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Nos campos

Nordeste ganha força na reta decisiva da Série C em busca de espaço na Série B

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A Série C do Campeonato Brasileiro terminou sua primeira fase neste sábado (29) com uma fotografia que chama atenção: Norte e Nordeste terão presença importante na disputa pelo acesso à Série B de 2027. Entre os oito classificados, três são nordestinos: Botafogo-PB, Floresta-CE e Santa Cruz-PE; e ainda tem o Paysandu representaneo o Norte.

A presença regional ganha peso em uma competição historicamente marcada pela força financeira e estrutural dos clubes do Sul e Sudeste. Agora, quatro equipes dessas regiões terão pela frente uma disputa em que Norte e Nordeste aparecem como alternativas concretas ao eixo tradicional do futebol brasileiro.

Nordeste com três representantes

O Botafogo-PB chega ao quadrangular como uma das equipes que garantiram a classificação antecipadamente. Ao lado de Floresta e Santa Cruz, o clube paraibano terá a missão de transformar a boa campanha em acesso.

Os três nordestinos estarão no mesmo grupo, o Quadrangular 1, ao lado do Maringá-PR. Isso cria uma disputa regional interessante, mas também reduz o espaço para erros: serão apenas seis rodadas para definir os dois classificados à Série B.

No Quadrangular 2, o Paysandu completa a presença de Norte e Nordeste. O clube paraense terá pela frente Brusque-SC, Ferroviária-SP e Inter de Limeira-SP.

Acesso em seis jogos

Os oito classificados foram divididos em dois grupos de quatro. Todos jogam entre si em turno e returno, e os dois melhores de cada chave garantem o acesso à Série B de 2027.

A primeira rodada está prevista para os dias 5, 6 ou 7 de setembro. No Grupo 1, Santa Cruz recebe o Botafogo-PB, enquanto Floresta enfrenta o Maringá. No Grupo 2, Paysandu visita o Brusque e a Inter de Limeira encara a Ferroviária.

O formato exige regularidade. Não há espaço para recuperação prolongada: seis partidas definem o futuro dos clubes.

Um caminho para furar a barreira do eixo

A presença de quatro equipes de Norte e Nordeste entre os oito classificados não significa apenas uma disputa por quatro vagas. Também representa a possibilidade de ampliar a diversidade regional na Série B.

Botafogo-PB, Floresta, Santa Cruz e Paysandu entram na fase decisiva tentando transformar competitividade em acesso e mostrar que, mesmo diante de diferenças econômicas e estruturais, clubes fora do eixo Sul-Sudeste podem ocupar espaços relevantes no futebol nacional.

Enquanto isso, Confiança e Itabaiana, ambos de Sergipe, foram rebaixados para a Série D de 2027. A próxima Série C terá ainda um cenário diferente. Com seis clubes promovidos da quarta divisão, a competição passará de 20 para 24 participantes.

Brasileirão

Vitória perde para o Atlético-MG e chega à terceira derrota seguida

Leão sofre com domínio mineiro, reage no segundo tempo, mas não evita novo resultado negativo no Brasileirão

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O Vitória perdeu por 3 a 1 para o Atlético-MG neste domingo e acumulou a terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro. O resultado expôs novamente as dificuldades do Rubro-Negro para competir durante os 90 minutos.

Atlético-MG domina o primeiro tempo

O time mineiro teve 66% de posse de bola na etapa inicial e manteve o Vitória recuado. Lucas Arcanjo precisou trabalhar em chute de Preciado, mas o gol saiu aos 24 minutos.

Após cobrança de escanteio de Minda, a defesa rubro-negra falhou na pequena área e Thiago Borbas aproveitou para abrir o placar. O Vitória tentou responder, mas ficou limitado aos cruzamentos e pouco ameaçou.

Leão reage, mas não consegue buscar o resultado

O Atlético-MG ampliou aos 17 minutos do segundo tempo. Após erro de Luan Cândido, Reinier avançou e bateu rasteiro no canto de Lucas Arcanjo.

O Vitória diminuiu aos 41, com Erick. O atacante recebeu na área, driblou a marcação e aproveitou o rebote para marcar um belo gol.

A reação, porém, parou por aí. O terceiro gol consolidou a vitória mineira e deixou o Vitória novamente pressionado na competição.

“Depois que a gente tomou o segundo gol ficou mais difícil. Faltou atacar mais ali”, reconheceu Erick, que pediu desculpas pela terceira derrota seguida e já projetou a Copa do Brasil como próxima oportunidade de reação.

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Nos campos

Copa Salvador Interbairros começa com futebol feminino e busca novos talentos

Competição reúne mais de 1,2 mil atletas de 40 equipes e terá cerca de R$ 200 mil em premiação

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A Copa Salvador Interbairros de Futebol Amador 2026 começa neste domingo (30), em São Cristóvão, com uma novidade: pela primeira vez, o torneio terá uma categoria feminina.

A abertura acontece na Arena Planeta. Às 9h, São Cristóvão e Boca do Rio fazem o primeiro jogo feminino da competição. Às 11h, Catalunha, de Valéria, e Grêmio Praia Grande, da Ilha de Maré, se enfrentam pela categoria Livre masculina.

Promovida pela Prefeitura de Salvador, em parceria com a Federação Bahiana de Futebol, a Copa terá 40 equipes e mais de 1,2 mil atletas, divididos entre as categorias Livre masculina, Feminina e Sub-15.

Futebol feminino estreia

Dez equipes participarão da categoria feminina. As atletas terão inscrição, arbitragem e material esportivo gratuitos e ainda disputarão uma premiação de R$ 70 mil.

A estreia acontece às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá Salvador entre as cidades-sede. Mais do que aproveitar a visibilidade do Mundial, a competição coloca em evidência uma necessidade antiga: ampliar o número de torneios para mulheres que jogam futebol em Salvador e no interior da Bahia.

A expectativa da organização é que a Copa ajude a criar novas oportunidades para atletas e fortaleça a presença feminina nos campos da cidade.

Premiação chega a R$ 200 mil

A competição também terá uma premiação maior em 2026. Serão cerca de R$ 200 mil, contra R$ 130 mil distribuídos em 2024.

Nas categorias Livre masculina e Feminina, o campeão receberá R$ 40 mil, o vice R$ 20 mil e o terceiro colocado R$ 10 mil.

No Sub-15, serão R$ 10 mil para o campeão e R$ 5 mil para o vice.

Os jovens ainda terão outro incentivo. Atletas menores de 18 anos das equipes que terminarem o Sub-15 entre os quatro primeiros colocados receberão 12 meses de Bolsa Atleta, no valor de R$ 300 mensais.

Da várzea para os clubes

A organização pretende transformar a Copa em uma vitrine para jogadores que atuam nos bairros. Profissionais especializados acompanharão as partidas em busca de atletas com potencial para serem encaminhados a clubes.

A ideia é aproximar a competição de equipes como Bahia, Vitória e Jacuipense, além de abrir possibilidades em outros mercados.

É uma oportunidade importante, principalmente para quem dificilmente consegue acesso às estruturas tradicionais de formação. Mas a descoberta precisa ser acompanhada de continuidade. Identificar um talento é apenas o primeiro passo de um processo que envolve treinamento, formação e condições para que o jogador permaneça no esporte.

Muito além da competição

A Copa Interbairros também tem como proposta aproximar comunidades de diferentes regiões de Salvador. Para os organizadores, o torneio funciona como ferramenta de inclusão e convivência, além de estimular a prática esportiva. Em 2026, essa missão ganha um novo capítulo com a entrada do futebol feminino.

Se conseguir manter as oportunidades para além do período da competição, a Copa poderá cumprir um papel ainda mais importante: fazer com que o esporte praticado nos bairros seja não apenas espaço de lazer, mas também uma porta de entrada para novas trajetórias.

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Copa do Mundo

Saiba quanto os brasileiros devem investir para assistir a Copa do Mundo 2030 nos estádios

Mundial será espalhado por três continentes; e começar a guardar dinheiro agora pode fazer diferença

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Quem pretende acompanhar a Copa do Mundo de 2030 presencialmente precisa começar a pensar no orçamento muito antes de comprar a passagem ou o ingresso. Depois de uma edição de 2026 marcada por custos elevados, o próximo Mundial terá um ingrediente adicional: os jogos serão distribuídos entre América do Sul, Europa e África.

A Copa de 2030 acontecerá entre 8 de junho e 21 de julho, com Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais. Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas comemorativas pelo centenário da competição nos dias 8 e 9 de junho.

A experiência, portanto, poderá ter preços bastante diferentes dependendo do roteiro escolhido. Em 2026, uma viagem em perfil econômico para acompanhar a Copa foi estimada em cerca de R$ 21,5 mil, enquanto um planejamento intermediário chegou a R$ 43,5 mil. A conta incluiu passagens aéreas, hospedagem, alimentação e outros gastos durante a competição.

Quatro anos para preparar o bolso

Para Gabriella Bridi, educadora financeira da Franq, o intervalo até 2030 pode ser justamente o maior aliado do torcedor. A recomendação é transformar a viagem em uma meta financeira de longo prazo, com uma reserva específica para a Copa.

“Quanto antes o planejamento começar, maior será o tempo para o dinheiro trabalhar a favor do torcedor”

O primeiro passo é estimar quanto custaria hoje uma viagem com o roteiro desejado. Passagens, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos e tempo de permanência precisam entrar na conta.

Depois, é necessário considerar que os preços não ficarão congelados até 2030. A especialista recomenda trabalhar com uma projeção de reajuste anual entre 5% e 6%, levando em consideração inflação e variações cambiais.

América do Sul pode ser alternativa

A distribuição geográfica do Mundial também permite estratégias diferentes. Quem deseja uma experiência mais ampla pode concentrar a viagem na Europa e no Marrocos. Para quem busca reduzir os custos, acompanhar uma das partidas comemorativas na Argentina, no Paraguai ou no Uruguai pode ser uma alternativa.

Essa escolha de roteiro será importante para o orçamento final. Uma Copa acompanhada em vários países exige mais deslocamentos e, consequentemente, aumenta as despesas.

Para viagens à Europa, Gabriella também recomenda considerar a formação de parte da reserva em uma moeda forte, como o euro, como forma de reduzir a exposição às oscilações cambiais.

R$ 500 por mês podem virar R$ 27 mil

Um exemplo apresentado pela especialista ajuda a dimensionar o efeito do planejamento. Quem começar a investir R$ 500 por mês a partir de julho de 2026 poderá chegar a aproximadamente R$ 27 mil até julho de 2030, considerando um cenário conservador.

O valor, evidentemente, não garante uma viagem completa, já que os preços de passagens, hospedagem e ingressos ainda são desconhecidos. Mas mostra como a regularidade pode transformar uma meta distante em uma reserva significativa. A principal lição, nesse caso, não está apenas no investimento escolhido. Está no comportamento financeiro.

Criar uma conta ou aplicação exclusiva para a Copa, estabelecer uma meta e revisar o planejamento uma vez por ano são medidas que podem evitar que o sonho de assistir ao Mundial termine em uma dívida depois da viagem. Quatro anos passam rápido, e quanto antes começar a guardar, menos a paixão pelo futebol precisará disputar espaço com o orçamento doméstico.

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