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Brasileirão

Clubes brasileiros já gastam mais que o dobro por estrangeiro contratado

Levantamento aponta mudança na dupla Ba-Vi e no perfil de mercado da Série A

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Os clubes da Série A estão mudando a forma de buscar reforços. Em 2026, jogadores estrangeiros representam apenas 28,9% das contratações, mas já respondem por 47,1% dos R$ 2,1 bilhões investidos pelos 20 clubes do Brasileirão. O levantamento do Bolavip Brasil, com dados do Transfermarkt atualizados até 18 de agosto, mostra que o investimento médio por estrangeiro é mais que o dobro do destinado aos brasileiros.

Das 280 contratações realizadas nas duas janelas de 2026, 199 foram de jogadores brasileiros e 81 de atletas nascidos fora do país. Os brasileiros movimentaram cerca de R$ 1,1 bilhão, enquanto os estrangeiros representaram R$ 978,1 milhões.

A diferença aparece com mais clareza na média. Cada brasileiro contratado custou aproximadamente R$ 5,5 milhões, contra R$ 12,1 milhões por estrangeiro.

O dado revela uma transformação importante no mercado nacional. Embora os jogadores brasileiros ainda sejam maioria absoluta entre os reforços, uma parcela cada vez maior do dinheiro destinado às contratações está sendo direcionada para atletas estrangeiros.

Bahia amplia aposta internacional

O movimento também é bastante evidente em Salvador. O Bahia estabeleceu em 2026 um recorde de nove estrangeiros no elenco, reforçando uma estratégia de internacionalização do grupo.

Entre os jogadores estão os argentinos Guido Herrera, Román Gómez, Ramos Mingo, Mateo Sanabria e Alejo Véliz; o espanhol Marco Moreno; e os uruguaios Nicolás Acevedo, Michel Araújo e Kike Olivera.

A presença estrangeira não se limita, portanto, a uma ou duas posições. O Bahia tem buscado jogadores de diferentes nacionalidades e setores do campo, sinalizando uma ampliação do mercado utilizado na montagem do elenco.

Vitória também recorre ao mercado externo

O Vitória tem seis jogadores nascidos fora do Brasil: os argentinos Emanuel Brítez, Emmanuel Martínez, Alejandro Almaraz, Tomás Pochettino e Diego Tarzia, além do português Rúben Ismael.

A estratégia dos clubes baianos acompanha uma tendência que vem ganhando força no futebol brasileiro: buscar alternativas em mercados sul-americanos e, em alguns casos, europeus, em vez de concentrar todas as contratações no mercado nacional.

Estrangeiros ganham espaço (e dinheiro)

O crescimento do investimento ajuda a dimensionar essa mudança. Em 2022, os estrangeiros representavam 36,3% do dinheiro gasto pelos clubes brasileiros em reforços. O percentual passou para 39,6% em 2023 e chegou a 43,6% em 2024.

Em 2025, houve uma pequena retração, para 41,4%. Mas 2026 rompeu o padrão: 47,1% dos recursos foram destinados a jogadores estrangeiros, o maior percentual da série histórica apresentada pelo levantamento.

O cenário merece atenção porque não significa necessariamente que os clubes estejam contratando mais estrangeiros. Pelo contrário: eles continuam sendo minoria entre os reforços. A diferença está no valor de cada operação.

Na prática, o futebol brasileiro está contratando menos estrangeiros do que brasileiros, mas pagando proporcionalmente muito mais por eles.

Esse movimento pode representar uma tentativa dos clubes de ampliar o leque de opções diante de um mercado nacional cada vez mais inflacionado. Ao mesmo tempo, levanta uma questão importante: até que ponto investir mais em atletas estrangeiros significa encontrar oportunidades melhores?

Brasileirão

Pausa da Copa abre mercado e coloca jogadores de Bahia e Vitória no radar de negociações

Nova regra do Brasileirão amplia possibilidades de transferências durante o Mundial

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A paralisação do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa do Mundo de 2026 não representa descanso para os departamentos de futebol. Enquanto as atenções se voltam para a Seleção Brasileira, dirigentes, empresários e clubes aproveitam o período para planejar o segundo semestre da temporada. E uma mudança no regulamento da Série A promete aquecer o mercado nacional.

Pela nova regra, um jogador pode atuar em até 12 partidas do Brasileirão e ainda se transferir para outro clube da competição. O limite anterior era de apenas seis jogos. A alteração foi adotada em função do calendário excepcional de 2026, que teve o início do campeonato antecipado para janeiro.

Para Bahia e Vitória, a mudança cria cenários importantes. Alguns atletas dos dois clubes ainda estão dentro do limite permitido e, portanto, seguem aptos para uma eventual transferência dentro da Série A.

No Bahia, a lista inclui João Paulo, com duas partidas disputadas, Michel Araújo, que chegou ao limite de 12 jogos, além de Gilberto (7), Iago Borduchi e Kanu (3). No Vitória, aparecem o contestado goleiro Gabriel Vasconcelos (4), Aitor Cantalapiedra e Fabri (8), Ronald (7) e Neris (4).

A situação não significa necessariamente que esses jogadores deixarão seus clubes, mas amplia as possibilidades de negociação em uma janela que costuma ser estratégica. Em alguns casos, a movimentação pode ocorrer por questões técnicas; em outros, por busca de maior minutagem ou necessidade de reforço em equipes concorrentes.

A pausa para a Copa também oferece uma oportunidade de avaliação mais profunda dos elencos. A segunda janela de transferências do futebol brasileiro ficará aberta entre 20 de julho e 11 de setembro. Como o Campeonato Brasileiro retorna em 22 de julho, os atletas contratados nesse período já poderão estrear logo na retomada da competição.

A flexibilização da regra atende a uma demanda antiga dos clubes, que consideravam o limite anterior excessivamente restritivo. Na prática, a mudança amplia a circulação de jogadores e oferece novas alternativas para equipes que precisam corrigir rumos durante a temporada.

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Brasileirão

Vitória volta ao Top 5 do crescimento digital e reforça força da torcida nas redes sociais

Classificação na Copa do Brasil impulsiona desempenho do Rubro-Negro, que registra seu melhor resultado digital dos últimos anos

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O bom momento vivido pelo Vitória dentro de campo também começa a aparecer fora das quatro linhas. Após três anos sem figurar entre os clubes brasileiros com maior crescimento mensal nas redes sociais, o Rubro-Negro voltou ao Top 5 do Ranking Digital dos Clubes Brasileiros, divulgado pelo IBOPE Repucom.

Em maio, o clube conquistou cerca de 24 mil novos inscritos em suas plataformas digitais, alcançando o quarto melhor desempenho do país no período. O resultado foi impulsionado principalmente pelo Instagram, responsável por aproximadamente 14 mil novos seguidores.

O crescimento coincide com a classificação do Vitória para as oitavas de final da Copa do Brasil, fator que ampliou a exposição da equipe e estimulou o engajamento da torcida nas redes. Mais do que números, o desempenho revela como resultados esportivos seguem influenciando diretamente a presença digital dos clubes brasileiros.

O avanço também teve impacto no ranking geral. Com o novo desempenho, o Vitória recuperou a 16ª colocação nacional em número de seguidores, posição que estava com o Fortaleza desde o fim de 2025.

Segundo o levantamento, maio registrou o menor crescimento digital do futebol brasileiro em 2026. Um dos fatores apontados foi a redução da base de usuários do Instagram após mudanças nos sistemas de moderação da Meta, que resultaram em bloqueios e exclusões de contas em larga escala.

Mesmo diante desse contexto, o Vitória conseguiu ampliar sua audiência e se destacar nacionalmente. O feito ajuda a medir não apenas o alcance da marca do clube, mas também o nível de mobilização de sua torcida, especialmente em momentos de maior competitividade esportiva.

No futebol contemporâneo, as redes sociais deixaram de ser apenas canais de comunicação. Elas se transformaram em espaços estratégicos para relacionamento com torcedores, fortalecimento institucional e geração de receitas. Nesse aspecto, o crescimento do Vitória sinaliza uma alavancada também no ambiente digital.

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Brasileirão

Bahia reage nos acréscimos e arranca empate com o São Paulo fora de casa

Resultado mantém o tricolor baiano na parte de cima da tabela, mas amplia a sequência sem vencer

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O Bahia evitou mais uma derrota no Brasileirão ao buscar o empate por 2 a 2 contra o São Paulo, nos acréscimos, em um jogo intenso e de muitos cenários. O resultado, construído no último lance, mostra poder de reação, mas também evidencia a dificuldade da equipe em sustentar regularidade ao longo das partidas.

O time baiano começou melhor, criou chances e manteve presença ofensiva, mas saiu atrás após um bonito gol de Artur. A resposta veio na segunda etapa, com o golaço de Luciano Juba, que mandou um chute de fora da área para empatar. Quando o jogo parecia controlado, o Bahia voltou a sofrer: Ferreira, saindo do banco, recolocou os paulistas em vantagem.

O roteiro ganhou contornos dramáticos na reta final. Com um jogador a menos após lesão de Lucas, o São Paulo recuou, e o Bahia aumentou a pressão. A insistência foi recompensada aos 51 minutos, quando Erick aproveitou um lance confuso na área para garantir o empate.

Os números ajudam a explicar o equilíbrio: foram 18 finalizações do Bahia contra 17 do adversário. Ainda assim, o desempenho reforça um padrão recente de criar, competir, mas oscilar dentro do próprio jogo.

O resultado mantém o Bahia na parte de cima da tabela, mas amplia a sequência sem vitórias. E, mais uma vez, levanta uma questão recorrente: até que ponto a reação compensa a dificuldade em controlar os jogos?

Para um time que mira estabilidade no campeonato, o empate fora de casa pode ser visto como ponto positivo. Mas, no contexto, ele também sinaliza que o Bahia ainda busca um equilíbrio que permita transformar volume de jogo em resultados mais consistentes. O próximo desafio é no sábado, diante do Cruzeiro, às 21h na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

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