O Flamengo reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro ao vencer o Atlético-MG por 1 a 0 neste domingo (27), no Maracanã. Em um duelo de tempos distintos, o Rubro-Negro encontrou o gol decisivo de cabeça com Léo Ortiz, após cobrança de falta no segundo tempo. Com o resultado, chegou aos 29 pontos e se isolou na ponta, beneficiado também pela derrota do Cruzeiro para o Ceará.
No primeiro tempo, o equilíbrio deu o tom da partida. O Flamengo começou com mais posse e presença no campo ofensivo, mas o Atlético respondeu com saídas rápidas e jogadas em velocidade que colocaram a defesa carioca sob pressão. Rony quase abriu o placar após erro de Viña, mas Varela salvou em cima da linha. A resposta veio em lance polêmico: Plata foi derrubado na entrada da área, o árbitro inicialmente marcou pênalti e depois, com ajuda do VAR, mudou para falta. Jogadores do Flamengo pediram a expulsão de Fausto, que não ocorreu. Ainda no primeiro tempo, Arrascaeta caiu na área em outro lance controverso, mas o pênalti não foi marcado.
A segunda etapa começou com menos intensidade. O Flamengo manteve a posse, mas com dificuldade para romper a linha defensiva atleticana. Filipe Luís então promoveu mudanças que deram mais mobilidade ao ataque. Em uma dessas jogadas, Luiz Araújo cobrou falta com precisão na cabeça de Léo Ortiz, que marcou o único gol da partida. O Atlético reagiu tarde. Biel entrou bem, criou chances e incomodou a defesa rubro-negra, mas sem efetividade.
Apesar do placar magro, o Flamengo soube ser eficiente num jogo truncado, típico de meio de campeonato, quando a regularidade se impõe à empolgação. Já o Atlético, com 20 pontos e agora em 13º lugar, precisa reencontrar sua agressividade se quiser mirar voos mais altos na competição.
O próximo adversário do Bahia chega em alta. O Athletico goleou o Botafogo por 4 a 1 e assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, em uma atuação que combinou eficiência ofensiva e imposição física, dando sinais que pretende complicar a vida do Tricolor na sequência da rodada.
O jogo foi movimentado no primeiro tempo. O Athletico aproveitou erros defensivos, abriu o placar com Viveros logo no início e, mesmo após sofrer o empate com Edenílson aos 43, retomou o controle nos acréscimos com o próprio Viveros.
Na segunda etapa, o domínio se consolidou. O time paranaense manteve intensidade, explorou os espaços deixados pelo Botafogo e ampliou com naturalidade. Aguirre marcou de cabeça, e Esquivel fechou o placar com um golaço de falta, reforçando a variedade de soluções ofensivas da equipe.
Para o Bahia, o cenário exige atenção. Enfrentar um adversário em ascensão, com confiança elevada e repertório ofensivo diversificado, impõe ajustes, sobretudo no sistema defensivo. A partida na Fonte Nova, portanto, ganha um peso maior: não é apenas mais um jogo, mas um teste direto de consistência diante de um dos times mais competitivos do momento.
O Vitória segue encontrando no Barradão o seu principal aliado na Série A. Na noite deste domingo, o Rubro-Negro venceu o Mirassol por 1 a 0, com um golaço de Gabriel Baralhas, e confirmou o bom momento como mandante: já são três triunfos em quatro jogos dentro de casa.
O resultado vai além dos três pontos. Em uma partida de poucos espaços e pouca criatividade ofensiva, o time baiano mostrou organização defensiva e capacidade de competir, dois elementos fundamentais para quem luta por estabilidade na elite.
O primeiro tempo indicou o roteiro. O Mirassol teve mais posse, mas pouco incomodou. O Vitória, mais direto, foi eficiente quando teve a chance. Aos 27 minutos, Baralhas aproveitou sobra na entrada da área e acertou um chute de três dedos, definindo o jogo ainda na etapa inicial.
Na volta do intervalo, o cenário se manteve. O time paulista avançou suas linhas e passou mais tempo no campo de ataque, mas esbarrou na falta de criatividade e na boa atuação defensiva rubro-negra. Quando conseguiu finalizar, parou em Lucas Arcanjo ou na própria imprecisão.
O Vitória, por sua vez, não conseguiu encaixar contra-ataques com regularidade, mas soube administrar o resultado. Mesmo sem ampliar o placar, controlou o ritmo e evitou riscos maiores até o apito final.
Com 17.837 torcedores no Barradão, o time reafirma uma identidade clara: em casa, é competitivo e confiável; fora, ainda precisa evoluir. A vitória leva o Rubro-Negro aos 10 pontos e o coloca na parte intermediária da tabela. Antes de voltar a campo pelo Brasileiro contra o Cruzeiro, o Vitória muda o foco para a Copa do Nordeste, novamente no Barradão — onde, até aqui, tem feito a diferença.
O Bahia viu sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro chegar ao fim de forma dura. Neste sábado, o Tricolor foi goleado por 4 a 1 pelo Remo, no Mangueirão, em um jogo que começou sob controle baiano, mas terminou com domínio absoluto dos paraenses.
A derrota não apenas interrompe a sequência positiva como também revela problemas que vinham sendo mascarados pelos resultados. O Bahia até abriu o placar com Everaldo, após boa construção pelo lado direito, e teve mais posse no primeiro tempo. Mas a vantagem não se sustentou.
A partir da metade da etapa inicial, o Remo encontrou espaços e cresceu no jogo. O empate veio com VitorBueno, já nos acréscimos, em chute de fora da área, um sinal claro da dificuldade do Bahia em controlar transições defensivas.
No segundo tempo, o cenário desmoronou. O Remo virou logo no início com Gabriel Taliari e, pouco depois, teve um momento-chave a seu favor: a defesa de pênalti de Marcelo Rangel em cobrança de Luciano Juba, quando o jogo ainda estava aberto. A partir daí, o time da casa ganhou confiança e ampliou com mais um gol de Taliari e outro de Jajá.
Com a pausa da Data Fifa, o Bahia ganha tempo para ajustes antes de voltar a campo contra o Athletico, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Mais do que recuperar pontos, será uma oportunidade para entender até que ponto a derrota em Belém foi um acidente ou um sintoma.