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Negócios

Rede Alpha Fitness leva força da Bahia para a Fitness Brasil Expo 2026

Empresa baiana participa de um dos principais eventos do setor na América

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A Rede Alpha Fitness representou a Bahia na Fitness Brasil Expo 2026, realizada entre os dias 27 e 29 de agosto, em São Paulo. O evento reuniu marcas e profissionais do setor fitness para discutir novidades, tecnologias e mudanças no comportamento dos consumidores.

A diretora Manuela Schriefer participou da programação como palestrante e apresentou a trajetória da empresa, além de compartilhar a visão da Alpha sobre as transformações do mercado.

Menos estética, mais qualidade de vida

Para Manuela, a mudança no perfil de quem procura academias já é percebida no cotidiano das unidades. O foco exclusivamente estético perde espaço para uma busca mais ampla por saúde, bem-estar e qualidade de vida.

A executiva também destacou a importância de acompanhar as transformações do setor. Para ela, eventos como a Expo funcionam como um termômetro para identificar novas tecnologias e formatos de treinamento que podem ser incorporados à rotina da empresa.

Mais do que acompanhar tendências, a participação coloca uma empresa baiana em contato direto com as principais discussões de um mercado em transformação. O desafio, agora, é transformar essas referências em experiências que façam sentido para quem está dentro das academias.

Na saúde

Growth relança GCoffee com proposta de café funcional

Produto combina cafeína, taurina, L-carnitina e beta-alanina e chega em embalagem pouch com três opções de sabor

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A Growth Supplements relança, em agosto, o GCoffee com uma nova proposta: transformar o produto em um café funcional, combinando o consumo tradicional da bebida com ingredientes voltados a energia, foco e disposição.

A nova fórmula reúne cafeína de liberação prolongada, 1.000 mg de taurina, 515 mg de L-carnitina e 300 mg de beta-alanina por porção, segundo a fabricante. O produto será comercializado nos sabores tradicional, cappuccino e chocolate.

Embalagem acompanha mudança

Outra novidade está no formato. O GCoffee passa a ser vendido em embalagem pouch de 220 gramas, com fechamento reutilizável e proteção contra luz, oxigênio e umidade.

A escolha aproxima o produto da identidade visual dos cafés especiais e reforça uma estratégia da empresa de ocupar espaços além do mercado tradicional de suplementos.

A Growth também prevê o retorno da versão em lata para 2027.

Café entra na rotina esportiva

O lançamento acompanha um movimento de expansão da marca para produtos que associam praticidade e performance ao cotidiano. A proposta é inserir ingredientes normalmente encontrados em suplementos em um hábito já consolidado entre os brasileiros: o consumo de café.

Fundada em 2009, a Growth atua no modelo de venda direta ao consumidor e mantém uma linha que inclui proteínas, creatina, pré-treinos e multivitamínicos. Segundo a empresa, o faturamento ultrapassou R$ 2 bilhões em 2025.

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Copa do Mundo

Copa do Mundo impulsiona mercado editorial e aquece vendas de livros e álbuns de figurinhas

Segmento tem maior avanço entre demais setores, com alta de 15%, em meio ao início das vendas do álbum de figurinhas

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A Copa do Mundo de 2026 já começa a produzir reflexos fora dos gramados. Um dos impactos mais visíveis aparece nas livrarias e papelarias. Segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou crescimento de 13,4% nas vendas em maio na comparação com o mês anterior, além de alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi o melhor entre os oito setores analisados pelo levantamento e reforça um fenômeno que costuma acompanhar grandes eventos esportivos: o fortalecimento do consumo de produtos ligados à experiência do torcedor.

Entre os fatores apontados para o desempenho está o início da comercialização dos tradicionais álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Muito além de um produto voltado para crianças, os álbuns mobilizam colecionadores de diferentes gerações e transformam a troca de figurinhas em um ritual social que atravessa décadas.

O movimento revela uma característica interessante do futebol brasileiro. Em períodos de Mundial, o interesse pela competição ultrapassa as transmissões dos jogos e alcança diferentes setores da economia, criando oportunidades para editoras, papelarias e pequenos comerciantes.

Na Bahia esse comportamento também pode ser observado em escolas, praças e espaços públicos, onde colecionadores se reúnem para completar seus álbuns e compartilhar a expectativa pela participação da Seleção Brasileira.

Além do segmento editorial, outros setores também apresentaram crescimento em maio, como vestuário, móveis, eletrodomésticos e supermercados. A expectativa do mercado é que o avanço do torneio e o aumento da mobilização dos torcedores gerem impactos ainda maiores nos próximos meses.

A Copa do Mundo continua sendo um fenômeno cultural e econômico capaz de influenciar hábitos de consumo, movimentar negócios e aproximar diferentes gerações em torno de uma paixão compartilhada.

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Artigos

Como o esporte disciplina mentes empreendedoras

Entenda porque o empreendedor precisa aprender a lidar com pressão sem perder clareza

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*Por Flávio Augusto da Silva

Existe uma característica comum entre grandes atletas e grandes empresários que pouca gente percebe: ambos aprendem cedo que talento, sozinho, não sustenta resultado.

O esporte foi uma das escolas mais importantes que eu tive para entender disciplina, repetição, resiliência e controle emocional. E, honestamente, acredito que muita gente subestima o impacto que essas habilidades têm no mundo dos negócios.

No esporte, você aprende rapidamente que não existe evolução sem rotina. Não existe resultado sem treino. Não existe vitória sem preparo. E, principalmente, aprende que perder faz parte do processo.

O empreendedorismo funciona exatamente assim.

As pessoas costumam olhar para empresários bem-sucedidos e enxergar apenas o resultado final. Veem a empresa pronta, os números, o reconhecimento. Mas quase nunca enxergam a quantidade de decisões difíceis, erros, pressão e repetição que existem por trás disso.

No esporte, ninguém acha estranho um atleta treinar durante anos para competir alguns minutos. Nos negócios, muita gente acha que vai construir algo relevante sem preparo, sem disciplina e sem consistência.

Talvez por isso eu tenha me conectado tanto com o futebol quando investi no Orlando City, nos Estados Unidos. Na época, muita gente não entendia aquele movimento. Mas eu enxergava algo que aprendi no empreendedorismo: todo fenômeno não percebido é um fenômeno não precificado.

O futebol nos EUA estava crescendo diante dos olhos do mercado, mas ainda havia pouca gente prestando atenção. E o esporte tem uma característica muito parecida com o empreendedorismo de revelar tendências humanas antes de muita gente perceber.

Esporte é comportamento. É cultura. É mentalidade.

Quando você acompanha a rotina de um atleta de alta performance, percebe rapidamente que a diferença raramente está apenas na técnica. O que separa os grandes nomes é a capacidade de manter disciplina mesmo quando ninguém está olhando. E empreender também é assim.

Existe uma romantização muito grande sobre motivação. Mas motivação é emocional. Disciplina é racional. E quem constrói algo relevante aprende a depender menos do estado emocional e mais da capacidade de continuar executando mesmo nos dias difíceis.

Eu costumo dizer que o empreendedor precisa aprender a lidar com pressão sem perder clareza. E isso o esporte ensina de forma brutal. Um atleta pode errar diante de milhares de pessoas e ainda assim precisar continuar no jogo. Um empresário também. Tomar decisões difíceis faz parte da rotina de quem lidera.

Outro ponto importante é que o esporte ensina que ninguém vence sozinho. As pessoas gostam da imagem do empresário solitário que construiu tudo por conta própria, mas isso não existe. Grandes resultados dependem de equipe, cultura, liderança e confiança, exatamente como acontece dentro de um time.

Talvez seja por isso que eu acredite tanto que o esporte ajuda a formar mentalidade empreendedora. Porque ele ensina sobre consistência e isso mercado cobra o tempo inteiro. No fim do dia, resultado não é consequência de intensidade momentânea. É consequência de repetição bem executada ao longo do tempo.

E isso vale para um atleta. Vale para um empresário. E vale para qualquer pessoa que queira construir algo relevante na vida. No esporte e nos negócios, a diferença quase nunca está em começar motivado. Está em continuar quando a motivação acaba.

* Flávio Augusto da Silva é empresário, ex-proprietário do Orlando City e acionista da Major League Soccer

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