr e por que o corpo pode ir além do que se imagina?

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A corrida, uma das práticas esportivas mais populares do mundo, ainda é cercada por dúvidas, fórmulas prontas e crenças pouco fundamentadas. É nesse cenário que a fisioterapeuta e maratonista Raquel Castanharo lança o livro Este livro não é só sobre corrida, uma obra que busca aproximar ciência e prática de forma acessível.

Publicado pela Editora Planeta Brasil, o livro se apresenta como um manual completo, mas vai além do aspecto técnico. A proposta é questionar padrões e provocar uma reflexão sobre o próprio corpo, tratando a corrida não apenas como exercício, mas como uma experiência de autoconhecimento.

Com base em estudos de biomecânica e na prática clínica, a autora responde dúvidas comuns de quem corre ou quer começar. Temas como postura, tipo de pisada, escolha de tênis, respiração e prevenção de lesões aparecem com explicações diretas, sem recorrer a fórmulas universais.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que o corpo humano é adaptável e “antifrágil”, capaz de evoluir quando estimulado da forma correta. Nesse contexto, a corrida deixa de ser vista como uma atividade restrita a atletas ou a quem busca emagrecimento, e passa a ser entendida como ferramenta de saúde e longevidade.

“A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, vinte anos. Como foi que nós – principalmente mulheres – crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo”, diz Mari Krüger, bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil

A publicação também dialoga com um público mais amplo, especialmente iniciantes, ao destacar três pilares para a criação do hábito: ambiente adequado, repetição e recompensa. A mensagem é clara: correr não depende apenas de desempenho, mas de consistência e contexto.

Ao mesmo tempo, o livro evita um discurso simplista. A própria autora reconhece que nem todos precisam correr, mas defende que todos deveriam ter acesso ao conhecimento sobre o movimento e suas possibilidades.

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