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Nos campos

Seleção Sub-16 convoca três atletas do futebol baiano para torneio na França

Brasil disputa o tradicional Torneio de Montaigu e aposta na base para enfrentar diferentes escolas do futebol mundial

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A Seleção Brasileira Sub-16 foi convocada para a disputa do Torneio Internacional de Montaigu, na França, e conta com três representantes do futebol baiano na lista. O técnico Guilherme Dalla Déa chamou 23 atletas, entre eles Jonathan Marinho e Daniel David, do Bahia, além de Geovane Santos, do Vitória.

A convocação reforça a presença da base baiana em competições internacionais e coloca os jovens em um ambiente de formação considerado estratégico pela comissão técnica. O torneio, disputado desde 1976, é um dos mais tradicionais do futebol de base. O Brasil volta à competição após participação em 2022, quando conquistou o título com uma geração que revelou nomes como Endrick.

Na primeira fase, a equipe brasileira terá pela frente Costa do Marfim, China e França, em um calendário que prioriza o contato com diferentes estilos de jogo. A estreia será no dia 31 de março, seguida pelos confrontos nos dias 2 e 4 de abril.

A proposta vai além dos resultados imediatos. Segundo Dalla Déa, o foco está na formação dos atletas e na vivência internacional, considerada essencial para o desenvolvimento técnico e mental dos jogadores. A presença de atletas de Bahia e Vitória em um torneio deste nível indica um avanço na formação local, mas também evidencia o desafio de manter esses talentos em evolução até o futebol profissional.

Nos campos

Vitória supera tensão, aproveita expulsões e avança à semifinal da Copa do Nordeste

Renato Kayzer volta após lesão, decide no Barradão e recoloca o Leão entre os favoritos do torneio

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O Vitória sofreu mais do que o esperado, mas confirmou a classificação para a semifinal da Copa do Nordeste ao vencer o Ceará por 1 a 0, no Barradão. Em uma partida marcada por tensão, expulsões e desperdício de chances, o retorno decisivo de Renato Kayzer acabou sendo o detalhe que desequilibrou o confronto.

O resultado recoloca o Vitória em um momento importante da temporada. Depois de oscilar no Campeonato Brasileiro, o time de Jair Ventura encontrou na competição regional uma oportunidade de reafirmar competitividade e reconstruir confiança diante da torcida.

O jogo, no entanto, esteve longe de ser tranquilo. Mesmo com um jogador a mais desde os 34 minutos do primeiro tempo, após expulsão de Luizão, o Rubro-Negro encontrou dificuldades para transformar superioridade numérica em controle efetivo da partida.

O Ceará, mesmo pressionado, mostrou organização defensiva e ainda criou situações perigosas, especialmente em bolas paradas. O Vitória teve volume ofensivo, mas repetiu um problema que vem acompanhando a equipe em alguns momentos da temporada: a dificuldade de transformar domínio em eficiência.

Na segunda etapa, o cenário parecia caminhar para um empate nervoso até a entrada de Renato Kayzer. Recuperado de lesão muscular, o atacante precisou de poucos minutos para mostrar sua importância no elenco. Aproveitou bola parada e marcou o gol que definiu a classificação rubro-negra.

Mesmo após ficar com dois jogadores a menos, o Ceará ainda conseguiu assustar nos minutos finais, obrigando Lucas Arcanjo a fazer defesas importantes. O susto serviu como alerta para um Vitória que controlou o jogo em posse e território, mas ainda mostrou dificuldade para “matar” a partida.

Agora, o Vitória encara o ABC nas semifinais. E, apesar das oscilações, a noite no Barradão deixou uma sensação clara: quando consegue aliar intensidade, apoio da torcida e eficiência ofensiva, o time volta a parecer competitivo em jogos grandes.

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Nos campos

Champions League mantém tradição brasileira e garante campeão do país pelo 21º ano seguido

Mesmo com números reduzidos, o domínio técnico brasileiro continua vivo no futebol europeu

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A final da próxima edição da UEFA Champions League vai assegurar, mais uma vez, a presença de um brasileiro no topo do futebol europeu. Com Arsenal e Paris Saint-Germain na decisão marcada para Budapeste, o Brasil chegará ao 21º ano consecutivo com ao menos um campeão da principal competição de clubes do mundo.

A sequência ajuda a dimensionar a permanência da influência brasileira no cenário internacional, mesmo em um futebol europeu cada vez mais globalizado e financeiramente concentrado.

Do lado francês, o destaque segue sendo o zagueiro Marquinhos, capitão do PSG e um dos jogadores brasileiros mais vitoriosos da geração recente. O elenco ainda conta com Lucas Beraldo, consolidando a presença nacional em uma equipe que busca o bicampeonato europeu.

Já o Arsenal tenta conquistar a Champions pela primeira vez apoiado em uma forte base brasileira. O elenco reúne Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus, trio que simboliza uma nova geração formada em um contexto diferente daquele das décadas anteriores.

Os números reforçam o peso histórico do país. Desde 2005, quando o Liverpool venceu sem brasileiros no elenco, 60 atletas brasileiros conquistaram a Champions League. Clubes como Real Madrid, Barcelona e Milan ajudaram a construir essa trajetória.

O caso do Milan de 2006/07 talvez seja o mais emblemático. A equipe tinha sete brasileiros e era liderada por Kaká, eleito melhor jogador do mundo naquela temporada. Hoje, o cenário mudou. O futebol brasileiro talvez não exporte mais tantos “donos do jogo” como antes, mas continua formando atletas capazes de ocupar espaços estratégicos nos principais clubes do planeta.

Veja o números de brasileiros de cada campeão:

2005-2006: Barcelona – 4 brasileiros
2006-2007: Milan – 7 brasileiros
2007-2008: Manchester United – 1 brasileiro
2008-2009: Barcelona – 2 brasileiros
2009-2010: Internazionale – 4 brasileiros
2010-2011: Barcelona – 3 brasileiros
2011-2012: Chelsea – 4 brasileiros
2012-2013: Bayern de Munique – 3 brasileiros
2013-2014: Real Madrid – 2 brasileiros
2014-2015: Barcelona – 5 brasileiros
2015-2016: Real Madrid – 3 brasileiros
2016-2017: Real Madrid – 3 brasileiros
2017-2018: Real Madrid – 2 brasileiros
2018-2019: Liverpool – 2 brasileiros
2019-2020: Bayern de Munique – 1 brasileiro
2020-2021: Chelsea – 1 brasileiro
2021-2022: Real Madrid – 5 brasileiros
2022-2023: Manchester City – 1 brasileiro
2023-2024: Real Madrid – 4 brasileiros
2024-2025: PSG – 3 brasileiros

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Nos campos

Convocação de Neymar para a Copa não é unanimidade entre torcedores brasileiros

Entenda o que a divisão de opiniões revela sobre a relação atual com o craque da Seleção

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A poucos meses de mais uma Copa do Mundo, o debate sobre o papel de Neymar na Seleção Brasileira expõe um cenário de transição. Segundo pesquisa recente, 56% dos brasileiros consideram o atacante indispensável, mantendo-o como principal referência técnica do time. Ao mesmo tempo, 30,5% afirmam que não o convocariam, evidenciando uma divisão que vai além do desempenho dentro de campo.

O dado ajuda a explicar a percepção geral sobre a equipe. A nota média atribuída ao elenco atual é de 6,67, reflexo de um time que ainda busca reconquistar confiança e identidade junto ao torcedor.

Mais do que a figura de Neymar, a pesquisa aponta para um fenômeno mais amplo: um certo distanciamento emocional em relação à Seleção. Para 67% dos entrevistados, o Brasil já foi mais importante no passado, enquanto a fidelidade à equipe varia de acordo com o nível de satisfação com o desempenho recente.

Esse movimento é ainda mais evidente em cenários hipotéticos. Em caso de eliminação, uma pequena parcela admite migrar sua torcida para outras seleções, inclusive rivais históricos. Embora minoritário, esse comportamento sinaliza uma mudança simbólica relevante: a relação automática entre torcedor e Seleção já não é tão incondicional.

Para o público baiano, tradicionalmente engajado com o futebol, o cenário não representa ruptura, mas transformação. A Seleção segue sendo central, mas passa a dividir espaço com clubes, ligas internacionais e novas referências.

No centro desse contexto está Neymar. Símbolo de uma geração e, ao mesmo tempo, personagem que divide opiniões, ele representa tanto a dependência técnica quanto a dificuldade de renovação plena da equipe.

A discussão, portanto, vai além de convocar ou não o camisa 10. Ela revela um ponto mais profundo: a Seleção Brasileira ainda busca reconectar desempenho, identidade e pertencimento em um futebol cada vez mais globalizado.

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