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No pódio

Júnior Santos: do interior baiano à glória eterna da Libertadores

Natural de Conceição do Jacuípe, atacante entra para a história na conquista mais importante do Botafogo

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O atacante Júnior Santos viveu uma noite inesquecível na história do Botafogo e do futebol sul-americano. O jogador baiano, nascido em Conceição do Jacuípe, foi decisivo na campanha do Botafogo na Libertadores de 2024, marcando o gol que garantiu o título ao clube carioca, em uma jogada emocionante. Após receber um lançamento longo, ele demonstrou habilidade e frieza ao driblar dois defensores, invadir a área e, após um corte da zaga, finalizar com precisão para o fundo das redes. Este foi o décimo gol dele na competição, coroando-o como artilheiro e herói do título alvinegro.

A história de Júnior Santos é um exemplo de superação que serve de inspiração, e que condiz com a realidade de muitos outros jovens. Júnior foi auxiliar de pedreiro, se arriscou no futebol amador e defendeu a Seleção de Eunápolis no Campeonato Intermunicipal de 2016, quando ainda era chamado pelo apelido de “Berimbau”.

Veja um golaço marcado por ele no vídeo abaixo:

Começou no futebol profissional tardiamente, aos 23 anos, e embora sua carreira tenha ganhado força longe da Bahia, sua trajetória carrega elementos que inspiram o público baiano. A participação de Júnior Santos foi importante desde o início da campanha botafoguense. Júnior Santos também foi o autor do primeiro gol do Botafogo na campanha da Libertadores, na segunda fase, durante o empate por 1 a 1 contra o Aurora, da Bolívia. Assim, o baiano entrou para a história ao marcar tanto o primeiro quanto o último gol do clube no torneio, simbolizando sua importância na conquista inédita – mesmo ficando fora de combate por um bom tempo por estar lesionado. Com 10 gols, Júnior Santos foi o artilheiro da edição 2024 da competição. De quebra, virou o maior artilheiro do Alvinegro na história do torneio.

Júnior Santos eternizado no título da Libertadores 2024 – Foto: Vítor Silva/Botafogo

Com essa vitória, o Botafogo torna-se o segundo time a sair da Pré-Libertadores e vencer o torneio, um feito raro no futebol continental. A trajetória do time e de Júnior Santos refletem superação, determinação e mostram que um toque de tempero baiano faz toda a diferença, inclusive no futebol.

Nas águas

Bruno Jacob vence no Guarujá e amplia liderança no Sul-Americano de Jet Waves

Baiano conquista mais uma etapa, abre vantagem no ranking e mantém disputa pelo título continental

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O baiano Bruno Jacob venceu mais uma etapa do Campeonato Sul-Americano de Jet Waves. O piloto terminou no topo do pódio neste domingo (30), no Guarujá, em São Paulo, e ampliou para mais de 20 pontos a vantagem na liderança do ranking.

A vitória foi construída após um período de preparação voltado principalmente à inovação das manobras. Na modalidade freeride motosurf, os pilotos são avaliados pela execução de movimentos técnicos e aéreos sobre as ondas.

Bruno tem uma carreira marcada por títulos nacionais, uma conquista mundial e participações em competições na América do Sul, Europa e Estados Unidos. O resultado no Guarujá reforça a presença brasileira entre os destaques internacionais da modalidade.

“Foi muito treino, como sempre, e ainda mais dessa vez para inovar nas manobras. Uma longa viagem e um trabalho árduo de toda equipe”

O francês François Lavergne ficou em segundo lugar na etapa, seguido pelo argentino Franco de Aza. Ainda restam quatro etapas para o fim do Sul-Americano. A próxima será em Florianópolis, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro.

Antes disso, Bruno disputa o Wavedaze, nos Estados Unidos, entre 14 e 18 de outubro. A sequência de competições mantém o baiano em uma rotina internacional e com a possibilidade de ampliar uma trajetória já marcada por vitórias e títulos.

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Nas pistas

Borrachinha e Arthur Fiu conquistam o Red Bull Paranauê 2026 em Salvador

Baiana é bicampeã, enquanto paulistano vence pela primeira vez; Pelourinho recebeu milhares de pessoas para celebrar a capoeira

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Salvador voltou a ser palco da capoeira neste sábado (29). A Praça da Cruz Caída, no Pelourinho, recebeu a quinta edição do Red Bull Paranauê, que reuniu 16 atletas e milhares de pessoas em uma tarde marcada por música, movimento e tradição.

Na categoria feminina, a baiana Brenda Xavier, a Borrachinha, conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. Natural de Alagoinhas, ela derrotou a paulista Marquinha na decisão e ampliou sua história na competição.

A conquista também tem um significado pessoal. Borrachinha pratica capoeira desde os 14 anos e relaciona sua trajetória à ancestralidade e à força de sua avó.

No masculino, o título ficou com o paulistano Arthur Fiu, que superou Tadeu Patuá em uma final equilibrada. Depois de disputar o torneio durante nove anos, o capoeirista finalmente conquistou seu primeiro troféu.

Tradição dentro da roda

A competição colocou diferentes estilos de capoeira no centro da disputa. A cada confronto, uma roleta definia o toque que conduziria a roda: Angola, Regional ou Contemporânea.

Mais do que executar movimentos, os atletas precisaram combinar técnica, estratégia, musicalidade e capacidade de adaptação.

A avaliação ficou a cargo dos mestres Nenel, Maurão e Nani, representantes dos três segmentos da modalidade.

Realizado pela primeira vez em 2016, o Paranauê passou pelo Farol da Barra e, desde 2024, ocupa a Praça da Cruz Caída. A escolha do espaço reforça o vínculo do evento com a história da capoeira, já que o local é reconhecido como cenário da primeira competição da modalidade.

Em Salvador, a disputa ganhou uma dimensão que vai além do esporte. Ao reunir atletas, mestres e público no coração do Pelourinho, o evento ajudou a reafirmar a capoeira como expressão de cultura, identidade, ancestralidade e pertencimento.

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No pódio

Atletismo baiano brilha no feminino e conquista 15 medalhas no Troféu Norte-Nordeste

Mesmo terminando em sétimo lugar na classificação geral, Bahia mostra força entre as mulheres e confirma crescimento da modalidade

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O atletismo baiano voltou do Recife com resultados que vão além da classificação geral. Embora tenha encerrado o Troféu Norte-Nordeste Loterias Caixa de Atletismo Adulto na sétima colocação entre os estados participantes, a delegação da Bahia encontrou nas provas femininas o principal motivo para comemorar: foram 15 medalhas conquistadas exclusivamente por mulheres, desempenho que garantiu ao estado a terceira melhor campanha feminina da competição.

Realizado no Parque e Centro Esportivo Santos Dumont, o torneio reuniu 339 atletas de 15 estados das regiões Norte e Nordeste, além do Distrito Federal. Pernambuco, competindo em casa, conquistou o título geral com 518 pontos, seguido por Ceará e Rio Grande do Norte.

A Bahia somou apenas 37 pontos no masculino, mas compensou com uma atuação consistente no feminino, alcançando 143 pontos e um lugar no pódio da classificação por equipes. O resultado evidencia uma característica cada vez mais presente no esporte baiano: o protagonismo das mulheres em modalidades historicamente marcadas por desafios estruturais e de investimento.

O principal destaque da delegação foi Elisabete dos Santos Batista, que conquistou três medalhas de ouro ao vencer os 5.000 metros, os 10.000 metros e os 3.000 metros com obstáculos. A campanha também teve forte presença nas provas de meio-fundo. Nos 800 metros, Kamila Alexia da Silva Santos ficou com o ouro e Janine Reis Marques levou a prata.

Nos 1.500 metros, a Bahia dominou completamente o pódio, com ouro para Taiane Neto Lima, prata para Kamila Alexia e bronze para Janine Reis. A dobradinha voltou a se repetir nos 5.000 metros, com Elisabete no lugar mais alto do pódio, seguida por Janine e Taiane.

Nas provas de velocidade, Luiza Damasceno Barbosa conquistou prata nos 400 metros e bronze nos 200 metros, enquanto Stefany dos Santos Ribeiro garantiu mais um bronze nos 400 metros. A campanha foi completada pelas medalhas de prata de Sophia Araujo Matias Alves, no salto em altura, e Ana Carolina Marques Pires, no lançamento do dardo.

Ao final da competição, a delegação baiana contabilizou cinco medalhas de ouro, seis de prata e quatro de bronze. O desempenho reforça um processo de fortalecimento da modalidade no estado, impulsionado pelo trabalho de clubes, treinadores e atletas que seguem buscando espaço no cenário nacional.

Como reconhecimento pelo desempenho em Recife, a Federação Bahiana de Atletismo anunciou que distribuirá mais de R$ 11 mil em premiações para as atletas medalhistas. A iniciativa representa um incentivo importante em uma modalidade que, muitas vezes, depende da persistência dos seus praticantes para seguir revelando talentos.

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